23/01/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: louca distorção

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Enquanto percorria as terras de Espanha a pé, houve um momento em que tive a sensação de estar embriagada de tanta felicidade; aliado a isso, pareceu-me estranho o bem-estar corporal que nunca havia sentido em grau tão alto, nas circunstâncias adversas em que me encontrava. Sentia-me também extremamente perceptiva, com imensa facilidade intelectual, os sentidos mais apurados. Comecei a questionar a razão dessa modificação tão flagrante, chegando ao denominador comum ao conversar com outros peregrinos que se sentiam da mesma maneira.

Não era uma experiência mística ou um milagre do Caminho, como muitos pareciam pensar: estávamos todos superendorfinados! A endorfina começa a ser segregada após uns 20 minutos de caminhada acelerada; podemos perceber quando ultrapassamos a barreira do cansaço inicial, quando um imenso bem-estar nos invade e dá a impressão (real) de que poderíamos andar horas e horas sem nos cansar.

É comum ouvir depoimentos de adeptos de ginástica e “malhação” sobre o bem-estar produzido pela aula e a falta que sentem quando não a fazem. Alguns chegam a se confessar “viciados”… É verdade. Endorfina vicia, sim, mas positivamente!

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Enviado por: Redação
23/01/2017 - 17:00

Roda de samba pra lá de misturada, pra fechar o domingo

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A roda de samba “Pôr do Samba”, nesse domingo (22/01), no Arena Banco Original, mais parecia uma reunião de amigos no palco. Um sambista cantou com sucessos do outro, num sobe e desce do palco animadíssimo. Thiago Martins abriu o evento, mas também voltou na hora do show de Mart’nália para cantar “Namora comigo”, do repertório da cantora. O sambista Mosquito se apresentou com a filha de Martinho da Vila, interpretando “Ouvi dizer”, que é composição sua e de Teresa Cristina e está no último CD da cantora. A noite ainda teve Péricles. Tudo bem no clima do título do novo álbum de Mart’nália, “+Misturado”. No próximo domingo (29), quem comanda a roda é o Jorge Aragão. Veja fotos na Galeria.

Enviado por: Marcia Bahia
23/01/2017 - 14:30

Arquiteto comemora aniversário: produção de Ricardo Dale no Copa

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O arquiteto Victor Niskier escolheu festejar seu aniversário à beira da piscina do Copa, na festa que Ricardo Dale faz, todos os domingos no hotel, até o final do verão. Os DJs Chris Prado e Raphael Martinelli tocaram e os docinhos foram os da Dolcetteria, do Diógenes Queiroz (o BJay). Além da animação dos convidados, a festa contou com a participação extra dos turistas, que lotam o Copa nesta época. Veja fotos na Galeria.

Enviado por: Redação
23/01/2017 - 14:02

Abre Alas da Gentil Carioca: multidão vai à festa no Centro do Rio

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A Gentil Carioca, galeria de Laura Lima, Ernesto Neto e Márcio Botner, fez, nesse fim de semana, a 13ª edição do Abre Alas, a primeira exposição do ano, que acaba sempre tomando ares de festa popular, com muita gente na rua, do lado de fora do sobrado. A curadoria da mostra, que permanece aberta até 18 de fevereiro, foi de Mara e Marcio Fainziliber, Bernardo de Souza e Maria Laet. Aconteceu, também, o lançamento do catálogo do Abre Alas e da terceira edição da Babel Magazine, publicação do artista Armando Mattos.

Uma multidão se aglomerou na rua Gonçalves Lêdo, em plena Saara, para assistir a performances como a do duo Rebolla, formado por João Penoni e Bruno Baltazar. Com batidas afro, eles fizeram uma apresentação que trouxe, segundo eles, uma entidade para baixar na encruzilhada. Veja fotos na Galeria.

Enviado por: Marcia Bahia
23/01/2017 - 13:28

Pirilena Lacerda pousa no Copa nesta terça e quarta

A estilista Pirilena Lacerda: de São Paulo diretamente para dois dias no Copacabana Palace / Foto: divulgação

A estilista Pirilena Lacerda: de São Paulo diretamente para dois dias no Copacabana Palace / Foto: divulgação

Pirilena Lacerda chega com toda a sua criatividade ao Copacabana Palace, nesta terça e quarta-feiras (24 e 25/01), com, segundo ela, precinhos ótimos. A estilista paulista tem clientes mais do que certas no Rio, entre elas, mulheres que compram as melhores marcas da vida, mas não largam a Pirilena. Sua frequência na cidade carioca é tal que tem até costureira à disposição para os consertos. 

