30/09/2018 - 12:00

Treze perguntas para Marcia Tiburi: candidata ao governo do Rio

Dando continuidade ao “Especial Eleições 2018”, a entrevista deste domingo (30/09) é com a candidata Marcia Tiburi (PT). Já foram publicadas as entrevistas de Eduardo Paes, de Garotinho, Indio da Costa e Marcelo Trindade.

1
Por que se candidatar ao governo do Rio?

Decidi me candidatar porque não consigo ser indiferente ao sofrimento humano. E, em consequência do projeto de poder do Cabral e seus filhotes, dentre eles, Eduardo Paes e Índio da Costa, aumentou o sofrimento da população do estado do Rio. O desgoverno atual só interessa para determinados políticos e grupos econômicos que lucram muito com o caos social, o medo e o sofrimento alheio. O nosso objetivo é, portanto, romper com o marco de poder, cuidar das feridas do estado e devolver o Rio de Janeiro à população.  Poderia, citando Marx, dizer que, até agora, os filósofos se preocuparam apenas em interpretar o mundo, mas o que importa é transformá-lo.

2
A fazer aliança com algum dos seus concorrentes, qual seria? Por quê?

Se for condição para melhorar a vida da população do Rio de Janeiro, não vejo problema em fazer alianças a partir de princípios programáticos e éticos. Mas, de todos os outros candidatos, os que com mais simpatizo são a professora Dayse Oliveira e o psolista Tarcisio Motta.

3
Das tantas tragédias atuais na vida dos cariocas, qual a que mais o comove? 

O extermínio da população, que se dá tanto pela ausência de um plano sério de segurança pública quanto pelo descaso com a saúde pública.  

4
Qual a ordem de prioridade pra você: educação, saúde e segurança?

Nosso plano de governo trata esses temas de maneira integrada. Todos são fundamentais, não há hierarquia entre eles, mas é inegável que uma educação de qualidade produz efeitos positivos diretamente sobre a saúde e a segurança.

5
Você colocaria um filho numa escola pública no Rio? Por quê?

Em uma escola pública adequada ao nosso projeto para a educação, matricularia minha filha sem a menor dúvida. Eu sou o resultado da educação pública e, por isso, sei que é possível uma educação de qualidade fornecida pelo estado. Confio no potencial da educação e tenho um projeto para resgatar o ensino público.

6
Quais as três primeiras providências se eleito?

Implementar os projetos “segunda chance” e “mais família”, que permitirão a melhora da qualidade de vida da população e o aquecimento da economia fluminense, e dar início ao resgate da educação pública, diante do quadro trágico da Faetec e da UERJ.

7
 A filha do Eduardo Cunha é candidata, o filho do Sérgio Cabral é candidato, o filho do Jorge Picciani é candidato; todos presos – o que existe de tão atraente na política que não intimida esses jovens nem nessas circunstâncias? 

É fundamental que jovens participem da política que, dentre outras coisas, permite superar conflitos e gerir a nossa casa comum. Não devemos demonizar a política, mas repelir, através do voto, a tentativa de alguns de fazer da política um instrumento de enriquecimento ou de satisfação de interesses pessoais.

8
O que pretende deixar de mais importante ao fim de seu governo?

O resgate da esperança de que um outro Rio de Janeiro é possível, no qual os direitos de todos sejam respeitados; os valores democráticos, resgatados, as relações humanas, desmercantilizadas. Enfim, que a população do Rio de Janeiro volte a ser feliz e ande orgulhosa pelo estado.

9
 Que cidade citaria como exemplo? Por quê?

São Gonçalo. São Gonçalo nos permite conhecer e estudar como o descaso do estado produziu e ainda produz tanto sofrimento à população. É um exemplo concreto das consequências de um marco de poder viciado e sem compromisso com a população.  Uma vez eleita, ao final de nosso governo, quero que você volte a perguntar sobre São Gonçalo, cidade que ocuparemos com cultura, educação de qualidade, saúde, esportes, segurança cidadã e investimentos que gerarão empregos e renda na localidade. Faremos de São Gonçalo uma cidade-modelo.         

10
Qual o seu apreço ou desapreço com a prefeitura do Crivella?

Acho o governo do Crivella bastante equivocado, mas a verdade precisa ser dita: Crivella herdou uma dívida bilionária do Eduardo Paes, que é um dos principais responsáveis pelo caos atual da cidade. 

11
 E a vida cultural como anda? Qual a última peça, o último filme, o último livro?

Anda escondida nas brechas da agenda de uma candidata. A última peça a que assisti foi a ótima “Molière – Uma comédia musical”, com Matheus Nachtergaele e grande elenco. Recentemente, reli “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, que não visitava desde a adolescência, para me inspirar para lutar contra as injustiças. Não vou ao cinema faz algum tempo, mas o último filme a que assisti foi “O Processo”, documentário da Guta Ramos sobre a farsa e o ridículo do golpe contra a presidenta Dilma.

