BLOG

15/10/2018 - 13:30

Milton: “Coração de Estudante” vira nome de rua

Milton Nascimento: “Coração de Estudante”, composta em 1983, agor aé nome de rua carioca /Foto: Divulgação

A música “Coração de Estudante” (1983), de Milton Nascimento e Wagner Tiso, um hino da juventude durante o movimento “Diretas-Já”, virou nome de rua carioca, em decreto publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (15/10), no bairro de Costa Barros, que faz limite com Pavuna, Anchieta, Guadalupe e Barros Filho. Além da canção, também foi homenageada com o nome de rua a estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, que morreu em março do ano passado, aos 13 anos, depois de ser atingida por disparos dentro de um colégio em Acari. Ou seja, tudo a ver com a canção de Milton, cujo trecho diz: “Já podaram seus momentos/Desviaram seu destino…/Mas renova-se a esperança/ Nova aurora a cada dia/ E há que se cuidar do broto / Pra que a vida nos dê flor e fruto”.


Enviado por: Redação
15/10/2018 - 12:20

Depois do fechamento do Eva Herz, peça consegue novo palco

Renato Wiemer: ator comemora a volta da peça “Aqui Jaz Henry”, no Solar de Botafogo, depois de cancelar as apresentações no Teatro Eva Herz, que foi fechado na última semana /Foto: Patricia Ribeiro

A peça “Aqui Jaz Henry”, com Renato Wiemer, vai pro Solar de Botafogo, nesta sexta-feira (19/10), depois de elenco, produção e equipe saberem, sem aviso prévio, sobre o fechamento da Livraria Cultura e do Teatro Eva Herz, no Centro, na última semana, onde estava em temporada até o dia 27 de outubro. Depois que a notícia se espalhou, a assessoria do espetáculo foi procurada pelos integrantes do Mater (Movimento de Artistas de Teatro do Rio), por diversos produtores, diretores, atores e técnicos, que se ofereceram para ajudar, buscando um novo espaço. Até que o Solar de Botafogo cedeu seu palco. Com direção artística de Clarissa Freire, a peça fala sobre a impermanência do ser humano, as dores e os amores nas relações, a homossexualidade e a morte. “Em tempos sombrios, qualquer ato de generosidade e união é mais importante do que nunca, ainda mais numa peça que aborda assuntos tão controversos”, diz Wiemer.


Enviado por: Redação
15/10/2018 - 11:00

Elenco de “Segundo Sol”: muitas palmas para Lobianco

“Gisberta”: Caco Ciocler e Giovanna Lancellotti, que interpretam pai e filha em “Segundo Sol” /Fotos: Webert Belicio/AG.News

“Gisberta”: Carol Fazu e Fabricio Boliveira /Fotos: Webert Belicio/AG.News

“Gisberta”: o casal Lan Lanh e Nanda Costa /Foto: Webert Belicio/AG.News

“Gisberta”: Luis Lobianco em cena /Foto: Webert Belicio/AG.News

“Segundo Sol”, de João Emanuel Carneiro, está praticamente na reta final e os atores, cada dia mais próximos. Nesse domingo (14/10), parte do elenco foi assistir a “Gisberta”, com Luis Lobianco, o Clovinho da novela das nove, na Cidade das Artes, na Barra. Boa parte do núcleo dos Athayde estava por lá: Edgar (Caco Ciocler), Rochelle (Giovanna Lancellotti) e Roberval (Fabricio Boliveira), além de Maura (Nanda Costa) e Selma (Carol Fazu). No palco, o ator conta a história da personagem-título, a transexual brasileira Gisberta Salce Júnior, morta em 2006, em Portugal, depois de ser torturada durante sete dias por 14 menores de idade.

