01/03/2018 - 19:30

Rio 453: em quem você jogaria as pedrinhas portuguesas?

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Na primeira linha, Antonio Bokel e Eriberto Leão; na segunda, Guilherme Fiúza e Jorge Pontes; na terceira, Luciana Caravello e Márcia Tiburi / Foto: arquivo Site Lu Lacerda

Convidamos alguns cariocas raciocinantes, de perfil e espírito variados, pra dizerem em quem eles atirariam as pedrinhas portuguesas à solta pra todo lado, nesses 453 anos do meu, do seu, do nosso Rio: Antonio Bokel (artista plástico), Eriberto Leão (ator), Guilherme Fiuza (jornalista), Jorge Pontes (delegado), Luciana Caravello (galerista) e Márcia Tiburi (filósofa). Com críticas, elogios, dúvidas, algumas certezas, muitos não trocam o Rio por nada neste mundo. Nesta quinta-feira (01/03), Dom Orani Tempesta, ao levar a imagem de São Sebastião, padroeiro do Rio, para o Largo da Carioca, disse: “Nós pedimos a Deus, junto a São Sebastião, que proteja nossa cidade para que a gente tenha paz e prosperidade. Que o povo que aqui caminha possa cada vez mais ter paz”, disse o cardeal. Tomara que suas palavras sejam ouvidas – também pela “entidade” ausente, o senhor prefeito Marcelo Crivella. Seguem os depoimentos em ordem alfabética:

Antonio Bokel (artista plástico): “Não atiraria em ninguém; preferiria reconstruir. A ter de atirar em alguém, seria em mim mesmo, por ser tão responsável, como todos nós, pelos políticos e por tudo aquilo que reclamamos.”

Eriberto Leão (ator): “Jogaria as pedrinhas no véu que está cobrindo a nossa potencialidade de solucionar, essa sim, muito maior do que os problemas que estamos vivendo. Tenho orgulho de morar no Rio, cidade que me emociona há 17 anos e que me encanta diariamente. Isso não significa que eu não veja os problemas. Vejo também que o que fazemos aqui vai pro mundo inteiro. É sempre mais fácil pensar que a culpa é do outro. Aproveito e cito Raul Seixas: ‘Meu egoísmo é tão egoísta que o auge do meu egoísmo é querer ajudar’. A solução está em todos nós; estamos muito focados nos problemas, e não nas soluções.”

Guilherme Fiuza (jornalista): “Nestes tempos de Intervenção Federal, eu não atiraria as pedras porque eu não quero machucar ninguém. Eu chamaria pra recolher e recolocá-las no lugar quem está tentando sabotar a organização da zona, pra salvar suas fantasias de heróis. É muita covardia ficar julgando precipitadamente, é revoltante. É um tema grave que envolve todos nós, principalmente a população das favelas. É uma insensibilidade sair todo mundo correndo pra dizer o slogan melhor.”

Jorge Pontes (delegado): “Eu jogaria esse monte de pedras em toda a classe política carioca; mas, se tivesse que mirar em só um deles, jogaria tudo no Sérgio Cabral, que, hoje sabemos, fez apenas roubar e dilapidar o Rio, aprofundando ainda mais o problema de segurança pública, e nos deixando nesse buraco, e, para piorar, sob a batuta do seu incompetente substituto, o Pezão. E como há muita pedra portuguesa solta nos calçadões da cidade, eu o soterraria de forma que nunca mais saísse de debaixo das pedras.”

Luciana Caravello (galerista): “Eu jogaria no Sérgio Cortes (ex-secretário de Saúde do Governo Cabral) porque não tem perdão um médico, que sabe o que é o sofrimento de uma doença, roubar e superfaturar remédios, deixar pessoas sem próteses durante um ano em filas. Muitas pedras portuguesas nele! Falar de Crivella e Pezão é meio óbvio, né?”

