12/10/2018 - 19:30

Programe-se: agenda para o fim de semana

Bom mesmo é ser criança, que não sabe muito bem a definição de direita ou esquerda – rsrsrs! 

O porteiro Luiz Ricardo de Jesus pinta garrafas Pet e pendura em vários pontos de Icaraí, em Niterói – todas elas cheias de sacolas plásticas para socorrer os donos de cachorro desprevenidos, digamos assim. Muitos cariocas civilizados, a começar pela Zona Sul, vivem deixando cocô de cachorro na rua. Luiz Ricardo é aquele perfil do qual qualquer país está precisando.  

Circulando pela rede em tempos de fake news: “Escuta Pink Floyd desde os anos 80, e não entende a mensagem; assiste a ‘Star Wars’ desde os 70, e não entende a mensagem; acompanha ‘Guerra nas Estrelas’ desde os 40, e não entende a mensagem; lê a Bíblia há 200 anos, e não entende a mensagem. Aí, o infeliz recebe algo no WhatsApp e acha que compreendeu tudo”.  

Galera da noitada, o feriado está farto! Um dos nomes em destaque do Techno, o DJ e produtor Matrixxman divide o som com Amanda Mussi, Ananda e A_hank live, na festa Kode, na Hub, em Santo Cristo, neste sábado (13/10). Como demos aqui, a festa “Locomotiva” é boa pedida para quem ama uma black music, com os DJs Calbuque e Scarpa, no Clube Manouche, no JB, sábado (13/10). Para completar, tem babado forte com a “MN: Noite Proibida”, no Espaço Acústica, no Centro, no sábado (13/10). “Eva experimentou o fruto proibido e foi expulsa do Éden (ousada, essa Eva), mas aqui a putaria está liberada”, diz o convite. Vai ter distribuição de maçã do amor, barraca do beijo, quartinho escuro, batalha de cerveja e apagão quando a sirene tocar. Só para os fortes!

Mas, para os pais, pode perder as esperanças de esbórnia. O dia é das crianças; o fim de semana, também. Entra em cartaz “Malala, a menina que queria ir para a escola”, texto de Adriana Carranca que conta a saga de uma jornalista curiosa, que atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu à menina chamada Malala Yousafzai e por que ela estava sendo perseguida. Com canções originais de Adriana Calcanhotto, no Teatro Sesc Ginástico, no Centro, sábado e domingo (13 e 14/10), às 11h e 15h.

Para os pequenos dançantes: Anitta canta seus sucessos (mais leves, claro) no “Show das Poderosinhas”, no Km de Vantagens Hall, na Barra, no domingo (14/10), às 16h. 

Chega de criança (rsrsrs): tem sambinha, agora para os adultos, com Eliane Faria, no Cariocando, no Catete, no sábado (13/10). A filha de Paulinho da Viola interpreta sucessos de seu pai e de outros grandes sambistas, como Arlindo Cruz, Martinho da Vila e Cartola.

É mais fácil não levarem seu celular em Ipanema ou Copacabana do que encontrar um amigo desses que a gente não vê todo dia e ele não perguntar: “Em quem você vai votar?” Faz a louca e fica muda feito um peixe, sim, porque é tempo de hostilidade aí latejando a torto e a direito (não confundir com “direita”, por favor!). 

Nathalia Timberg está com a peça “Através da Íris”, na Maison de France, no Centro. É uma homenagem a Íris Apfel, ícone da moda sem censura, que, aos 97 anos, é referência absoluta. Com texto de Cacau Hygino e direção de Maria Maya, o monólogo é uma espécie de documentário cênico em que a personagem opina sobre variados assuntos, sem papas na língua.  

Mais denso, tem “Camille Claudel — Uma mulher”, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, sábado (13/10), às 19h, e domingo (14/10), às 18h. Com texto, direção e atuação de Sandra Calaça, além de Millor e Clara Melo, a peça faz um paralelo entre abusos sofridos pela escultora francesa Camille Claudel em sua época e as lutas feministas da atualidade.

”Em quem você vai votar?”, aliás, é pergunta a ser evitada, em nome do bem-querer e dos bons costumes, para evitar dar um fora. Como ensinava Carmem Mayrink Veiga, não se mexe em gafes.