Em cena, ele interpreta vários personagens: cantor, apresentador de cabaré, cômico, ator dramático… É também um ato político para chamar atenção para os dados da intolerância no Brasil – segundo pesquisa da Transgender Europe (TGEU), o Brasil responde por 42% dos 295 casos de assassinatos de pessoas trans registradas em 2015. “Enquanto em Portugal Gisberta virou ícone da luta contra a transfobia e, a partir do seu caso, o país avançou na conquista de direitos aos transexuais, o Brasil anda na contramão e segue um dos países que mais cometem crimes de transfobia e homofobia. Se ainda não conseguimos mudar as leis que não nos protegem, que a justiça seja feita no teatro, com música e luzes de cabaré”, diz Luis.


Enviado por: Redação
14/10/2018 - 17:00

Carol Filgueiras: e o Emiliano virou Cuba (Rsrsrs)

Anthony Dias dos Santos e Carol Filgueiras /Foto: Vera Donato

Glenda Kozlowski, Luiz Tepedino, Lulu Lima e Silva e Lenny Niemeyer /Foto: Vera Donato

Antonio Paulo Müller e Narcisa Tamborindeguy /Foto: Vera Donato

Marcela Bartolomeo Zanini de Zanine /Foto: Vera Donato

Paula Simonsen e Carolina Filgueiras – Gilson Martins /Fotos: Vera Donato

Michelle e Giselle Batista /Foto: Vera Donato

João Afonso e Kitty Assis /Foto: Vera Donato

O bolo inspirado numa caixa de charutos cubanos e os charutos feitos na hora, folha a folha /Fotos: Vera Donato

Carol Filgueiras conseguiu até um carro da década de 50, muito comum pelas ruas cubanas /Foto:Vera Donato

A observar os sapatos dos homens de marcas como Gucci, Zegna etc., ou as joias de algumas convidadas, não podemos dizer que lembrasse tanto “Uma noite em Havana”, título do convite de Carol Filgueiras para o seu aniversário, numa alegre noite temática. Já as fantasias, sim – algumas estavam num clima de verdadeiras cubanas, certamente seriam aprovadas pelo comandante Fidel Castro. Até as marcas dos charutos preferidos do ditador podiam ser escolhidas de bandeja, por ideia da bela aniversariante, sócia do hotel Emiliano, na Avenida Atlântica, palco da festa.

Noite divertidíssima, bebidas ótimas, comidas espetaculares, assinadas pelo chef Damien Montecer (francês, mas com criatividade para qualquer país), tudo tão perfeito que talvez cubano nenhum jamais tenha experimentado nada parecido. Mas era uma noite de fantasia e muita diversão. A anfitriã providenciou até um carro antigo, igualzinho aos que circulam pela famosa ilha. Nesse clima, a noitada se desenrolou em contraste com os charutos, muito bem enrolados por uma profissional – à escolha de cada um. Tudo aprovado por quem passou por lá. Veja algumas fotos.


Enviado por: Lu Lacerda
14/10/2018 - 12:00

Oito perguntas para Chico Brown (sobre música, família, racismo)

Francisco Buarque de Freitas, 21 anos, nasceu musical e carioca, mas viveu a infância em Salvador. Desde moleque, o filho de Helena Buarque de Hollanda e Carlinhos Brown já apurava os dons musicais no batuque das ruas soteropolitanas – em vez de andar uma bicicleta ou brincar de carrinho, o negócio na Bahia era tocar percussão, panela pela cozinha ou em qualquer superfície sonora. Aos 11 anos, ele se mudou pro Rio, sempre cercado de artistas por todos os lados: filho de Carlinhos Brown, neto de Chico Buarque e Marieta Severo; sobrinho de Miucha, sobrinho de Silvia Buarque, primo de Bebel Gilberto e assim segue sem poder fugir à regra familiar. Chegou à maioridade e se descobriu Chico Brown. Vai lançar seu primeiro álbum brevemente, ainda sem nome e, segundo ele, 90% autoral, com alguma parceria surpresa. 

