23/02/2018 - 17:00

Morre Tharcema Bulhões Pedreira: a mais antiga moradora do Copa

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Copacabana Palace: Tharcema Bulhões, a mais antiga moradora do histórico hotel, por mais de 60 anos, morreu esta semana /Foto: Reprodução

Foi enterrada, nesta sexta-feira (23/02), no São João Batista, Tharcema Bulhões Pedreira, a mais antiga moradora do Copacabana Palace. Viveu no hotel mais famoso do Rio, por mais de 60 anos, ou seja, muito mais tempo do que qualquer um da família Guinle. Foi casada com o advogado José Luiz Bulhões Pedreira, considerado grande jurista de Direito Societário e Tributário, que morreu também no Copa, em 2006. Eles mantinham dois apartamentos na cobertura do anexo. Ambos morreram dormindo, bênção para poucos.

Enviado por: Lu Lacerda
23/02/2018 - 16:29

Adriana Ancelmo: mudança do Leblon – apto foi alugado

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Adriana Ancelmo: a ex-primeira-dama está de mudança do prédio da Aristides Espíndola, no Leblon; vai morar no apartamento de João Pedro Cabral, na Lagoa / Foto: arquivo Site Lu Lacerda

Os caminhões na porta do prédio de Sérgio Cabral, nesta sexta-feira (23/02), na Aristides Espíndola, famoso depois de ter virado ponto principal da Lava-Jato, são da mudança de Adriana Ancelmo, que está deixando aquele endereço. O apartamento da ex-primeira-dama, em prisão domiciliar, foi alugado, depois de conseguida uma autorização judicial. Adriana vai morar na cobertura de João Pedro Cabral, filho do peemedebista, na Lagoa, ou seja, ficará muito bem instalada. Enquanto isso, João Pedro deve ir morar com a mãe, Suzana Neves, também na Lagoa, perto do Clube Piraquê. O apartamento do empreiteiro Maciste Granha de Mello Filho, preso na mesma operação, no mesmo endereço, já está alugado. O de Orlando Diniz estava em obras, que foram interrompidas, e segue vazio. A conclusão dos vizinhos, com a partida de Adriana, é que, a partir de agora, a paz volte a reinar no prédio, mais filmado do que atriz principal da novela das 9.

Enviado por: Lu Lacerda
23/02/2018 - 16:00

Centenário da República da Estônia: comemoração no Rio

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Oskar Metsavaht, cônsul honorário da Estônia no Brasil, ao lado de Urmas Paet, ministro para assuntos internacionais daquele país: Rio vai comemorar centenário da Estônia iluminando o Cristo /Foto: Arquivo de 2013/Martin Lazarev

Neste sábado (24/02), o Rio entra no calendário oficial de comemorações pelo centenário da República da Estônia, cuja celebração engloba mais de mil eventos, que se estendem por diversos países, como Luxemburgo, Áustria, Portugal, entre outros. Por aqui, o Cristo Redentor será iluminado com as cores da bandeira do país: preto, branco e azul; Londres abriga uma exposição de arte contemporânea; Vienna, um evento dedicado ao folk music – ritmo típico do país -, enquanto a Orquestra Sinfônica da Estônia se apresenta na China e em Hong Kong. Em tempo: o cônsul honorário da Estônia no Rio é Oskar Metsavaht, de descendência estoniana, cujo sobrenome significa “guardião das florestas”.

Enviado por: Redação
23/02/2018 - 14:30

O grande encontro: César Villela, Ruy Castro e Roberto Menescal

MIS: encontro entre César Villela, Ruy Castro e Roberto Menescal para o "Depoimentos para a posteridade" /Foto: Gui Maia

MIS: encontro entre César Villela, Ruy Castro e Roberto Menescal para o “Depoimentos para a posteridade” /Foto: Gui Maia

Só faltou ter choro no encontro entre o ilustrador César Villela, de 87 anos, o músico Roberto Menescal e o escritor Ruy Castro nessa quinta-feira (22/02), no Museu da Imagem e do Som (MIS), na Lapa: todos emocionadíssimos. César, criador de mais de mil capas de LPs da Bossa Nova e dono de vários prêmios internacionais, gravou a série “Depoimentos para a Posteridade”, intitulada “Bossa 60”. Ele foi entrevistado durante três horas: “Nunca tive intimidade com os artistas. Fazia as capas de acordo com a proposta de cada trabalho. O Menescal foi uma exceção: fiz três capas para ele, mas nos tornamos amigos por ele ser essa pessoa bondosa e tão bacana. Eu sempre me preocupei com o que o artista era como pessoa, e não com o sucesso que ele fazia ou com sua fama”, disse ele, olhando para um Menescal com olhos marejados. Há algum tempo, Villela tem se dedicado às artes plásticas e pretende lançar um livro com 120 ilustrações e poesias para acompanhá-las. “Estou apenas aguardando patrocínio. Não quero lucrar com isso porque a renda vai pra uma instituição que apoia meninas carentes”, disse ele, que mora em Miguel Pereira, interior do Rio.

