16/10/2018 - 19:00

Fernanda Montenegro: mensagem de agradecimento aos fãs

Fernanda Montenegro: aniversariante do dia agradece mensagem dos fãs nas redes sociais /Foto: Estevão Avellar/TV Globo

Fernanda Montenegro, a aniversariante desta terça-feira (16/10), comemorando seus 89 anos, embora resista às redes sociais, usou o Instagram para agradecer as mensagens dos fãs – ela tem mais de 63 mil seguidores e mais 131 mil no Facebook. “Oi, meus amores, é Fernanda Montenegro, sou eu (rs). Recebam um grande abraço e um beijo de agradecimento eterno pelo carinho de hoje. Devo a vocês toda uma dedicação, não tem como pagar isso”, disse em áudio. Fernandona tem no currículo mais de 30 trabalhos na TV e mais de 40 no cinema, e ensaia sua primeira produção literária, em que vai escrever suas memórias — este ano, ela também lançou uma fotobiografia. Aposentadoria não está em seus planos.

Enviado por: Redação
16/10/2018 - 17:40

Luciana Gimenez e Gugu Garcia: muitas intenções

A apresentadora Luciana Gimenez e o empresário Gugu Garcia estão se “conhecendo melhor” /Fotos: Reprodução

Naquele vaivém da festa Brazil Foundation, no começo de setembro, no Hotel Plaza, em Nova York,  Luciana Gimenez e Augusto Garcia se conheceram; desde então, seguem, no mínimo, com muitas intenções. Os dois estiveram juntos no Rio, no último fim de semana, por exemplo, jantando no Oro. Gugu, de 39 anos, mora há dez anos em Manhattan,  é embaixador da marca LivePerson, empresa americana de tecnologia. Por coincidência, é lá também que vive Lucas Jagger, filho da apresentadora com Mick Jagger. É a primeira demonstração de – como dizer? – certo interesse de Luciana por alguém, desde a separação do empresário Marcelo de Carvalho, em março deste ano, atual namorado de Simone Abdelnour. Gugu é de uma família muito querida no Rio, irmão do artista plástico Dudu Garcia e da empresária Beth Garcia, da Approach Comunicação. 

Enviado por: Lu Lacerda
16/10/2018 - 15:24

Fonte do Antiquarius, que vai a leilão, desperta interesse

Fonte do restaurante Antiquarius vai a leilão nesta quinta e sexta-feira (18 e 19/10) e já tem muita gente interessada /Foto: Reprodução

Empresário carioca, cinquentão, assíduo frequentador do Antiquarius, está de olho vivo na fonte de pedra que ficava ao fundo do salão principal, que vai a leilão junto a outros itens, nesta quinta e sexta-feiras (18 e 19/10) pelos grandes momentos vividos ali. “Com quem?” perguntou uma amiga, e ele: “Com inúmeras mulheres, das quais me casei com quatro”. Está certo de que quando qualquer situação começa sob aquela fonte, tudo dá certo. Pra ele foi assim; já para os donos do restaurante, algumas coisas ainda estão indefinidas. Comenta-se, em conversas ao pé do ouvido, que Carlos Perico Filho, nome que estava à frente do Antiquarius antes do fechamento, está dando passos para continuar no mesmo ramo da gastronomia. Ele desconversa! 

Enviado por: Lu Lacerda
16/10/2018 - 14:50

“Central do Brasil”: filme ganha versão em 4k

“Central do Brasil”: filme de Walter Salles ganha edição restaurada em 4k /Foto: Reprodução

“Central do Brasil”, dirigido por Walter Salles, estará de volta aos cinemas, em cópia restaurada em 4k, com a primeira exibição no Brasil, na 42ª Mostra São Paulo, dia 30 de outubro, e, logo depois, no Festival do Rio, dia 3 de novembro, para comemorar os 20 anos do clássico nacional. O evento paulista vai ter, além do diretor, a atriz Fernanda Montenegro e o ator Vinícius de Oliveira, principais personagens do filme. Também vai ser lançada uma nova edição em DVD, em dezembro.  O longa conquistou mais de 50 prêmios internacionais. A produção foi restaurada com o apoio do Centro Nacional de Cinematografia francês (CNC) e da coprodutora MACT. O trabalho foi feito pelo laboratório francês Éclair e supervisionado pessoalmente por Walter. 

