De Próprio Punho, por Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira (presidente da Firjan): “Em sua longa vida, Jorge (Hue) nos ensinou a viver”

Inesquecível! Criança eu era. Nossa casa, na Rua David Campista, estava  em construção; Jorge Hue a visitava periodicamente. Suas observações, orientações para os engenheiros eram por suas mãos transmitidas — meus olhos, fixos, nas danças de seus lápis  e canetas no papel manteiga. Rapidamente, após os primeiros traços, apareciam os detalhes que o arquiteto imaginava. Nada…

Opinião, por Ricardo Cravo Albin (historiador): “Com o Palácio Capanema salvo, creio que deva ser ocupado pelo gigantesco acervo da Funarte”

De fato, o espanto/perplexidade do meio cultural com a notícia da venda do Palácio Capanema salvou-o da insensatez da guilhotina ou de ser visto como mais um negócio vil, avaliado apenas pelos metros quadrados de salas a serem ocupadas por uma empresa particular qualquer. No entanto, o alarido foi utilíssimo, porque logo se desvendaram outros…

Oito perguntas para Jorge Farjalla (diretor de teatro e cinema), sobre “Clara Nunes — A Tal Guerreira”: “Vejo o musical como uma luz, como se Clara viesse para nos livrar da escuridão em que vivemos hoje”

Conversar com o diretor de teatro e cinema Jorge Farjalla é praticamente se transportar para um daqueles filmes de linha do tempo, que viajam para a década passada, presente e futura na velocidade da luz. O raciocínio é borbulhante e criativo sem limite. Nascido em Catalão, interior de Goiás, vive no Rio desde 2007, onde…

Opinião, por Patricia Guerreiro (artista plástica): “Minha arte expõe a dor no feminino que vem da ditadura de um corpo perfeito”

Minha arte expõe a dor no feminino que vem da ditadura de um corpo perfeito — vivida por mim, que fui obesa —, da intolerância, da violência física e psicológica. Vivi na clausura de mim mesma. Escolha própria? Não, uma imposição da hipocrisia da sociedade, que procura corpos perfeitos inexistentes. Descobri quem sou e me liberei…

O coordenador da Ceds, Carlos Tufvesson, foi conhecer o último trabalho do marido, o arquiteto André Piva: a casa de Gilda Amado

André Piva, o grande arquiteto que morreu há um ano, deixou muitos projetos não concluídos, entre eles, o apartamento da psicóloga Gilda Amado, no Leblon. Nessa quarta (18/08), o coordenador Especial de Diversidade Sexual (CEDS-Rio), Carlos Tufvesson, viúvo de Piva, foi conhecer o último projeto de André, que ficou pronto recentemente. Ali, estava óbvio o que Piva costumava dizer: “Cada…