01/08/2018 - 19:00

Cinco perguntas para Petrit Pula (sobre festival brasileiro em NY)

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O verão nova-iorquino está quase mais quente do que o inverno carioca – pelo menos, nos eventos brasileiros. Vai até 12 de agosto a 8ª edição do Brasil Summerfest em Nova York, segundo Petrit Pula, o fundador e diretor do evento, a maior de todas as edições, com expectativa de 16 mil pessoas nos 15 dias de festa espalhados pela cidade. Vai ter feira com comidas e bebidas brasileiras, festival de cinema – incluindo a exibição do documentário “Chico – artista brasileiro” (2015), de Miguel Faria Jr., sobre Chico Buarque -, e shows de Seu Jorge, Negro Leo Tiê e Rubel, BaianaSysten, Hamilton de Holanda, Xênia França, Roberta Sá, Ava Rocha, Jair de Oliveira, além de roda de choro, samba e DJs, como Gaspar Muniz, filho do artista plástico Vik Muniz, que mora na cidade.

O Brasil Summerfest (BSF) foi lançado em 2011 como uma plataforma para a música brasileira ser mostrada a um público amplo. “Trabalhei com música e artistas brasileiros por vários anos antes do lançamento do BSF e fiquei impressionado com todos os novos talentos da música contemporânea.”

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Você cresceu em Kosovo e Nova York. Como se envolveu com a música brasileira?                             

Conheci Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento quando fazia faculdade em Nova York, uma cidade com uma cultura plural. Comecei a tocar como DJ e a dar festas; essa foi minha entrada no mundo da música e dos eventos. Alguns anos depois, entrei na Nublu e cuidei do selo por quase 10 anos, de 2005 a 2014. Foi quando eu realmente mergulhei na música brasileira e conheci muitos artistas e músicos. Minha primeira viagem ao Brasil foi em 2007; amei a energia, e as coisas simplesmente fizeram sentido. Voltei ao Brasil muitas vezes depois disso. O Brasil é rico musical e culturalmente e merece ter um grande festival em uma cidade como Nova York.

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Como surgiu o Brasil Summerfest?

Descobri que havia tantas músicas novas e antigas no Brasil que, infelizmente, nunca chegam até aqui. A ideia era mudar isso. Eu queria criar uma plataforma para esses artistas mostrarem suas músicas a uma ampla audiência de Nova York. É algo que eu queria começar em 2009, mas não rolou, até que fui convidado para ir ao Recife com Erika Elliot, a diretora artística do SummerStage (festival de música que acontece no Central Park), e tive a chance de mostrar a ela a incrível energia da cena musical local. Fomos ver o Marcelo D2 em 2010 e, no ano seguinte, levei-o para fazer o show principal do primeiro Brasil Summerfest no Central Park SummerStage. O evento se transformou em um festival de vários locais e dias com sucesso imediato.

3
  A situação econômica do Brasil atrapalhou em algo?

A situação política e econômica tornou as coisas piores em termos de investimento, especialmente para a arte e cultura. O mais difícil foi a desvalorização da moeda, o que tornou tudo muito caro para artistas e participantes virem pra cá. É raro recebermos apoio financeiro do governo ou de empresas que só operam no Brasil; por isso aprendemos a não depender delas.

4
 Como surgiu a ideia de levar o filme do Chico Buarque?

Trabalhamos em colaboração com o programa Cinema Tropical, do Consulado brasileiro em Nova York, e conseguimos a exibição através do produtor do documentário, Miguel Faria Jr. Vai ser a pré-estreia do filme nos Estados Unidos, e Chico Buarque é um dos artistas mais influentes de todos os tempos.

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  Pretende trazer o festival ao Rio?

Por que, não? Planejamos expandir para muitas cidades, contanto que tenhamos os parceiros certos que compartilhem nossa visão de apresentar música e cultura brasileira de qualidade e criar novas experiências.

Por Viviane Faver, de Nova York.


Enviado por: Redação
01/08/2018 - 18:30

Jardim Pernambuco: pode fechar a rua? Não é pública?

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Jardim Pernambuco (Leblon): pode fechar a rua? Não é via pública? /Foto: Amigo da coluna

Não agradaram a muitas pessoas essas placas afixadas recentemente na entrada do Jardim Pernambuco, condomínio de casas mais caras e exclusivas do Rio, onde está escrito: “Proibida a passagem de veículos”, e logo abaixo: “Servidão de pedestres”. Um dos moradores alega que “qualquer rua é pública”, enquanto uma frequentadora acha que a palavra “servidão”, neste caso, certamente significando passagem, não ficou simpática, por ter também outro significado: “estado de dependência de uma pessoa, inteiramente submetida a outra; sujeição, dependência; condição de servo ou de escravo.”


