19/08/2018 - 15:00

“Queermuseu”: mais de cinco mil pessoas

“Queermuseu”: na primeira foto, Fabio Szwarcwald, diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, com Gaudêncio Fidélis, curador da EAV; na segunda, a artista burlesca Delirious Fenix e as drags que participaram do Sarau Cuier, uma espécie de “Cassino do Chacrinha”; na terceira, alguns dos trabalhos espalhados pelo espaço; na quarta, cartazes militantes; na quinta, performance de um artista e Mauro Trindade, curador e professor de História e Crítica da Arte da UERJ; na sexta, a enorme fila para a mostra /Fotos: Reprodução 

“Crivella mostra todos os dias que é um fundamentalista religioso. A reabertura dessa mostra no Rio pode ser uma derrota enorme para o prefeito”, disse Gaudêncio Fidélis, curador da mostra “Queermuseu”, durante a inauguração nesse sábado (18/08), nas cavalariças da Escola de Artes Visuais (EAV). Citava também sua gratidão pelo Rio. Ainda pela manhã, os organizadores receberam uma notificação da Justiça informando sobre uma liminar que impede a entrada de menores de 14 anos mesmo acompanhados dos pais tendo como justificativa que a mostra contém “nudez e conteúdo sexual”, além de uma manifestação pacífica de 20 pessoas (contadas) de organizações religiosas e do MBL (Movimento Brasil Livre).

O dia continuou agitado, com filas imensas, shows, muitos desavisados e público pra lá de diverso – foram cinco mil pessoas, segundo estimativas de Fabio Szwarcward, diretor da EAV, que promoveu um financiamento coletivo recorde no país, com arrecadação de R$ 1.088.000. Ele é o principal personagem dessa “resenha”, como falam os personagens de João Emanuel Carneiro.

No discurso, Fabio também lembrou da proibição de Crivella com a vinda da mostra inicialmente no Museu de Arte do Rio (MAR). “Ele disse que aconteceria só se fosse no fundo do ‘mar’. Pois bem, estamos reabrindo e, pelo que me consta, não estamos em Atlântida (em menção à lendária ilha submersa descrita por Platão)”. Por ali, 223 trabalhos de 85 artistas – fotos bombaram durante o dia inteiro nas redes sociais -, além de atrações como o grupo Baque de Mulher, a DJ Tatah Toscano, Laura Finocchiaro, Jeza da Pedra, Taís Feijão, Gabi Buarque, Banda Virótica, Ballet Underground e DJ Tata Ogan, além da apresentação do coletivo Isoporzinho das Sapatão e da festa Mariwô, que combina música e artes visuais. A exposição em si – como dizer? – quase que pouco importa comparado ao mais importante, que é ter acontecido depois da ameaça de censura.

Enviado por: Redação
19/08/2018 - 14:00

Nove perguntas para Sylvia Martins (arte, NY, Richard Gere…)

Apesar de estar muito mais no aqui-e-agora, Sylvia Martins tem zero problema ao olhar para o passado, ainda mais tendo a oportunidade de mostrar as suas virtudes – que não são poucas. A artista plástica resolveu contar os 40 anos de carreira – e muitas passagens da sua vida – no livro “Sylvia Martins”, a ser lançado na Argumento do Leblon, nesta terça-feira (21/08). Gaúcha de Bagé, mas bem carioca, ela chegou ao Rio na década de 70, para estudar – e trabalhar como modelo – e caiu direto nas rodas de bar, com Tom Jobim e Chico Buarque, além de ter conhecido muitos artistas plásticos em suas aulas no MAM. Inquieta, quis ir além do Rio: foi para Nova York em 1978, a fim de estudar na Art Student’s League e aprimorar suas técnicas em arte abstrata. Assim como no RJ, sua espontaneidade e facilidade de virar amiga, desde os primeiros contatos, foram junto. Através da dica de um amigo brasileiro, foi parar na The Factory (A Fábrica), estúdio de arte fundado por Andy Warhol (Sylvia foi a única brasileira citada em “Diários de Warhol”) – para muitos, o centro do mundo e de uma certa loucura.

De lá, começou a frequentar o Studio 54 e seus notívagos notáveis. Logo no início, conheceu o então promissor ator Richard Gere, com quem viveu por seis anos. Na lista amorosa, também está o empresário grego Constantine Niarchos, filho do bilionário armador grego Stavros Niarchos, que morreu aos 37 anos, em 1999, em Londres; eles se casaram em 1997. Viúva, ela voltou para Nova York, alugou um estúdio no Soho (que mantém até hoje). Do tempo no apartamento precário de Chinatown até uma vida bem dinheiro-não-é-o-menor- problema-pra-mim, Sylvia segue tendo a arte como uma das coisas mais importantes de sua vida, agora, páreo duro com a ioga. Sylvia costuma estar no Rio, no belo apartamento no Arpoador, pelo menos três vezes ao ano. Na cidade carioca já fez exposições no Museu Nacional de Belas Artes, no Paço Imperial, no Centro Cultural Correios, por exemplo, além de ter trabalhos em grandes coleções. 

