26/01/2015 - 12:17

Boni e Amaral lançam guia gastronômico na Barra

Ricardo Amaral e Boni de Oliveira fazem, na Barra, lançamento de seu último livro / Foto: divulgação

Ricardo Amaral e Boni de Oliveira fazem, na Barra, lançamento de seu último livro / Foto: divulgação

Boni de Oliveira e Ricardo Amaral fazem, nesta quarta-feira (28/01), o lançamento na Barra do segundo livro que escreveram juntos, o “Guia Boni & Amaral – O Rio é uma festa”, que teve noite de autógrafos em dezembro, no Shopping Leblon. Como Ricardo é um empresário nato, o coquetel, que começa às 19h30, vai ser no gigantesco estande de vendas do Vogue Square, novo complexo da Barra que vai abrir ainda este ano, próximo ao Rio Design Barra.

Amaral é quem vai ser o curador do futuro centro gastronômico desse shopping e, já para agitar o empreendimento, convidou todos os donos dos restaurantes que vão abrir no local.

Enviado por: Redação
26/01/2015 - 11:04

Festa na Gávea: Marquezine e Marlon Teixeira – o casal

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Durante a primeira edição do evento Sol Sunday Sessions, no Palaphita Gávea, nesse domingão (25/01), foram muitos os comentários sobre Bruna Marquezine ter assumido o namoro com Marlon Teixeira - claro, ela não é boba. Nessa noite foi o show do cantor Donavon Frankenreiter, com seu estilo de música para surfistas. Muita gente conhecida apareceu, como mostra a Galeria de fotos.

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25/01/2015 - 16:52

Bruno Chateaubriand: de volta à Sapucaí como jurado

Bruno Chateaubriand no ensaioda Mangueira, esse sábado (24/01): finalmente liberado para frequentar escolas de samba / Foto: reprodução da internet

Bruno Chateaubriand no ensaioda Mangueira, esse sábado (24/01): finalmente liberado para frequentar escolas de samba / Foto: reprodução da internet

Bruno Chateaubriand rompeu, nesse sábado(24/01), o jejum de sete anos de ausência de uma quadra de escola de samba. Ele foi à Mangueira e se acabou, felicíssimo. É que durante todo esse tempo ele fez parte do júri da Liesa, que tem rígidos critérios para seus julgadores, dentre os quais a proibição de frequentar quadras e barracões de escolas.

Mas Bruno vai voltar à Avenida Marquês de Sapucaí, de novo como jurado, ainda este ano: ele acaba de ser convidado para participar do júri do Estandarte de Ouro, que tem outro tipo de normas de conduta. O prêmio do jornal O Globo, ao contrário, estimula a ida dos jurados às quadras das escolas.

O empresário guarda, aliás, ótimas recordações dos seus tempos de Liesa: uma delas é o acervo de mais de mil fotos tiradas da sua cabine, dos desfiles de 2010 até 2014. Ele agia assim para ter como embasar melhor a sua análise do quesito Alegorias e Adereços – aliás, foi Bruno quem conseguiu, junto à Liesa, a liberação do jurado poder tirar fotos, uma conquista e tanto para quem tem que julgar 12 escolas e não pode se dar ao luxo da memória fraquejar, diante da responsabilidade da tarefa.

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25/01/2015 - 15:23

Maria Flor mostra filme português e debate Eça nesta segunda

Graciano Dias e Maria Flor. Imagem João Ribeiro (1)  segunda veresão

No alto, Maria Flor em cena do filme "Os Maias", com o ator português Graciano Dias; acima, o diretor Thiago Valente, o ator Fernando Lopes e Mel Maia / Fotos: João Ribeiro e Alessander Aless

No alto, Maria Flor em cena do filme “Os Maias”, com o ator português Graciano Dias; acima, o diretor Thiago Valente, o ator Fernando Lopes e Mel Maia / Fotos: João Ribeiro e Alessander Aless

A atriz Maria Flor, que filmou, em Portugal, “Os Maias”, no papel principal de Maria Eduarda da Maia, personagem do romance de Eça de Queirós que tem um caso com o irmão, Carlos, vai mostrar o filme, nesta segunda (26/01), no Real Gabinete Português de Leitura. É a 2ª Semana do projeto “O Real em Revista”, com patrocínio da Petrobras, e que vai ter abertura dedicada ao cinema.