12
Sabemos que a União retém quase a totalidade dos impostos arrecadados no Estado do Rio, deixando o governador, digamos, de pires na mão. Qual seria sua proposta para evitar essa romaria a Brasília, cada vez que mais dinheiro é necessário?

As normas que regulam os tributos e a repartição das receitas tributárias são extremamente injustas com o estado do Rio de Janeiro, em especial diante dos termos da Lei Kandir, que precisa ser urgentemente rediscutida e alterada. Isso, para não falar do péssimo acordo celebrado pelo Pezão com o Temer, que dificulta a realização dos movimentos e investimentos necessários à recuperação da economia do estado. Também esse acordo  precisa ser revisto. Diante desse quadro, precisamos discutir republicanamente com a União a situação especial do Rio de Janeiro, credora histórica da União, bem como cobrar essa dívida. Não tenho nenhum compromisso a não ser a defesa incondicional dos interesses da população do estado do Rio de Janeiro e, portanto, muita facilidade para, de forma ativa e altiva, lutar pelo estado, o que será extremamente facilitado se o próximo presidente for o professor Fernando Haddad, outra pessoa apaixonada pelo Rio.

13
O que a senhora acha de políticos que mentem?

Sou uma professora de Filosofia e, desde cedo, tenho um compromisso com a verdade. Acho lamentável políticos que acreditam que a verdade perdeu valor. Em relação aos políticos que mentem, gostaria de desejar a eles um eleitor bem informado e não manipulado por grupos de interesse. Só há verdadeira participação popular na tomada de decisões se o eleitor estiver bem informado. Um eleitor bem informado, por exemplo, não votaria em um político traíra que deixou uma dívida de mais de 3 bilhões na prefeitura do Rio e fez obras caras e desastrosas, como o Eduardo Paes; nem em um ex-jogador cheio de dívidas e incapaz de gerir a própria vida privada, que é o caso do Romário; também não votaria em um defensor de fascista, que naturaliza a tese de que as mulheres devem ganhar menos do que os homens e defende o aumento do imposto de renda para os mais pobres, como o Índio; ou no Garotinho, que dispensa maiores comentários.


Enviado por: Redação
29/09/2018 - 19:00

Treze perguntas para Marcelo Trindade: candidato ao governo do Rio

Dando continuidade ao “Especial Eleições 2018”, a entrevista deste sábado (29/09) é com o candidato Marcelo Trindade (Novo). Já foram publicadas as entrevistas de Eduardo Paes, Garotinho e Indio da Costa.

1
Por que se candidatar ao governo do Rio?

Começou quando eu fui apresentado pelo Armínio Fraga ao João Amoêdo e ao Bernardinho, que poderia ser lançado candidato a governador pelo Novo. Ajudei a elaborar o plano de governo, mas ele decidiu não ser candidato; resolvi, eu mesmo, mergulhar porque acho que só um projeto novo, com pessoas novas, pode tirar o Estado dessa enorme crise criada pela má gestão, incompetência e corrupção da velha política. O Novo é a única alternativa real de mudança, e tem que ser uma mudança radical. Lu, nós não vamos resolver os problemas do Estado repetindo os erros do passado nem com as pessoas do passado. O Rio já sofreu demais e agora precisa de um governo que administre o presente e pense o futuro de maneira moderna, diferente, autêntica. Amo o meu Estado, e ser candidato a governador por um partido livre de todos os vícios é uma honra sem tamanho.

2
A fazer aliança com algum dos seus concorrentes, qual seria? Por quê?

Não somos contra alianças, mas, entre os princípios e valores do Novo, está não usar recursos públicos, como os fundos eleitoral e partidário. Nenhum partido toparia se coligar conosco porque, para isso, teria de abrir mão desses recursos, além de só lançar candidatos ficha limpa. Isso não significa que governaremos sozinhos. Se eu for eleito, faremos alianças com bons quadros da Alerj – haverá muitos deles – e conversaremos com todos que entendam essa mensagem dos eleitores. Só não faremos política com bandidos – desses, vamos manter distância sempre. Se depender de mim, vão para a cadeia.  

3
Das tantas tragédias atuais na vida dos cariocas, qual a que mais o comove?

A perda de tantos jovens para o tráfico e nossos inadmissíveis níveis de evasão escolar. É preciso conjugar o combate à violência, que ameaça a todos, e ao desemprego, outra fonte de sofrimento muito intenso das famílias do Rio de Janeiro, com um intenso programa de combate à evasão. É preciso fazer um governo íntegro, 100% ético e técnico, que gerencie com eficiência os serviços de Educação, Saúde e Segurança e melhore o ambiente de negócios para atrair empresas e investimentos.