1
O livro vem da sua memória ou teve alguma ajudinha?  

Este livro só existe porque, desde o final dos anos 70, escrevo diários. Todas as coisas que aconteceram (até as coisas mais triviais) estão anotadas, coladas: fotos, convites, momentos etc.  

2
Quando você diz que conviveu com Andy Warhol, trabalhou com Armani, entre tantos outros nomes, isso é uma coisa hoje em dia distante pra você? Tem alguma curiosidade desses tempos?

No final dos anos 70, eu conheci no Rio o editor da revista Interview, Bob Colacello. Eu tinha acabado de me formar na Faculdade de Comunicação Hélio Alonso e estava querendo estudar arte em Nova York. Ele sugeriu que eu procurasse Andy Warhol na Factory (estúdio dele na Union Square). Foi o começo de uma vida enlouquecida e maravilhosa. A Factory era uma espécie de ímã: pessoas convergiam para lá. Conheci muitos artistas interessantes que trabalhavam para Andy ou simplesmente que apareciam por lá para pré-festas e iam para o clube mais famoso, o Studio 54; tinha também o Area, que veio depois, e o Xenon. Andy era uma pessoa deliciosa, pelo menos eu achava isso. Uma noite, perguntei a ele como mantinha a forma já que ia a tantos jantares e não engordava. Ele falou que só comia a metade do prato e, assim, mantinha a silhueta. Aprendi essa!  

3
E como aconteceu Richard Gere?  

Um dia, na Factory, eu estava olhando a Interview e vi uma matéria com um ator novo, bastante atraente… Chamava-se Richard Gere. Andy disse que ele ia ser “muito famoso”. Algumas noites depois, nos conhecemos em um restaurante em Uptown. Foram seis anos de relacionamento; nunca nos casamos como as pessoas pensam. Foi mais um “relacionamento aberto”, porque ele tinha a vida dele e eu, a minha. Muito melhor assim, pois quem queria estar numa relação certinha em Nova York, no começo dos anos 80? Queríamos ser pássaros, voar, voar…  

4
Como foi o trabalho com Giorgio Armani?  

Em 1980, durante as filmagens do filme “Gigolô americano”, conheci Gabriella Forte, então diretora da casa Armani (quem fez os figurinos do filme), e ela me convidou para trabalhar, ajudando a procurar tendências, ideias de como as pessoas se vestiam na cultura dos “clubes”. Foi um ótimo emprego! Eu me divertia e ainda ganhava US$ 500 por semana. Dava para pagar o aluguel, e fui ficando na cidade…  

5
E a vida em NY nessa época?  

Nós éramos um grupo de brasileiros: Hugo Jereissati, José Paula Machado, Carlos Souza, Tereza Scharf, dentre outros. Eu acordava, ia estudar arte, trabalhar e dançar. Era a cultura do “sexo, drogas e rock’n’roll” – uma vida louca que parecia ser a única opção possível. Mas, no Rio, era bastante igual: existia também uma cultura da noite… Vamos dizer que isso era “a louca década de 80 em todos os lugares”. Claro que toda aquela promiscuidade resultou em fatos tristes. Em meados dos anos 80, muitos amigos ficaram doentes e morreram de AIDS, entre eles Keith Haring, Robert Mapplethorpe e outros. No final dos anos 80, Nova York estava meio cinza, triste…  

6
Você chegou a ter um negócio em NY, não é?   

 Sim, resolvi, junto com uma amiga, abrir o restaurante 150 Wooster. Foi um sucesso! Gente bonita, iluminação sexy, música brasileira, e todos os artistas iam lá. Era um lugar para se sentir bem. Trabalhava muito e quase não tinha tempo para fazer arte. A parte chata é que tive que largar meu emprego com Armani – o salário do restaurante era quase o mesmo. Mas descobrimos que nosso sócio estava roubando dinheiro. Ali investi tudo o que tinha e tivemos que fechar. Mudei para um apartamento horrível em Chinatown, cheio de barulho, barata, fedorento, uma tristeza… 

7
Como isso mudou?  

Graças a Deus, consegui um estúdio em NoHo (abreviatura de North of Houston Street, em contraste com SoHo), o que foi uma bênção. Eu estava dura e morando mal nos anos 90. Nessa época, reencontrei Constantine (Niarchos), que estava se separando da mulher. Ficamos em contato e nos casamos. Foram anos muito bacanas – eu gostava muito dele. Moramos em Londres e, quando ele morreu, voltei para NYC.  