Passa pela sua cabecinha a possibilidade de saudades do Temer? O presidente anda recebendo declarações de amor  desde já: Janethe de Souza Ovídio foi pessoalmente ao Palácio do Planalto, em Brasília, declarar-se. Passou mal (merece) e foi levada para atendimento médico. 

Nova definição de futuro no dicionário: verbete não encontrado. Melhor apelar pra ficção porque a realidade tá phoda! 

Nossa Senhora Aparecida rogai por nós. Desarme os espíritos: de repente, quase todos parecem aguerridos, revoltados, bélicos.

Ilustração: Edgar Moura


Enviado por: Lu Lacerda
12/10/2018 - 16:30

Basquiat: mostra do artista chega ao Rio

Tânia Mills, diretora da Art Unlimited, que trouxe a mostra ao Brasil, e Pieter Tjabbes, curador da exposição, também da Art Unlimited /Foto: Gabriel Mendes

Marcelo Scofano e Gilberto Grawonski /Foto: Gabriel Mendes 

Marcelo D2 e Hodari /Foto: Gabriel Mendes

Viraj M. LeBailly, consulesa e diretora da seção de imprensa americana – Carmen Melo e Dannon Lacerda, diretor de programação do CCBB /Fotos: Gabriel Mendes

Daniel Costa e Silva e Bruno Barros /Foto: Gabriel Mendes

Marcelo Fernandes, Elena Korpusenko e Fabio Mourão /Foto: Gabriel Mendes

Depois de muita expectativa dos cariocas, foi inaugurada nessa quinta-feira (11/10), no CCBB, a exposição  “Jean-Michel Basquiat – Obras da Coleção Mugrabi”, com 90 trabalhos do pintor e ilustrador americano que até hoje é uma das principais referências visuais do universo pop. A mostra – a maior dedicada ao trabalho de Jean-Michel Basquiat na América Latina – chega ao Rio depois de passar por São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, com recorde de público. São quadros, desenhos, gravuras e cerâmicas em técnicas consideradas inovadoras para a época. “Basquiat não tinha um pensamento linear e isso pode ser visto em suas obras – muitas delas não têm centro. Tudo acontece nas superfície das telas. Ele pinta e desenha de uma forma que podemos chamar de grosseira justamente para causar essa sensação”, explicou o curador Pieter Tjabbes, holandês radicado no Brasil. Os trabalhos do nova-iorquino, que morreu aos 27 anos de overdose, fazem parte da coleção particular do magnata israelense Jose Mugrabi, que tem mais de 100 peças – nenhum museu no mundo tem mais de 10 itens de Basquiat. Mugrabi também tem uma coleção vasta de Andy Warhol – amigo e influência direta de Basquiat, que juntos produziram centena de quadros na década de 80. 


Enviado por: Redação
12/10/2018 - 15:29

O fotógrafo Fernando Braune lança seu “Livro Objeto – Invisíveis”, no dia 20, no Centro Cultural dos Correios, às 16h. É um livro personalizado, com capa e contracapa diferentes em cada exemplar e feita à mão com material reciclado. 


Enviado por: Redação
12/10/2018 - 14:50

Nathalia Timberg “virou” Iris Apfel no teatro

“Através da Iris”: Nathalia Timberg (com o colar presenteado por Iris) e Vera Fischer /Foto: AG.News

“Através da Iris”: Cacau Hygino, Andréa Veiga, Luciana Braga e Zélia Duncan /Foto: Vera Donato

“Através da Iris”: Maria Maya, Marcos Caruso e Cininha de Paula /Foto: AG.News

“Através da Iris”: Betty Faria e Nathalia Timberg /Foto: AG.News

“Através da Iris”: Tuca Andrada, Carlos Vieira e Alexia Deschamps /Foto: Vera Donato

“Através da Iris”: Bia Rique e Laura Campos – Kiki Perelmuter e Paulo Bandeira de Mello/Fotos: Vera Donato

“Através da Iris”: Sergio Marone e Armando Babaioff /Fotos: Vera Donato

“Através da Iris”: Ana Paula Araújo e Érico Brás /Fotos: AG.News

“Através da Iris”: Silvia Salgado, Cacau Hygino e Leona Cavalli /Foto: Vera Donato