Às 14h30 vai ser exibido o filme para o público, do cineasta português João Botelho, que está sendo exibido em Portugal em sessões para escolas – ele estreou comercialmente em setembro do ano passado. “Os Maias” já esteve no Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Festival Internacional Cinema de Fronteira e no Festival Internacional de Cinema de Roma.

Maria participa de mesa-redonda às 17h, com o narrador do filme, Jorge Vaz de Carvalho, e pesquisadores.

Antes, às 14h, vai passar o curta “A Pedra Fundamental”, do diretor Thiago Valente. No elenco, o ator Nando Lopes e a atriz Mel Maia, a garotinha que foi protagonista da novela “Joia Rara”. O curta foi filmado no próprio Real Gabinete Português de Leitura e DVDs vão ser distribuídos para coordenadores pedagógicos e professores que agendarem visitas ao local.

Enviado por: Redação
25/01/2015 - 14:44

Penúltimo Bailinho tem barco de papel gigante  

Foto de:

O Bailinho desse sábado (24/01), no Pier Mauá, foi o penúltimo desta temporada de 2015. Como já é comum, milhares de pessoas, entre conhecidas e bonitas, foram dançar ao som de Rodrigo Penna e Markinhos Mesquita, numa festa que durou até a manhã de domingo.

Teresa Cristina foi a convidada especial e agitou a galera cantando o samba “Desejo de Amar”, de Eliana de Lima, aquele que diz “Agora estou sozinha precisando de você….”. Entre as intervenções que acontecem durante a noite, como os já esperados “bandeirão” e o momento “singing in the rain”, quando há chuva de papel picado e distribuição de guarda-chuvas, houve uma novidade: um barquinho de papel gigante cruzou o salão. Teve, também, astróloga, brindes variados, show da OgroJazzBand, food truck da Brauni e instalação de Batman Zavareze: aquela miscelânea boa, feita para agradar todo mundo. Veja fotos na Galeria.

Enviado por: Redação
25/01/2015 - 13:07

Feijoada na Barra: presença-surpresa do Prefeito

Prefeito Eduardo Paes

Ancelmo Gois e Marcos Bezerra

No alto, o prefeito Eduardo Paes e a camiseta da feijoada; ao centro, o jornalista Ancelmo Gois e Marcos Bezerra; acima, Juliana Alves rainha da bateria da Unidos da Tijuca, e Nina Kauffmann / Fotos: Berg Silva

No alto, o prefeito Eduardo Paes e a camiseta da feijoada; ao centro, o jornalista Ancelmo Gois e Marcos Bezerra; acima, Juliana Alves rainha da bateria da Unidos da Tijuca, e Nina Kauffmann / Fotos: Berg Silva

O hotel Windsor Barra estreou, nesse sábado (24/01), sua temporada de feijoadas de carnaval, com camiseta para convidados e bateria da Unidos da Tijuca. O prefeito Eduardo Paes foi a atração da tarde: no mesmo hotel, numa reunião com o Comitê Olímpico, carnavalesco que é, não resistiu e  fez uma aparição rápida na festa, o que bastou para ser muito cumprimentado. A rainha da bateria da escola da Tijuca, Juliana Alves, fez seu show, com passistas e ritmistas. No sábado de carnaval (14/02), tem mais.

