28/02/2018 - 18:20

Sete perguntas para André Machado (sobre time gay)

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O roteirista André Machado criou o BeesCats Soccer Boys, o primeiro time gay de futebol do Rio, em maio do ano passado. Há seis anos morando na cidade, sentiu falta das peladas com os amigos paulistanos e começou a recrutar pessoas. Ficou surpreso com a quantidade de gente – no início eram 15, depois 40 e hoje são de 80 a 100. Esta semana, mesmo com o pastor Marcelo Crivella no comando, a prefeitura, através da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual e da Secretaria de Esportes e Lazer, divulgou que vai apoiar o time através de uma “Carta de Interveniência” – ou seja, o aval para a busca de patrocínio privado – para as Olimpíadas Gays, o X Gay Games, em agosto deste ano, em Paris.

O evento vai reunir delegações de 70 países, com 15 mil atletas em 500 provas de 36 esportes. Hoje, os BeesCats treinam no campo Só 5, em Botafogo, e está com “sangue nos olhos” para trazer a medalha de ouro pra casa. Além do time, André, junto com o Unicorns (SP) e Futeboys (SP), criaram a Liga Nacional Gay de Futebol: a LiGay. Para comemorar a movimentação nacional, o time carioca sediou e organizou a primeira Champions LiGay no ano passado, que reuniu oito equipes de seis estados do país. Hoje, André se orgulha do número crescente de times no Brasil: são 22.

1
Como aconteceu essa adesão tão rápida ao time?

Comecei a jogar com amigos e tinha muita gente que não batia uma bola há muito tempo, desde a infância ou adolescência, porque ficaram traumatizados com bullying e ao se assumirem gays, sofriam muito no ambiente futebolístico. Tenho casos de jogadores que poderiam ser profissionais, mas foram preteridos por causa da sexualidade. Existe essa crença de que gay não joga futebol, mas se você não pratica, não vai criar o gosto pelo esporte. O jogo, na realidade, virou um evento. Além dos jogadores, ficam até umas 50 pessoas em volta. Foi uma forma despretensiosa e não sabia que era uma classe tão desamparada.

2
E a ideia do nome?

Fiz uma brincadeira com as palavras em inglês Bees, de abelha, e Cats, de gatos, que num trocadilho em português acaba virando “biscate (Soccer Boys) só quer boys”.

3
Alguns criticam e dizem que isso gera segregação?

Adoraríamos que não fosse necessário existir times com essa temática, porém a realidade não é tão colorida quanto parece. Mas vamos pensar em quantos jogadores existem no país e quantos assumidos? Os que tem são enrustidos. Daqui a 10, 20 anos a ideia é que esse projeto não exista mais, que seja tudo misturado, estamos plantando algo que desmistifique gay jogar bola no Brasil. Mas só podemos misturar depois que mostrar que ele existe.

4
Existem regras no BeesCats?

Se o coleguinha jogou a bola longe, é proibido reclamar. Nosso jogo é inclusivo. A gente tem a filosofia do fair-play, vale campeonato, mas não precisa arrancar a perna do colega. O que estamos criando é uma nova cultura do futebol gay, mais leve, que envolve música, flerte, você pode dar pinta, ser quem você quiser que não tem problema. Se quiser usar um shortinho curto, pode. Tem uns mais afeminados que jogam muita bola. Queremos quebrar um paradigma. Mantemos a veia competitiva, mas sem encarar o adversário como inimigo ou rival.

5
E como será a logística para o X Gay Games?

Vamos começar a correr atrás de patrocínio para levar de 14 a 15 pessoas do Bees – o torneio é de sete conta sete. Criei uma vaquinha virtual, venda de camisetas, eventos etc. Mas, como estamos em tempos de crise, o valor é alto para uma empresa ou pessoa só: R$ 30 mil. Muitas pessoas têm condições de viajar e estão se bancando, mas os melhores não. Se fosse levar o time inteiro seriam necessários R$ 100 mil. A ideia é montar uma Seleção Brasileira da LiGay com jogadores de vários estados. Mas vamos de qualquer maneira a Paris. Fizemos hoje (28/02) uma escalação e vamos voltar com medalha, estamos indo pra ganhar, não para participar.