Márcia Tiburi (filósofa): “Talvez todo mundo queira jogar pedras sobre o prefeito Crivella. Pobres das pedras, pensarão eles? Ao mesmo tempo, quem se sente cristão “não atiraria a primeira pedra”, não é mesmo? Muito menos os cristãos que o elegeram… Eu não atiraria nenhuma pedra, embora não tenha votado nele, porque amo a democracia e vamos ter que encarar que Crivella – foi a vontade do povo. E o povo tem que ser respeitado mesmo quando ele não sabe disso. Tem gente atirando pedras e pedindo seu impeachment, mas antes deveriam buscar alternativas para o Rio para além da falta de projeto que ganhou a Prefeitura. Como manter o Rio vivo apesar do prefeito, do governador e do presidente golpista que o instrumentaliza com uma intervenção com fins eleitoreiros e eugenista? De fato, seria catastrófico, do ponto de vista estético e histórico, que as pedras portuguesas fossem substituídas por cimento como desejam alguns, provavelmente interessados em lucrar com isso… Sinceramente, se não frearmos as ânsias capitalistas que unem governos e religião no espírito capitalista, daqui a pouco haverá quem sugira asfaltar o mar…”


Enviado por: Redação
01/03/2018 - 17:40

Mateus Solano leva peça para Portugal

Em Portugal: Mateus Solano (ao centro) e Miguel Thiré (em primeiro plano) participam de programa de TV para divulgar a peça "Selfie" - na foto, ao lado de João Paulo Rodrigues, da atriz Rita Gouveia Blanco e da apresentadora Júlia Pinheiro /Foto: Reprodução Twitter

Em Portugal: Mateus Solano (ao centro) e Miguel Thiré (em primeiro plano) participam de programa de TV para divulgar a peça “Selfie” – na foto, ao lado do apresentador João Paulo Rodrigues, da atriz Rita Gouveia Blanco e da apresentadora Júlia Pinheiro /Foto: Reprodução Twitter

Depois da novela “Pega Pega”, que terminou em janeiro, Mateus Solano mal teve tempo para descansar: já está em Portugal para divulgar a peça “Selfie”, que estreia no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, dia 7 de março. Nesta quinta-feira (01/02), ele e o ator Miguel Thiré, seu parceiro de espetáculo, participaram do programa ao vivo “Queridas Manhãs”, do canal Sic, uma espécie de Ana Maria Braga de lá. A ideia de levar “Selfie” àquele país foi de Thiré, que está morando na cidade desde o ano passado. “Portugal é uma opção de qualidade de vida; agora, de oportunidade de trabalho. Nos amam como brasileiros, mas seremos sempre estrangeiros. Participo de uma onda de loucos à procura de trabalho como ator por aqui”, disse Miguel. No palco, a dupla conta a história de Cláudio (Solano), um homem superconectado, que armazena toda a sua vida em computadores e redes sociais – uma trama bem atual.


Enviado por: Redação
01/03/2018 - 17:13

Casa Camolese: respeitando a fila, seja pra quem for

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Bell Bilys: “Vivendo nestes tempos de ódio, sendo negro, gay e nordestino, tento me posicionar da melhor maneira possível, diz o RP da Casa Camolese sobre respeitar a fila, seja pra quem for / Foto: Lu Lacerda

Seja para a rainha de Sabá ou para uma divindade caída do céu (aha, tem aqueles que se acham um pouco acima!), as ordens do Cello Macedo, dono da Casa Camolese (em sociedade com o artista plástico Vik Muniz), no Jockey Club, ao RP Bell Biyls é que seja quem for, não pode passar à frente, precisa respeitar a fila de chegada.

Sim, não é essa  maneira de ver as coisas que todo mundo quer? No entanto, no Rio, não é fácil, razão de alguns gestos ou olhares hostis ao Bell, que passa à frente não a pessoa, mas a situação – joga nas mãos do maître Francisco Mendes ou da gerente Lidia Menezes. Às vezes, aparece uma ou outra criatura sentada em pouco tempo, depois de pequena espera no bar ou no deck, mas eles devem saber explicar – nada de ir pelo subentendido, hein?

“Vivendo nestes tempos de ódio, sendo negro, gay e nordestino, tento me posicionar da melhor maneira possível”, diz Bell, flanando no salão com a desenvoltura de uma bailarina. O restaurante tem 90 lugares; o bar, 30; o deck, 60. E fica lotado todas as noites!