Chico, que estuda Produção Fonográfica na faculdade Estácio, começou na música de verdade como todo garoto que curte um som, reunindo os amigos do colégio e da vida para formar uma banda (Ivo Costa, Luigi Tedesco, Vitor Nogueira, Joca, Tomás e participação em outras bandas de amigos dos amigos etc.) e juntos, eles tocavam de tudo: o suingue da Bahia, passando pela Tropicália, paquerando o rock, acústico, misturando o frevo com guitarra baiana, samba, valsa, jazz, black music…. Mais tarde, dessa caldeirada de estilos, nasceu “Massarandupió”, valsa composta por ele com letra do avô no ano passado e que entrou no álbum “Caravanas”, assim como na turnê. Olha o que disse Chico Buarque: “Multi-instrumentista, autodidata, e com ouvido absoluto, Chiquinho é o melhor músico da família” (à Folha de SP por escrito). Já o pai prefere a palavra “virtuoso”. É aquele que quem olha de fora percebe uma doçura, mas com firmeza; uma segurança, mas com curiosidade; uma serenidade, mas com inquietude. Quem olha de dentro, diz ainda que Chico Brown é tão talentoso quanto afetuoso. Com tantas credenciais, é bom ficar de olho no garoto. Leia sua entrevista: 

1
Desde os 11 anos você mora no Rio, já se sente um carioca?  

Na verdade, eu sou carioca porque nasci aqui, mas me sinto um baiano de coração, com um pé lá e um pé cá. Já tenho bastante vivência aqui no Rio, meu sotaque é um pouco misturado, como eu digo numa música minha ‘lá dizem que eu sou daqui, e aqui dizem que eu sou de lá’, mas eu já me sinto um carioca porque sei lidar com a malandragem da cidade, sei da alegria e da dor de morar no Rio, mesmo assim é difícil essa transição entre Rio e Bahia. Sentia-me mais carioca quando morava em Salvador, até falava com mais sotaque. E existe uma aceitação mais fácil do carioca pelo Brasil do que o baiano porque tem o ‘lance’ de o carioca ser o sotaque da Rede Globo etc., mas isso está mudando com ‘Segundo Sol’ (de João Emanuel Carneiro). A novela reproduz o sotaque baiano mais fielmente e um pouco menos caricato do que é como a gente tem visto de um tempo pra cá. Na verdade, eu não assisto, mas é o que me dizem.   

2
Como foi essa transição da Bahia pra cá?  

Foi difícil porque a galera da Bahia é mais relax. Por exemplo: vivi uma fase ‘futeboleira’ em Salvador (como sabido, o avô é apaixonado por futebol e é fundador do time Politeama), porque tive mais tempo pra crescer junto com a galera, fazer amizades na escolinha de futsal e, mesmo sendo um perna de pau, eles me ajudavam e relevavam. Na hora de ‘bater uma baba’, como eles dizem por lá, eu podia contar mais com a paciência dos meus amigos. No Rio, o clima é mais competitivo. Durante muito tempo, na escola, eu era o ‘baiano’ – aliás, todos os meus amigos que vieram até antes de mim tinham o mesmo apelido. E, mesmo se tivesse o mínimo resquício de sotaque, a pessoa virava ‘o baiano’, muitas vezes usado pejorativamente. Eu fazia alguma besteira, e alguém dizia: ‘porra baiano!’; e quando fazia algo bom, usavam os termos ‘baianidade’, ‘aquele suingue’ que a gente sabe que só encontra nas terras de lá’. Esse negócio de baiano aqui sempre foi associado à leseira, preguiça, o que não é verdade, inclusive porque, aqui no Rio, a gente tem o lance da ‘cariocagem’, que não implica só a malandragem.  

