09/01/2018 - 18:00

Cinco perguntas para Débora Olivieri (sobre “Deus Salve o Rei”)

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Assim como todo o elenco de “Deus Salve o Rei”, nova novela das sete com direção artística de Fabrício Mamberti, que estreia nesta terça-feira (09/01), Débora Olivieri está encantada com a produção e claro, com a sua personagem, Constância, mãe da protagonista Amália (Marina Ruy Barbosa). “É um escândalo e nunca fiz nada parecido”, diz ela, que vem de dois folhetins de época, “Êta Mundo Bom!” (2016) e “Novo Mundo” (2017). A atriz recebeu o convite quando estava de lua de mel pela Europa com o marido, o holandês Ruud Dankers. “Estávamos em Bolonha, na Itália, e já estava nessa onda medieval visitando aqueles castelos históricos. Queria fazer essa novela desde o dia em que eu soube da sua existência. O nosso pensamento e uma coisa muito forte”, diz ela, que nunca havia divido a cena com Marina, mas a ligação foi imediata. “É uma parceria de alma. Nos olhamos muito nos olhos e até me sinto parecida com ela”.

1
Como foi compor Constância?

Espelho-me muito no personagem da Marina, uma mulher moderna para seu tempo, forte, destemida. Ela se define como fogo e eu sempre coloco mais lenha nessa fogueira e, por isso, vivo às turras com o pai dela Martinho (Giulio Lopes), que não aceita essa menina moderna. Venho de duas novelas de época, mas o estudo para o personagem é sempre diferente. O medieval é antes da energia elétrica, o começo de tudo, da roda, do fogo… A gente acaba entrando na história profundamente. Fizemos um mês de workshop voltado para uma interpretação “clean”, que é o que os diretores pedem e, como a gente não tem referências, é mais fácil viajar num mundo desconhecido. Amo fazer novela de época porque de contemporâneo já basta o nosso dia a dia.

2
Você enxerga semelhanças com a Marina?

Nunca tinha trabalhado com ela. Minha tia, (a atriz) Ida Gomes fez há muitos anos o “Sete, O Musical” (2007/2009) e comentava o quão incrível era essa menina. E realmente ela estava certa. Uma artista incrível, impressionante, magnetizante. Você se emociona com a emoção dela. As duas têm uma ligação muito forte e estamos nos deliciando com as cenas de mãe e filha. E eu me sinto parecida com ela, veja bem, uma beldade daquelas (risos) e a gente acaba ficando igual, um sentimento forte.

3
O público vai se identificar com o seu núcleo?

Espero que o público aceite nossa família, porque perto de todas as da trama, posso dizer que somos os mais humanos. Somos puros, usamos roupas simples, vivemos numa casa modesta. Eu e o meu marido vivemos brigando, mas dá pra notar que nos amamos e o público vai se identificar muito, principalmente as pessoas mais populares.

4
Acredita que o mundo está vivendo uma “era medieval” com tanta caretice?

A gente está vivendo num mundo nada diferente do que já era, mas hoje as pessoas podem falar tudo o que der na telha porque tem as redes sociais, a sua revolta atinge muito mais pessoas. O assédio sexual, por exemplo, é uma coisa que sempre existiu. Por que resolveram falar agora sobre o assunto? Porque podem e não existe mais a ameaça “acabo com você se abrir a boca”. Naquela época o preconceito era se um rei se apaixonasse por uma plebeia e hoje é a mesma coisa quando uma menina de uma família de ricos se apaixona por um negro. Esses ridículos existiam e nunca vão deixar de existir. Essas pessoas “bolsonaras” que sempre julgam tudo, são a favor da ditadura, de matar os negros, homossexuais, é um apartheid geral. Parece que a gente vai evoluindo e voltando para trás. Você nunca vai imaginar que vai haver um (Jair) Bolsonaro, mas existem 500 porque ele ainda pode ser o presidente desse país… Estamos ferrados.