Enviado por: Redação
24/01/2015 - 19:02

Jantar beneficente Rio450 no Copa: só ‘chefs-deleite’

Andrea Natal (com o Cristo Redentor no pescoço): a diretora do Copa organiza jantar beneficente no Golden Room, dia 1º de março, aniversário do Rio / Foto: Vera Donato

Andrea Natal (com o Cristo Redentor no pescoço): a diretora do Copa organiza jantar beneficente no Golden Room, dia 1º de março, aniversário do Rio / Foto: Vera Donato

O Copacabana Palace, por desejo da diretora Andrea Natal, organiza jantar beneficente no Golden Room, dia 1º de março, aniversário do Rio. O Copa faz parte da história da cidade carioca e vai celebrar muito bem os 450 anos, com decoração de Antônio Neves da Rocha, som do DJ Papagaio e sorteio de dois finais de semana no Belmond Hotel das Cataratas. O primeiro convidado foi o prefeito Eduardo Paes. Os precinhos são: mesa de 10 lugares – R$ 4.500; mesa de 06 lugares – R$ 2.700. O traje é ‘carioca chique’ – pode até ir enrolada na bandeira (rsrs). O menu estará nas mãos dos ‘chefs-deleite’, Luca Orini, do Cipriani, Rafael Hidaka, do Mee, Filipe Rizato, da Pérgula,  Wagner, de
banquetes, e pelo chef executivo Pierre Olivier Petit. O valor arrecadado com o evento será repassado para a instituição Solar Meninos de Luz que, desde 1991, promove educação formal e complementar em regime integral, cultura, esportes e cuidados básicos de saúde nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo em Copacabana. Visitem o site (www.meninosdeluz.org.br).

Enviado por: Lu Lacerda
24/01/2015 - 17:11

Kit-caravela: na dúvida, é melhor levar pra praia

Caravelas e águas-vivas não nadam por si próprias: chegam às praia movidas pelas correntezas e ventanias / Foto: reprodução da internet

Caravelas e águas-vivas não nadam: chegam às praias movidas pelas correntezas e ventanias / Foto: reprodução da internet

Na dúvida se as correntezas que chegam às praias cariocas vão trazer mais caravelas e águas-vivas – uma menina de um ano sofreu uma queimadura grave, quinta-feira (22/01), na praia do Leblon – é bom entrar no mar sabendo como agir se esbarrar, literalmente, com um desses animais.  Se você é daqueles prevenidíssimos, o ideal é levar um kit com vinagre, pinça, aparelho de gilete, luva, compressas e espuma de barbear. Consultamos o biólogo marinho Marcelo Szpilman, presidente do futuro aquário marinho da cidade, o AquaRio, que explicou o que é melhor fazer.

1) Em primeiro lugar, ao sentir a queimadura, a vítima deve sair da água o mais rápido possível, até para evitar o risco de afogamento e as consequências de um choque, mas sem tentar remover com as próprias mãos os tentáculos aderidos.

2) Já na areia, lavar o local com água salgada. Jamais usar água-doce, a dos chuveirinhos da praia, pois ela pode estimular quimicamente (por osmose) os nematocistos (tentáculos) que ainda não descarregaram sua peçonha.

3) Não tentar remover os tentáculos que aderiram na pele esfregando areia ou toalha.

4) Molhar a região com vinagre por cerca de 10 minutos. Tirar os resíduos da caravela com uma pinça, com a mão protegida por luva.

5) Para retirar os fragmentos menores e invisíveis tricotomize (raspe) o local com um barbeador ou com uma lâmina afiada. Um pouco de espuma de barbear em spray ajuda nesse momento, mas é bom lembrar: não esfregue a região.

6) Lavar a pele, pela segunda vez, com água do mar e reaplicar o vinagre por mais 30 minutos.

7) Em caso de dores fortes e reações inflamatórias, é recomendável tomar analgésicos ou antiinflamatórios.

8) Aplicações de bolsas de gelo estão liberadas para também diminuir a dor da queimadura.