“Através da Iris”: Maria Maya e Cedric Gottesman, diretor da Maison de France /Foto: Vera Donato

Nathalia Timberg estreou a peça “Através da Iris”, nessa quinta-feira (11/10), na Maison de France, no Centro. Véspera de feriado, teatro lotado para assistir à homenagem a Iris Apfel, ícone da moda sem censura, que, aos 97 anos, é referência absoluta. Com texto de Cacau Hygino e direção de Maria Maya, o monólogo é uma espécie de documentário cênico em que a personagem opina sobre variados assuntos, sem papas na língua. “Ela é uma figura conhecida como moderna, à frente do seu tempo. Um fato curioso porque, afinal de contas, não é o que se espera de uma senhora com a sua idade. Temos muitos pontos em comum”, diz Timberg, que, igualmente à retratada, usa um figurino alegórico e calorento – sorte que o ar-condicionado do teatro estava a toda.

Para aprovação de Iris, que vive em Nova York, Cacau fez dois meses de pesquisa sobre a vida da excêntrica designer de interiores até conhecê-la pessoalmente. “Descobri uma mulher de vida colorida; ela costuma falar que as cores ressuscitam os mortos -, com uma larga experiência movida pela vivacidade, bom humor e coragem. Ela serve de exemplo para todos que desistiram da vida. A peça dá início às comemorações pelos 90 anos de Nathalia, que se completam em 2019. Destaca-se também o cenário de Ronald Teixeira: uma caixa vazada por janelões, onde o público vê o interior exuberante e barroco da casa de Íris – muita cor por todos os lados. Foi, claro, aplaudida de pé por longos minutos, e os convidados saíram mais leves do teatro. A propósito, Timberg usava um colar enviado de presente por Iris – uma coruja repleta de pedrarias, bem no estilo “mais é mais”. Na próxima semana, Cacau embarca para Nova York para mais um encontro com Iris e pretende contar tudo sobre a repercussão da peça.


Enviado por: Redação
12/10/2018 - 13:30

A reinauguração do busto de Eliseu Visconti no Municipal

Fernando Bicudo, presidente do Theatro Municipal, e Tobias Visconti, neto de Eliseu Visconti, ao lado da estátua do artista /Foto: Cristina Granato

Letícia Visconti Hirth, bisneta de Eliseu Visconti, e Luis Prados, cônsul da Espanha no Rio /Foto: Cristina Granato

Ralph Camargo e Ana Luiza Camargo – Ricardo Stambowsky e Sueli Stambowsky /Fotos: Cristina Granato

Ana Botafogo e Tobias Visconti – Ana Maria Sampaio e Isabel Schmidt /Fotos: Cristina Granato

Fernando Bicudo, Tobias Visconti e Ricardo Cravo Albin /Foto: Cristina Granato

O pano de boca pintado por Eliseu Visconti /Foto: Cristina Granato

Quase 40 anos depois de ser retirada do Theatro Municipal carioca e levada para o Museu dos Teatros, em Botafogo, a escultura que representa o pintor Eliseu Visconti (1866-1944) volta à antiga casa, nessa quinta-feira (11/10), e, com ele, a estreia no balé “Primavera da dança”. O busto de Eliseu vai fazer companhia ao compositor Carlos Gomes, ao ex-prefeito Francisco Pereira Passos, ao ator João Caetano e ao dramaturgo Arthur Azevedo. No entanto, diferente dos “colegas”, a estátua foi instalada sozinha, na entrada do Balcão Nobre, onde também estão outras obras suas, como as pinturas dos painéis central e laterais e do teto (intitulado “A música”), considerado uma obra-prima da arte decorativa no Brasil.

Na sala de espetáculos, cujo teto também é assinado por Visconti, outro trabalho do artista ítalo-brasileiro: o pano de boca de 12 x 16 metros, pintado entre 1906 e 1907, em Paris. Tobias Visconti, neto do pintor e criador do instituto que leva o nome do avô, ficou muito emocionado com a “revelação” da estátua. Muitos convidados do evento, acostumados a apreciar mais os espetáculos no palco do que reparar nas artes do próprio prédio histórico, mudaram, por algumas horas, suas perspectivas.