4
Qual a ordem de prioridade pro senhor: educação, saúde e segurança?

Os três temas têm que ser tratados em conjunto, dada a situação de calamidade em que se encontram, mas o desafio da Segurança Pública também tem impacto nas outras duas questões. Sem segurança, não há educação de qualidade porque a violência interfere demais na rotina da comunidade escolar, tanto de professores quanto de alunos. A falta de segurança afeta também os profissionais de saúde, dificulta ações de saúde preventiva em territórios controlados pelo crime organizado. Prejudica o desenvolvimento econômico e os empregos, reduz a arrecadação de impostos, necessária para a prestação de bons serviços de Saúde e Educação.

5
O senhor colocaria um filho numa escola pública no Rio? Por quê?

Sou contra o proselitismo e a demagogia com o eleitor. Todo pai quer para o seu filho o que existe de melhor. Quem pode pagar uma escola de alto padrão para os filhos, como é o meu caso, fará isso. Não significa que não existam excelentes escolas no sistema público, graças à dedicação de professores e profissionais de Educação que são verdadeiros heróis. Conheço também experiências fantásticas de escolas que recebem ajuda da iniciativa privada e que estão mudando o paradigma do ensino público, como o Projeto Nave, na Tijuca. É uma escola de primeiro mundo e ficaria muito feliz de ter um filho lá.

6
Quais as três primeiras providências se eleito?

Temos decretos e projetos de lei prontos de corte de despesas, e vamos assegurar a estabilidade nos comandos das polícias, realizar um diagnóstico da situação física nas escolas, organizar as unidades de saúde em torno de hospitais de referência e tomar muitas medidas de contenção de gastos para tirar o Rio de Janeiro do buraco e começar a reconstruir o futuro. São muitas medidas, muitas necessidades.

7
A filha do Eduardo Cunha é candidata, o filho do Sérgio Cabral é candidato, o filho do Jorge Picciani é candidato; todos presos – o que existe de tão atraente na política que não intimida esses jovens nem nessas circunstâncias?

A lógica da velha política é a da luta pela perpetuação no poder; é o poder pelo poder, o que leva o ser humano, muitas vezes, a perder o bom senso e até a noção de ridículo. Mas este tempo está chegando ao fim, se Deus quiser, e o surgimento do Novo, com a força que estamos vendo crescer nas ruas, é um sinal dos novos tempos.

8
O que pretende deixar de mais importante ao fim de seu governo?

Com investimento em inteligência policial para desbaratar o crime organizado, prender bandidos e produzir provas para mantê-los na cadeia, vamos reduzir muito a criminalidade no Estado. Espero cumprir todas as metas do meu plano de governo, assim como iniciar projetos e obras para que os meus sucessores concluam. Isso, em si, já é uma revolução. Hoje, os políticos só se animam com projetos que podem concluir em quatro anos, antes da eleição seguinte. É por isso que obras de longo prazo, como a despoluição da Baía de Guanabara, não são tocadas. Eu quero deixar um Estado menor e muito mais inteligente, prestando serviços de qualidade em Educação, Saúde e Segurança. Quero lançar concessões de obras de transporte e logística, novas rodovias, uma malha ferroviária mais ousada, transporte marítimo com empresas competindo entre si por preços baixos e serviços melhores para a população. Tem muita coisa boa para se fazer no Rio, e eu acho que tenho capacidade de gestão para não fazer um governo tímido. O Rio precisa de um governante ousado e corajoso para fazer as coisas como elas têm que ser.

9
Que cidade citaria como exemplo? Por quê?

São Paulo. É um estado complexo como o Rio de Janeiro e tem uma taxa de homicídios por 100 mil habitantes 4 vezes menor que a nossa; tem bem menos da metade de nossa evasão escolar; tem 49 das 50 melhores estradas do País; cobra um ICMS menor e tem uma taxa de desemprego muito mais baixa. Eu não admito que nosso estado, dado nosso potencial, se compare com nada  menos que o maior estado da Federação.

10
Qual o seu apreço ou desapreço com a prefeitura do Crivella?

Representa um jeito antigo de fazer política, com pouca eficiência e pouca transparência nos critérios de distribuição de recursos públicos. Reproduz práticas de alianças políticas que não valorizam a indicação de técnicos capacitados para os cargos de gestão. É verdade que ele recebeu uma herança bem complicada do ex-prefeito. Eduardo Paes teve todo o dinheiro do mundo, em função das Olimpíadas e dos repasses dos governos do PT, e poderia ter deixado a cidade em uma situação bem melhor.