5
Como lida com as redes sociais?

Acho insuportável. Essas meninas vivem com o dedo no computador e celular curtindo foto e assistindo a vida dos outros no Instagram. Detesto. Estou vivendo numa nova era literalmente em que sou obrigada a fazer isso sabendo o quão é importante para a carreira. Estou com uma difícil aceitação, mas enfrentando bem. Cheguei a sair do Facebook e Instagram e me senti uma idiota porque todo mundo achou um absurdo. Não me interessa a história dos outros, não tenho saco. O mundo está muito estranho.


Enviado por: Redação
09/01/2018 - 17:20

Maratona Rio: inscrições para os 42 km estão esgotadas

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Atenção corredores do país: as inscrições para a “Maratona do Rio” se esgotaram. Ainda faltam quase cinco meses para a maior corrida de rua do Brasil, com provas de 10, 21 e 42 km, que acontecem nos dias 2 e 3 de junho, mas ainda há vagas para as provas de 6 km da “Family Run”. A expectativa dos organizadores é que as quatro distâncias reúnam 37 mil corredores. A novidade deste ano é que a corrida de 42 km passa a ter um percurso exclusivo, saindo do Recreio, às 7h – os organizadores querem transformá-la numa das principais maratonas do mundo. “Somos hoje a maior e mais bonita maratona do país. Sabemos do potencial da cidade para eventos como esse e também para o turismo. Precisamos aproveitar essa oportunidade. Queremos transformar o Rio em uma referência no esporte”, disse Duda Magalhães, diretor-geral da Dream Factory, uma das empresas organizadoras. Pela primeira vez, será permitida a transferência das inscrições para outros atletas.


Enviado por: Redação
09/01/2018 - 16:30

2017: para esquecer – para lembrar

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Em ordem alfabética, de cima para baixo: o diretor de cinema Candé Salles; o estilista Carlos Tufvesson; o diretor de marketing Eduardo Machado; o ator e comediante Hélio de la Peña; a estilista Lenny Niemeyer; a filósofa Márcia Tiburi; a estilista Nicole Abramoff; o cirurgião plástico Paulo Müller / Fotos: Bruno Ryfer/Paulo Jabur/Ari Kaye/Eny Miranda/Divulgação/Reprodução

Como dizem por aí o ano nem começou – e isso pode até ser desculpa de folião -, já que o carnaval ainda não chegou. Por essa e outras, perguntamos a alguns personagens assíduos do site o que eles gostariam de esquecer desse ano que passou e do que eles querem lembrar de 2017 (a parte publicável, claro) com acontecimentos tão difíceis.

Confira: 

Candé Salles

Pra esquecer: “Quero esquecer que James Brown morreu e colocar uma música dele bem alta e dançar no meio da sala sozinho, imitando o artista.”

Pra lembrar: “Lembrar-me do incêndio da Chapada dos Veadeiros, pra prestarmos atenção na nossa natureza – o coração do mundo! A mídia falou muito, mas precisamos ficar atentos e não deixar acontecer de novo. Amar a natureza recicla nossos pensamentos.”

Carlos Tufvesson

Pra esquecer: “Quero esquecer mais um ano de aumento de crimes, de ódio contra LGBTs em nosso país! Viramos o país que mais mata no mundo!”

Pra lembrar: “Quero lembrar que foi o ano em que meu marido (o arquiteto André Piva) entrou para gastronomia, abrindo o restaurante Malta!”

Eduardo Machado

Pra esquecer: “Gostaria de esquecer do episódio da Adriana Ancelmo ganhar prisão domiciliar para tomar conta dos filhos, enquanto temos várias mães na mesma situação na cadeia. Certamente elas não tem a carga explosiva de informações que a Adriana tem”

Pra lembrar: “Quero lembrar do evento ‘Atrás do Vidro’, quando eu estava assumindo o Marketing do CasaShopping – e coloquei mais de 3 mil pessoas lá nessa noite. Foi maravilhoso”.