Enviado por: Redação
16/10/2018 - 13:20

Paulo Casé: homenagem com nome de ponte em Ipanema

Paulo Casé: arquiteto carioca ganha homenagem póstuma com nome de ponte em Ipanema /Foto: Divulgação

O grande arquiteto e urbanista carioca Paulo Casé, que morreu aos 87 anos, em agosto, ganhou uma homenagem nesta terça-feira (16/10), em decreto do prefeito Marcelo Crivella, no Diário Oficial. A ponte que liga a Avenida Ataulfo de Paiva à Rua Visconde de Pirajá, com 30 metros de extensão em Ipanema, passa a se chamar Ponte Arquiteto Paulo Casé. Considerado um arquiteto de vanguarda e muito atuante na paisagem carioca – e também controverso -, Casé foi autor do Obelisco de Ipanema nos anos 1990 (demolido na gestão de Eduardo Paes), além de vários hotéis em todo o País, entre eles o Marriot e o Le Méridien (hoje Hilton), em Copacabana, tem também no portfólio participações em projetos do Parque Aquático Maria Lenk, da Cidade das Crianças, do Favela-Bairro da Mangueira, do Rio Cidade de Ipanema e Bangu, e da Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo). A propósito, seu filho, Paulo Augusto Casé, e a diretora Paula Fiúza trabalham num documentário sobre os trabalhos do arquiteto. 

Enviado por: Redação
16/10/2018 - 12:20

Marcelo D2 e BNegão: super-heróis de HQ

Marcelo D2 e BNegão: rappers viram super-heróis de história em quadrinho /Foto: Reprodução

Os rappers cariocas Marcelo D2 – com garras de Wolverine e cigarrinho na boca – e BNegão viraram super-heróis de história em quadrinhos e estarão na exposição “Rap em Quadrinhos”, uma produção do ilustrador e designer Wagner Loud e do youtuber Gil Santos, neste sábado, no Central Panelaço, espaço vegano de João Gordo, em São Paulo. O projeto faz uma homenagem aos rappers nacionais e também inclui Karol Conká, no HQ “Tombei”, além de outros 16 artistas. A ideia em unir o rap e os quadrinhos surgiu depois que Gil entrevistou Loud para o seu canal, que discute as HQs e sua ligação com o gênero musical. A renda do evento vai para o coletivo paulistano Imargem (junção das palavras imagem + margem), que promove arte acessível em espaços públicos com murais, esculturas, oficinas e debates sobre arte, meio ambiente e convivência.

Enviado por: Redação
16/10/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: água

A água sempre nos fascinou. Ao longo da história,  teve a importante missão de garantir a vida; hoje, água representa tudo isso e mais o seu riquíssimo aspecto estético. Podemos dar-nos o luxo de conter a água nas mais diversas situações, dentro ou fora de casa – usar um espaço com água pode ser possível. Numa escala maior, um lago externo que pode entrar dentro de casa ou em escala menor, uma piscina, ou mesmo um espelho d’água. Em todos os casos, água dentro e fora da casa muda completamente a ocupação do espaço. Não somente por ser um elemento novo como também porque o uso da água é completamente diferente.

Por exemplo, um piso de água não pode ser usado da mesma forma do que uma cerâmica, um laminado. Ao conectar o interior com o exterior, já ampliamos muito a dimensão arquitetônica; mas, se essa interação acontecer através da água, o espaço pode até triplicar, fora toda a dinâmica criativa que essa interação sugere. Para o equilíbrio no meio ambiente, precisamos saber tecnicamente o que é necessário antes de conter água dentro e fora de casa. Além de situações técnicas – troca de água, escoamento, contenção estrutural, equilíbrio da acidez pH – ao pôr água em casa, o projeto de arquitetura necessita estar totalmente adaptado a essa situação; de preferência, na elaboração inicial de um projeto.