3
O primeiro álbum sai ou não sai?  

Meu disco está com o repertório mais que pronto, ainda com eventuais aprimoramentos e mutações no sentido de arranjos, letras etc. Estamos negociando algumas propostas com editoras, gravadoras, pessoas interessadas no trabalho de modo geral. Muitas propostas começam boas e vão ficando piores, e eu estou cogitando a alternativa de fazer música independente, não necessariamente nesse primeiro álbum, mas em longo prazo. Faz mais sentido hoje em dia porque o modelo de gravadora já está ficando um negócio obsoleto, e a diferença que elas fazem no processo de gravação é cada vez menor com o avanço das tecnologias, dos estudos e das produções digitais. Meus amigos mais bem-sucedidos trabalham com música independente. Nesse primeiro álbum, vamos ver como é que vai ser: só espero que saia logo. Em termos de composição, é 90% autoral, existem parcerias que gostaria muito de incluir e que têm tudo pra acontecer.  

4
Como aconteceu a criação da sua banda e como é ter, com tantas influências, uma pegada original?  

A criação da minha banda foi uma coisa muito espontânea O repertório foi algo que eu já venho fazendo sozinho direcionado para voz e violão, mas que foi se tornando cada vez mais compatível com outros elementos. Dois ‘amigaços’, Ivo e Luigi, que já tinham tocado comigo em muitos outros projetos, chegaram junto na ideia de fazer um trabalho autoral. Além de outros amigos de um coletivo, que fazem gravações de MPB, rap etc.,  e outros que entraram numa de fazer um som independente. A gente se alternava entre as bandas e tocava em eventos. Também circulo pelo País em formato voz, violão e piano, como se tivesse preparando o terreno para levar o resto da turma comigo. 

5
Vira e mexe você se apresenta com seu pai, seu avô, que o chamam de “melhor músico da família” e “virtuoso”. Como é isso?  

Infelizmente não toco com o meu avô. Nossa relação musical ficou no estúdio e na intimidade da casa da minha avó, mas ao vivo nunca tocamos juntos, pelo menos não desde que virei músico. Já toquei tamborim no show dele quando eu tinha 2 anos, mas acho que foi só essa vez mesmo. Em relação às afirmações deles, tem a ‘corujice’ envolvida, mas eu tenho o estudo dos instrumentos, uma afeição por instrumentistas e pela música dita virtuosa em geral  e isso aflora bastante na forma que eu toco e na minha composição. Mas, em relação a eles, é um lance que você acaba sendo constantemente subestimado ou superestimado, ou por eles ou pelos fãs, muito de acordo com a pré-concepção que os outros formam de você. E claro, envolve muita pressão certas vezes.  

6
Um dia, a Paula Lavigne falou: “Como você é bonito, menino”. Você respondeu: “Eu sou estranho”. Por quê?  

Nunca me achei bonito e sempre fui estranho porque sempre fui diferente de muitas formas, das pessoas ao meu redor, das pessoas do meu espaço de convívio escolares, de trabalho e, de um tempo pra cá, dos lugares que eu frequento. Estou acostumado a ser um estranho no ninho nos lugares e me adaptar às condições.  

7
Em entrevista que fiz com Glória Maria, ela disse que a escravidão continua existindo, só mudou de cara, e cita casos cruéis vividos por ela. Você concorda com isso? Já sofreu de alguma maneira?   

Eu concordo 100% com a Glória Maria. A gente sente o preconceito na pele no cotidiano. Todo mundo que vive isso sabe, e já sofri de muitas maneiras; outras que me contam e eu não me lembro porque eu era pequeno e muitas já contei por aí. O racismo não é um assunto que eu fale com muito conforto.   

8
Você tem um perfil mais sério, não gosta de futebol, fala pouco, tem voz grossa, daí vem o apelido de ‘Preto Velho’, dado por sua família. Mudou algo desde a infância?   

Esse negócio de Preto Velho tem um fundamento porque sempre me disseram que eu tinha uma alma velha ou que eu aparentava ser mais velho. Não só pela aparência, mas pelas ideias porque sempre convivi com pessoas mais velhas, incluindo o pessoal da minha banda, do meu projeto solo e de muitas outras. Não acredito muito nesse lance de que idade tem a ver com maturidade ou da velhice no sentido espiritual. Desde a minha infância, não mudou muito não, vou ficando mais velho no sentido literal e espiritual mesmo, mas faz parte, por dentro somos todos crianças, eu e meus amigos, jovens e velhos, por fora e por dentro.  