11
E a vida cultural como anda? Qual a última peça, o último filme, o último livro?

Podemos voltar a falar sobre teatro, filme e livros depois da eleição? (risos). Tenho lido muito sobre gestão pública, problemas do Rio de Janeiro e do Brasil, e uma quantidade imensa de contribuições de pessoas muito competentes com sugestões para o nosso governo.

12
Sabemos que a União retém quase a totalidade dos impostos arrecadados no Estado do Rio, deixando o governador, digamos, de pires na mão. Qual seria sua proposta para evitar essa romaria a Brasília, cada vez que mais dinheiro é necessário?

A revisão do pacto federativo vai necessariamente ocorrer com a reforma tributária, que todo e qualquer presidente vai ter que fazer. Em paralelo, temos que fazer uma boa gestão, cortar o que for preciso, desenhar um estado mais eficiente. Vou respeitar o plano de recuperação fiscal, que inclui a privatização de estatais como a Cedae, e ainda cortar R$ 9,2 bilhões de despesas em quatro anos. O financiamento de novos projetos só poderá ser feito, neste período, por agências multilaterais internacionais e, naturalmente, pelas muitas empresas privadas que esperamos atrair ao criar o melhor ambiente de negócios do Brasil.

13
O que o senhor acha de políticos que mentem?

Acho que estão com os dias contados.


Enviado por: Lu Lacerda
29/09/2018 - 17:40

“Mais uma vez, não se vê nem um pingo de qualquer ética e compromisso humano. Só vejo ganância insensata pelo poder a qualquer custo”.

 

Do psicólogo e psicanalista Arnaldo Chuster sobre as campanhas para eleger um novo presidente, principalmente de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.


Enviado por: Redação
29/09/2018 - 17:35

O cerimonialista Claudio Tironi comanda neste domingo (30/09),  o debate  “Casamento dos Sonhos”, na 17ª edição do evento IC Week, no Sheraton Gran Rio, no Leblon. O evento conta ainda com uma programação intensa, com desfiles para noivos, mesas redondas, entre outras atividades.


Enviado por: Redação
29/09/2018 - 15:20

Festa brasileira em Paris

Fernanda Motta e Marina Ruy Barbosa /Antonio Barros

Consuelo Blocker e Bruno Astuto /Foto: Antonio Barros

Costanza Pascolato e Giovanni Bianco /Foto: Antonio Barros

Helena Bordon e Lele Saadi /Foto; Antonio Barros

Schnayder Garnero, Daiane Conterato e Celina Locks /Foto: Antonio Barros

Edoardo e Rene Caovilla /Foto: Antonio Barros

Bruno Khouri e Lala Rudge /Foto: Antonio Barros

Isabela Fiorentino e Miryam Labiad /Foto: Antonio Barros

Ana Carolina Bassi e Daniela Filomeno /Foto: Antonio Barros

Stephen Hung, Deborah Hung e Edoardo Caovilla /Foto: Antonio Barros

Tudo muito na PJ (Pessoa Jurídica), mas com tanta beleza, não resistimos: teve festa ítalo-brasileira em Paris nessa sexta-feira (28/09), no Baccarat Cristal Room, em jantar da marca italiana de calçados René Caovilla em parceria com a Vogue Brasil, ali representada por Bruno Astuto. René, o diretor criativo da marca, tem laços fortes com o Brasil: ele inaugurou sua primeira loja no ano passado, no shopping Cidade Jardim, em São Paulo.  Uma das convidadas foi a atriz Marina Ruy Barbosa, que está na cidade francesa para acompanhar a semana de moda, que começou no último dia 25 e vai até o dia 3. Por ali também o casal mais extravagante de Hong Kong, Stephen e Deborah Hung.


Enviado por: Redação
29/09/2018 - 14:00

De Próprio Punho, por Arnaldo Chuster (psiquiatra): “Haddad e Bolsonaro”

“Se não nos deixarmos levar pelas aparências adotadas pelos artifícios marketeiros de cores e pirotecnia retórica, vamos encontrar, nas diferenças entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, uma identidade de pensamento. Essa identidade é a marcha da insensatez. Bolsonaro acusa Haddad de alienação da História óbvia e Haddad acusa Bolsonaro de alienação da História oculta. Eu prefiro Freud e digo que ambos padecem de uma alienação da consciência. Existe muito mais inconsciente nas acusações mútuas de insensatez do que a retórica parece indicar. Ambos revelam o perigo da inconsciência e do que pode advir. Haddad, como simulacro de Lula, pode institucionalizar o comando do País vindo de um presídio: seria o Brasil à la Fernandinho Beira-Mar. Bolsonaro vai apenas inverter essa lógica: a sociedade ficará presa e comandada de fora. Outra reflexão sobre essa campanha polarizada em extremos.

