“Não desci sequer ao playground do prédio, e nem pedi asilo ao elevador, que este cubículo me desse a ilusão de estar viajando, de um andar a outro. Meu lar era a imaginação que tinha à sua disposição o universo. E os próprios objetos em torno diziam-me porque ali estavam, convocando-me a dar-lhes destino após minha despedida, uma vez que não poderiam ficar sem dono”.

Da escritora Nélida Piñon sobre o término do romance “Um dia chegarei a Sagres”, iniciado em 2018, em Lisboa, e terminado durante…

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