Oito perguntas para João Grangeiro (ortopedista): 64 anos, 18 dias no CTI, com a covid: “Não fiquei com sequela nenhuma” 

João Grangeiro Neto, 64 anos, é um nome importante na classe médica carioca. É mestre em ortopedia e traumatologia pela UFRJ; diretor-geral do INTO, Ministério da Saúde (2019-2020), diretor-médico dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016. Em abril do ano passado, ainda no começo da pandemia, de uma hora pra outra, sentiu-se mal, enquanto atendia no Instituto Nacional de Traumatologia…

De próprio punho, por Francisco Vieira (historiador): “Curioso como príncipes, reis e rainhas povoam a imaginação de parte significativa da humanidade”  

  O mundo está transtornado, uma epidemia devasta o Planeta, e a morte de um homem que não tinha nenhum papel político, artístico ou científico enche páginas de jornais e os noticiários. Era príncipe, um príncipe consorte, marido da rainha da Inglaterra. Aos 99 anos, morreu S.A.R., o príncipe Philip, duque de Edimburgo. Curioso como…

Cinco perguntas para Marcus Gasparian, o empresário que adora ser entregador de livros: “Um livreiro ainda terá o status de um grande chef de cozinha”

O que seria a quarentena sem livros? Marcus Gasparian não quer nem pensar nisso. O dono da Livraria Argumento (fechou a Barra; agora é só Leblon) dedica sua vida principalmente a eles. Dentro do normal atual, chamado por ele de “pesadelo”, Marcus vai pessoalmente entregá-los aos clientes. Fez o mesmo durante o primeiro isolamento, quando disse…

Glorinha Pires Rebelo: dois momentos da estilista que morreu esta semana

A estilista Glorinha Pires Rebelo, que morreu nessa quarta (31/03),  deixando tanta tristeza, sofreu muitos anos com cistite intersticial (ou Síndrome da Bexiga Dolorosa); segundo ela, essa doença existia em vários níveis (o dela era o pior). “Ninguém pode imaginar o que tenho sofrido: muita dor e muito ardor”, dizia, com muita autenticidade, uma das suas características, mas sempre…

Opinião por Roberta Ramos (professora brasileira em Portugal) — “Começamos a conferir as porcentagens de vacinados, o que nos dá ânimo”

  Três. Três mil, oitocentos e sessenta e nove.   A noção numérica está ligada à história da humanidade. Há mais de 30.000 anos o homem começou a ter a necessidade de contar, utilizando galhos, pedras ou ossos para contabilizar o que caçava.  Atualmente, vivemos imersos em números que jamais pensaríamos acompanhar: os de contaminados e…