8
Desde lá, muitas mudanças?  

Posso dizer que muita coisa mudou. Voltei a namorar, trabalhar, estava expondo bastante. Encontrei o estúdio mais bacana de se trabalhar no Soho, e lá estou até hoje.  

9
Tem saudade daquela época?  

A vida é difícil para a maioria das pessoas. Sofri bastante, ri muito, mas não tenho saudade do passado de jeito nenhum. Estou focada no aqui-e-agora. Levo muito a sério minha prática de ioga todos os dias. É o melhor hábito que jamais adquiri.  

Enviado por: Lu Lacerda
18/08/2018 - 16:00

Festival de Gramado: calor humano na “friaca” da Serra Gaúcha

“Festival de Gramado”: na primeira foto, os atores Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer e Mariana Ximenes durante debate de “O Grande Circo Místico”; na segunda, os diretores André Ristum (de “A Voz do Silêncio”) e Cacá Diegues (“O Grande Circo Místico”); na terceira, Rubens Ewald Filho, curador do evento, e o ator Nicola Siri; na quarta, Marieta Severo, Marcos Frota e Zezé Polessa; na quinta, o diretor Carlos Saldanha /Fotos: AG.News, Cleiton Thiele e Fabio Winter/PressPhoto

A turma do cinema brasileiro está mais do que preparada para a friaca na Serra Gaúcha, durante a 46ª edição do Festival de Gramado, que começou nessa sexta-feira (17/08), com a exibição fora de competição de “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues. Neste sábado (18/08), o longa, adaptado do poema de Jorge de Lima, foi reprisado com bate-papo no hotel Serra Azul, com a presença de equipe e elenco, na trama que conta a história de um circo que passa para as gerações da família Kieps – com Jesuíta Barbosa, Mariana Ximenes, Bruna Linzmeyer, Marcos Frota, Vincent Cassel e Juliano Cazarré. Antes da exibição, Diegues, aos 78 anos e com mais de 20 trabalhos no currículo, foi aplaudido de pé no Palácio dos Festivais, o que se repetiu no hotel. O filme começou a ser rodado em 2015, em Portugal, e só foi concluído recentemente e foi anunciada também a nova data de estreia em circuito nacional – de setembro para novembro.

Na conversa, Cacá fez piada quando um jornalista perguntou sobre a demora de três anos. “Você está sendo gentil, na verdade, foram 13 anos”, disse ele colocando a culpa no processo de finalização feito na França, além de elogiar a dedicação de Ximenes, que passou seis meses praticando trapézio. Em determinados momentos, o público realmente perdia o fôlego nas cenas de trapezistas ousados, domadores de leão corajosos e um mágico romântico. “O circo é a mãe de todas as artes e viveu seu momento de consagração aqui em Gramado”, disse Marcos Frota, que fundou o Unicirco em 1995, bem como uma escola para formar artistas circenses. Também estão na cidade Marieta Severo, para lançar a “A Voz do Silêncio”, de André Ristum, o diretor Carlos Sadanha (da animações “Rio” e “A era do gelo 2”), que recebe homenagem neste sábado (18/08) com o Troféu Eduardo Abelin – atualmente ele trabalha na produção de “Cidades invisíveis”, série ficcional para a Netflix, com Marcos Pigossi, com início das gravações no segundo semestre -, entre tantos. 

Enviado por: Redação
18/08/2018 - 14:00

Fashion Lodge: pequenos produtores – grandes talentos

Fashion Lodge: evento de moda terá 19 estilistas, como (em ordem alfabética, em sentido horário) Anamaria Montezano, Calliope Marcondes Ferraz, Fran Zanon e Debora Dvoskin e Maria Manuela Noronha /Fotos: Reprodução 

Tem novidade na moda, na próxima terça-feira, (21/08). Sob curadoria das produtoras Alessandra Amaral e Isabela Menezes, será lançada a primeira edição do Fashion Lodge, na Casa Studio 521, no Jardim Botânico – um coletivo de grifes para dar visibilidade a pequenos produtores de todo o Brasil e ser uma alternativa de espaço para exposição de marcas já reconhecidas no mercado. No evento, 19 estilistas – como Anamaria Montezano, Calliope Marcondes Ferraz, Fran Zanon + Debora Dvoskin, Maria Manuela Noronha, e outros nomes – em tarde de coquetel e bate-papo com especialistas da área. Nesta primeira edição, a convidada é Sandra Strauss, professora de Inteligência Comportamental e autora do livro “A Cabala da Casa”.