Enviado por: Redação
13/10/2018 - 14:00

De Próprio Punho, por Rachel Chreem: “Tracei minha meta: renascer!”

Aprendi que os desafios são nossos aliados disfarçados – são eles que nos fortalecem e nos apontam novas direções. Hoje sou grata aos desafios que a vida propõe. Quarta-feira, dia 10 de outubro, acordei e abri os olhos lentamente, me espreguicei e, meio que sem perceber, fui abrindo um largo sorriso, realizando que, após quase um ano, entre muitos desafios e enorme persistência, o tempo passou, e, depois de tanta expectativa, eu me encontrava finalmente no dia seguinte, realizada diante do grande sucesso que havia sido a festa de inauguração do meu novo projeto Alberta+Guests. Nesse exato momento, minha ficha começa a cair… Comecei a me vestir, me olhando no espelho, e pensando o quão impagáveis são as ferramentas que o tempo e as vivências nos dão. Hoje sei que, se tudo fosse fácil e sem esforço, não teríamos como criar os músculos necessários para subirmos os degraus mais altos e alcançarmos as vistas mais secretas e deslumbrantes de nossa existência; nesse caso, a meu ver, essa vista fica dentro de nós, e o acesso pode ser árduo. 

Respirei fundo e voltei no tempo, lembrando que, há quase três anos, já repensando várias coisas em minha vida, fui pega de surpresa naqueles exames de rotina (que aliás são fundamentais), com a notícia de que teria de passar por um tratamento severo de quimioterapia, depois de receber o diagnóstico de um linfoma (de Hodgkins). Foi-se um mergulho profundo de um ano inteiro, em que, de forma abrupta, fui pinçada para fora do carrossel diário que costumava girar em rotação máxima. Nesse momento, descobri que, contrário às minhas crenças, na verdade não temos controle de nada, a não ser escolher entre duas opções: ficar se perguntando “por quê?” e como isso foi acontecer com você ou “para que” isso foi acontecer com você, e como eu posso transformar isso em algo melhor para a minha vida.  

Sem titubear, escolhi a segunda opção, me fiz grata e tracei minha meta: renascer! Palavrinha profunda essa, pois, como uma fênix, é preciso se despir das penas, do bico e tudo o mais que põe nossa vaidade à prova, para nos elevarmos ou não. Mas, depois desse processo, quando nos renovamos, não somos mais a mesma pessoa. Com nossas dores e memórias, sabemos saborear como ninguém a vitória maior que é a vida, vida que te é dada de volta numa caixa de presente linda, com laço cor-de-rosa! (Ao menos, a minha tinha esse layout – rs). De cara lavada para o futuro, com o olhar renovado, dentro de uma realidade complicada de Rio e de Brasil, entendi que ser empresária de moda só valeria a pena se eu reinventasse minha história, baseada em meus novos conceitos e valores.

Teria que me adequar a uma nova realidade que fosse boa para mim e para todos que estivessem envolvidos no projeto; agora, a palavra co-working fazia total sentido. Depois de encontros que foram fluindo e me inspirando, através de toda essa energia, chegamos à formatação pioneira da Alberta+Guests, onde, através de uma escolha criteriosa, convidei um mix de marcas Brasil afora, para terem seu ponto de venda dentro da nossa estrutura, numa parceria e soma de forças para obtermos o resultado final. 

Na contramão do momento sombrio e duvidoso em que vivemos, e mesmo com a falta de fé e incentivo de alguns, conseguimos trazer 23 marcas para iniciar esse sonho. E é nesse momento que olho novamente no espelho, me assusto com a hora, dou o retoque no batom, renovo o sorriso de gratidão por tudo isso, e corro a caminho da loja, para dar início a essa nova jornada!