Para nós, que moramos em um país tropical, a água, além de necessária, é fundamental para a troca de calor. Nos trópicos, a água é pura alegria! Já conhecemos seus benefícios desde sempre; usá-la como recurso estético, também. Os romanos já usavam, nos pátios externos, as fontes como decoração. Hoje temos os modernos espelhos d’água, as piscinas, lagos e até mesmo escadas que descem até o mar. Valorizamos, cada vez mais, o meio ambiente e a natureza. Assim, transformamos e aprimoramos, através desses elementos, os espaços da casa contemporânea.

Enviado por: Redação
15/10/2018 - 17:30

Bisneto de Niemeyer cria fórum de arquitetura no Rio

Paulo Sergio Niemeyer: bisneto de Oscar Niemeyer cria “Fórum Niemeyer” no Rio /Foto: Reprodução Revista Destaque Decor

Acontece desta terça-feira até sexta-feira (17 a 19/10) o Fórum Mundial Niemeyer, no Teatro Adolpho Bloch, na Glória, com o intenção de valorizar a memória e o legado de Oscar Niemeyer e aproximar a relação das pessoas com a arquitetura. Na programação, 31 palestras de diferentes áreas e temas, como “Arquitetura e Sustentabilidade”, “Mobilidade e Cidade Inteligente”, entre outras, organizadas pelo Instituto Niemeyer de Políticas Urbanas Científicas e Culturais em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-RJ) e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). Na lista de convidados, a artista plástica Anna Bella Geiger, o cineasta Luiz Carlos Barreto, o japonês Shigeru Ban, vencedor do prêmio Pritzker de 2017, o “Nobel” da Arquitetura, o designer Hans Donner etc.

Além das palestras, a Casa Niemeyer vai inaugurar uma exposição sobre o panorama da arquitetura brasileira, do passado ao futuro, na Casa França-Brasil. “Vai ser um grande projeto que pretendemos fazer anualmente. A proposta do fórum é que gere um legado todo ano, pois as palestras serão compiladas para formar um produto e parte será distribuída gratuitamente”, diz Paulo Sergio Niemeyer, bisneto de Oscar e presidente do Instituto Niemeyer de Políticas Urbanas, Científicas e Culturais. A inscrição por dia de evento custa R$ 150 (inteira) na página do fórum

Enviado por: Redação
15/10/2018 - 16:30

Maria Monteiro de Carvalho: marca infantil no Fashion Lodge

Maria Monteiro de Carvalho: sua marca infantil, a Tricota, participa do Fashion Lodge /Foto: Bruno Ryfer

Entre as atrações da 2ª edição do Fashion Lodge (coletivo de moda organizado por Alessandra Amaral e Isabela Menezes), no Teatro XP Investimentos, no Jockey Club, nesta quarta-feira (17/10), está  a Tricota, de Maria Monteiro de Carvalho, para crianças, meio nova no mercado. Maria tem duas filhas do casamento com Alexandre Colombo e se interessa por tudo em volta do tema da infância. Para fechar o evento, o estilista Carlos Tufvesson faz a palestra “A importância da Moda na Reconstrução do Rio”. Segundo as organizadoras, esse evento tem como ponto principal dar visibilidade a pequenos produtores e ser uma alternativa para marcas já conhecidas. 

Enviado por: Redação
15/10/2018 - 15:00

Mais uma amizade que acaba pela política: Alexia x Walter

Alexia Deschamps X Walter Guimarães: amizade de 30 anos desfeita por divergências políticas /Fotos: Reprodução

Como falei no meu Instagram, se os políticos brigassem pelo povo, como o povo briga por eles, o País estaria salvo. Você trocaria uma briga PT x Bolsorano por uma amizade de 30 anos? Foi o que aconteceu com Alexia Deschamps e Walter Guimarães – como tantos outros, a atriz e o empresário romperam de vez. Diante de algumas palavras impublicáveis de Walter, finalizando com “procura fazer coisas mais úteis, tem muita criança passando fome e quero que seus animais se fodam, vá embora do Brasil”, ela respondeu:  “Pra começar, antes de sair do Brasil, eu saí do seu Facebook. Desnecessário e lamentável o seu comentário; sempre fui educada na sua página! Também não aguento seus comentários idiotas sobre a Lei Rouanet. Triste fim de uma amizade! Já fui tarde, essa não valia a pena”. As regras do bem viver acabaram. O bom é que, no fim das contas, o que todo mundo quer é o melhor pro Brasil, por suposição – se é que vocês me entendem! 