Enviado por: Lu Lacerda
23/01/2017 - 13:00

Tuca Franchini: presente e futuro da paulistada

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O guru Tuca Franchini – quem em São Paulo não quer saber do presente e do futuro (às vezes, até do passado) com ele? – comemorou aniversário nesse domingo (22/01), no restaurante Kouzina. No meio desse clima de previsões, comidinhas da chef Mariana Fonseca, performance da dupla Mad House e muita gente conhecida, cujas situações, em todos os graus, já passaram pelos búzios do Franchini. Veja fotos na Galeria.

Enviado por: Lu Lacerda
23/01/2017 - 12:30

Está no verão de Salvador? Não pode perder o Brown

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No alto e no meio, Carlinhos Brown com seus figurinos; nesta foto, Carlinhos Brown com os convidaods Maria Rita e Zeca Pagodinho / Fotos: Fred Pontes

No alto e no meio, Carlinhos Brown com seus figurinos phodas; nesta foto, Brown com os convidadoss Maria Rita e Zeca Pagodinho / Fotos: Fred Pontes

Está no verão em Salvador? Pode perder qualquer coisa, menos o Sarau do Brown: o músico baiano tem um trabalho social incrível com crianças carentes – ah, você não tá-nem-aí-pra-isso? Mas se tem algum amor pela estética e pelo figurino, aí o programa vira obrigatório: os modelões usados por Brown são phoda – cada um melhor que o outro. Nesse domingo (22/01), o Museu du Ritmo ficou lotado, não cabia nem mais uma formiga, digamos assim. Os convidados foram Zeca Pagodinho e Maria Rita, sucesso na Bahia também. Carlinhos, a criatura que não sabe nem quer saber o que é timidez, reinou por horas e horas.

Enviado por: Lu Lacerda
23/01/2017 - 12:03

Recital só de Piazzolla: sai o bandoneon e entra o violoncelo

Grupo Corda: mais de uma hora de Piazzolla, dia 3 de fevereiro, na Sala Cecília Meireles / Foto: divulgação

Grupo Corda: mais de uma hora só do repertório de Piazzolla, dia 3 de fevereiro, na Sala Cecília Meireles / Foto: divulgação

Durante sua carreira, o músico argentino Astor Piazzolla sempre foi questionado sobre o gênero de composições que fazia, se eram tango ou não. Piazzolla costumava responder que era música contemporânea de Buenos Aires e é o seu lado jazzístico que vai ser destacado no recital do grupo Corda, dia 3 de fevereiro, às 20h, na Sala Cecília Meireles.

Mas, em vez do bandoneon, quem entra em cena é o violoncelo. O repertório de Piazzolla foi todo adaptado para a formação do Corda, que inclui o piano de Ana Beatriz Azevedo, o contrabaixo de Lipe Portinho, a bateria de André Tandeta, o violino de Nikolay Sapoundjiev e o violoncelo de Emília Valova.

O compositor nascido em Mar del Plata, filho de italianos, também teve uma forte formação erudita: seu professor de piano, quando criança, foi o húngaro Bela Wilde, discípulo de Rachmaninoff, e sua professora de harmonia foi a francesa Nadia Boulanger. O Corda vai executar várias obras conhecidas do autor, incluindo a que é considerada sua obra-prima, “Adiós Noniño”.

Abaixo, Verano Porteño, na interpretação do Corda

Enviado por: Marcia Bahia
22/01/2017 - 14:51

Walter Firmo: dois cursos com um mestre da fotografia

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Walter Firmo: o fotógrafo carioca comemora 61 anos de profissão em 2017 / Foto: divulgação

Walter Firmo, fotógrafo premiado, autor de séries sobre festas populares, retratos que ficaram famosos de Pixinguinha e Cartola, sempre com um olhar bem apurado para as coisas brasileiras, vai dar dois cursos. O primeiro,”Híbrido do Preto e Branco”, começa quinta-feira (26/01), tem duração de cinco dias e acontece no seu atelier em Copacabana. O outro é mais longe um pouquinho: Firmo está formando turma para uma viagem à República Dominicana, com decolagem marcada para 20 de fevereiro e volta dia 1º de março. Mais informações no telefone (21) 99986-7181, com Duda Firmo.