9)  Não usar nunca perfumes, loções pós-barba ou mesmo bebidas alcoólicas sobre a pele atingida.

10) Não mexer em águas-vivas e caravelas mesmo depois de mortas. O sistema de descarga de peçonha desses animais é ativado por reações involuntárias do animal , como os estímulos físicos (pressão ou esfregação) ou químicos (osmose provocada pela água doce).

Se não tiver nenhum desses recursos à mão, ou se achou os conselhos acima inviáveis, o melhor é levar a vítima para um hospital. Mas, ainda segundo Marcelo Szpilman, nossos mares não possuem os animais desse tipo com peçonha mais forte, como as vespas do mar. O resto é mergulhar sempre prestando atenção na água que está próxima.

Enviado por: Redação
24/01/2015 - 15:14

Parque Lage: espelho falso e obra de arte que refresca

Parque Lage 1

No alto, o trio poderoso das artes, Marcio Botner, presidente da Oca Lage, organização que administra a EAV Parque Lage e a Casa França-Brasil, Lisette Lagnado, diretora da EAV Parque Lage, e o curador mexicano Pablo Leon de la Barra, diretor da Casa França-Brasil; abaixo, à esquerda, Kátia Maciel entre os artistas Ana Miguel e João Modé; ao lado, Kátia diante de sua obra, “Verso”; acima, Renan Lima e Laara Hagel aproveitam o ar fresquinho da obra do espanhol Sergi Arebusà / Fotos: Pedro Agilson

No alto, o trio poderoso das artes: Marcio Botner, presidente da Oca Lage, organização que administra a EAV Parque Lage e a Casa França-Brasil, Lisette Lagnado, diretora da EAV Parque Lage, e o curador mexicano Pablo Leon de la Barra, diretor da Casa França-Brasil; abaixo, à esquerda, Kátia Maciel entre os artistas Ana Miguel e João Modé; ao lado, Kátia diante de sua obra, “Verso”; acima, Renan Lima e Laara Hagel aproveitam o ar fresquinho da obra do espanhol Sergi Arebusà / Fotos: Pedro Agilson e Leandro Pimentel

Nessa sexta-feira (23/01), a Escola de Artes Visuais do Parque Lage abriu, para convidados, duas exposições “Katia Maciel – Suspense” e “Quinta Mostra EAV Parque Lage”. A exposição de Katia está nas Cavalariças e na Capela do Parque e reúne quatro videoinstalações, com se fosse um filme. Numa delas “Uma árvore” (2009), aparece uma árvore inflando e desinflando, como se estivesse respirando. Logo na entrada da Cavalariça o visitante se depara com um espelho gigantesco, na obra “Verso” (2013). Enquanto o espectador fica ali, admirando a própria imagem, do outro lado as pessoas estão vendo toda a sua reação – uma câmera capta em tempo real a imagem externa, dando a impressão dos falsos espelhos usados em interrogatórios de filmes policiais.

A outra mostra é uma coletiva, com trabalhos de 19 artistas e pesquisadores em artes visuais, bolsistas que participaram do programa coordenado por Anna Bella Geiger em 2014, com a participação dos professores Fernando Cocchiarale e Marcelo Campos. As duas exposições ficam em cartaz até o dia 15 de março.

Enviado por: Redação
24/01/2015 - 14:01

‘Invertida’, com Alice Caymmi

Alice CaymmiFalou em Caymmi todo mundo pensa no melhor da MPB. Neta de Dorival Caymmi, sobrinha de Nana e Dori, filha de Danilo e Simone. Por muito tempo a herança musical da família pesou sobre a jovem Alice Caymmi. Ali pelos 15 anos, deixou o pai, Danilo, assustado com sua aproximação com o rock –  uma ameaça para os cânones da tradicional MPB. Hoje, ele é fã da carreira da filha.