Helio de la Peña 

Pra esquecer: “Quero esquecer os políticos corruptos na prisão.”

Pra lembrar: “Quero lembrar a saudade do Macaco Tião, o melhor candidato do Rio porque já estava preso (o chipanzé morava no Zoológico do Rio e foi o terceiro candidato da eleição a prefeito em 1988). Seu documentário, que foi lançado este ano, deveria passar no horário eleitoral em 2018.”

Lenny Niemeyer

Pra esquecer: “Não quero esquecer nada, no mínimo, serve por uma experiência, um aprendizado.”

Pra lembrar: “Quero me lembrar de tudo – de cada coisa, tanto no pessoal, no profissional, tanto das boas e das ruins, de uma forma positiva, pra construir coisas melhores.”

Márcia Tiburi

Pra esquecer: “Quero esquecer o obscurantismo e a perda das liberdades. Esquecer do que se fez contra as artes neste país. Esquecer a Conspurcação da PEC 186 na mão de deputados fundamentalista, sem dignidade, que a transformaram numa aberração.”

Pra lembrar: “Quero me lembrar das mulheres lutadoras, sobretudo das feministas que não param de lutar.”

Nicole Abramoff

Pra esquecer: “Quero esquecer que estou vendo pessoas queridas irem morar fora do Rio por causa da violência e, claro, os tiroteios da Rocinha (ela não só sabe como ouve, mora em São Conrado), é ruim pro Rio inteiro.”

Pra lembrar: “Quero lembrar que em 2017 nasceu minha segunda filha, Victoria. isso é para sempre.”

Paulo Müller

Pra esquecer: “Nós, cariocas, vivemos uma crise em todos os sentidos, principalmente de estima. Acho, por exemplo, que não podemos falar mal da nossa cidade; todo mundo tem que elogiar o que o Rio tem de bacana. Vamos levantar o astral?”

Pra lembrar: “Nos lembrarmos das pessoas que empreendem, que investem, que levantam a cidade.”


Enviado por: Lu Lacerda
09/01/2018 - 15:00

Feira Hippie de Ipanema comemora 50 anos em 2018

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O jornalista carioca George Patiño pretende reunir muita informação para lançar um livro e procura parceria para produzir documentário sobre a Feira Hippie de Ipanema, que comemora 50 anos em 2018. “Vou colocar o projeto do filme em alguns editais, como a Ancine (Agência Nacional do Cinema) e a Prefeitura, e ver o que acontece, além de procurar patrocinadores privados até o fim deste ano”, diz George. A famosa feira, que leva centenas de pessoas todos os domingos ao bairro, foi tombada como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Rio. Os expositores têm muita história pra contar, como é o caso da visita de Janis Joplin, em 1970, lembrada pela maioria dos antigos artesãos e frequentadores. Ney Matogrosso também não saía de lá no mesmo ano e, segundo relatos do livro “Pagode em Ipanema”, de Luciano de Holanda, era sempre revistado pela polícia na década de 70 e chegou a ver Joplin bebendo uma garrafa de Fogo Paulista no gargalo. A ideia de Patiño é lançar o livro numa grande festa, no fim do ano.


Enviado por: Redação
09/01/2018 - 14:00

Direitos autorais de “Rita Lee” vão ao céu

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Rita Lee: valor dos direitos autorais do livro da artista, lançado em 2016, está chegando ao céu / Foto: Reprodução

Está quase chegando ao céu o valor dos direitos autorais de “Rita Lee – uma autobiografia“, da Globo Livros, lançado em 2016. São várias produtoras fazendo ofertas. Diretor de uma das interessadas, muito conhecida, comenta que já chegou a se falar em um milhão. Ele já pulou fora, dizendo que, no mercado brasileiro, isso é impensável – não há dinheiro pra isso, e que essa conta não fecha.