Enviado por: Lu Lacerda
15/10/2018 - 13:30

Milton: “Coração de Estudante” vira nome de rua

Milton Nascimento: “Coração de Estudante”, composta em 1983, agor aé nome de rua carioca /Foto: Divulgação

A música “Coração de Estudante” (1983), de Milton Nascimento e Wagner Tiso, um hino da juventude durante o movimento “Diretas-Já”, virou nome de rua carioca, em decreto publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (15/10), no bairro de Costa Barros, que faz limite com Pavuna, Anchieta, Guadalupe e Barros Filho. Além da canção, também foi homenageada com o nome de rua a estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, que morreu em março do ano passado, aos 13 anos, depois de ser atingida por disparos dentro de um colégio em Acari. Ou seja, tudo a ver com a canção de Milton, cujo trecho diz: “Já podaram seus momentos/Desviaram seu destino…/Mas renova-se a esperança/ Nova aurora a cada dia/ E há que se cuidar do broto / Pra que a vida nos dê flor e fruto”.

Enviado por: Redação
15/10/2018 - 12:20

Depois do fechamento do Eva Herz, peça consegue novo palco

Renato Wiemer: ator comemora a volta da peça “Aqui Jaz Henry”, no Solar de Botafogo, depois de cancelar as apresentações no Teatro Eva Herz, que foi fechado na última semana /Foto: Patricia Ribeiro

A peça “Aqui Jaz Henry”, com Renato Wiemer, vai pro Solar de Botafogo, nesta sexta-feira (19/10), depois de elenco, produção e equipe saberem, sem aviso prévio, sobre o fechamento da Livraria Cultura e do Teatro Eva Herz, no Centro, na última semana, onde estava em temporada até o dia 27 de outubro. Depois que a notícia se espalhou, a assessoria do espetáculo foi procurada pelos integrantes do Mater (Movimento de Artistas de Teatro do Rio), por diversos produtores, diretores, atores e técnicos, que se ofereceram para ajudar, buscando um novo espaço. Até que o Solar de Botafogo cedeu seu palco. Com direção artística de Clarissa Freire, a peça fala sobre a impermanência do ser humano, as dores e os amores nas relações, a homossexualidade e a morte. “Em tempos sombrios, qualquer ato de generosidade e união é mais importante do que nunca, ainda mais numa peça que aborda assuntos tão controversos”, diz Wiemer.

Enviado por: Redação
15/10/2018 - 11:00

Elenco de “Segundo Sol”: muitas palmas para Lobianco

“Gisberta”: Caco Ciocler e Giovanna Lancellotti, que interpretam pai e filha em “Segundo Sol” /Fotos: Webert Belicio/AG.News

“Gisberta”: Carol Fazu e Fabricio Boliveira /Fotos: Webert Belicio/AG.News

“Gisberta”: o casal Lan Lanh e Nanda Costa /Foto: Webert Belicio/AG.News

“Gisberta”: Luis Lobianco em cena /Foto: Webert Belicio/AG.News

“Segundo Sol”, de João Emanuel Carneiro, está praticamente na reta final e os atores, cada dia mais próximos. Nesse domingo (14/10), parte do elenco foi assistir a “Gisberta”, com Luis Lobianco, o Clovinho da novela das nove, na Cidade das Artes, na Barra. Boa parte do núcleo dos Athayde estava por lá: Edgar (Caco Ciocler), Rochelle (Giovanna Lancellotti) e Roberval (Fabricio Boliveira), além de Maura (Nanda Costa) e Selma (Carol Fazu). No palco, o ator conta a história da personagem-título, a transexual brasileira Gisberta Salce Júnior, morta em 2006, em Portugal, depois de ser torturada durante sete dias por 14 menores de idade.