Enviado por: Lu Lacerda
01/08/2018 - 17:40

Azealia Banks: produtora anuncia show da rapper no Rio

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Azealia Banks: rapper vai fazer shows no Brasil em novembro /Foto: Divulgação

A produtora Descobrir Música anunciou o show da rapper Azealia Banks para o dia 10 de novembro no Rio, com local ainda a confirmar, no Centro. A cantora veio ao País em 2012 e 2016 e arrumou confusão com os fãs ao dizer que “não sabia que tinha Internet na favela” – a lista de polêmicas internacionais também é grande. Em 2016, ela voltou a surpreender os fãs brasileiros ao gravar um cover “Chega de Saudade”, sucesso na voz de João Gilberto. Ela também vai se apresentar em Curitiba (11/11), Fortaleza (14/11), Recife (15/11) e São Paulo (16/11).


Enviado por: Redação
01/08/2018 - 16:30

Luto nas artes plásticas: morre Antonio Dias

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Últimas aparições de Antonio Dias aqui no site: na primeira foto, o artista plástico com a filha Nina e a curadora Vanda Klabin; na segunda, com Nara Roesler (galerista do artista) e Fernando Cocchiarale ; na terceira, com Gabriela Moraes e Bruno Dunley; na quarta, com Waltércio Caldas e Ernesto Neto; na quinta, com Beatriz Vergara e Paula Chieregato /Fotos: Arquivo site Lu Lacerda/Marco Rodrigues/Paulo Jabur/Vera Donato

Morreu, aos 74 anos, o artista plástico paraibano Antonio Dias, que se mudou para o Rio aos 14 anos – tinha um apartamento em Copacabana -, mas, desde 1965, vivia muito mais na Europa, quando ganhou uma bolsa de estudos de pintura da Bienal francesa e, aos 21 anos, ganhou o prêmio da Bienal de Paris. Antonio, considerado um dos maiores artistas plásticos brasileiros, esteve por dias internado no Hospital Samaritano, em Botafogo. “Há mais ou menos 20 anos, o Antonio lutava contra um câncer. Ele se tratava, diziam que ficou bom; voltava em outra parte do corpo, se tratava de novo, reaparecia, ia e voltava, e assim foi”, diz uma jovem amiga do artista – tinha amigos de todos as gerações e perfis.

Constam trabalhos seus nas principais paredes e coleções brasileiras, além de ter reconhecimento internacional, como fala Heitor Reis, presidente da BGA (Brazil Golden Art): “Antonio Dias é dos mais simbólicos nomes da arte brasileira de todos os tempos. Participou intensamente do movimento tropicalista e da arte pop brasileira, que eu considero extraordinária, tanto quanto Helio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape. Eles estão nas grandes instituições e coleções internacionais”.

Antonio Dias tinha uma característica muito perceptível: aplaudia, valorizava, aclamava os colegas de profissão e, estando no Rio, sempre aparecia nos vernissages, muitas vezes para apoiar o artista. Foi-se o Dias, de muito talento e muitos gestos.

 


Enviado por: Lu Lacerda
01/08/2018 - 15:10

Neste domingo (05/08), às 10h, acontece a Balzak40, feira de moda, arte e gastronomia, na Cobal do Leblon, com show do músico Ronaldo Martins. O evento é aberto ao público.

 


Enviado por: Redação
01/08/2018 - 14:59

De 2 a 8 de agosto, acontece a mostra “Ecofalante”, no CCBB, no Centro, dedicada a temas socioambientais. As sessões, abertas ao público,  acontecem a partir das 15h.


Enviado por: Redação
01/08/2018 - 14:58

Com direção de Marcus Brandão, a peça “Amor Sertanejo” está em cartaz na Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, de quarta-feira a domingo, às 16hO musical faz um passeio por festas de rodeio, forró e baião em números embalados por clássicos do cancioneiro caipira.


Enviado por: Redação
01/08/2018 - 14:57

Nesta quinta-feira (02/08), às 20:30, o compositor e arranjador Alex Meirelles convida o saxofonista Chico Costa para interpretarem músicas autorais no Midrash Centro Cultural, no Leblon.


Enviado por: Redação
01/08/2018 - 14:56

A Caixa Cultural Rio, no Centro, reúne alguns trabalhos inéditos de Tomaz Viana na mostra “Cultura insônia”, até 26 de agosto. Entre as obras expostas, esculturas, manequins e dez telas, além de uma instalação interativa.


Enviado por: Redação
01/08/2018 - 14:13

Nesta quarta-feira (01/08), às 22h, Pedro Miranda, Kiko Horta, Rafael dos Anjos, Durval Pereira e Pedro Aune fazem show no Forró das Quartas, no Dumont Arte Bar, na Gávea.


Enviado por: Redação
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