Em 2012, o primeiro CD de Alice, ainda morena e com 22 anos, era musicalmente comportado. Com ‘Rainha dos Raios”, que saiu pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro, e tem produção do músico Diogo Strauz, Alice começou a se descobrir, colocando sua voz forte a favor da irreverência e da quebra de rótulos. Foi considerada “Cantora Revelação de 2014” pelo Prêmio Multishow e elogiada pelo próprio meio musical.

Convidada pelo criador da São Paulo Fashion Week, Paulo Borges, para cantar a música “Homem”, de Caetano Veloso – numa versão com gritos de orgasmo ao fundo, pré-gravados – durante o desfile de inverno da grife Llas, ano passado, Alice não se separou dele desde então – até porque ela é louca por moda. Foi Paulo quem assinou a direção do seu show em dezembro, no Teatro Itália, em São Paulo. O show chamou a atenção pelo tom performático, com figurinos exóticos, da dupla Walério Araújo e João Pimenta, e videocenários de Richard Luz.

Paulo está tão encantado com a cantora e compositora que também se ocupou da direção do DVD do espetáculo, que deverá ser lançado em abril. A música brasileira contemporânea já pode dizer que conta com uma artista com forte presença de palco – ela não tenta imitar o estilo das popstars, mas assimila centenas de influências e transforma tudo no melhor da música. E aí vem a turnê nacional da alegre, divertida e autêntica Alice e seu show, cheio de eletricidade.

UMA LOUCURA: “Atualmente, viver o amor sem medo pode até ser uma loucura. As pessoas não se dão mais ao direito de viver o amor, ninguém quer dar conta do sentimento de alguém”.

UMA ROUBADA: “Dar opinião no Facebook! Não dou. Com o tamanho que eu estou ganhando, quando se tem uma visibilidade você acaba sendo calado pela possibilidade de criar uma comoção – estou falando em relação à arte. Não comento, mas meio que reclamando por dentro! Na Internet tem muita gente idiota.”

UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa nas cores e formas, roupas, quadros, pinturas e desenhos, enfim. Toda a plasticidade que envolve a vida em geral”.

UM PORRE: “O que eu acho um porre? Gente paranóica é bem chato. Um porre de bebida? Vinho (hahaha)”.

UMA FRUSTRAÇÃO: “Não ter me dedicado à dança. Interrompi esse projeto, não sei muito bem o porquê”.

UM APAGÃO: “Com letras grandes de músicas complexas. Falam tanta coisa que me confunde. Gosto de letra curta e direta”.

UMA SÍNDROME: “Tenho pânico de multidão. Quando eu tô em cima do palco não tenho medo. Numa situação imposta, não gosto porque não me preparei. Metrô lotado, por exemplo, é muito difícil.”

UM MEDO: “Mais grave do que a própria morte é medo de ter vontade de morrer.”

UM DEFEITO: “Meu defeito é falar demais. Falo muito, sou tagarela mesmo. Falo de mim, não dos outros. Desses, só quando me pedem opinião (rs).”

UM DESPRAZER: “Os haters, aquelas pessoas que ficam despejando uma raiva mesquinha, crueldade na Internet, daquilo que não falariam na cara. É terrível. Em relação a mim podem falar, não tô nem aí.”

UM INSUCESSO: “Uma música que não consegui produzir até o fim. Existe essa música, tô tentando dar um jeito”.

UM IMPULSO: “Adoro rir alto, os tristes ficam incomodados.”

UMA PARANOIA: “Tenho paranoia de gente paranóica paranoiando comigo (hahahaha)”. Nota da redação: A essa altura, Alice está morrendo de rir.

Enviado por: Redação
23/01/2015 - 19:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Chacrinha, O Musical’

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Irascível, grosseirão, mal-humorado, atrapalhado. Zoador emérito. Tocava uma buzina e a zorra. Detestado pela gente de mau- humor, amado por quem gosta do simples, dos pequenos prazeres. Chacrinha, senhor dos palcos, patrono e padrinho de tudo que podia ser marginalizado. Como ele próprio, nordestino, voz fanhosa, espalhafatoso. Eternamente na contramão da ordem e dos bons costumes. E é esse Chacrinha que está presente em ‘Chacrinha o Musical’.