6
E os próximos passos?

Em maio passado tinham apenas seis times gays no Brasil, agora são 22 equipes, e estamos desenhando o calendário de campeonatos para 2019. Criamos a Liga Nacional Gay de Futebol: a LiGay e tivemos o primeiro torneio em novembro passado. O próximo vai ser em Porto alegre, dias 15 e 16 abril; e a terceira edição em novembro, em São Paulo; tem a 2ª edição da Taça Hornet da Diversidade dia 1º de junho, em São Paulo. Queremos fazer também um campeonato sul-americano em 2020.

7
O time tem um grito de guerra?

Tem sim, é “bees cats, bees cats… rola, rola, rola”, mas também temos o slogan “futebol é pra mano, mana e mona”. Nossa militância não é agressiva, é subversiva.


Enviado por: Redação
28/02/2018 - 18:00

Paulista alugou apartamento de Sérgio Cabral

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Apto de Sérgio Cabral: imóvel foi alugado para paulista – existem muitos interessados para comprar / Foto: arquivo Site Lu Lacerda

A curiosidade entre os vizinhos é grande para saber quem alugou o apartamento de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, na Rua Aristides Espínola, no Leblon. A ex-primeira-dama mudou-se recentemente para a Lagoa, como publicado aqui. Até agora, ninguém sabe o nome, só que é paulista e não vai ficar tempo integral no Rio, onde costuma vir a trabalho. Uma moradora da mesma quadra (a da praia) diz que o ex-governador só não vende o imóvel, e por um preço bem alto, porque não quer. Na hora que quiser, não vai faltar comprador: “É um raciocínio mórbido e às avessas, dado o perfil dos donos. Existem muitos interessados no apartamento.”


Enviado por: Lu Lacerda
28/02/2018 - 16:15

Academia aceita Bitcoin como pagamento

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Bitcoin: academia Tio Sam Camboinhas, em Niterói, é a primeira a aceitar a moeda digital como pagamento

A academia Tio Sam Camboinhas, em Niterói, é a primeira do Brasil a aceitar pagamento em Bitcoins, as tão faladas moedas digitais. “Os Bitcoins representam o futuro para os meios de pagamentos. Temos uma base de clientes de perfil antenado e moderno. Por isso, a Tio Sam, como empresa inovadora, decidiu sair na frente e oferecer mais esta opção para o cliente”, explica Antonio Ricardo Kalil, sócio da academia e consultor financeiro da Ark International. A introdução da nova forma de pagamento ainda é restrita no país e ela existe apenas no meio digital – para usar, é preciso uma senha criptografada – você digita ou “cola” o código de barras do boleto, coloca o preço e logo vão te dar uma carteira bitcoin para depósito, depois é só transferir, confirmar e aguardar. O valor pode imprevisivelmente valorizar ou desvalorizar em um pequeno intervalo de tempo – na cotação desta quarta-feira (28/02) um Bitcoin vale cerca de R$ 33.


Enviado por: Redação
28/02/2018 - 14:05

Oswaldo Montenegro estará no Vivo Rio, neste sábado, às 21h.


Enviado por: Redação
28/02/2018 - 14:03

A Cidade das Artes recebe, a partir desta sexta-feira (02/03), a maquete de Lego que representa a cidade do Rio e que ocupou o Boulevard Olímpico durante os Jogos Olímpicos de 2016. Cerca de 950 mil peças retratam 25 pontos turísticos da cidade, dos Arcos da Lapa ao Copacabana Palace.