Criou-se algo aparentemente risível, para não dizer ridículo, porquanto infantil uma vez que vem de adultos, que são essas postagens, ele sim, ele não. Todavia, isso tem outro alvo mais grave, pois a exclusão do sujeito, ainda que insinuadamente óbvia, configura um aspecto do discurso psicótico. Incita a violência e confunde. Mais uma vez, não se vê nem um pingo de qualquer ética e compromisso humano. Só vejo ganância insensata pelo poder a qualquer custo. Geralmente é difícil para um psicanalista falar de política, pois a visão é frustrante para quem espera posições partidárias, e como se essas representassem a verdade; mas tomar partido num certo sentido é sempre trancar a verdade. Por isso, penso que o psicanalista não pode ser conivente com a paixão partidária, mas procurar ficar atento às manifestações de inconsciência. Essas representam o perigo e que pode trazer prejuízos para o futuro do País. Já temos muitos por causa do partidarismo cego que substituiu a religião fundamentalista. E a miséria que isso traz e pode trazer pode levar décadas para ser corrigida”.

Arnaldo Chuster é psiquiatra e psicanalista, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, da Associação Psiquiátrica do Rio, da Associação Psicanalítica do Rio e da Associação Psicanalítica Internacional (IPA).


Enviado por: Redação
28/09/2018 - 20:40

Programe-se: agenda para o fim de semana

Nova definição de “sextou”, pelo menos para o padre Fabio de Melo: “O ser cansado que habita em mim saúda o ser exausto que habita em você”. Bem-vindo ao clube! 

Sugestão para manter a sanidade faltando nove dias para as eleições: saia das redes sociais, faça ioga, meditação, corra, ande de bicicleta, mergulhe no mar, curta a primavera, porque o verão pode vir insuportável, em todos os sentidos.  

Os irmãos Chico e Paulo Caruso estreiam o espetáculo “La La Trump Land — Do fim do mundo ao carnaval da tornozeleira”, ou seja, bem atual e em sintonia com os presos da política, no Teatro Ipanema, nesta sexta-feira (28/09), às 21h. 

Quem perdeu a Cris Braun (ex-Sex Beatles) esta semana no Manouche, pode apreciar a cantora em show privativo na casa da psicanalista Bia Kuhn, nesta sexta-feira (28/09), na Lagoa. 

Para espairecer e inspirar: o Grupo Corpo volta a apresentar o espetáculo “Gira”, em temporada curtíssima no Theatro Municipal, desta sexta-feira a segunda-feira (28 a 01/10). Desta vez, além do recente trabalho inspirado na umbanda, com trilha original composta pela banda paulistana Metá Metá —, a companhia mineira também encena “21”, espetáculo de 1992 com canções de Marco Antônio Guimarães. Ambas as coreografias são de Rodrigo Pederneiras. 

Em evento bem bacana nessa sexta-feira (28/09), na Avenida Atlântica, estava na plateia um usuário de tornozeleira eletrônica (coisa bem comum no Rio); eis que uma convidada quis saber: “Isso apita”?  

Na dúvida, replique o que tá rolando nas redes: “Está tão perigoso falar de esquerda ou direita, que quando me pedem informação na rua eu falo ‘segue reto toda vida!'” 

Cansado de ouvir sertanejo universitário? A solução é o sonzinho raiz do cantor e compositor Almir Sater, que relembra sucessos como “Tocando em frente”, “Trem do Pantanal” e “Um violeiro toca”, no Teatro Net Rio, em Copa, de sexta-feira a domingo (28/09 a 30/09). 

Está achando a política uma falta de vergonha monumental? Vá balançar a “raba” sem culpas ou julgamento na “Indecente”, no Espaço Acústica, no Centro, neste sábado (29/09). O tema é “festa do pijama”, mas o traje do sono não é obrigatório.

Tem atração da gringa no Blue Note, na Lagoa: a americana Deborah J. Carter, com dois shows diferentes. Na sexta, com arranjos de jazz e releitura de músicas dos Beatles, e no dia seguinte (29/09), canções autorais e de Duke Ellington. 

O Circo Voador vai tremer com o show “Música Extravagante”, de Baby do Brasil, com inéditas e seus eternos sucessos, neste sábado (29/09), às 22h.

Sambinha de raiz e do bom com a Velha Guarda Musical da Mangueira, liderados por Nelson Sargento e Tantinho da Mangueira, com sambas escritos por Geraldo Pereira, na Sala Baden Powell, em Copa, neste domingo (30/09), às 19h.

Já sabe, né? Quer admirar arte, o lugar é a ArtRio, na Marina da Glória – com mais de 80 galerias entre os programas Panorama (galerias estabelecidas no mercado), Vista (novas galerias) e Brasil contemporâneo (dedicado a galerias que apresentarão obras de artistas de fora do Rio-São Paulo). Além disso, tem o programa Mira, com projeção vídeos e DJ. Coleções particulares e uma longa lista de palestras e debates completam a programação.