Enviado por: Marcia Bahia
22/01/2017 - 12:00

Seis perguntas para: Guta Stresser (sobre a peça ‘Ela é meu marido’)

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Não tem como não fazer a associação: é falar em Guta Stresser e lembrar da Bebel de “A Grande Família”, a moça mimada pelos pais e apaixonada pelo marido, o malandro Agostinho Carrara, na série que tanto sucesso fez na Globo até 2014. Mas a paranaense, que há anos mora no Rio, mostrou ter muito mais talento: foi a protagonista do drama “Nina”, de Heitor Dhalia, a dona de uma venda na série fantástica “Amorteamo”, da Globo, e escritora do livro infanto-juvenil “Meu pequeno coxa-branca”. Em 2017, entram em circuito três filmes feitos por Guta: “Ninguém entra, ninguém sai”, de Hsu Chien; “Polidoro”, de Tiago Arakilian; e “Bamo Nessa”, de Paulo Fontenelle.

Guta estreia, terça-feira (24/01), no Teatro dos Quatro, na Gávea, a peça “Ela é meu marido”, o segundo espetáculo teatral dos autores do site “Sensacionalista”, Nelito Fernandes e Martha Mendonça. No palco, ela e Bia Guedes vão contar a história de duas amigas decepcionadas com os homens, que resolvem virar um casal. A comédia, dirigida por Diego Molina, mostra o esforço dessas mulheres para conseguir viver sem machos em suas vidas, elas que adoram tanto o sexo masculino. Segundo os autores, “Ela é meu marido” tem o objetivo de divertir e de discutir o preconceito – mostrar que a sexualidade não é uma questão de escolha e que os problemas do casamento não são por culpa de homens ou mulheres, mas algo próprio da convivência humana.

Foto: Camilo José Vergara

1
A peça é muito clara em mostrar que a sexualidade não é uma escolha. Você acha que, por esse motivo, a turma LGBT pode ser grande parte do público?

“Acho que sim, é uma peça que tem muito cuidado para falar de certos assuntos ainda tabus, ainda mais hoje em dia, nessa época de politicamente correto. O humor tem essa liberdade para lidar com mais leveza com esses temas. São duas mulheres loucas por homens e, por esse ângulo, a gente podia até acabar na mira das feministas. As personagens chegaram à conclusão de que os homens só servem para sexo e, como são as melhores amigas, tentam, realmente, formar um casal. Os homens vão, certamente, se sentir envaidecidos, e vão rir de situações como a TPM dupla do casal. As mulheres vão se reconhecer na delicadeza da amizade: toda mulher tem uma confidente, aquela que dá o ombro para te consolar. Tem tudo para agradar o público hetero, também”.

2
As personagens Drica e Nanda têm algum momento de intimidade física no palco?

“Não vamos fazer “spoiler”! (rs) O que posso dizer é que é uma peça tranquila, para toda a família. A Drica e a Nanda vão tentar ser um casal, mas vão ver que o desejo é arraigado, não é, realmente, uma escolha – ninguém pode querer ser gay, como também ninguém pode deixar de ser gay. O importante é ser quem você é e não querer ser outra coisa. A relação não dá errado porque a culpa é do homem ou da mulher, mas porque a convivência, a rotina, são coisas complicadas.

3
É difícil viver sem macho no Rio ?

“Eu não sei…(rs) ai, ai! Quem está sozinho está sempre querendo estar com alguém, quem está junto se queixa de como é difícil se relacionar. Vejo nas minhas amigas mais novas muita dificuldade de ter um comprometimento, elas querem ficar mais livres. Mas sou da opinião que a mulher não precisa de macho para viver – sabe aquela história de que está mal-humorada porque está mal comida? Para mim, é lenda. Tem gente que tem muito sexo e não está feliz. A mulher conquistou um lugar bacana, tem quem optou por não casar, ter os seus horários, a sua privacidade; outras não querem ter filhos, não existe muita regra. Também tem aquela que diz não ter a menor necessidade de homem e está visivelmente arrasada. O importante é procurar estar feliz”.

4
Na sua carreira a comédia foi uma opção?

“Adoro fazer comédia, me divirto fazendo, mas já fiz dramas, como o filme “Nina”. É que a comédia acaba me chamando, e eu vou! Não sei como dizer isso sem parecer antipático, mas, normalmente, o comediante tem mais ferramentas, pode fazer o público rir e se emocionar. Mas eu tenho, sim, um lado clown, uma palhaça bem forte dentro de mim”.

5
O que você acha da qualidade dos textos de humor no Brasil?

“Estão num nível ótimo, o “Tá no Ar” e o “Zorra”, na TV, e o “Sensacionalista”, na internet, são bem especiais. No teatro, teve um boom de stand ups, uma nova safra de atores que são também roteiristas, como é o caso da Bia Guedes e do Diego Molina, diretor da peça. O Brasil está super rico nessa matéria, de dez anos para cá surgiram várias vertentes também na internet, depois do “Porta dos Fundos”. Isso sem falar que temos uma tradição de humor bem antiga, pessoas como Chico Anysio e Mazzaropi. O bom, também, é que essa galera bem jovem, adolescente, que sai de casa para ir ao Buraco da Lacraia ou ver um “Zenas Emprovisadas” é uma plateia em formação.

