02/11/2018 - 19:00

Programe-se: agenda para o fim de semana

E foi lançado o desafio detox: não falar de política até janeiro; isso se as eleições acabarem até o Natal. 

Falando em armas, não sendo as eróticas, abaixe as suas – começando pelas redes sociais. Vamos aposentar a hostilidade e esperar os acontecimentos? Não quer? Então, o jeito é ligar o foda-se!  

Guarde seu espírito de bruxa porque as festas de Halloween continuam. Neste sábado, tem a “DDK Halloween Ausgabe 2018”, na Gamboa 345, com uma pista de rock, outra de música eletrônica, além de drinques temáticos, concursos de fantasia, maquiagem de terror e performances. 

Pra começar bem o seu feriado, evite mesas grandes, aquelas coletivas que tem em alguns restaurantes; por exemplo, no Gurumê, nem pensar: tem saído briga! A não ser que você se comporte como um monge ou finja que não tá nem aí para a política. 

Último fim de semana para ir ao CasaCor, em uma das mais bonitas edições, no prédio do Grupo Monteiro Aranha, na Glória. Ali, você sabe, estão grandes nomes da arquitetura carioca. 

Do telão para o teatro: a esperada adaptação de “Dogville”, de Lars Von Trier, chega ao Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, neste fim de semana (02, 03 e 04/11), tendo no elenco Mel Lisboa – fazendo o papel de Nicole Kidman -, Fábio Assunção, Selma Egrei e Bianca Byington, sob a direção de Zé Henrique de Paula.  

Ah, minha Portela! Vem aí a edição de novembro da “Feijoada da Família Portelense”, neste sábado (03/11), com show da Velha Guarda e participação especial de Gilberto Gil, a partir das 13h.  

Conversa entreouvida:
– O vice do Bolsonaro é o Moro.
– Moro? Não era outro?
– Não, é o juiz.
– Achei que era um tal de Mourão.
– Então, Mourão é o apelido do Moro.

Se você é daqueles adultos que convivem com sua criança interior, a Casa da Matriz, em Botafogo, convida para a “Festa Adult Swim”, neste sábado (03/10), com karaokê e fliperama. “Adora uma balada, mas quer um cantinho pra sentar? Fuma narguilé e troca uma ideia no fumódromo? Não vai fazer Enem e quer um rolê com gente da sua idade? Então você é um adult swim”, diz o convite. 

A coluna, vale lembrar, é apartidária, mas curte piadinhas de todos os tipos e lados. Rolando por aí: “Medo de ir tomar banho e sair um petista de dentro da resistência”.   

Vamos falar de arte: tem a mostra “Alma Azulejada”, de Cosme Martins (que está nas melhores coleções), no Museu Nacional de Belas Artes, na Cinelândia, das 13 às 18h, neste fim de semana. No mesmo lugar, está Thereza Miranda, comemorando seus 90 anos, com a exposição “Instantes Múltiplos”, coletânea de 67 trabalhos.

Fumou um ou bebeu e caiu na tentação de postar coisinhas na madruga? Faça como Dilma Rousseff, que escreveu o tuíte “O juiz está nu”, sobre Sérgio Moro, e apagou minutos depois. A vantagem é que pode ser que não deem um print no seu. 

Esqueça tudo e jogue-se no Festival do Rio, em sua 20ª edição, com sessões de filmes de 60 países em 20 salas pela cidade. Os fãs da dança também têm espaço com o 27º Festival Panorama, que vai ocupar o CCBB com espetáculos inéditos até o dia 11 de novembro.  

“Um brasileiro e dois gringos” – o show reúne Leila Maria, Renato Piau e Alex Morcillo, que homenageiam Billie Holiday, Luiz Melodia e Elvis Presley, respectivamente, na Sala Baden Powell, neste sábado (03/11), às 20h.  

Essa é pra quem curte MPB: o bandolinista Hamilton de Holanda e o cantor e violinista João Bosco interpretam canções de Dorival Caymmi, Paulinho da Viola e Chico Buarque no Teatro Nelson Rodrigues, no Centro, nesta sexta-feira, sábado e domingo (02, 03 e 04/11).

E essas criaturas que, pra se valerem, falam agora em nome de alguém, proclamando, em bom som, as suas relações? Quem aguenta? Abstenha-se! 

Ilustração: Edgar Moura


Enviado por: Redação
02/11/2018 - 16:46

A advogada e cientista política Renata Medeiros de Araújo vai lançar “Deu no New York Times”, dia 06 de novembro, às 19h, no La Fiorentina, no Leme, com show de jazz do M2D trio. A autora passou três anos pesquisando a fundo os arquivos do FBI e da CIA para analisar como a imagem dos terroristas foi construída pela imprensa, usando como base os editoriais do The New York Times.