Enviado por: Redação
18/08/2018 - 13:00

De próprio punho, por Antonio Tigre: “Eu era atormentado”

“Em 1998, meu padrinho me ofereceu de presente uma viagem para um centro de meditação e yoga em Nova York. Eu tinha 18 anos e era muito ansioso e atormentado, me metia em confusão, consumia muito álcool, meu corpo era muito rígido e sentia intensas dores lombares. Sentia uma angústia profunda, um sentimento de não pertencimento, que tudo que era valorizado pela sociedade não me trazia alegria. Então aceitei o presente de meu tio, acreditando que iria conhecer NY. Mas passei apenas um dia na cidade e vinte dias neste Asharam (centro espiritual) no interior. Nesse lugar lindo, existiam diversos templos e tinha uma mulher mestra chamada Gurumayi, que se vestia toda de vermelho. Ela era a guru dessa linhagem de Siddha Yoga. Já estava lá por onze dias e ainda não tinha sentido nada especial, além de um profundo relaxamento. Queria loucamente ter um contato físico com a guru, mas ela parecia tão distante… Queria sentir o seu poder; parecia ser uma pessoa normal apesar do estranho brilho nos olhos. A ansiedade tomava conta de mim e criava uma barreira entre meu espírito e meu coração.

Angustiado, saí sozinho da palestra da guru e fui visitar um pequeno templo de vidro no meio da floresta, onde tinham estátuas de mestres antigos. Sentei num canto e fechei os olhos. Meus pensamentos eram tão profundos que ultrapassavam as paredes e janelas desse templo. Corria além dos verdes gramados floridos, além das árvores e montanhas. Mais rápido que os pássaros, cruzava o céu azul, atingido certeiramente o infinito cósmico. Quando saí da meditação, tomei consciência da frase que dançava em minha mente, e que seguiu comigo até aquela noite. Sei que essas palavras nunca mais abandonarão o meu espírito: ‘O guru habita o meu coração’. 

Essa contemplação me ajudou a aquietar minha ansiedade e destruir a barreira entre a mim e a energia divina, abriu um portal para a minha essência. Foi o despertar da serpente adormecida, a Kundalini. No dia seguinte, me senti tranquilo e seguro, sabia que não precisava procurar ter o contato físico com a guru. A partir de então, ele estava sempre dentro de mim, circulando por cada célula do corpo físico em que meu espírito vive. No momento em que Swami Chidvilasananda (Gurumayi), guru encarnada, estava saindo do templo onde palestrava, em meio a milhares de pessoas, recebi um presente: uma amiga me apresentou a ela, que veio em minha direção. Quando escutei sua voz, senti segurança e sabedoria; no segundo seguinte, senti sua mão tocando o meu peito. Senti meu coração explodindo de amor, uma sensação tão maravilhosa que eu nunca achei que seria possível sentir. Descobri, nesse instante, que todos os valores sociais não poderiam me dar uma partícula dessa felicidade plena – nem dinheiro, mulher, sucesso ou uma cobertura em Ipanema poderiam me dar o que senti naquele instante.

Quando o corpo físico da guru se foi, suas palavras ficaram: ‘Eu já tinha visto você lá dentro. Você parece tão Indiano!’ Então minhas pernas começaram a tremer, no meu rosto rolavam lágrimas, gargalhava como uma criança. Amava todos à minha volta, até as pessoas que desconhecia, como se fossem o próprio ser iluminado. Via a divindade que existe em cada partícula do universo. Desde meu nascimento, aprendi que a felicidade é algo que deveria ser encontrado. Por outro lado, toda a estrutura de nossa sociedade me levava a procurar essa felicidade nos lugares errados, no mundo dos desejos, no universo dos sentidos. Essa busca era incessante, nunca estava satisfeito.

Os desejos nunca acabam – podemos procurar nas montanhas mais altas, nos prazeres mais saborosos, nos bens materiais mais caros, numa namorada linda ou em um trabalho de sucesso. Essa felicidade dura alguns instantes, talvez mais, porém rapidamente você já está buscando uma forma de saciar a sede interminável dos desejos. Não é preciso abandonar o mundo para desfrutar do êxtase interior; é só manter a consciência de que nada neste Planeta é mais importante do que entrar em contato com o amor que habita nossos corações. Através de práticas espirituais iogues, você se conecta com o seu ser interior e desfruta da felicidade plena“.

Antonio Tigre é professor de Iyengar, no YogaOne, na Gávea e dá curso no Espaço Rampa, dia 1ºde setembro,das 9:30 às 13:30, em parceria com sua mulher, a também professora Juliana Terra (Yoga Intuitiva). Inscrições pelo (21)967652515. 

