De Próprio Punho, por Carol Rossato (empresária, uma das viúvas do voo da Chapecoense): “Ainda curando as feridas, mas refazendo a vida”

Era terça-feira de manhã, dia 28 de novembro de 2016. Minha mãe me acorda com aquela trágica notícia de que tinha acontecido um acidente com o avião em que o Gui viajava. Falava do meu marido, com quem eu estava casada há 10 anos, o jornalista Guilherme Van der Laars, da TV Globo, um dos passageiros do…

De próprio punho, por Gisele Joras (escritora): “Escolher um livro era a certeza de que eu viveria uma experiência mágica”

Uma das questões mais recorrentes, na era das redes sociais e games, é como incentivar o hábito da leitura em uma geração que passa a maior parte do tempo diante das telas. O apelo e os benefícios da tecnologia são inquestionáveis, portanto a intenção não é fazer com que uma criança se sinta constrangida por…

De próprio punho, por Ilana Eleá (escritora): “Deixo um convite para o oceano da não monogamia”

Filha de mãe solo, lembro que idealizei o casamento desde muito cedo e projetei o amor romântico como uma das finalidades da vida. Escolher e ser escolhida, cuidar dos dias dentro de uma relação com zelo, entrega, companheirismo, criatividade, surpresas e mimos – de preferência até o sempre –  compunham o meu repertório sonhado. Cada…

De Próprio Punho, por Lilia Refle (escritora e tradutora): “Tive a ‘sorte’ de crescer em uma espécie de escravidão legítima e legalizada”

Acho que falar da minha pessoa é falar em paradoxos. Nasci para quebrar tabus, criar tabus e, sobretudo, incomodar.  Dona Rosália deu à luz todos os 18 filhos no extremo sul da Bahia — uma roça situada numa terra sem lei, nos arredores de Itamaraju. E eu fui a última dentre as 18 gravidezes absurdas de…

De Próprio Punho, por Christiane Laclau (curadora): “É preciso criar pontes entre o público e a arte contemporânea”

 Na minha experiência, como alguém sempre em contato com pessoas que estão começando a se interessar por arte contemporânea e a se aprofundar nesse universo, vejo que ela pode ser intimidadora. Os artistas e o meio da arte como um todo parecem ter sido mais capazes em avançar em seus conceitos, critérios e práticas do…

De Próprio Punho, por Maria Paula Zommer: “Que cada momento da cerimônia, conduzida por qualquer pessoa sensível, seja um reflexo de suas personalidades”

Quando celebrei o casamento da Carol Sampaio e do Fred em fevereiro, na Sapucaí, recebi um retorno incrível dos convidados. Muitos fizeram questão de vir me cumprimentar ao término da cerimônia, surpresos com o fato de ter sido uma mulher a conduzir aquele rojão. Li recentemente uma pesquisa feita pelo The Knot — portal líder no…

De próprio punho, por Hermés Galvão (jornalista e psicólogo): “Repórter é fascinado por notícias ruins. Mudar de profissão foi um ato de rebeldia”

Desisti do jornalismo antes que meu lado masoquista desse asas à psicopatia. E desisti do Brasil porque o narcisismo nacional não é compatível com a minha vaidade emocional. Tenho pânico da nostalgia; por isso vou logo virar a página para não me estender no processo que me levou a largar a carreira. Mas para não…

De Próprio Punho, por Almir Ghiaroni (médico e escritor): “Posso dizer que o oftalmologista e o escritor convivem bem”

O impulso que me levou em direção à literatura foi a vontade de escrever sobre a cirurgia da catarata de uma forma que não se restringisse à comunidade médica. Esse desejo encontrou, na minha amizade com o grande artista Enrico Bianco, a oportunidade de se expressar em uma história retratada no meu primeiro romance, “As…

De Próprio Punho, por José Victor Oliva (precursor do modelo de camarote da Sapucaí): “Este ano, vou chegar a 100 noites de camarote”

Há 33 anos, o 3G Capital (leia-se Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira) comprou a Ambev e a Brahma, cuja sede ficava na Marquês de Sapucaí, que, àquela época, ainda se chamava Visconde de Sapucahy. Quando vim pela primeira vez à cervejaria, os três trabalhavam num prédio que foi demolido e onde fizemos o…

De Próprio Punho, por Andréa Gomides, fundadora do Instituto Ekloos: “Ser mulher no mercado corporativo de tecnologia era um grande desafio — sempre gerenciei uma maioria de homens”

Venho de uma família empreendedora. Meu pai cursou apenas o Ensino Fundamental e começou a trabalhar aos 9 anos de idade como entregador do que era chamado “Secos e Molhados”, os atuais mercadinhos de bairro. A veia dele empreendedora sempre falou mais alto e lançou vários negócios, como cerâmicas, moagem de ostras e outros negócios.…