Enviado por: Redação
02/11/2018 - 16:30

A abertura da 20ª edição do Festival do Rio

Chico Diaz, Breno Silveira, Bárbara Paz e Antonio Pitanga /Foto: Wallace Barbosa/AgNews

Paulo Rocha e Johnny Massaro /Fotos: Wallace Barbosa/AgNews

Karen Junqueira e Simone Soares /Fotos: Wallace Barbosa/AgNews

Flávio Baruaqui e Betty Faria /Fotos: Wallace Barbosa/AgNews

Julia Lemmertz e Marcos Didonet /Foto: Wallace Barbosa/AgNews

Marcelo Serrado, Roberto Berindelli e Halder Gomes /Foto: Wallace Barbosa/AgNews

Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho /Foto: Wallace Barbosa/AgNews

Aconteceu, nessa quinta-feira (01/11), a abertura da 20ª edição do Festival do Rio, no Cine Odeon, na Cinelândia. Mais sóbrio e informal, o festival, como boa parte dos eventos cariocas, teve problemas com patrocínio e quase não acontece – pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura deixou de repassar a verba para um dos mais importantes eventos culturais do País. Mas a organização conseguiu enxugar em 200 títulos (50 a menos que em 2017) de 60 países, tendo como filme de estreia “Viúvas”, de Steve McQueen, com Viola Davis como protagonista.

Antes da sessão, o diretor lamentou não estar no Rio para a ocasião; em outras épocas, poderia ter vindo como convidado, mas foi no telão mesmo. “Quero dedicar este evento a todos os artistas de todas as áreas da cultura que fazem coisas maravilhosas por este país. Cultura é capital para o desenvolvimento, gera empregos, paga impostos e é a arma mais potente de uma nação”, discursou Walkíria Barbosa, codiretora da mostra. Depois da apresentação, os convidados foram para a festa no restaurante Assyrius, no subsolo do Theatro Municipal, ali pertinho. 

Enviado por: Redação
02/11/2018 - 14:00

Marco Aurélio Mello na ABDF: Sergio Moro na cabeça de todos

Gustavo Brigagão e Marco Aurelio Mello /Foto: Bruno Ryfer

André Fontes, Luciano Rinaldi e Ronaldo Redenschi /Foto: Bruno Ryfer

Marcelo Oliveira e Roberto Duque Estrada /Foto: Bruno Ryfer

Leticia de Santis Mello e Danielle Brigagão /Foto: Bruno Ryfer

Carlos Henrique Bechara, Marcos Andre Vinhas Catão e Jonathan Barros Vita /Foto: Bruno Ryfer

Carlos Adolfo Teixeira Duarte, Gustavo Brigagão e André Gomes de Oliveira /Foto: Bruno Ryfer

Andréa Duek, Danielle Brigagão e Angela Castano Marino /Foto: Bruno Ryfer

Gustavo Brigagão, presidente da Associação Brasileira de Direito Financeiro (ABDF), convidou o ministro do STF Marco Aurélio Mello como personagem central do almoço de inauguração do novo auditório da ABDF, no Centro, dentre muitos outros nomes do Poder Judiciário, nessa quinta-feira (01/11). Pela primeira vez, as criações da chef Andrea Tinoco não foram, digamos, o prato principal: sim, foi Sérgio Moro, nos pensamentos. O juiz tinha acabado de dizer “sim” ao convite de Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no novo governo. Marco Aurélio elogiou a escolha de fora a afora, no privado. Outros nomes, como o desembargador presidente do TRF da 2ª Região, André Fontes, também estiveram ali, nesse dia excitante e com assuntos de sobra.  A certa altura, o ministro do STF disse: “Vivemos tempos estranhos, em uma encruzilhada, para o Supremo só resta uma saída: o apego à Constituição”. 


Enviado por: Redação
02/11/2018 - 11:00

Teatro, por Claudia Chaves: “Com amor, Vinicius”

Ninguém cantou o amor como Vinicius de Moraes, o poeta que se definia como um arauto da beleza, mas apaixonado, e muito, nosso artista foi pelo Brasil. Por suas comidas, costumes, suas mulheres. E produziu uma obra fértil de poemas, canções e crônicas sobre a realidade política brasileira. São esses textos críticos, contundentes que estão muito bem entrelaçados em “Com amor, Vinicius”, em cartaz no Teatro dos Quatro.

Escrito por Hugo Sukman e Marcos França, traz o ator Marcos França como o poeta, dividindo a cena com a cantora Luiza Borges e com o excelente violonista André Siqueira, também diretor musical da montagem. A direção eficiente de Ana Paula Abreu leva Marcos a compor o jeito do Vinicius, sem recorrer ao recurso fácil do usual mimetismo.

O roteiro não é de mais um dos musicais biográficos. É, na verdade, uma oportuníssima chance de rever canções, mas, sobretudo, reencontrar Vinicius com o chapéu do protesto político. O recorte privilegia o período que vai de 1964 até 1973, com um bem armado quebra cabeça, no qual, para provocar a reflexão sobre a atualidade do que se vê e ouve, tudo está na medida equilibrada.

A escolha, tanto das músicas como dos escritos, trazem-nos um Vinicius que está ali, saído do palco, alguém que encontramos na rua, na fila do banco, no botequim, que, de forma doce mas firme, vai apresentando as angústias não apenas do coração mas também da mente, que se vê cerceada pela repressão da ditadura. Essa proximidade recriada do poeta/personagem, do que nos deixou como legado, é a força do amor que Vinicius soube tão bem cantar.

Serviço:
Teatro dos Quatro
Sexta e sábado às 21h
Domingo às 20h. 

Fotos de Rafael Blasi


Enviado por: Redação

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