Enviado por: Redação
23/02/2018 - 13:20

Empresários cariocas criam feira de usados

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Robert Guimarães e Fernando Molinari: empresários criam feira de usados focados na sustentabilidade /Foto: Divulgação

Robert Guimarães e Fernando Molinari, criadores da Babilônia Feira Hype, em 1996, vão lançar a “Hype Free Market – feira de usados” nos dias 7 e 8 de abril, no Parque das Figueiras, uma feira criativa de venda de usados. “Hoje a tendência aponta nesta direção, priorizando o consumo consciente e incentivando iniciativas sustentáveis que reutilizam objetos. Na nova feira, criamos o cenário perfeito para essa experiência de consumo com valor agregado de moda”, diz Robert. Serão 120 expositores entre brechós, antiquários, vinil, sebo etc.

Enviado por: Redação
23/02/2018 - 12:20

Marina Lima e Kassin: novos singles movimentam internet

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Marina Lima e Kassin (abaixo em foto com Clarice Falcão): cantora lança funk “Só os coxinhas” nas plataformas digitais e produtor lança “Coisinha Estúpida” /Fotos: Rogerio Cavalcanti/Divulgação

Dois lançamentos musicais estão movimentando as plataformas digitais nesta sexta-feira (23/02). Marina Lima está pegando pesado nas redes sociais para divulgar seu funk “Só os coxinhas”, parceria dela e do irmão, poeta e compositor Antonio Cicero, primeira música de trabalho do álbum “Novas Famílias. Ela acaba de gravar o clipe da canção em São Paulo – aliás, morando há anos por lá, ela tem preferido shows mais intimistas nos últimos tempos. Agora, com esse funk tão falado, a cantora deve voltar a plateias maiores. “Espero que vocês gostem, porque fiz essa música com o maior carinho, é um deboche, uma curtição. Coxinhas, não se ofendam, por favor!”, disse ela estreando o “stories”. Do outro lado, o produtor musical Kassin, lançando “Coisinha estúpida”, primeiro single do esperado novo disco “Relax”, que será lançado, no dia 30 de março, com participação especial da cantora Clarice Falcão. A música é uma releitura de “Something stupid”, sucesso na versão de Leno.

Enviado por: Redação
23/02/2018 - 11:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘O Tempo não dá Tempo’

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Tempo, tempo, tempo… O tempo não para. “Meu tempo passou”, dizem os poetas. “O tempo voa”, dizem as pessoas. Essa é a questão que nos baliza, angustia, desespera, alegra. “O melhor da festa é esperar por ela”. O Tempo não dá Tempo, criação coletiva dirigida por Duda Maia, em cartaz no Oi Futuro Flamengo, radicaliza essas questões ao fazer um espetáculo em que corpo e música se dissolvem.

A bailarina e coreógrafa Angel Vianna, celebrando 90 anos de vida, Ciro Sales, Juliana Linhares, Marina Vianna e Oscar Saraiva propõem um desafio à plateia: dançam, balançam, instigam.  Desafiam o  local, pois a ação se desenvolve em vários  “palcos” – as instalações do andar do teatro –  de forma única ou simultânea.

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“Espero que o espectador se torne um protagonista com essa experiência artística e mergulhe, como quiser, no seu TEMPO”, comenta Duda, que acrescenta:  “Conheço Angel desde que tinha 18 anos; sua dança mudou a minha vida, me deu direção e desejo. Tanto tempo, e parece que foi ontem. Em 2018 eu completo 50 anos e Angel, 90. Não teria um jeito mais belo de comemoramos nossos aniversários.”

O espetáculo é performático, pois, na essência da criação coletiva de criação colaborativa de Gregório Duvivier, Duda Maia, Oscar Saraiva e elenco, está a poesia de Gonçalo M. Tavares como pano de fundo para que os cinco atores possam criar uma nova dimensão de representação  em que a questão do tempo não nos dá um instante de trégua.