Enviado por: Redação
12/10/2018 - 12:20

Bial e Matogrosso: papo animado sobre moda e música

“DMX”: Pedro Bial, Marco Mazzola, Ney Matogrosso e Claudia Romano /Foto: Divulgação

“DMX”: Claudia Romano (segurando o celular), Marco Mazzola, Thiaguinho e o jornalista Paulo Pimenta com os alunos da Estácio /Foto: Divulgação

Ney Matogrosso foi o convidado especial da DMX (Digital Music Experience), que reuniu artistas para falar sobre os rumos da música digital, nessa quinta-feira (11/10), na Estácio, na Barra. O cantor foi entrevistado pelo jornalista Pedro Bial para uma grande plateia. O tema foi “A moda de Ney Matogrosso: identidade e ruptura de padrões” e, por exemplo, quando perguntado sobre a inspiração para as produções na época do Secos & Molhados, com aqueles rostos brancos, Ney contou que veio do kabuki, forma de dramaturgia japonesa com maquiagens elaboradíssimas. “Eu morava em São Paulo e passeava muito pelo bairro da Liberdade e sempre via as imagens de kabuki e, na época diziam que artista não tinha vida particular, então inventei um personagem”, disse. Antes de Ney, Maria Rita e Zeca Baleiro participaram, sempre apresentado pelo anfitrião, o produtor musical Marco Mazzola, que também fez uma homenagem a Claudia Romano, vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Estácio, pelo apoio e atenção à Cultura. No fim, teve até uma performance voz e violão de Thiaguinho.


Enviado por: Redação
12/10/2018 - 11:00

Teatro, por Claudia Chaves: “Kid Morengueira – olha o breque!”

Existe uma figura arquetípica, cantada em prosa e verso e imortalizada no desenho da Disney, o Zé Carioca. O malandro carioca é bem-humorado, irônico, rápido, dono do pedaço. Ensaboado, não se prende a nada nem a alguém. A roupa é mais do que o traje. É a expressão de uma elegância anacrônica e que nos remete ao melhor de uma cidade de sonhos. Pois é, tudo isso está em “Kid Morengueira – Olha o breque”, monólogo musical idealizado e protagonizado pelo talentosérrimo Édio Nunes, que homenageia Moreira da Silva, em cartaz no Teatro Cesgranrio. Com texto de Ana Velloso e Andreia Fernandes, direção de Sérgio Módena, o monólogo traz de volta, dentro da tradição de trabalho de Ana e Andreia, mais uma figura emblemática da música popular brasileira. Mais uma vez, o espetáculo não se resume a fatos biográficos. 

Crônicas e textos de diversas épocas da cidade compõem o roteiro, que se desenvolve também na direção entre o significado das músicas e a exaltação de uma época de ouro. “Levei o Moreira da Silva à cena, pela primeira vez, em 2004”, diz Édio sobre o musical “Geraldo Pereira – Um escurinho brasileiro”, de Ricardo Hofstetter, com direção de Daniel Herz e protagonizado por Jorge Maya. Geraldo  foi um dos grandes parceiros e amigos de Moreira e Édio se destacava no número musical “Na Subida do Morro” – com letra atribuída a Moreira e Ribeiro Cunha – mas, na verdade, comprada do amigo de boemia e compositor Geraldo. “Na coxia, o comentário entre os colegas era geral: ‘Você tem que fazer o Moreira em um musical sobre ele, Édio!’. Foi aí que a ideia ganhou mais força”, lembra Édio.

E, de malandragem em malandragem, Édio Nunes vira um gigante no palco. Dança samba de gafieira, miudinho, com um molejo e um traquejo e domínio de corpo como poucas vezes já se viu em nossos palcos. São 75 minutos do mais puro encantamento, no tempo em que as favelas eram palco de disputas de samba, portanto, de talento. Algo que está em falta agora, mas ainda tem de sobra.

Serviço:
Teatro Cesgranrio (Rua Santa Alexandrina, 1.011 – Rio Comprido).
Sexta a Domingo, sempre às 20hs.

Fotos de Débora Garcia


Enviado por: Redação

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