Enviado por: Lu Lacerda
01/03/2018 - 16:00

Cariocas do “Donas” são convidadas para filme

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Lanôr, Duncan Bridgeman, Karol Moura e Ana Santiago: durante a exibição do documentário “Hecho em Mexico”, diretor convida o trio “Donas” para participarem de longa sobre música brasileira / Foto: divulgação

As meninas do trio “Donas”, Karol Moura, Ana Santiago e Lanôr, tiveram uma surpresa nessa quarta-feira (28/02), durante a exibição do documentário “Hecho em Mexico”, na Casa Camolese, no Jardim Botânico. No fim da sessão, o diretor Duncan Bridgeman, à frente de um bate-papo com a plateia, contou da ideia de fazer um longa sobre música brasileira e chamou as meninas para participarem, meio de supetão. Quando Lanôr perguntou como ele pretendia retratar o som que vem das favelas, ele respondeu: “Não quero diferenciar. O som do Brasil tem mistura, e quero todos esses elementos juntos, sem distinção. E também quero conhecer vocês para estarem nesse registro”. Nascidas e criadas em diferentes bairros cariocas, elas lançaram o primeiro clipe, “Suar”, há menos de um mês e já alcançaram mais de meio milhão de visualizações no YouTube. Atualmente, elas se preparam para lançar a segunda música, enquanto isso, também vão fazer show no dia 17 de março, na festa Piper, no Centro.


Enviado por: Redação
01/03/2018 - 15:45

A Caixa Cultural do Rio organiza, neste sábado (03/03), às 17h, o lançamento do catálogo da exposição “Superfícies Sensíveis | Pele | Muro | Imagem”, que será distribuído gratuitamente. Na publicação, pinturas, fotografias e vídeos de 21 jovens artistas contemporâneos. O curador Ícaro Ferraz Vidal Jr. e Floriano Romano, professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, vão participar de um bate-papo.


Enviado por: Redação
01/03/2018 - 15:43

O Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica recebe, a partir desde sábado (03/03) até 5 de maio, a mostra “Rejuvenesça: Poesia Expandida Hoje”, ganhadora do I Prêmio Cultura + Diversidade, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio. A exposição é voltada para a produção de poetas e escritores que exploram outros formatos além do livro e contará também com uma mesa de debates com os 16 poetas e a curadora Pollyana Quintella, além de um cineclube.


Enviado por: Redação
01/03/2018 - 15:41

A próxima edição da Feira Rio Antigo, que acontece todo primeiro sábado do mês na Rua do Lavradio, no Centro, será em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, neste sábado (03/03), das 10h às 19h . O evento gratuito vai ter atrações musicais e 400 expositores.


Enviado por: Redação
01/03/2018 - 15:40

Olívia e Francis Hime cantam canções de Vinícius de Moraes no Blue Note Rio, na Lagoa, neste sábado (03/03). Os ingressos variam de R$ 130 a R$ 190, com sessões às 20h e 22h30.


Enviado por: Redação
01/03/2018 - 15:38

A segunda edição do “Circuitinho” volta à Casa Rosa da Gávea neste final de semana, entre 12h e 20h. O evento, que conta com mini bloco e muitas oficinas infantis, terá a renda revertida em latas de leite em pó para o Inca Voluntário.


Enviado por: Redação
01/03/2018 - 13:50

Katy Perry: fãs revoltados com mudança de local de show

Katy Perry: show no Rio muda de lugar e fãs ficam revoltados /Foto: Getty Images

Katy Perry: show no Rio muda de lugar e fãs ficam revoltados /Foto: Getty Images

Depois da mudança de local do show de Ozzy Osbourne, divulgada pela produtora produtora T4F no início da semana, da Apoteose para a Arena Jeneusse, na Barra, agora a organização do show de Katy Perry no Brasil, a Move Concerts, também trocou o lugar – do Parque Olímpico, na Barra, para a Apoteose, no dia 18 de março – segundo comunicado da empresa através do Twitter nesta quinta-feira (01/03). Os fãs não gostaram nada da notícia e estão indignados, já que muitos de fora do Rio fizeram reservas em hotéis da redondeza e agora vão ter que se deslocar cerca de 30 km até o centro. “Vocês só pensam em dinheiro. Aquele lugar é inseguro pra caramba e o Rio está um caos. Deus proteja os KatyCats”, disse Hugo Moreira em resposta ao post; ou ainda “vocês são muito desorganizados, pessoas que alugaram hotéis e apartamentos na Barra pra ficar perto do show, agora vão ter que atravessar a cidade”, respondeu Bruna Sales, e por aí vai.


Enviado por: Redação
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