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A partir da primorosa pesquisa de Carla Siqueira, Pedro Bial fez o roteiro, depois dramatizado por Rodrigo Nogueira. Com direção de Andrucha Waddington, são 22 atores/bailarinos/cantores em cena, se multiplicando nos papéis dos pais, dos filhos, dos amigos, dos chefes e, sobretudo, da fauna e artistas que frequentavam o Cassino e a Buzina. E no papel de jovem Abelardo está o promissor ator Leo Bahia. O Chacrinha fantasiado, gordo, o da pança é interpretado pro Stepan Nercessian, que revive o velho guerreiro.

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“O importante para mim, neste trabalho, foi fazer um musical que saísse da caixa, ou seja, algo novo. Só assim conseguiria honrar o espírito do Chacrinha. Dirigir como se fosse um filme, que é a atividade com a qual estou acostumado. Fiz dois planos sequências. Ambos os trabalhos partem do mesmo ponto fundamental, que é a dramaturgia”, explica Andrucha.

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A trilha sonora de 60 canções mostra que já houve um tempo que o politicamente incorreto nos divertia, encantava crianças, velhos. Ocupava as monótonas tardes de sábado. Trazia-nos alegria. Pois aprendemos sempre: quem não comunica se trumbica.

Serviço:
Teatro João Caetano
5ª e 6ª, às 20h
Sábado, às 16h e às 20h
Domingo, às 19h.

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Enviado por: Redação
23/01/2015 - 17:53

Yara Figueiredo: nova expositora do Fasano

Yara Figueiredo: nova expositora do Hotel Fasano, em Ipanema / Foto: Murillo Tinoco

Yara Figueiredo: nova expositora do Hotel Fasano, em Ipanema / Foto: Murillo Tinoco

Yara Figueiredo é a nova expositora do Hotel Fasano, na Vieira Souto. A primeira vitrine já está lá. Os joalheiros que expõem ali assinam contrato por um ano e é preciso que o convite parta do hotel, ou seja, da Paula Bezerra de Mello. Yara escolheu apenas anéis para a primeira vitrine, por achar que são joias que a gente admira primeiro, por estarem à vista, na própria mão; brinco e colar são os outros que admiram. Logo de cara, quando a vitrine estava sendo montada, uma turista ficou enlouquecida com as peças. É a nossa Yara – tem loja em Ipanema, tem uma alegria incomparável e tem uma autenticidade conhecida no Rio.

Enviado por: Lu Lacerda
23/01/2015 - 17:00

Brandani: das ruas para a primeira grande individual

Andrea Brandani e seu trabalho "Notáveis da MPB", com rostos de artistas brasileiros conhecidos grafitados em antigos LPs / Foto: Daniel Marques

Andrea Brandani e seu trabalho “Notáveis da MPB”, com rostos de artistas brasileiros conhecidos grafitados em antigos LPs / Foto: Daniel Marques

Andrea Brandani  abre sua primeira grande individual dia 29, com a exposição “Uma só”, no Centro Cultural da Justiça Federal, às 19h. Na mostra, grafites de rostos de músicos brasileiros sobre LPs se destacam, num trabalho chamado de “Notáveis da MPB”, que teve curadoria de Ricardo Cravo Albin e fotos de Daniel Marques.

O artista mineiro tem uma estrada pelas ruas do Rio: já  esculpiu troncos de árvores mortas e fez diversos grafites, um deles, em 2013, no muro da antiga galeria Jean Boghici. Aliás, foi o marchand quem o aconselhou a abandonar a pintura e investir no seu potencial como grafiteiro. Ano passado, Andrea foi convidado pela prefeitura de Munique, na Alemanha, a deixar seus traços num castelo.

