De próprio punho, por Milton Cunha (carnavalesco): “Aquela gente sem dinheiro, mas cheia de outras coisas que o dinheiro não compra”

Eu queria estudar a arte popular do carnaval e cheguei ao conceito de carnavalização do mundo segundo Mikhail Bakhtin (filósofo russo), uma voz da praça pública não oficial. Sufocado pela voz oficial, a voz hegemônica, fui estudá-la. Cheguei aos conceitos de vozes da “Modernidade Sólida X Modernidade Líquida”, que me levaram ao estudo da “Hipermodernidade e da…

Opinião, por Márcia Noleto (psicóloga — terapia do luto): “Meus pacientes chegavam sempre, dando-me um abraço”

Atendia em uma clínica em Botafogo, quando a pandemia surgiu. Meus pacientes chegavam sempre, dando-me um abraço. Nessa saudação, tinham muitos pedidos de ajuda. Era um gesto pleno de afeto que vinha acompanhado de um olhar que me penetrava. Nesses momentos, sabíamos que estávamos dizendo um para o outro que a jornada terapêutica — que exige…

Opinião, por Paulo Betti (ator): “Descobri que os câmeras eram como se fossem os médicos, enfermeiros, que estão na linha de frente nos hospitais” 

Neste momento gravíssimo da Covid-19, foi  emocionante  fazer a peça “Autobiografia Autorizada”,  virtualmente, com a  bilheteria para os profissionais da cultura, que estão sem renda durante a pandemia. O espetáculo é um monólogo, e os cenários com projeções rendem bem. Chorei diversas vezes, atrapalhando a interpretação. E, quando terminou a sessão, ao vivo do teatro —…

De Próprio Punho, por Paulo Sérgio Niemeyer (arquiteto): “Entendo cada vez mais a frase do meu bisavô Oscar: fudido não tem vez” 

Depois da crise social trazida pela Covid-19, na qual as pessoas que mais sofrem são os pobres, muitos sem a mínima infraestrutura sanitária, sem água encanada para se desinfetar e se proteger do vírus, entendo cada vez mais a frase do meu bisavô Oscar Niemeyer: “Meu  querido, fudido não tem vez”. E olha que é exatamente o contrário…