Serviço:
Oi Futuro Flamengo
Sexta, às 21h
Sábado e Domingo, às 20h e 22htarja-claudiachaves

 

 

Enviado por: Redação
22/02/2018 - 17:00

Cave Legrand: degustação para brasileiros em Paris

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Na primeira foto, Ana Clara Garmendia e Ana Carolina Dani; na segunda, Felipe Bessa com Zaida Brigido e Simone Bellin e Marina Nunes Hautefeuille; na terceira, Yasmine Brigido, Paula Saady e Juliana Oest Durant; na quarta, Paula Rita Saady e Paulo Pereira /Fotos: Paulo Pereira

A sommelier brasileira Ana Carolina Dani recebeu um grupo de brasileiros nesta quinta-feira (22/02), para apresentar os novos vinhos da Cave Legrand, uma das melhores de Paris. E, claro, esvaziar as garrafas foi muito fácil, ainda mais acompanhadas dos mais variados queijos. Ana é jornalista de formação; depois de trabalhar por quase 10 anos na Rádio França Internacional e como colaboradora de diferentes publicações brasileiras, ela se apaixonou pelo vinho, estudou na Cordon Bleu e se tornou membro da Associação de Sommeliers de Paris. Foi contratada pela casa há três anos, quando o mercado francês começou a perceber que as exportações no Brasil cresceram nos últimos 10 anos.

Enviado por: Redação
22/02/2018 - 16:00

Ronaldo com João de Deus em Abadiânia

João de Deus entre Ronaldo e Celina Locks: casal está em Abadiânia com o médium / Foto: amiga da coluna

João de Deus entre Ronaldo e Celina Locks: casal está em Abadiânia com o médium / Foto: amiga da coluna

Ronaldo e a namorada, Celina Locks, estão na Casa de Dom Inácio, em Abadiânia, Goiás, sob os cuidados do médium João de Deus. O ex-jogador, já num clima diferente do que chegou, olhar suave e expressão serena, parecia ter encontrado o que procurava – nem sempre a gente sabe o que é. A espiritualidade é necessária em algum momento. É ou não é? “A energia da Casa é inexplicável; eu me emocionei com o trabalho do João de Deus. Ele abdicou de muitas coisas na vida para estar aqui, curando e dando luz para todos que o procuram”, disse.

Enviado por: Lu Lacerda
22/02/2018 - 15:30

Beatriz Rabello e Paulinho da Viola: show em família

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Paulinho da Vila e Beatriz Rabello: pai e filha juntos no palco emocionam plateia no Teatro do SESI, no Rio / Foto: Rejane Guerra

Você gostaria de ver juntos, no palco, mais uma vez e mais uma, e mais uma Beatriz Rabello e Paulinho da Viola? Só esperando ou indo a Brasília. No Teatro SESI, no Rio, foi apenas nessa quarta-feira (21/02). Se Paulinho tem aquele habitual jeito de ser com qualquer pessoa, imagine com a própria filha! Ela é backing vocal há duas décadas: “Há dez anos, eu participo dos shows dele, e agora ele está se apresentando no meu – é algo que nunca imaginei, afinal sou de família de artistas, mas sempre fugi disso. Cheguei a me formar em jornalismo, mas não teve jeito”, disse Beatriz, que é neta do violonista César Faria (morto em 2007), um dos fundadores do conjunto Época de Ouro, ou seja, cresceu ouvindo o fino do choro, samba, jazz e bossa nova. Foto foi feita pela jornalista Rejane Guerra.

Enviado por: Redação
22/02/2018 - 15:00

Carlos Vergara: arte movimenta terceiro dia do “Rio Open”

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“Rio Open”: na primeira foto, Carlos Vergara, Juliana Silveira e João Vergara; na segunda, Vanda Klabin e Antonio Bokel; na terceira, Alan, Renata e Sophie Adler; na quarta, Sylvia e Carlos Alberto Chateaubriand /Fotos: Divulgação/Vans Bumbeers

No Rio Open, que começou esta semana, não tem apenas jogos de tênis. Nessa quarta-feira (21/02), o artista plástico Carlos Vergara, criador do pôster oficial da competição, lançou o trabalho que deu origem ao cartaz, além de uma escultura em 3D no espaço “Rio Open Arte”, criado exclusivamente para a 5ª edição do maior torneio de tênis da América Latina. O artista se inspirou em mais de 100 fotografias tiradas durante três dias no Jockey Club Brasileiro. “Eu queria uma imagem à altura do torneio, que, de cara, fosse possível identificar o tênis; por isso, usei o saibro. Eu também adoro o ‘desafio’ quando conferem se a bola foi dentro ou fora, então procurei retratá-lo. Sem falar que a quadra é abençoada pelo Cristo Redentor; então ele precisava estar presente”, explicou Vergara. Também no espaço, trabalhos de novos artistas, que estarão à venda – o valor arrecadado destina-se a projetos sociais ligados ao evento.