Aproveitando a passagem pelo Brasil, o franco-argentino Yamil Le Parc,  filho do artista plástico argentino Julio Le Parc (um dos homenageados da ArtRio por seus 90 anos), vai fazer um show no Manouche, no Jardim Botânico, neste domingo (30/09). No repertório, tangos e canções francesas. Isso é que é vigor! 

Médico recém-chegado da França (país que ama e frequenta algumas vezes por ano), conclui: “No Brasil não existe ambiente pro luxo, até por usar um relógio de ouro, comprado com seu trabalho, a pessoa se sente culpada. Te olham com cara de quem está pensando: ‘Esse filho da puta com esse relógio e eu aqui ferrado'”.

Ilustração: Edgar Moura


Enviado por: Lu Lacerda
28/09/2018 - 20:00

Treze perguntas para Indio da Costa: candidato ao governo do Rio

Dando continuidade ao “Especial Eleições 2018”, a entrevista desta sexta-feira (28/09) é com o candidato Indio da Costa (PSD). Já foram publicadas as entrevistas dos candidatos Eduardo Paes, e Garotinho.

1
Por que se candidatar ao governo do Rio?  

A vida aqui no Rio de Janeiro perdeu o valor. As pessoas não têm acesso aos serviços básicos do governo. A segurança não existe, é uma insegurança total: você sai de casa, e não sabe a que horas volta. A polícia foi desmontada. O crime tomou conta. A gente precisa ter um governo. Eu quero ser esse governo. O governo que vai devolver a tranquilidade das famílias, de poder andar nas ruas, de poder fazer negócios. E a gente sabe que, com segurança, volta o turismo, volta emprego, voltam as oportunidades. Então, esse governo que falta, eu quero ser. Quero entregar esse governo. Eu sei que o Rio de Janeiro é possível, e tenho experiência em gestão para assumir a reconstrução do estado. Eu estou pronto para isso.  

2
A fazer aliança com algum dos seus concorrentes, qual seria? Por quê?  

Durante o processo de candidatura, conversei com diversos partidos para tentar compor uma aliança que representasse os anseios da sociedade; mas não adiantou porque os partidos continuam persistindo no erro, ao lado da roubalheira, que ajudou a afundar nosso estado, isto é, a troca de cargos e secretarias persiste em benefício próprio. Não pude concordar com isso e mantive meus princípios. Fiquei ao lado da sociedade que deseja uma ruptura da velha política porque já percebeu que essas negociações acabam em conchavos que rasgam recursos dos impostos para distribuir secretarias que em nada contribuem com quem mais precisa de governo. Por esse motivo, o PSD caminha sem alianças políticas. Para governar o estado, tem que ter liberdade. E eu tenho essa liberdade porque não faço conchavo político. Meu governo será com transparência e honestidade. O critério para escolha dos gestores das pastas será da capacidade de realização e experiência técnica. E não por indicações políticas. A aliança que busco é com a sociedade. Essa é a principal aliança, faz todo o sentido.  

3
Das tantas tragédias atuais na vida dos cariocas, qual a que mais o comove?  

Saber que as pessoas estão morrendo por causa da falta de segurança. É mais um descaso do governo, mas com consequências fatais. São vidas perdidas por causa de assalto, arrastão, bala perdida. Isso é muito triste. Não se pode admitir mais essa situação. Por isso, vou investir na segurança pública e trabalhar com as polícias. Não vou proteger bandido. O bandido que estiver portando um fuzil, andando armado no Rio de Janeiro e que enfrentar a polícia vai receber o mesmo tratamento de volta. Eu vou proteger a polícia. Se estiver armado e for bandido vai ser preso. E se for enfrentar a polícia, a polícia vai ter autoridade para reagir. Essa é a obrigação legal da polícia: proteger a sociedade. Não há como a polícia trabalhar sendo tratada como é atualmente por esse desgoverno. Quero a minha polícia honrada, respeitada. Quero e vou devolver o orgulho de ser policial. E tornar nossos policiais referência de ação.  

4
Qual a ordem de prioridade pro senhor: educação, saúde e segurança?  

Segurança é prioridade absoluta, máxima. Porque com segurança pública voltam os empregos, o investimento em geral. A força da minha proposta está em ouvir e trabalhar com as polícias e fortalecer a investigação para acabar com esse prende-solta que é um enxuga-gelo e só serve pra iludir a população. Vou ocupar os territórios porque não há como ser diferente: entrar e sair de comunidade só serve pra gerar tiroteios e mais vítimas; tem que ocupar e garantir as condições de ocupação e funcionamento dos postos de saúde, das escolas e das atividades de Esporte e de cultura, que são fundamentais para crianças e jovens se investirem de boas práticas e não serem aliciados pelo tráfico e pela milícia. E o tráfico e a milícia eu vou sufocar com força. Vou sufocar as condições de ação deles com polícia forte equipada e com treinamento, que é a minha prioridade máxima para cada centavo que o governo tiver e receber em um primeiro momento.  