Enviado por: Lu Lacerda
13/10/2018 - 12:00

De Noronha para o Rio: Zé Maria dá banquete

Fabiula Nascimento e Zé Maria /Foto: Ari Kaye

Leticia Birkheuer e João Guilherme /Foto: Ari Kaye

Sheron Menezzes com o filho Benjamim – Maíra Charquen com o filho Gael /Fotos: Ari Kaye

Beto Gatti e Guilherme Barros – Marcos Pitombo /Fotos: Ari Kaye

Zé Maria, André Barros, Val Lastres e Tuca Noronha /Foto: Ari Kaye

Ninguém resiste ao Zé Maria, o dono da pousada homônima de Fernando de Noronha, que trouxe as delícias da ilha pernambucana para o “Festival Gastronômico do Zé Maria”, nessa sexta-feira (12/10), no Sheraton Grand Rio, no Leblon. Zé cumpriu o que prometeu e, ao lado do chef-executivo Juca Paes Leme, deu banquete com seus famosos pratos, como o arroz de jaca, a feijoada de frutos do mar e a farofa de pão velho, além dos peixes que trouxe de Noronha. Depois do banquete, o anfitrião e seu filho, Tuca Noronha, puxaram um caraoquê animadíssimo, que premiou o pior cantor com um final de semana de hospedagem na pousada – teve gente que desafinou propositalmente, mas quem levou foi uma sortuda que estava com arquinho de noiva na cabeça com as amigas para uma despedida de solteira. O movimento começou às 14h, teve som do DJ Nepal, Samba de Santa Clara e o sax de Rodrigo Sha e festa com DJs à beira da praia, no fim da noite.


Enviado por: Redação
12/10/2018 - 19:30

Programe-se: agenda para o fim de semana

Bom mesmo é ser criança, que não sabe muito bem a definição de direita ou esquerda – rsrsrs! 

O porteiro Luiz Ricardo de Jesus pinta garrafas Pet e pendura em vários pontos de Icaraí, em Niterói – todas elas cheias de sacolas plásticas para socorrer os donos de cachorro desprevenidos, digamos assim. Muitos cariocas civilizados, a começar pela Zona Sul, vivem deixando cocô de cachorro na rua. Luiz Ricardo é aquele perfil do qual qualquer país está precisando.  

Circulando pela rede em tempos de fake news: “Escuta Pink Floyd desde os anos 80, e não entende a mensagem; assiste a ‘Star Wars’ desde os 70, e não entende a mensagem; acompanha ‘Guerra nas Estrelas’ desde os 40, e não entende a mensagem; lê a Bíblia há 200 anos, e não entende a mensagem. Aí, o infeliz recebe algo no WhatsApp e acha que compreendeu tudo”.  

Galera da noitada, o feriado está farto! Um dos nomes em destaque do Techno, o DJ e produtor Matrixxman divide o som com Amanda Mussi, Ananda e A_hank live, na festa Kode, na Hub, em Santo Cristo, neste sábado (13/10). Como demos aqui, a festa “Locomotiva” é boa pedida para quem ama uma black music, com os DJs Calbuque e Scarpa, no Clube Manouche, no JB, sábado (13/10). Para completar, tem babado forte com a “MN: Noite Proibida”, no Espaço Acústica, no Centro, no sábado (13/10). “Eva experimentou o fruto proibido e foi expulsa do Éden (ousada, essa Eva), mas aqui a putaria está liberada”, diz o convite. Vai ter distribuição de maçã do amor, barraca do beijo, quartinho escuro, batalha de cerveja e apagão quando a sirene tocar. Só para os fortes!

Mas, para os pais, pode perder as esperanças de esbórnia. O dia é das crianças; o fim de semana, também. Entra em cartaz “Malala, a menina que queria ir para a escola”, texto de Adriana Carranca que conta a saga de uma jornalista curiosa, que atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu à menina chamada Malala Yousafzai e por que ela estava sendo perseguida. Com canções originais de Adriana Calcanhotto, no Teatro Sesc Ginástico, no Centro, sábado e domingo (13 e 14/10), às 11h e 15h.