Enviado por: Lu Lacerda
17/08/2018 - 20:30

Programe-se: agenda para o fim de semana

A maioria das pessoas comemora o “sextou” mesmo é na Internet, porque, na vida real, elas só querem um cobertor, muito carboidrato e série na telinha.

Fernanda Montenegro vai ter um fim de semana agitadíssimo, e você pode participar dele. Nesta sexta-feira (17/08), ela lança a fotobiografia “Fernanda Montenegro: itinerário fotobiográfico”, no Sesc-Copacabana, seguido de leitura comentada de alguns trechos da publicação sobre momentos da carreira. No sábado e domingo (18 e 19/08), ela estreia sessões duplas do monólogo “Nelson Rodrigues por ele mesmo”, no mesmo Sesc. Isso tudo, prestes a completar 90 anos, e você aí, com preguiça de começar alguma coisa! 

E o Rio Gastronomia já está a toda no Píer Mauá com chefs gostosos, aulas, food-trucks, feiras. Vamos comer, minha gente! E nada de contar calorias; depois, você gasta todas – nada que uma noite de sexo mais, digamos, selvagem, não resolva.

Tá sem programa com as crianças? Seus problemas acabaram: acontece a Festa Agostina, na Hípica, Lagoa, neste domingo (19/08), com música, comidas típicas, barraquinhas de pescaria, argolas, churros, touro mecânico  e bingo. Tem também a Prova de Pôneis, no picadeiro coberto, para crianças de 2 a 12 anos, a partir das 9h.

Os fãs do futebol estão arrasados com a ausência de Gabriel Jesus na primeira convocação da Seleção Brasileira, depois da eliminação na Copa do Mundo na Rússia, em jogo contra os Estados Unidos no dia 7 de setembro. Tite mandou, até, um recado ao craque: “Que ele fique em paz”. Enquanto isso, Ludmilla, apontada como a nova namorada do jogador, continua cantando: “Já vou logo avisando que eu não tenho namorado/Din din din, pode dar em cima de mim/ Tá com ciúme, tá com ciúme? Pega na mão e assume.”

Quer fazer como o Lulu Santos? Você pode dar o primeiro passo indo assistir ao doc de Dario Menezes: “Abrindo o armário”, em cartaz nos cinemas.

Ipanema vai estar em festa na Praça Nossa Senhora da Paz, neste sábado (18/08), tudo custo zero, com a segunda edição do Pici Jazz Festival. No palco, destaque para a gaúcha Lica Tito em seu tributo à Amy Winehouse.

Também temos sambinha dos bons. Dos produtores dos tradicionais Samba dos Guimarães, Samba e Feijoada da Casa Rosa, Sambinha do Corcovado, nasce mais uma roda na cidade, o Samba do Mercado, na Casa da Polônia, em Laranjeiras, neste domingo (19/08). “Em caso de chuva, o evento é adiado, mas já fizemos um acordo com São Pedro, e ele vai colaborar”, dizem os produtores.

Neste sábado (18/08), rola a festa “Match”, no Espaço Jeito Carioca, na Lapa, com adesivos do tinder para chegar no crush, distribuição de bala de menta e pirulitos.

E o coletivo Volume criou a festa “Toda Grandona” para sambar na cara da sociedade, com lançamento do rap “Plus Size”, no Espaço Rampa, em Botafogo (dentro do clube Guanabara). No som, pop, funk, axé, anos 2000 e muita diversão. “Aqui tem gordoridade, meu amor!”, diz o convite. O Volume combate a gordofobia “com muito fervo, militância e raba no chão”.   

Se quiser participar de um concurso fazendo fotos da cidade mais linda do mundo – você sabe qual -, clica aqui para ver como enviar aquela imagem incrível! 

Levanta esse astral, criatura. Tá difícil? Pense em Madonna, que acabou de chegar fazer sessentinha, namorando homens de 30, desfila por aí com aquele corpinho que Deus lhe deu, é mãe ativa de um batalhão e vive fazendo caridade.  É ou não é uma inspiração? 

Ou pode se espelhar no vigor de Glória Maria. Ela acaba de fazer aniversário – idade indefinida -, mas com vigor lá nas nuvens!

Associados pra ter livre entrada na finada Hippo, que fechou pegando todo mundo desprevenido, estão com o cartão que custou R$ 6 mil na mão sem saber o que fazer com ele. Esse povo fala, né? Claro que os sócios vão resolver, criatura! 

No domingão, mercúrio retrógrado dá um tempo das nossas vidas (já vai tarde!) – momento espetacular pra começar qualquer coisa ou botar o pau na mesa -, seja para o que for! 