Em cena, ele interpreta vários personagens: cantor, apresentador de cabaré, cômico, ator dramático… É também um ato político para chamar atenção para os dados da intolerância no Brasil – segundo pesquisa da Transgender Europe (TGEU), o Brasil responde por 42% dos 295 casos de assassinatos de pessoas trans registradas em 2015. “Enquanto em Portugal Gisberta virou ícone da luta contra a transfobia e, a partir do seu caso, o país avançou na conquista de direitos aos transexuais, o Brasil anda na contramão e segue um dos países que mais cometem crimes de transfobia e homofobia. Se ainda não conseguimos mudar as leis que não nos protegem, que a justiça seja feita no teatro, com música e luzes de cabaré”, diz Luis.

Enviado por: Redação
14/10/2018 - 17:00

Carol Filgueiras: e o Emiliano virou Cuba (Rsrsrs)

Anthony Dias dos Santos e Carol Filgueiras /Foto: Vera Donato

Glenda Kozlowski, Luiz Tepedino, Lulu Lima e Silva e Lenny Niemeyer /Foto: Vera Donato

Antonio Paulo Müller e Narcisa Tamborindeguy /Foto: Vera Donato

Marcela Bartolomeo Zanini de Zanine /Foto: Vera Donato

Paula Simonsen e Carolina Filgueiras – Gilson Martins /Fotos: Vera Donato

Michelle e Giselle Batista /Foto: Vera Donato

João Afonso e Kitty Assis /Foto: Vera Donato

O bolo inspirado numa caixa de charutos cubanos e os charutos feitos na hora, folha a folha /Fotos: Vera Donato

Carol Filgueiras conseguiu até um carro da década de 50, muito comum pelas ruas cubanas /Foto:Vera Donato

A observar os sapatos dos homens de marcas como Gucci, Zegna etc., ou as joias de algumas convidadas, não podemos dizer que lembrasse tanto “Uma noite em Havana”, título do convite de Carol Filgueiras para o seu aniversário, numa alegre noite temática. Já as fantasias, sim – algumas estavam num clima de verdadeiras cubanas, certamente seriam aprovadas pelo comandante Fidel Castro. Até as marcas dos charutos preferidos do ditador podiam ser escolhidas de bandeja, por ideia da bela aniversariante, sócia do hotel Emiliano, na Avenida Atlântica, palco da festa.

Noite divertidíssima, bebidas ótimas, comidas espetaculares, assinadas pelo chef Damien Montecer (francês, mas com criatividade para qualquer país), tudo tão perfeito que talvez cubano nenhum jamais tenha experimentado nada parecido. Mas era uma noite de fantasia e muita diversão. A anfitriã providenciou até um carro antigo, igualzinho aos que circulam pela famosa ilha. Nesse clima, a noitada se desenrolou em contraste com os charutos, muito bem enrolados por uma profissional – à escolha de cada um. Tudo aprovado por quem passou por lá. Veja algumas fotos.

Enviado por: Lu Lacerda
14/10/2018 - 12:00

Oito perguntas para Chico Brown (sobre música, família, racismo)

Francisco Buarque de Freitas, 21 anos, nasceu musical e carioca, mas viveu a infância em Salvador. Desde moleque, o filho de Helena Buarque de Hollanda e Carlinhos Brown já apurava os dons musicais no batuque das ruas soteropolitanas – em vez de andar uma bicicleta ou brincar de carrinho, o negócio na Bahia era tocar percussão, panela pela cozinha ou em qualquer superfície sonora. Aos 11 anos, ele se mudou pro Rio, sempre cercado de artistas por todos os lados: filho de Carlinhos Brown, neto de Chico Buarque e Marieta Severo; sobrinho de Miucha, sobrinho de Silvia Buarque, primo de Bebel Gilberto e assim segue sem poder fugir à regra familiar. Chegou à maioridade e se descobriu Chico Brown. Vai lançar seu primeiro álbum brevemente, ainda sem nome e, segundo ele, 90% autoral, com alguma parceria surpresa. 