Para os pequenos dançantes: Anitta canta seus sucessos (mais leves, claro) no “Show das Poderosinhas”, no Km de Vantagens Hall, na Barra, no domingo (14/10), às 16h. 

Chega de criança (rsrsrs): tem sambinha, agora para os adultos, com Eliane Faria, no Cariocando, no Catete, no sábado (13/10). A filha de Paulinho da Viola interpreta sucessos de seu pai e de outros grandes sambistas, como Arlindo Cruz, Martinho da Vila e Cartola.

É mais fácil não levarem seu celular em Ipanema ou Copacabana do que encontrar um amigo desses que a gente não vê todo dia e ele não perguntar: “Em quem você vai votar?” Faz a louca e fica muda feito um peixe, sim, porque é tempo de hostilidade aí latejando a torto e a direito (não confundir com “direita”, por favor!). 

Nathalia Timberg está com a peça “Através da Íris”, na Maison de France, no Centro. É uma homenagem a Íris Apfel, ícone da moda sem censura, que, aos 97 anos, é referência absoluta. Com texto de Cacau Hygino e direção de Maria Maya, o monólogo é uma espécie de documentário cênico em que a personagem opina sobre variados assuntos, sem papas na língua.  

Mais denso, tem “Camille Claudel — Uma mulher”, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, sábado (13/10), às 19h, e domingo (14/10), às 18h. Com texto, direção e atuação de Sandra Calaça, além de Millor e Clara Melo, a peça faz um paralelo entre abusos sofridos pela escultora francesa Camille Claudel em sua época e as lutas feministas da atualidade.

”Em quem você vai votar?”, aliás, é pergunta a ser evitada, em nome do bem-querer e dos bons costumes, para evitar dar um fora. Como ensinava Carmem Mayrink Veiga, não se mexe em gafes.

Passa pela sua cabecinha a possibilidade de saudades do Temer? O presidente anda recebendo declarações de amor  desde já: Janethe de Souza Ovídio foi pessoalmente ao Palácio do Planalto, em Brasília, declarar-se. Passou mal (merece) e foi levada para atendimento médico. 

Nova definição de futuro no dicionário: verbete não encontrado. Melhor apelar pra ficção porque a realidade tá phoda! 

Nossa Senhora Aparecida rogai por nós. Desarme os espíritos: de repente, quase todos parecem aguerridos, revoltados, bélicos.

Ilustração: Edgar Moura


Enviado por: Lu Lacerda
12/10/2018 - 16:30

Basquiat: mostra do artista chega ao Rio

Tânia Mills, diretora da Art Unlimited, que trouxe a mostra ao Brasil, e Pieter Tjabbes, curador da exposição, também da Art Unlimited /Foto: Gabriel Mendes

Marcelo Scofano e Gilberto Grawonski /Foto: Gabriel Mendes 

Marcelo D2 e Hodari /Foto: Gabriel Mendes

Viraj M. LeBailly, consulesa e diretora da seção de imprensa americana – Carmen Melo e Dannon Lacerda, diretor de programação do CCBB /Fotos: Gabriel Mendes