Ilustração: Edgar Moura

Enviado por: Lu Lacerda
17/08/2018 - 18:40

Getúlio Vargas: pijama do suicídio em exposição

 

Getúlio Vargas: pijama do ex-presidente estará exposto no Museu da República a partir do dia 21 de agosto /Foto> Divulgação

Aos aficionados por histórias políticas e curiosidades bizarras, a partir da próxima terça-feira (21/08), o pijama que Getúlio Vargas vestia na hora do suicídio estará em exposição no Museu da República. A roupa vai permanecer por três meses no mesmo quarto em que a morte aconteceu, com parte da mobília original no cenário. O paletó do pijama, um dos principais itens do museu, faz parte da coleção desde 24 de agosto de 1978, por doação de Alzira Vargas, filha de Getúlio e Darci Vargas. A peça ainda é marcada pelos vestígios de pólvora e o buraco na altura do peito, evidenciando o tiro fatal do ex-presidente. A bala do revólver que o matou também faz parte da exposição – que acontece todos os anos para lembrar o dia 24 de agosto de 1954, data da tragédia que chocou o País. Durante o ano, o pijama fica na Reserva Técnica do espaço para conservação.

Enviado por: Redação
17/08/2018 - 17:35

Prefeitura lança concurso sobre fotos do Rio

Rio Foto 2018: Prefeitura organiza concurso de fotos da capital fluminense para celebrar o Dia Mundial da Fotografia

No Dia Mundial da Fotografia, a ser comemorado neste domingo (19/08), a Prefeitura do Rio vai lançar um concurso para seus seguidores do Instagram – com pedido para publicar fotos que mostrem sua versão da cidade, sob a visão de cada um. As 16 fotos vencedoras vão fazer parte de uma exposição no Parque das Ruínas, em Santa Teresa. As imagens devem ser feitas por fotógrafos amadores com celulares e publicadas sob as hashtags PrefeituraRIO e RioFoto2018. O concurso vai até 31 de agosto e é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e da Assessoria Técnica de Mídia Digital da Subsecretaria Municipal de Comunicação Governamental. Os vencedores, escolhidos pela Assessoria Técnica de Mídia Digital serão conhecidos no dia 6 de setembro.

Enviado por: Redação
17/08/2018 - 16:00

Pezão convida moradores de Piraí para chope – pedido de desculpas, depois de fake news

Pezão: o governador pegou carona com moradores de Piraí e foi alvo de “fake news” /Foto: Reprodução

Pezão tem programa certo neste sábado (18/08) em Piraí, interior do Rio. “Já convidei o Greidomar, o Anderson e o Nelson para tomarmos um chope no bar do Geraldo”, disse o governador ao site nesta sexta-feira (17/08).  Seria uma maneira de pedir desculpas aos trabalhadores, já que Pezão foi o mais recente alvo das “fake news” que assolam o mundo arbitrário da Internet, depois de uma mensagem e vídeo que mostrava o político de “carona com milicianos” (tudo falso), durante uma operação policial em Piraí, na última semana. O vídeo é verdadeiro, mas as informações, falsas: o governador não conhecia as pessoas e estava caminhando pela rua quando o carro parou para cumprimentá-lo e, em seguida, o levaram de carona ao bar do Geraldo.

Ao site, Pezão lamentou os transtornos causados: “São pessoas gentis e trabalhadoras que acabaram se tornando vítimas da irresponsabilidade de pessoas que criam e disseminam informações falsas. Quero pedir desculpas pelo problema que causei a eles; não foi com essa intenção. Esse é meu jeito de ser, sempre ando pelas ruas de Piraí, e todos me conhecem por lá”. E completa: “Quero deixar claro de como isso mostra o preconceito social e racial que existe ainda em alguns colegas da mídia e em algumas pessoas que fizeram maldade com esse vídeo e com essas pessoas. É difícil acreditar que um governador ande a pé pelas ruas e peça carona para ir a um bar.” 

Enviado por: Redação
17/08/2018 - 15:20

Dudu Curuja: nova festa – e festival – na noite carioca

Dudu Curuja: empresário investe na noite carioca com festa e festival no Cine Joia /Foto: Divulgação

Enquanto vários negócios fecham no Rio, o empresário Dudu Curuja (com u mesmo) pode ser o novo nome por trás de uma nova noite carioca. O investimento é alto (ele prefere não dizer o valor): dia 1º de setembro, acontece a festa Discothèque, no espaço ExC, no Jockey, na Lagoa, tendo Leticia Colin, a Rosa de “Segundo Sol”, como musa. O negócio, porém, vai começar a esquentar no fim de agosto, na semana da festa, com o lançamento do Festival Discotèque no Cine Joia, em Copacabana, com exibição de filmes e palestras de moda e comportamento sobre o tema. “Apostar na noite do Rio é uma coisa que tem algum risco, mas me identifiquei muito com esse projeto e acho que essa festa pode marcar época. A gente está cansado das mesmas coisas, Techno, funk etc. A volta do disco, com a megaprodução que vamos fazer, faz muito sentido”, diz Dudu.

