03/11/2018 - 16:00

“Dogville” estreia no Rio com aplausos vibrantes

Na primeira foto, Suzana Vieira entre os protagonistas Mel Lisboa e Fábio Assunção; na segunda, os casais Daniel Filho e Olívia Byington – Gregório Duvivier e Giovanna Nader; nesta foto, parte dos atoree no palco, ao fim de “Dogville” / Fotos: Daniel Pinheiro/AgNews

O espetáculo “Dogville”, adaptação do filme do cineasta dinamarquês Lars Von Trier,  estreou com tudo no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, nessa sexta-feira (02/11). A peça,  com direção de Zé Henrique de Paula, junta no palco Mel Lisboa e Fábio Assunção, como protagonistas, além de outros nome conhecidos do público como Selma Egrei e Bianca Byington. Na verdade, o elenco todo foi muito elogiado: Eric Lenate, Fábio Marcelo Villas Boas, Anna Toledo, Rodrigo Caetano, Gustavo Trestini, Fernanda Thurann, Thalles Cabral, Chris Couto, Blota Filho, Munir Pedrosa, Dudu Ejchel e  Fernanda Couto. Pelos vibrantes aplausos, “Dogville” deve ter prestígio certo nos palcos cariocas, onde fica em cartaz até 16 de dezembro. 


Enviado por: Lu Lacerda
03/11/2018 - 12:00

De Próprio Punho, por André Cechinel: “É preciso um escape”

“Descobri, ainda garoto, que, dependendo da tensão do trabalho, é preciso um escape. Muito cedo, tive que escolher a minha profissão. Era assim: acabávamos o primeiro grau com mais ou menos 15 anos; indo para o segundo grau, tínhamos que escolher entre a área humana, a tecnológica ou a biomédica. Sempre tive um fascínio pela carreira de médico. Tudo me agradava: cuidar das pessoas, ser dono do próprio nariz, andar vestido de branco, e até mesmo o status que a profissão confere. Com 18 anos, entrei pra faculdade, com 24 me formei e aos 27 terminei a especialização em oftalmologia. Fui professor assistente da cadeira de oftalmologia na Escola Médica do Rio de Janeiro e preceptor de médicos residentes do hospital Universitário Gama Filho. Fiz concurso público e passei para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde trabalhei por 15 anos.

Paralelamente a essa vida agitada, tive claramente a percepção da importância de algo mais lúdico, para equilibrar as tensões que deparamos no dia a dia, ainda mais para quem escolhe uma carreira feito a minha. Em várias situações, apelo para a música, muitas vezes até para que ela me mostre uma saída, digamos assim. Quanto mais as tensões aumentam, mais corro para o piano, que descobri aos 12 anos de idade, sendo que, na fase adulta, nossa relação ficou mais intensa – é um casamento sem divórcio. Aos 13 anos, já era tecladista de uma banda de rock daquelas que, nos anos 70, tinha uma em cada rua de Copacabana. Fiz o primeiro grau em um colégio masculino de padres, e o prêmio por ter passado sem recuperação foi poder ir estudar em um colégio misto da “moda”, Colégio Rio de Janeiro, cheio de alunos que já prometiam ser destaques como músicos, atores, escritores etc…. Logo me enturmei com o pessoal da música, tomei contato e entendi o que viria a ser a trilha sonora da minha vida, a bossa nova.

Passei a fazer parte, como pianista, de uma banda, o “Grupo Agora”, vencendo todos os os festivais estudantis de que participava; num deles, o prêmio era uma viagem de um mês a Miami, para apresentar a MPB em vários hotéis de lá. Imagina como nos sentíamos, seis garotos de 18 anos tratados como artistas “internacionais ” – foi muito divertido. Desde então, só aumenta a minha consciência de que não dá para passar uma vida inteira se dedicando a uma só carreira quando se tem algum outro dom, principalmente se for com um viés artístico. Consegui evoluir como músico amador e, em alguns momentos, divido o palco com nomes de projeção internacional e acho que não faço feio, rsssss…..Hoje tenho muita clareza da importância que fazer algo pelo prazer pode trazer o equilíbrio para nossa vida.”

André Cechinel é médico e pianista (às vezes, pianista e médico) – nome importante na Oftalmologia carioca.


Enviado por: Redação

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