Enviado por: Redação
28/02/2018 - 14:00

Grado: restaurante no Jardim Botânico é interditado

Grado: Marcelo Maywald, superintendente da Zona Sul, interdita alvará do restaurante /Foto: Reprodução

Grado: Marcelo Maywald, superintendente da Zona Sul, interdita alvará do restaurante /Foto: Reprodução

O restaurante Grado, no Jardim Botânico, foi interditado nesta quarta-feira (28/02), pela Superintendência da Zona Sul e a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF) da Prefeitura do Rio. O lugar teve seu alvará anulado por estar em “zoneamento residencial 2 (ZR-2)”, onde não é permitido o funcionamento de restaurantes e tampouco o incômodo à vizinhança. O Grado, do chef Nello Garaventa, também está em Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC) do Jardim Botânico, e os sócios fizeram modificações no imóvel sem autorização do Poder Público, como alteração da fachada, a abertura de quatro novas janelas e acréscimo da área com instalação de vigas de madeira e vidro em local impróprio. “Tivemos um abaixo-assinado de dezenas de moradores da própria rua solicitando a interdição do estabelecimento por conta dos inúmeros incômodos à vizinhança, principalmente o barulho dos clientes até altas horas, o que é inaceitável em uma zona residencial”, disse Marcelo Maywald, superintendente da Zona Sul. O local abriu em meados do ano passado e, desde então, é alvo de protesto dos moradores, como noticiado aqui. O site não conseguiu falar com os responsáveis pelo restaurante. O espaço está aberto para a réplica.


Enviado por: Redação
28/02/2018 - 14:00

Em comemoração aos cinco anos do Museu de Arte do Rio, Elza Soares é a atração da edição especial do evento MAR de Música, com o show “A Voz e a Máquina”, nesta sexta-feira (02/03), às 18h. O evento é gratuito.


Enviado por: Redação
28/02/2018 - 13:59

A peça “A Visita da Velha Senhora” estreia, nesta quinta-feira (01/03), no Sesc Ginástico, às 20h. Na história, a milionária Claire Zachanassian oferece um bilhão de reais à uma comunidade caso alguém consiga matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e que a abandonou grávida. A peça fica em cartaz até 25 de março, com sessões de quinta a domingo.


Enviado por: Redação
28/02/2018 - 13:59

A Anita Schwartz Galeria de Arte, na Gávea, apresenta a exposição “Arthur Chaves – Tem uma bruxa no quintal”, a partir desta quinta-feira (01/03). Na mostra, trabalhos inéditos do artista carioca, feitos com mistura de materiais e técnicas, como pintura, desenho e costura em peças de tecido.


Enviado por: Redação
28/02/2018 - 13:00

Sobre passaportes para ditadores norte-coreanos: assinaturas do embaixador Antônio Souza e Silva são autênticas

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Antônio de Souza e Silva: embaixador que assinou os passaportes dos ditadores norte-coreanos / Foto: Marco Rodrigues (arquivo Site Lu Lacerda)

Sobre os passaportes dos ditadores norte-coreanos Kim Jong-un e seu pai, Kim Jong-il, divulgado pela agência Reuters, a assinatura é do embaixador Antônio Souza e Silva, portanto absolutamente verdadeira, segundo alta fonte do Itamaraty (que prefere não ser identificada): “As assinaturas são do embaixador Antônio Souza e Silva e foram concedidas ao amparo das exigências legais. Devem surgir novos fatos e personagens que não eram do Itamaraty ou da embaixada brasileira em Praga“, diz. E completa: “Apenas foi emitido novo passaporte; os dois já tinham o passaporte brasileiro, portanto procedimento normal. O erro foi a emissão do passaporte inicial dado pela Polícia Federal. Está sendo investigado para saber o que aconteceu naquela ocasião (em 1996)”, afirma. Perguntado como seria esse trâmite, a mesma fonte responde: “As pessoas chegam, são recebidas no balcão, preenchem formulário de pedido de passaporte, apresentam os documentos. Depois, um funcionário do consulado verifica se está tudo em ordem, e o diplomata então avalia se pode ou não conceder”. Antônio Souza e Silva serviu em Praga, entre 1993 e 1997; atualmente, é embaixador em Yangon, capital de Mianmar.


Enviado por: Lu Lacerda
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