Enviado por: Redação
22/02/2018 - 13:58

Rio Heroes: série sobre vale-tudo clandestino é lançada no Rio

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“Rio Heroes”: na primeira foto, Murilo Rosa e Fernanda Tavares; na segunda, Priscila Fantin; na terceira, Duda Nagle; na última, Rafael Losso /Fotos: AG.News

Mesmo com a chuvarada que caiu na noite dessa quarta-feira (21/02), elenco e equipe da série “Rio Heroes”, da Fox Premium, foi em peso ao lançamento no Galpão Gamboa. Baseada em fatos reais, a trama de cinco episódios conta a história de Jorge Pereira (Murilo Rosa), lutador expulso do MMA que abre seu próprio torneio clandestino, sem regras ou árbitros. Para quem não sabe, Rosa já foi lutador, um dos motivos para amar participar da série. “Antes de atuar, fui lutador e disputei dois campeonatos mundiais de taekwondo em 1990. Mas nos últimos sete anos esse universo voltou a aparecer”, diz ele, que estava acompanhado da mulher, a apresentadora Fernanda Tavares.

Outra que vai chamar atenção na telinha é Priscila Fantin, interpretando a lutadora Claudinha Pitbull, a Pitty, saradíssima. No entanto, ela afirma que não é uma escrava do corpo. “Não me peso há 10 anos e meu corpo se molda de acordo com a demanda profissional. Para o papel, fiz umas aulas de MMA, mas já fiz dança de salão, esgrima, parkour, flamenco, ballet e salto ornamental”, diz ela, que vai aparecer praticamente sem maquiagem de beleza, apenas com machucados do treinamento. Também no elenco Duda Nagle, Rafael Losso, André Ramiro, Bruno Bellarmino, entre tantos.

Enviado por: Redação
22/02/2018 - 12:20

Termas Leblon (lugar de pegação) muda de nome e de endereço

Termas Leblon abre em outro endereço com novo nome, Leblon SPA /Foto: Reprodução

Termas Leblon abre em outro endereço com novo nome, Leblon SPA /Foto: Reprodução

A mais famosa sauna da Zona Sul, a Termas Leblon (que tem esse nome porque começou no bairro), mas fica em Ipanema, na Barão da Torre, há mais de 20 anos, fechou as portas. Calma gente, vai abrir em outro lugar: na Epitácio Pessoa, na Lagoa, com outro nome Leblon SPA, ou, como gosta de falar Ancelmo Gois, “casa de saliência”. Todo mundo sabe que é lugar de pegação, tradicional e considerado o mais caro do Rio no segmento. Nomes da mais alta hierarquia cultural carioca conhecem bem muitos horizontalmente-acessíveis por ali.

Enviado por: Lu Lacerda
22/02/2018 - 11:30

Viradouro contrata mestre Ciça para desfile de 2019

Mestre Ciça: de volta à bateria da vermelho e branco para o desfile de 2019 /Foto: Diego Mendes

Mestre Ciça: de volta à bateria da vermelho e branco para o desfile de 2019 /Foto: Diego Mendes

A escola de samba Viradouro, campeã da Série A deste ano, além de Paulo Barros como carnavalesco e renovar com o intérprete Zé Paulo, sempre muito cobiçado pelas agremiações, anunciou, nessa quarta-feira (21/02), o retorno do mestre Ciça em 2019. Ele vai comandar a bateria da vermelho e branco na volta ao Grupo Especial – ele ficou à frente da escola por de 1999 a 2009.

Enviado por: Redação
21/02/2018 - 19:00

Seis perguntas para Fábio Szwarcwald (diretor da EAV – Parque Lage)

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O economista carioca Fábio Szwarcwald sabia muito bem no que estava se metendo ao assumir a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Jardim Botânico, em março do ano passado. Tombado como patrimônio histórico, o local tornou-se referência na formação de artistas, especialmente depois da fundação da EAV, em 1975. Mas, sem os repasses prometidos pelo governo, a instituição cortou funcionários, extinguiu 250 bolsas de estudo e até ameaçou fechar as portas.

Fábio, especializado em finanças e gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e pelo IBMEC, ex-vice-presidente do banco Credit Suisse e membro do Conselho de aquisição do Museu de Arte Moderna (MAM), assim como do New Museum, em Nova York, segue pilhado nesse trabalho no Parque, promovendo eventos, ali, do escritório, com clima da floresta, como aconteceu em dezembro, com um jantar beneficente da EAV e conseguiu arrecadar R$ 238 mil. Foi dele também a ideia do financiamento para a montagem da exposição “Queermuseu”, vetada no Museu de Arte do Rio por Marcelo Crivella.