5
O senhor colocaria um filho numa escola pública no Rio? Por quê?  

Eu colocaria sim, mas teria dificuldade para escolher porque o ensino público, por falta de atenção dos governos, tem andado ruim. Aproveito para ressaltar o excepcional trabalho que faz a turma da Escola Municipal André Urani – Escola Gente, na Rocinha. Mesmo localizada numa área conflagrada, a escola não sofre com evasão escolar. Vale conhecer.

Agora, é como tenho dito: não existe Educação sem Segurança. Com segurança, você também consegue reduzir as desigualdades e investir na educação. O Governo do Estado é responsável pelo Ensino Médio, e é nesse segmento onde se verifica a maior taxa de evasão escolar. Para os que permanecem, o rendimento escolar é muito baixo e atrasado. Vou combater a evasão escolar, que acontece por gravidez precoce até o desânimo dos alunos. Minha ação será por um Ensino Médio que tenha o ensino técnico profissionalizante junto, com convênios para os alunos conseguirem o primeiro emprego, trabalhando nas empresas perto das escolas. O governador tem um papel fundamental na questão operacional dos serviços públicos, de coordenador das políticas públicas de segurança, de educação e de saúde com os prefeitos. Temos que tornar a escola interessante para os jovens.

6
Quais as três primeiras providências se eleito?  

A primeira providência será visitar todas as delegacias, inclusive as delegacias de polícia judiciária da PM. Visitar os batalhões, os presídios, o hospital da PM para, nos locais entender as necessidades das polícias e dos agentes penitenciários e supri-las para combater o crime. A segunda providência será a exoneração de todos os ocupantes de cargos comissionados nomeados por indicação política e a terceira será encaminhar uma reestruturação das secretarias para enxugamento dos gastos.  

7
A filha do Eduardo Cunha é candidata, o filho do Sérgio Cabral é candidato, o filho do Jorge Picciani é candidato – todos presos. O que existe de tão atraente na política que não intimida esses jovens nem nessas circunstâncias?   

Eles podem pensar e agir diferente de seus pais. Fato é que foram criados no exemplo das práticas deles.  

8
O que pretende deixar de mais importante ao fim de seu governo?  

Você poder sair de casa com a sua família e andar em qualquer canto deste estado, sem ter área dominada pelo tráfico, sem ter área dominada pela milícia e que esse cenário tenha propiciado a volta do desenvolvimento econômico. Você poder levar sua filha ao colégio, com a tranquilidade, de mão dada com ela, andando na rua, sem ter medo de tiroteio e bala perdida ou de assalto. Poder andar de ônibus, metrô, trem, barca, com tranquilidade. Hoje, a gente não aguenta mais. As pessoas estão estressadas, adoecendo por conta da falta de segurança. Então, esse é o maior legado que qualquer governante pode deixar: segurança.  

9
Que cidade citaria como exemplo? Por quê?   

O Rio de Janeiro porque, mesmo diante desse caos absoluto de falta de governo, nossa população trabalhadora ainda tem esperança. E é essa esperança que me move.

Estou energizado com a chance de, como governador, transformar o nosso estado ao lado de quem tem que definir o rumo do estado: o povo. Vamos tornar o nosso Rio de Janeiro um lugar melhor e mais seguro para viver.

10
Qual o seu apreço ou desapreço com a prefeitura do Crivella?  

A minha relação com Crivella sempre foi pública e transparente. Respeito o Crivella, mas temos pontos que discordamos.

Fato é que o atual prefeito herdou do antecessor, Eduardo Paes, uma situação muito ruim. Paes assinou contratos sem capacidade de pagamento. Para fugir à Lei de Responsabilidade Fiscal, ele cancelou os empenhos (as reservas para pagamento) com matrícula fantasma e deixou um estouro de caixa de mais de 1 bilhão de reais. Veio o Tribunal de Contas do Município e constatou: se Paes não tivesse cancelado os empenhos, ele deixaria dinheiro sobrando para a atual gestão. Mas vamos raciocinar? Se Paes deixaria dinheiro, por que cancelou os empenhos? Não houve autoridade nem jornal que respondesse a essa questão até aqui. Por mais escandalosa que seja…

11
E a vida cultural como anda? Qual a última peça, o último filme, o último livro?  

Minha vida cultural anda aliada à da minha filha que fez 4 anos. Então, a última peça a que assisti foi “Dora, a aventureira” e o filme foi “Meu malvado favorito”… Foi maravilhoso! Mas o último livro de adulto que li foi “Harmonia no Conflito”, que é uma tradução do Sun Tzu, do chinês para português, sobre a arte da guerra. E não posso deixar de citar a série “O Mecanismo” – me deixou impactado ver como funcionou o sistema do PT e do PMDB nesse período. Mostra com clareza a diferença entre a minha candidatura e a candidatura do mecanismo, que, aqui no estado do Rio de Janeiro, é representada pelo Eduardo Paes, candidato do Pezão, do Cabral e do Picciani.  