Chico, que estuda Produção Fonográfica na faculdade Estácio, começou na música de verdade como todo garoto que curte um som, reunindo os amigos do colégio e da vida para formar uma banda (Ivo Costa, Luigi Tedesco, Vitor Nogueira, Joca, Tomás e participação em outras bandas de amigos dos amigos etc.) e juntos, eles tocavam de tudo: o suingue da Bahia, passando pela Tropicália, paquerando o rock, acústico, misturando o frevo com guitarra baiana, samba, valsa, jazz, black music…. Mais tarde, dessa caldeirada de estilos, nasceu “Massarandupió”, valsa composta por ele com letra do avô no ano passado e que entrou no álbum “Caravanas”, assim como na turnê. Olha o que disse Chico Buarque: “Multi-instrumentista, autodidata, e com ouvido absoluto, Chiquinho é o melhor músico da família” (à Folha de SP por escrito). Já o pai prefere a palavra “virtuoso”. É aquele que quem olha de fora percebe uma doçura, mas com firmeza; uma segurança, mas com curiosidade; uma serenidade, mas com inquietude. Quem olha de dentro, diz ainda que Chico Brown é tão talentoso quanto afetuoso. Com tantas credenciais, é bom ficar de olho no garoto. Leia sua entrevista: 

1
Desde os 11 anos você mora no Rio, já se sente um carioca?  

Na verdade, eu sou carioca porque nasci aqui, mas me sinto um baiano de coração, com um pé lá e um pé cá. Já tenho bastante vivência aqui no Rio, meu sotaque é um pouco misturado, como eu digo numa música minha ‘lá dizem que eu sou daqui, e aqui dizem que eu sou de lá’, mas eu já me sinto um carioca porque sei lidar com a malandragem da cidade, sei da alegria e da dor de morar no Rio, mesmo assim é difícil essa transição entre Rio e Bahia. Sentia-me mais carioca quando morava em Salvador, até falava com mais sotaque. E existe uma aceitação mais fácil do carioca pelo Brasil do que o baiano porque tem o ‘lance’ de o carioca ser o sotaque da Rede Globo etc., mas isso está mudando com ‘Segundo Sol’ (de João Emanuel Carneiro). A novela reproduz o sotaque baiano mais fielmente e um pouco menos caricato do que é como a gente tem visto de um tempo pra cá. Na verdade, eu não assisto, mas é o que me dizem.   

2
Como foi essa transição da Bahia pra cá?  

Foi difícil porque a galera da Bahia é mais relax. Por exemplo: vivi uma fase ‘futeboleira’ em Salvador (como sabido, o avô é apaixonado por futebol e é fundador do time Politeama), porque tive mais tempo pra crescer junto com a galera, fazer amizades na escolinha de futsal e, mesmo sendo um perna de pau, eles me ajudavam e relevavam. Na hora de ‘bater uma baba’, como eles dizem por lá, eu podia contar mais com a paciência dos meus amigos. No Rio, o clima é mais competitivo. Durante muito tempo, na escola, eu era o ‘baiano’ – aliás, todos os meus amigos que vieram até antes de mim tinham o mesmo apelido. E, mesmo se tivesse o mínimo resquício de sotaque, a pessoa virava ‘o baiano’, muitas vezes usado pejorativamente. Eu fazia alguma besteira, e alguém dizia: ‘porra baiano!’; e quando fazia algo bom, usavam os termos ‘baianidade’, ‘aquele suingue’ que a gente sabe que só encontra nas terras de lá’. Esse negócio de baiano aqui sempre foi associado à leseira, preguiça, o que não é verdade, inclusive porque, aqui no Rio, a gente tem o lance da ‘cariocagem’, que não implica só a malandragem.  