Enviado por: Lu Lacerda
09/01/2018 - 12:00

“Pega Pega”: festa de despedida com show do Skank

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Na primeira foto, Thiago Martins e Nanda Costa, que mudaram o visual assim que terminou a novela; na segunda, Irene Ravache concentrada no último capítulo; na terceira, Mariana Santos e Camila Queiroz; na quarta, Milton Gonçalves e Marcos Veras /Fotos: Isabella Pinheiro/GShow

Enquanto acontecia a festa de lançamento da novela “Deus Salve o Rei”, numa sala de cinema do Cinemark do New York City Center, na Barra, o elenco de “Pega Pega” colocou o hotel cenográfico Carioca Palace abaixo, nessa segunda-feira (08/01), para dar adeus ao folhetim, nos Estúdios Globo. Entre a exibição das cenas, muitas palmas e manifestações de carinho, além da comemoração dos números do Ibope: marcou 35,8 pontos, maior média de audiência em cinco anos na emissora para o último capítulo de uma novela das sete, mesmo com as críticas sofridas. Depois da exibição, a festa rolou solta no lobby do hotel fictício com show do Skank. “Esse trabalho foi especial, todos se curtiram muito, bate a emoção e a esperança do reencontro com os colegas. Houve a troca entre veteranos e novatos, todos estávamos muito felizes”, disse Irene Ravache.


Enviado por: Redação
09/01/2018 - 12:00

Em casa, por Marcia e Manu Müller: couro

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As forrações em couro foram as primeiras matérias-primas conhecidas por nós. Através da nossa história, o couro, que também pode ser descrito como refugo do alimento, foi se tornando útil em inúmeras situações. Do conforto a proteção, o uso do couro foi se aperfeiçoando. Muitos ecologistas desaprovam esse uso, mas muitos também reconhecem o valor de uma economia sustentável que existe por trás de curtumes sérios e responsáveis.

Em toda exploração onde a preservação do meio ambiente é garantida e controlada, o couro faz parte desse conceito sustentável. Muitas comunidades, por exemplo, a Amazônia, as indígenas e ribeirinhas, se beneficiam com a pesca e a retirada do couro do peixe pirarucu, uma pele que atualmente é uma sensação no mundo. O curtume carioca (Nova Kaeru) explora essa pele e desenvolve com essas comunidades formas sustentáveis de exploração, compartilhando conhecimento e preservando o ambiente, assim como a espécie.

O couro natural, para ser usado com consciência, precisa do Certificado de Sustentabilidade do Couro Brasileiro (CSCB). Para os mais radicais, mas que adoram usar couros, existem os 100% vegetais e os mistos, 50% vegetal, 50% animal, todos com aspecto semelhante ao couro. A durabilidade varia, mas com certeza será mais resistente que um tecido. A crença de que o estofado em couro é quente já foi eliminada faz tempo. Couro não esquenta; ao contrário de absorver calor, ele reage à temperatura, não absorvendo nem calor nem frio, misturando-se e interagindo com a temperatura ambiente.

Claro que o couro natural é bem mais bonito, mas os mistos, ou mesmo vegetais, podem, quando bem utilizados, proporcionar quase a mesma ideia estética. Nunca entrou na moda ou deixou de estar. Houve um tempo em que não era associado a casas tropicais, mas hoje o couro tem o uso irrestrito. Novidades, como o couro, decresçamos do pirarucu, aparecem no mercado, dando ainda mais opções para o uso.

Procuramos sempre usar em casa materiais duráveis bonitos e adequados ao nosso clima. O couro, sem dúvida, é um desses materiais. Estimular a indústria nacional sustentável, ter uma casa charmosa com um material super-resistente, acontece quando usamos um couro com o certificado (CSCB). Ter um cuidado na escolha de um material para nossa casa deve ser o mesmo que devemos ter na procedência desse material – às vezes, esquecemos do quanto é importante saber como aquele material lindo, que escolhemos com tanto cuidado para nossa casa, foi feito. Cuidados assim melhoram, com certeza, a nossa indústria, a nossa casa e o nosso país!

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Enviado por: Redação

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