O estereótipo do avô é um velhinho de barbas brancas, bengala, final de vida, sem projeto. Porém, quando o avô não é um herói de nossa imaginação, mas um ganhador de um Prêmio Nobel da Paz? Isso é o tema de Meu Saba, com direção de Daniel Herz, estrelado por Clarissa Kahane. É livremente inspirado no livro “Em nome da dor e da esperança”, de Noa Ben-Artzi Pelossof, neta do ex-primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin.

Em um cenário, de Bia Junqueira, com tijolos para nos lembrar da solidez, mas também do processo de construção e  que lembra um ambiente desértico, Clarissa se move entre lembranças, desejos, menções. Mistura os conflitos pessoais, as histórias de família, o impacto no mundo. A emoção não vem aos borbotões, mas numa escala em que a interpretação da atriz só se soma ao sentido do  texto: por mais poderoso que um homem seja, ele é um homem .

 kibutz, na sua origem, é o projeto do equilíbrio saudável entre o privado e o coletivo. Na minha experiência com o teatro, isso se reproduz com uma intensidade enorme. O pacto do coletivo sustenta a fragilidade da singularidade humana com as suas suscetibilidades, contradições e paixões. Então, o projeto Meu Saba revive as minha origens e renova a minha paixão pela arte do coletivo!, diz Daniel.

Com o Prêmio Cesgranrio de Teatro de Melhor Iluminação e Cenografia, meu Sabá reforça que  no jogo da vida existem mais perspectivas além do sucesso profissional. Que as dificuldades são as mesmas quando se tem família, responsabilidade social, carreira. Há que se equilibrar, pois o que nos leva a continuar é a nossa descendência. É ser o Meu Saba de alguém.

Serviço
Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema

Sexta e sábado, às 20h
Domingo às 19h

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Enviado por: Redação

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