Pelo olhar do psi, por Arnaldo Chuster: “Os jovens não são ‘inocentes do Leblon’, nem de Bangu, nem de qualquer lugar”

Angelus Silesius, médico-pensador do século XVII, escreveu uma poesia com o título “Sem porquê”: “A flor é sem porquê, floresce por florescer, não olha para si mesma, nem pergunta se alguém a vê”. A poesia me parece falar do mistério da vida ou da realidade, ambas sempre muito mais complexas do que podemos supor. Com…

Opinião, por Manuela Noronha (estilista): “Como mexeram comigo as cenas de reabertura dos bares no Leblon — pessoas sem máscara, sem respeito, sem noção”

Moro na Gávea a vida inteira, mas o Leblon é o bairro que mais frequento: a praia, os restaurantes, academia, supermercado… Até que abri minha loja (Maria Manuela) há 15 anos, na Rua Dias Ferreira; desde então, minha frequência no bairro ficou ainda mais assídua.  Nessa época, o Leblon estava em fase de transformação — alguns…

Opinião, por Thereza Miranda: “Aos 92 anos, não podia imaginar esta pandemia, incrementada por uma gestão de um presidente que não escuta médicos e cientistas”

Estou ligada à Educação e Cultura desde os meus 30 anos e acredito ser, através delas, a única forma de um país crescer. Sempre olhei para os três vértices: aprender, ensinar, ler sem parar. Assim, estudei no Atelier de Gravura do MAM-RJ, dirigido por Edith Behring, sendo meu professor Walter Marques, de 1963 a 1969.…

Oito perguntas para Raphael Pazos (triatleta): “A bicicleta salvou muito restaurante e empregou muita gente na pandemia”

Uma das únicas coisas ininterruptas na pandemia foi a bike. Ainda em março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou a prática como uma maneira de manter o distanciamento social, além de totalmente sustentável e alternativo às aglomerações em metrôs, ônibus e trens, com o plus do exercício físico. Também, segundo a Associação Brasileira do…

De Próprio Punho, por Glória Severiano Ribeiro (catequista): Como foi viver os dois lados da Covid (e o que não pode faltar em todos os momentos)

Vivi dois lados da Covid:  tanto tive a doença, logo no começo, quanto tive alguém que amo, com a mesma infecção, internado no CTI. De mim, posso dizer que passar mais de 50 dias sem ir ao portão da minha casa me trouxe muitos aprendizados: aprendi a silenciar, aprendi a escutar mais Deus, aprendi também que esta vida…