Para o evento, ele chamou os DJs Zé Pedro, Jonas Rocha Amândio – quem viveu a noite na cidade, nos anos 80 e 90, sabe muito bem que esses nomes são praticamente ícones. Dudu também convidou Muti Randolph, um craque das artes visuais, para fazer a iluminação. “A ‘Era Disco’ está de novo em forte evidência, tanto no som como no visual. O mais importante da nossa festa é trazer de volta boa música e atitude. Estão acontecendo revivals do Studio 54 em Nova York e Miami. Vamos trazer essa energia de volta para o Rio também”, diz Zé Pedro.

Enviado por: Redação
17/08/2018 - 13:40

Sandro Barros na Loungerie Gallery: vaivém intenso

“Loungerie Gallery”: na primeira foto, Paula Barcellos, Bruno Astuto, Regina Martelli e Sandro Barros; na segunda, Juliana Barcellos e Glória Maria; na terceira, Sandro Barros com Marcia Verissimo e Marialice Celidônio; na quarta, Bebel Niemeyer, Paula Barcellos e Elza Pereira; na quinta, Sandro Barros e Paula Severiano Ribeiro e Bruno Astuto com Paula Barcellos; na sexta,  Paula e Jonas Barcellos; na sétima, Sandro ao lado do seu boneco em tamanho real /Fotos: Divulgação

Sandro Barros, nome muito conhecido entre os estilistas de noivas, é o mais novo convidado do projeto Loungerie Gallery, que foi apresentado ao público na quinta-feira (16/08), com um evento no terraço da loja Loungerie do Leblon. Paula Barcellos, dona da marca de lingeries, criou um boneco, em tamanho real do estilista, para atração de uma foto-cabine – todos adoraram. A data marcou o lançamento de vitrines assinadas pelo estilista, em todas as 56 lojas Loungerie do Brasil. Até 30 de setembro estão etiquetadas peças da linha bridal, escolhidas por Sandro. Flores da My Bloom, de Nicole Tamborindeguy (em dia inspirado), decoraram o ambiente, tendo o rosa, como cor oficial da marca, em todos os cantos. A cariocada baixou lá: foi um vaivém intenso. 

Enviado por: Redação
17/08/2018 - 12:50

Antonio Fagundes: reinando absoluto no coração dos cariocas

“Antonio Fagundes no palco da história: Um ator”: na primeira foto, Silvio de Abreu e Antonio Fagundes; na segunda, Antonio Fagundes, Cássia Kiss e Rosangela Patriota; na terceira, Mouhamed Harfouch e Eriberto Leão; na quarta, Marcos Caruso e o casal Dadá Coelho e Paulo Betti; na quinta, Lidiane Barbosa, Alexandra Martins, Tony Ramos e Fagundes /Fotos: AG.News

“Rei do Gago” é coisa do passado, mas Antonio Fagundes continua reinando absoluto no coração dos cariocas. A Argumento do Leblon ficou aquecida, nessa quinta-feira (16/08), com tanta gente para ganhar uma canetada do ator, que lançou “Antonio Fagundes no palco da história: Um ator”, escrito por Rosangela Patriota, que conta história dos 50 anos de carreira do ator de 69 anos, tendo as mudanças no Brasil como pano de fundo. Ele deu total liberdade à historiadora para usar e abusar da sua história:  “Na verdade, não é uma biografia; têm alguns dados biográficos, mas são menos do que uma análise da minha trajetória no teatro. Ela fala também de TV e cinema, contextualiza meu trabalho dentro da história do teatro brasileiro. A Rosângela é uma excelente historiadora da arte. Eu deixei ela terminar e falei ‘quando colocar o ponto final, manda para mim’. É muito bom”, disse ele. Sempre pontualíssimo, Fagundes chegou pouco antes das 19h e só parou de escrever dedicatórias quase às 22h, entre um papo e outro e reencontros com os amigos. Na última semana, ele repetiu praticamente as mesmas cenas em São Paulo. 

Enviado por: Redação
17/08/2018 - 11:30

Teatro, por Claudia Chaves: “A Vida não é um musical – O musical”

Contos de fadas são fascinantes ao contarem histórias que nos ensinam, desde muito cedo, a ver o mundo com olhos da realidade. Disney, com suas adaptações, radicaliza os sonhos e nos faz desejar mergulhar de cabeça nesse universo. E ouvir o melhor da música brasileira, em seus diferentes estilos, só pode criar um ambiente de prazer. “A Vida não é um musical – O musical”, em cartaz no teatro Sesi, costura todas esses pontos com muita eficiência.