Daniel Costa e Silva e Bruno Barros /Foto: Gabriel Mendes

Marcelo Fernandes, Elena Korpusenko e Fabio Mourão /Foto: Gabriel Mendes

Depois de muita expectativa dos cariocas, foi inaugurada nessa quinta-feira (11/10), no CCBB, a exposição  “Jean-Michel Basquiat – Obras da Coleção Mugrabi”, com 90 trabalhos do pintor e ilustrador americano que até hoje é uma das principais referências visuais do universo pop. A mostra – a maior dedicada ao trabalho de Jean-Michel Basquiat na América Latina – chega ao Rio depois de passar por São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, com recorde de público. São quadros, desenhos, gravuras e cerâmicas em técnicas consideradas inovadoras para a época. “Basquiat não tinha um pensamento linear e isso pode ser visto em suas obras – muitas delas não têm centro. Tudo acontece nas superfície das telas. Ele pinta e desenha de uma forma que podemos chamar de grosseira justamente para causar essa sensação”, explicou o curador Pieter Tjabbes, holandês radicado no Brasil. Os trabalhos do nova-iorquino, que morreu aos 27 anos de overdose, fazem parte da coleção particular do magnata israelense Jose Mugrabi, que tem mais de 100 peças – nenhum museu no mundo tem mais de 10 itens de Basquiat. Mugrabi também tem uma coleção vasta de Andy Warhol – amigo e influência direta de Basquiat, que juntos produziram centena de quadros na década de 80. 


Enviado por: Redação
12/10/2018 - 14:50

Nathalia Timberg “virou” Iris Apfel no teatro

“Através da Iris”: Nathalia Timberg (com o colar presenteado por Iris) e Vera Fischer /Foto: AG.News

“Através da Iris”: Cacau Hygino, Andréa Veiga, Luciana Braga e Zélia Duncan /Foto: Vera Donato

“Através da Iris”: Maria Maya, Marcos Caruso e Cininha de Paula /Foto: AG.News

“Através da Iris”: Betty Faria e Nathalia Timberg /Foto: AG.News

“Através da Iris”: Tuca Andrada, Carlos Vieira e Alexia Deschamps /Foto: Vera Donato

“Através da Iris”: Bia Rique e Laura Campos – Kiki Perelmuter e Paulo Bandeira de Mello/Fotos: Vera Donato

“Através da Iris”: Sergio Marone e Armando Babaioff /Fotos: Vera Donato

“Através da Iris”: Ana Paula Araújo e Érico Brás /Fotos: AG.News

“Através da Iris”: Silvia Salgado, Cacau Hygino e Leona Cavalli /Foto: Vera Donato

“Através da Iris”: Maria Maya e Cedric Gottesman, diretor da Maison de France /Foto: Vera Donato

Nathalia Timberg estreou a peça “Através da Iris”, nessa quinta-feira (11/10), na Maison de France, no Centro. Véspera de feriado, teatro lotado para assistir à homenagem a Iris Apfel, ícone da moda sem censura, que, aos 97 anos, é referência absoluta. Com texto de Cacau Hygino e direção de Maria Maya, o monólogo é uma espécie de documentário cênico em que a personagem opina sobre variados assuntos, sem papas na língua. “Ela é uma figura conhecida como moderna, à frente do seu tempo. Um fato curioso porque, afinal de contas, não é o que se espera de uma senhora com a sua idade. Temos muitos pontos em comum”, diz Timberg, que, igualmente à retratada, usa um figurino alegórico e calorento – sorte que o ar-condicionado do teatro estava a toda.

Para aprovação de Iris, que vive em Nova York, Cacau fez dois meses de pesquisa sobre a vida da excêntrica designer de interiores até conhecê-la pessoalmente. “Descobri uma mulher de vida colorida; ela costuma falar que as cores ressuscitam os mortos -, com uma larga experiência movida pela vivacidade, bom humor e coragem. Ela serve de exemplo para todos que desistiram da vida. A peça dá início às comemorações pelos 90 anos de Nathalia, que se completam em 2019. Destaca-se também o cenário de Ronald Teixeira: uma caixa vazada por janelões, onde o público vê o interior exuberante e barroco da casa de Íris – muita cor por todos os lados. Foi, claro, aplaudida de pé por longos minutos, e os convidados saíram mais leves do teatro. A propósito, Timberg usava um colar enviado de presente por Iris – uma coruja repleta de pedrarias, bem no estilo “mais é mais”. Na próxima semana, Cacau embarca para Nova York para mais um encontro com Iris e pretende contar tudo sobre a repercussão da peça.


Enviado por: Redação