3
O primeiro álbum sai ou não sai?  

Meu disco está com o repertório mais que pronto, ainda com eventuais aprimoramentos e mutações no sentido de arranjos, letras etc. Estamos negociando algumas propostas com editoras, gravadoras, pessoas interessadas no trabalho de modo geral. Muitas propostas começam boas e vão ficando piores, e eu estou cogitando a alternativa de fazer música independente, não necessariamente nesse primeiro álbum, mas em longo prazo. Faz mais sentido hoje em dia porque o modelo de gravadora já está ficando um negócio obsoleto, e a diferença que elas fazem no processo de gravação é cada vez menor com o avanço das tecnologias, dos estudos e das produções digitais. Meus amigos mais bem-sucedidos trabalham com música independente. Nesse primeiro álbum, vamos ver como é que vai ser: só espero que saia logo. Em termos de composição, é 90% autoral, existem parcerias que gostaria muito de incluir e que têm tudo pra acontecer.  

4
Como aconteceu a criação da sua banda e como é ter, com tantas influências, uma pegada original?  

A criação da minha banda foi uma coisa muito espontânea O repertório foi algo que eu já venho fazendo sozinho direcionado para voz e violão, mas que foi se tornando cada vez mais compatível com outros elementos. Dois ‘amigaços’, Ivo e Luigi, que já tinham tocado comigo em muitos outros projetos, chegaram junto na ideia de fazer um trabalho autoral. Além de outros amigos de um coletivo, que fazem gravações de MPB, rap etc.,  e outros que entraram numa de fazer um som independente. A gente se alternava entre as bandas e tocava em eventos. Também circulo pelo País em formato voz, violão e piano, como se tivesse preparando o terreno para levar o resto da turma comigo. 

5
Vira e mexe você se apresenta com seu pai, seu avô, que o chamam de “melhor músico da família” e “virtuoso”. Como é isso?  

Infelizmente não toco com o meu avô. Nossa relação musical ficou no estúdio e na intimidade da casa da minha avó, mas ao vivo nunca tocamos juntos, pelo menos não desde que virei músico. Já toquei tamborim no show dele quando eu tinha 2 anos, mas acho que foi só essa vez mesmo. Em relação às afirmações deles, tem a ‘corujice’ envolvida, mas eu tenho o estudo dos instrumentos, uma afeição por instrumentistas e pela música dita virtuosa em geral  e isso aflora bastante na forma que eu toco e na minha composição. Mas, em relação a eles, é um lance que você acaba sendo constantemente subestimado ou superestimado, ou por eles ou pelos fãs, muito de acordo com a pré-concepção que os outros formam de você. E claro, envolve muita pressão certas vezes.  

6
Um dia, a Paula Lavigne falou: “Como você é bonito, menino”. Você respondeu: “Eu sou estranho”. Por quê?  

Nunca me achei bonito e sempre fui estranho porque sempre fui diferente de muitas formas, das pessoas ao meu redor, das pessoas do meu espaço de convívio escolares, de trabalho e, de um tempo pra cá, dos lugares que eu frequento. Estou acostumado a ser um estranho no ninho nos lugares e me adaptar às condições.  

7
Em entrevista que fiz com Glória Maria, ela disse que a escravidão continua existindo, só mudou de cara, e cita casos cruéis vividos por ela. Você concorda com isso? Já sofreu de alguma maneira?   

Eu concordo 100% com a Glória Maria. A gente sente o preconceito na pele no cotidiano. Todo mundo que vive isso sabe, e já sofri de muitas maneiras; outras que me contam e eu não me lembro porque eu era pequeno e muitas já contei por aí. O racismo não é um assunto que eu fale com muito conforto.   

8
Você tem um perfil mais sério, não gosta de futebol, fala pouco, tem voz grossa, daí vem o apelido de ‘Preto Velho’, dado por sua família. Mudou algo desde a infância?   

Esse negócio de Preto Velho tem um fundamento porque sempre me disseram que eu tinha uma alma velha ou que eu aparentava ser mais velho. Não só pela aparência, mas pelas ideias porque sempre convivi com pessoas mais velhas, incluindo o pessoal da minha banda, do meu projeto solo e de muitas outras. Não acredito muito nesse lance de que idade tem a ver com maturidade ou da velhice no sentido espiritual. Desde a minha infância, não mudou muito não, vou ficando mais velho no sentido literal e espiritual mesmo, mas faz parte, por dentro somos todos crianças, eu e meus amigos, jovens e velhos, por fora e por dentro.  

Enviado por: Redação

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