6
Você acha que a carioca que não está dentro de determinados padrões estéticos tem sua vida afetiva prejudicada por causa disso?

“Eu, que sou curitibana, posso dizer que é uma cidade muito cruel, nesse ponto. Quando vim morar aqui tinha a impressão, na praia, de que todo mundo tinha corpão, menos eu. Ensaiando para essa peça, a gente via do outro lado da rua uma academia piscando, que parecia o melhor lugar para se estar. Com os anos, adquiri o hábito de frequentar a academia, mas pelo lado da saúde. Percebi que as cariocas que não jogam altinho, que não têm marquinha de biquíni, que não são “a gata” da praia desenvolvem outras qualidades, sabem tudo de política ou se vestem de um jeito que ninguém se veste. Tem que relaxar, não dá para competir!(rs): na cidade tem o Pão de Açúcar, o Corcovado e essas meninas, que fazem parte da beleza natural”.

Enviado por: Marcia Bahia
21/01/2017 - 15:48

Roberta Sudbrack: o que está por trás do fechamento do restaurante

Roberta Sudbrack: chef fechou o restaurante que funcionou, por dez anos, no Jardim Botânico / Foto: reprodução

Roberta Sudbrack: chef fechou o restaurante que funcionou, por dez anos, no Jardim Botânico / Foto: reprodução

Depois de 12 anos no Jardim Botânico, Roberta Sudbrack fechou o restaurante que levava suas iniciais – o último jantar foi servido no dia 30 de dezembro passado. Todo mundo logo pensa na crise econômica, mas esse não foi o motivo principal. A chef, premiada nacional e internacionalmente – o RS era um dos poucos do Rio com uma estrela Michelin – começou a se questionar desde que foi abordada, no Leblon, há seis anos, por uma senhorinha, que se despediu com a frase: “Adoro você, sua coerência e a sua história de vida! Mas, que pena, nunca poderei ir ao seu restaurante”.

Sudbrack conta que levou dois anos e precisou de muita coragem para tomar a decisão de fechar a casa. Seu objetivo daqui para a frente é oferecer uma culinária de qualidade de uma maneira mais acessível. “Minha equipe está de férias. Todos ficam comigo para os projetos futuros. Era um compromisso ético, meu com eles. Mas o mais bonito foi que todos quiseram ficar”, conta a chef.

Enviado por: Marcia Bahia
21/01/2017 - 15:30

Além dos “arroz” de festa

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Na primeira foto, Julia Lemmertz e Ernesto Piccolo; na segunda foto, Luiza Mariani; na terceira foto, Angelo Antonio; na quarta foto, Luana Piovani; nesta foto, Leticia Birkheuer, Roberto Birindelli e Cris Vianna / Fotos: Felipe Panfilli

Na primeira foto, Julia Lemmertz e Ernesto Piccolo; na segunda foto, Luiza Mariani; na terceira foto, Angelo Antonio; na quarta foto, Luana Piovani; nesta foto, Leticia Birkheuer, Roberto Birindelli e Cris Vianna / Fotos: Felipe Panfilli

O Bailinho dessa sexta-feira (20/01), no Arena Banco Original, foi bem além dos “arroz” – alguns artistas eventuais na noite estavam lá, antes de tudo pela amizade com quem? Rodrigo Penna, que, além de DJ, é ator e querido em muitas classes. Julia Lemmertz, Luiza Mariani, Angelo Antonio e outros mais assíduos como Luana Piovani e o marido Pedro Scooby. Os turistas que apareceram elogiavam o clima da festa, gostoso e relaxado.

Enviado por: Lu Lacerda
21/01/2017 - 13:13

No Alto da Boa Vista, clima de praia da Califórnia

Foto de:

Nessa sexta-feira (20/01), o Sol Sessions, na Fabrika, levou a praia da California para o Alto da Boa Vista. No palco, tocaram os americanos Donavon Frankenreiter e a banda Slightly Stoopid, duas atrações da melhor surf music. A festa se transformou num mini festival, com a participação, também, dos Djs Rapha Lima e Zedoroque. Com mais de três mil pessoas, a noite teve clima de tranquilidade e alegria. Veja fotos na Galeria.