Sempre às voltas com um bom papo, um café, uma taça de vinho e de, preferência, um quadro, uma escultura, qualquer arte por perto, é colecionador. De uma conversa com ele, num instante fica-se sabendo muito do mercado e de muitas outras coisas nesse sentido.

1
A decisão de tantos artistas doarem trabalhos para o leilão a favor do Parque Lage, dia 15 de março (incluindo aí a exposição Queermuseu), na galeria Anita Schwartz, tem um grande significado?

O engajamento artístico doando obras para o leilão comprova a importância desta nossa iniciativa contra a censura, o que revela uma grande manifestação de generosidade e responsabilidade pública desses artistas que não são participantes da Queermuseu, mas encontraram uma forma atuante de apoiar o movimento que vai trazer a exposição para o Rio.

2
Ser um colecionador facilita sua vida como diretor do Parque Lage? Isso o influenciou a aceitar o cargo, considerado por muitos uma batata-quente?

Quando resolvi deixar o mercado financeiro pra trabalhar com arte, não estava nos meus objetivos ser diretor da EAV Parque Lage. O meu projeto, que, inclusive, já estava em fase de execução, era montar um espaço cultural na Z42. No início de 2017, o então secretário de Cultura, André Lazaroni, me chamou pra conversar e me convidou a assumir esse desafio. Na altura, deixou muito claro que as coisas seriam bastante complicadas pra mim, os salários estavam atrasados e, como é sabido, o governo passava por dificuldade financeira jamais vista. Mesmo ciente da aridez do cenário, acreditei que, com minha experiência na iniciativa privada e com uma visão mais amplificada, poderia ajudar a EAV a ter uma nova forma de gestão, com foco grande na qualidade de ensino, em novas parcerias nacionais e internacionais, e no desenvolvimento de uma plataforma de captação que fugisse da dependência do estado. E é exatamente o que venho fazendo.

3
Qual o balanço você faz desde que assumiu a diretoria, sem os repasses prometidos pelo Governo do Estado?

Meu balanço é extremamente positivo. Apesar das dificuldades financeiras do estado, estamos fazendo um trabalho que vem sendo reconhecido por todos que participam do nosso dia a dia, bem como os usuários do Parque. No ano passado, criamos o Parquinho Lage, uma escola para o público infantil, que já é um sucesso, com mais de 600 crianças, sendo 25% com gratuidade. Realizamos ainda mais de 50 aulas abertas, com entrada franca. Em 2018, vou ampliar esse percentual de bolsas, trazendo alunos de escolas públicas para estudarem conosco. É fundamental vitalizarmos a arte. Ainda este ano, lançaremos um programa de bolsas de formação de 10 meses para todos aqueles que querem trabalhar como artistas, curadores ou conhecer mais profundamente o assunto. Os planos da EAV para 2018 são intensos, com programas inéditos, em que as pessoas terão cada vez mais oportunidades de participação e estudos.

4
Qual a importância de uma exposição como essa para o público carioca?

O Rio foi, por muitos anos, a capital cultural do Brasil – tudo o que fazíamos aqui reverberava nacional e internacionalmente. Isso não deixou de acontecer, só que de forma inversa, mostrando todas as dificuldades em lidar com a violência e a corrupção em geral. Atualmente, quando a pauta é o Rio, só aparecem os aspectos negativos, que também incluem a censura ocorrida. Precisamos trazer uma agenda afirmativa e produtiva pra cá. A Queermuseu
se propõe a abrir o diálogo através de um fórum que acontecerá em paralelo à exposição, dando oportunidade a todos de tratar assuntos pouco falados. A cidade é nossa, e estou dando minha contribuição, trabalhando com muito afinco para valorizar nossa cultura.

5
O que achou do Crivella censurar essa exposição?

Acho um absurdo completo o Crivella querer impor suas vontades pessoais! Ele é prefeito, e não um censor; não cabe a ele censurar qualquer manifestação artística. Crivella não fez nada para a cultura até agora; na verdade, fez sim: censurar tudo que não acha que é bom na sua opinião pessoal e religiosa.

6
Quais os seus maiores desafios à frente desse posto?

São vários os desafios, mas o maior é conseguir sustentabilidade financeira para que a EAV desenvolva todo o seu potencial, dependendo, cada vez menos, do dinheiro público que, como você mesma falou, está cada vez mais escasso na área cultural.

Enviado por: Lu Lacerda