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Sabemos que a União retém quase a totalidade dos impostos arrecadados no Estado do Rio, deixando o governador, digamos, de pires na mão. Qual seria sua proposta para evitar essa romaria a Brasília, cada vez que mais dinheiro é necessário?   

Vamos fazer mais com menos e com princípios básicos: não roubar, não deixar roubar e não desperdiçar. Sabemos que os governos do PMDB autorizaram uma orgia fiscal. Deram incentivo para motéis, joalherias e outras loucuras para pagar as joias da madame e encher os bolsos da quadrilha que destruiu o Rio e tenta se perpetuar no poder com o candidato deles, o Eduardo Paes, que integra o núcleo desse time aí. Perdoaram dívidas e etc. Portanto, é preciso rever a maneira como funciona a receita do estado. Na outra ponta, há as despesas; os governos roubaram, desperdiçaram dinheiro, fizeram uma festa. Deram aumentos salariais sem poder. Por esse caminho e resolvendo-se a segurança pública, consegue-se recuperar a economia neste nosso estado cheio de potencialidades regionais.  

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O que o senhor acha de políticos que mentem?  

Que são desprezíveis. A mentira, por si só, não é boa. E, quando vem de político, só piora. O povo está cansado e não acredita mais nas promessas políticas. Eu concordo com eles, chegamos ao limite. É preciso governar para o povo, e não em causa própria. Governar para o interesse público. Tenho certeza de que posso ajudar a população do estado do Rio e colocar o estado para funcionar em favor das pessoas. Fui relator da Lei da Ficha Limpa, que vem sendo aplicada e hoje já impede mais de 7.300 fichas sujas de se candidatarem. Quero um Governo Ficha Limpa no Rio, e eu farei assim meu governo, uma vez eleito pela população. Um governo que ouça e que se una à população e faça acontecer o que é preciso. Quero aproveitar e sugerir aos eleitores que entrem no aplicativo ‘Detector de ficha de político’, que está disponível para o público verificar se seus candidatos foram condenados ou respondem a processos na Justiça. É possível ver todo o processo. Investiguem seus candidatos, colocando os nomes deles no detector.  


Enviado por: Redação
28/09/2018 - 18:00

Alcione na Sala Charles: que acústica!

Marcio Mothé e Alcione e suas unhas /Foto: Vera Donato

O casal Anthony Dias dos Santos e Carolina Filgueiras /Foto: Vera Donato

Paula Lima, Viviane Nogueira e Tais Araujo /Foto: Vera Donato

Steve Jones e Jose Antonio Magalhães /Foto: Vera Donato

Marinho Filippo, João Francisco Neto e Paula Simonsen /Foto: Vera Donato

Carolina Filgueiras e Marcia Principe – Kati Almeida Braga /Fotos: Vera Donato

Napoleão Lacerda /Foto: Vera Donato

Sandra Pêra e Leilane Neubarth /Foto: Vera Donato

O casal Kakay e Valéria Vieira /Foto: Vera Donato

Teve Alcione nessa quinta-feira (27/09), na Sala Charles, pequeno espaço para shows dentro do Hotel Emiliano, na Avenida Atlântica. E começa o show quando a Morrom vê Tais Araújo; interrompe a música e diz: “Tais, como você tá aqui, e não me avisou?” E seguiu com uma plateia bem variada, incluindo aí Antonio Carlos Almeida Castro, o famoso Kakay, advogado de alguns ‘lavajatinos’ (não confundir com lavajatinhos), como José Dirceu e empresários e artistas e jornalistas. Gustavo Filgueiras, filho do fundador, Carlos Alberto, ao lado de Kati Almeida Braga e Ana Basbaum, da  Biscoito Fino, estão à frente da programação ali e já escolheram o próximo show: Elza Soares, dia 30 de novembro. Cantor convidado se disse impressionado coma acústica da Sala Charles, que só pode ser frequentada por hóspedes ou convidados!  


Enviado por: Redação
28/09/2018 - 17:41

A exposição “Alfredo Volpi e Ione Saldanha: o frescor da luminosidade” está na Galeria de Arte Ipanema, que funcionará excepcionalmente neste domingo (30/09), das 11h às 15h.


Enviado por: Redação
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