Enviado por: Marcia Bahia
21/01/2017 - 12:03

Rosane Collor x Melania Trump: brasileira se defende de críticas de moda

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No alto, à esquerda, Donald Trump e Melania na cerimônia de posse; à direita e acima, o visual de Rosane Collor na época em que era primeira-dama / Fotos: reprodução da internet

Muitas comparações foram feitas, em vários lugares do mundo, entre o estilo mostrado, nessa sexta-feira (20/01), pela nova primeira-dama dos EUA, Melania Trump, que usou um vestido azul claro na cerimônia de posse de Donald Trump, e a maneira de se vestir de Jacqueline Kennedy. No Brasil, não faltaram comentários irônicos associando o visual monocromático de Melania – o vestido, o casaco cruzado de gola alta, as luvas e os sapatos eram exatamente da mesma cor – com o guarda-roupa de Rosane Collor, que, quando primeira-dama do país, gostava de vestir tudo “combinadinho”.

A ex-mulher do agora senador Fernando Collor de Mello, que passa temporada numa casa de praia, estava alheia a tudo. “Não acessei a internet, não vi. Particularmente, em termos de inteligência, estava torcendo pela Hillary Clinton, mas acho a Melania linda, chique e elegante. Ela deve estar com algum estilista maravilhoso”, disse Rosane, que ao ser informada de que era Ralph Lauren, exclamou: “pronto, um gênio!”.

Rosane conta que, pouco antes de se tornar primeira-dama, a combinação de roupa, bolsa e sapatos, tudo na mesma cor ou estampa, “era uma tendência tremenda na Europa; em Paris, em todos os grandes estilistas só dava isso. Eu era orientada por estilistas da Chanel, da Dior, que me diziam que tal estampa ia ficar bem no verão do Brasil etc. O rosa claro dos meus tailleurs, por exemplo, foi indicação deles”.

Sobre as críticas que recebeu e ainda recebe até hoje, ela diz: “Aprendi que, na vida, não se pode agradar a todo mundo. Muitas amigas que fiz depois de deixar a presidência contam que copiavam meus tailleurs, mostram os armários com eles, guardados até hoje. A moda é de fases. Melania Trump vai ser muito imitada”, conclui.

Enviado por: Marcia Bahia
20/01/2017 - 19:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Até o final da noite’ e ‘Um dia qualquer’

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No alto, a peça "Até o final da noite"; nesta foto, a peça "Um dia qualquer" / Fotos: Patrícia Stagi e Caio Gallucci

No alto, a peça “Até o final da noite”; nesta foto, a peça “Um dia qualquer” / Fotos: Patrícia Stagi e Caio Gallucci

Diálogo é uma palavra que é utilizada como sinônimo de entendimento, aproximação. Pode ser mesmo duplicado, quando temos quatro pessoas conversando. Assim, forma-se uma teia, cresce, multiplica. Mas nem sempre… Pode virar um desencontro, um coro desafinado de individualidades. Em dois textos de Julia Spadaccini, com direção de Alexandre Mello, “Até o final da noite” e “Um dia qualquer”, esse entremear resulta numa bela reflexão sobre como podem ser os relacionamentos.

Um casal, cujo filho vai trabalhar no exterior, recebe um jovem casal para um jantar. É nessa dinâmica que Angela Vieria e Isio Ghelman interpretam de forma magnífica o casal “adulto”, e Letícia Cannavale e Rogério Garcia, o casal jovem. Os quatro desenvolvem com muito humor os impasses das diferenças de gerações, objetivos, papéis. A técnica dramatúrgica faz com que a peça ganhe cada vez mais densidade, pois utiliza um jogo cênico de mostrar, sucessivamente, os episódios que acontecem ao mesmo tempo – o que evidencia o personagem isoladamente, em algum momento, e funciona como uma escada para o outro, para destacar não as diferenças, mas as similitudes.

Em “Um dia qualquer”, o encontro é totalmente fortuito. Anna Sant’Ana, Leandro Baumgratz, Rogério Garcia e Dida Camero representam personagens daquele tipo invisível, como a enfermeira, um palhaço de rua. Cada um fala por si, de seus pequenos ganhos, de suas enormes frustrações, mas o jogo aqui é de outra ordem: o texto, a modulação das vozes, mostra a que viemos.

As duas peças, aparentemente diversas, pois em “Até o final da noite” os personagens têm um encontro marcado e em “Um dia qualquer” é a força total do acaso, mostra que padecemos da aproximação física, do aconchego, do contato olho no olho, da possibilidade de termos um semelhante ao nosso lado. E que apenas com o diálogo podemos nos reencontrar conosco mesmos.

Serviço:
Até o final da noite
Teatro Leblon
Quintas a sábados às 21h30
Domingo às 20h

Um dia qualquer
Caixa Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena
Quintas a Sábados às 19h

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Enviado por: Redação