Joaquin Phoenix, vencedor de melhor ator do Oscar por “Coringa”, sentado numa calçada, ao lado da noiva, Rooney Mara, e da estatueta dourada mais importante da indústria do cinema – também no chão -, comendo um hambúrguer vegano, horas depois da cerimônia, em Los Angeles /Foto: Greg Williams

Joaquin Phoenix, Oscar de melhor ator por “Coringa”, como esperado, fez o discurso mais compartilhado da premiação. Aqui, alguns trechos: “Não me sinto acima de nenhum dos outros indicados ou de qualquer outra pessoa nesta sala; todos nós compartilhamos o mesmo amor pelo cinema. Esse meio me deu tantas coisas extraordinárias que nem sei o que eu seria sem ele. No entanto, acho que o maior presente, e para muitos nesta sala, é a oportunidade de usar nossa voz pelos que não têm”.

E mais: “Fui um canalha a minha vida toda. Fui egoísta, cruel, às vezes, alguém difícil de trabalhar. Estou grato porque muitos aqui nesta sala me deram uma segunda chance. Acredito que estamos no nosso ápice quando apoiamos uns aos outros. Não quando nos cancelamos por erros passados, mas sim quando nos ajudamos a crescer”.

Falou ainda das minorias (mulheres, negros, índios, gays); direitos dos animais; da nossa desconexão de um mundo natural”. E o trecho mais destacado por todos: “Quando usamos amor e compaixão como nossos princípios, podemos criar, desenvolver e implementar sistemas de mudança que são benéficos para todos os seres e ao meio ambiente. Se as palavras de Joaquin atingissem (tocassem, acordassem, sensibilizassem) o mesmo número de pessoas que estão a compartilhar sua fala, certamente a humanidade subiria um patamar. 

Phoenix concorria ao prêmio de melhor ator com Adam Driver (“História de um Casamento”), Jonathan Pryce (“Dois Papas”), Antonio Banderas (“Dor e Glória”) e Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em… Hollywood”).