Na primeira foto, Flávio Canto com Georges Mehdi em recente encontro; na segunda, o Sensei Mehdi com os alunos da sua academia /Fotos: Reprodução e Divulgação

O judô, no mundo inteiro, está de luto com a morte de Sensei Mehdi, ex-treinador da Seleção brasileira. Seu corpo foi cremado nesta quinta-feira (08/11). Francês naturalizado brasileiro, Georges Mehdi chegou ao Brasil nos anos 50 e dedicou 75 anos de sua vida a essa arte. Flávio Canto é um dos campeões formados pelas suas mãos, que, até os 84 anos, manteve aberta sua academia em Ipanema, a Mehdi Judô, por onde passaram várias gerações. “Luto no judô e no meu coração – o Sensei Mehdi se foi. O mais técnico de todos que conheci, com quem tive o privilégio de aprender um pouco do tanto que ele carregava do Caminho Suave (a tradução do judô). Ele costumava me dizer: ‘Flavinho, quando achar que está rápido, está lento; quando achar que está forte, está fraco; e quando achar que sabe tudo, ainda não sabe nada. Só assim você cresce’”, lembrou Canto. 

Sebastian Pereira, bronze no Mundial de Birmingham, 1999, também foi aluno de Mehdi, além de Masahiko Kimura, Isao Okano e Anton Geesink. E claro, não poderia deixar de lado a família Gracie, num primeiro contato em 1950 e, posteriormente, quando treinou com Rickson Gracie. O psiquiatra Jorge Jaber era seu aluno mais antigo em atividade e  patrocinou um curta-metragem em sua homenagem, o “Sensei Mehdi”, que mostra as últimas imagens do mestre dando aula, dirigido pelo ex-judoca Cavi Borges, que se machucou às vésperas de embarcar para uma olimpíada, tornando-se cineasta. A produção é de Patricia Terra.

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Enviado por: Redação

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