Com texto e trilha originais de Leandro Muniz e Fabiano Krieger, a peça consegue seguir a tradição dos  bons musicais, mas também combinar com a tradição brasileira de sátira política e boa música brasileira contemporânea . A inspiração na cidade do Rio é o chão para que  o diretor João Fonseca, que assina a direção junto com o autor,  realize um trabalho impecável com movimentação dos atores, interpretação, iluminação de forma integrada. “Eu e Leandro viemos do mesmo berço, a Cia Fodidos e Privilegiados, e há muito tempo queríamos trabalhar juntos, eu queria dirigir um texto dele, com seu humor inteligente e novo. Quando em 2017, fizemos um programa de Tv juntos, era o que faltava. Ai veio o convite, quando li o texto fiquei encantado com o que li. Aceitei na hora,  disse Fonseca. 

Na filosofia não tem luxo nem lixo, ao contrário dos musicais biográficos ou dos espetáculos “colados” nos  originais da Broadway, a partir de um  fato infelizmente cotidiano, cair-se em uma favela por engano e aí passar por todos os inerentes dissabores, “A vida não é um musical” transforma  a menina Cinderela em um expectadora ativa daquilo que acontece à frente de nossos olhos e não se vê.

Serviço:
Sesi Centro
Sexta e sábado às 19 h
Domingo às 18 h

Enviado por: Redação
16/08/2018 - 17:30

"Correspondentes": fila de jornalistas para assinar livro

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“Correspondentes”: na primeira foto, Caco Barcellos e Tadeu Schmidt; na segunda, Tony Ramos e Washington Olivetto; na terceira, Ilze Scamparini e Marcos Losekann; na quarta, Mariana Gross e Marcos Uchôa; na quinta, Renato Machado e Sandra Passarinho; na sexta, Roberto Kovalick, Sandra Passarinho, Ilze Scamparini e Sérgio Motta Mello /Fotos: Rogério Fidalgo/AG.News

A Travessa do Shopping Leblon parecia a sucursal de jornalismo da Rede Globo nessa quarta-feira (15/08), com o lançamento de “Correspondentes – Bastidores, histórias e aventuras de jornalistas brasileiros pelo mundo”, com as experiências e os desafios do trabalho de reportagem internacional de 20 profissionais em mais de 40 anos de cobertura da emissora. No dia anterior, alguns dos nomes que assinam as mais de cem histórias estiveram no lançamento em São Paulo. Por aqui, desde as 20h, formava-se uma fila enorme na livraria – a maioria que estava reunida só se vê em ocasiões especiais mesmo, como Ilze Scanparini, correspondente na Itália, além de Caco Barcellos, Marcos Uchôa, Sandra Passarinho, Sérgio Motta Mello, Renato Machado etc. De tanto profissional por ali, teve hora que a demora na fila era mesmo para pegar as muitas assinaturas e achar uma caneta disponível ou um lugarzinho no livro para a dedicatória.

Enviado por: Lu Lacerda
16/08/2018 - 16:50

Paloma Danemberg: uma ótima comerciante

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“ad.studio”: na primeira foto, Paloma Danemberg e Isabela Capeto, a próxima colaboradora da loja; na segunda Paula Neder e Nando Grabowsky, Maria Whitaker e Joana Estelita, Lu Novis e Tunica Bocayuva, Luiz Eduardo Almeida e Caco Borges, Luciana Almeida e Patricia Brandão, Renata Mader e Filipe Raposo; na terceira, Joy Garrido, Andrea Natal e Angela Hall, Marcia Kemp, Léo Neves, Renata Reis e Patricia Mayer /Fotos: Bruno Ryfer

Garimpar está em alta. Sabendo disso, Paloma Danemberg inaugurou a primeira loja do seu ad.studio (em minúscula mesmo), com móveis e objetos selecionados em suas viagens, brechós e da produção limitada de amigos artistas, nessa quarta-feira (15/08), no Shopping Leblon. No centro do espaço, de 350 metros quadrados, funciona um gabinete de restauração em constante funcionamento para o polimento final a cada objeto, quando for o caso. Com tanta loja fechando, transformar o antigo (às vezes bonito por si) em útil pode ser mesmo uma ótima ideia. Tem até uma ala totalmente masculina, com equipamentos esportivos do século passado como esquis, trenós, raquetes de tênis e malas de couro – todos com certificado – , alguns convidados pareciam estar num parque de diversões. Paloma também vai dar continuidade ás coleções em parceiras, como fez com o artista Antonio Bokel, e agora convidou Isabela Capeto para customizar algumas peças. Já deu pra perceber que trata-se de uma ótima comerciante.

Enviado por: Redação

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