Andrea vai expor, também, grafites eróticos e trabalhos sobre as mais diversas mídias: o artista gosta de buscar suportes, como barris de óleo e de chope, espelhos e vidros em material de demolição e no lixo.

Enviado por: Redação
23/01/2015 - 16:18

Só no Rio: riscos até no seu próprio prédio

Aviso posto, nesta sexta-feira (23/01), na porta de um elevador em prédio de 11 andares em Copacabana / Foto: divulgação

Aviso posto, nesta sexta-feira (23/01), na porta de um elevador em prédio de 11 andares em Copacabana / Foto: divulgação

Moradores de um prédio na rua Leopoldo Miguez, no Posto Cinco, em Copacabana, encontraram, na manhã desta sexta-feira (23/01), um aviso na porta do elevador de serviço, o mais usado, avisando que só uma pessoa pode entrar de cada vez, sob pena de correr risco de morte.

O prédio de 11 andares tem dois elevadores, porém o social fica indisponível das 22h até às 7h da manhã do dia seguinte: não há portaria 24h em funcionamento e quem chega em casa mais tarde já se habituou a usar o elevador de serviço.

A revolta e/ou dúvida dos moradores é em relação à gravidade da situação: se há risco iminente do elevador cair, por que não interditá-lo de uma vez? Como saber qual a média de peso imaginada para cada usuário do elevador? Duas crianças podem usá-lo com segurança?

Detalhe: o condomínio custa mais de R$ 1 mil reais e, segundo relato, um morador já ficou preso no elevador três vezes.

Enviado por: Redação
23/01/2015 - 14:01

Leilão do ‘Vade Retro, Abacaxi’: obras a partir de R$ 100

Este sábado acontece a segunda parte do leilão entre amigos em benefício do bloco Vade Retro, Abacaxi / Foto: divulgação

Este sábado acontece a segunda parte do leilão entre amigos em benefício do bloco Vade Retro, Abacaxi / Foto: divulgação

Neste sábado (24/01) acontece a segunda e última parte do leilão do bloco “Vade Retro, Abacaxi”. São obras de artistas do porte de Ernesto Netto, Anna Bella Geiger, Chica Granchi, Xico Chaves e Laura Lima, dentre muitos outros, que têm lances a partir de R$ 100 e cujo valor final sai, na maioria, menos que a metade do preço de mercado.

Toda a renda vai para o desfile do bloco, dia 17 de fevereiro, na Praia do Diabo, Arpoador. Este ano, o tema é “Vade Retro Preconceito, Tabu e Intolerância”, escolhido muito antes da tragédia do dia 7 de janeiro, uma coincidência infeliz com o episódio do ataque terrorista à redação do jornal francês Charlie Hebdo.

O bloco é uma instituição à parte no carnaval carioca: desfila só em anos ímpares, desde 2003, e, formado só por artistas, seus componentes andam de ré, inclusive a bateria, e não tem camiseta padronizada nem cordão de isolamento. Segundo uma das fundadoras, Suely Farhi, o bloco surgiu de um grupo de artistas que se uniu para protestar contra a ideia do então prefeito Cesar Maia de trazer o Guggenheim para o Rio. “Não houve consulta popular, vimos que seria um deságue enorme de dinheiro, enquanto os museus estavam em péssimas condições”, conta Suely, que está emprestando seu atelier, na Tavares Bastos, para o leilão, a partir das 15h.

“O próprio leilão está se transformando em um evento performático, o ‘leiloeiro’ bate com o martelo na cabeça dos participantes e os artistas fazem a defesa de suas obras”, conta Suely, rindo com a descrição. O dinheiro arrecadado vai ser usado para pagar os músicos profissionais da bateria do bloco e para a confecção de alegorias, que são distribuídas para quem quiser participar do desfile.

Enviado por: Redação