05/08/2018 - 20:00

Lucinha Araújo 82: “Meus girassóis são do Van Gogh”

Lucinha Araújo, presidente da Sociedade Viva Cazuza, com sua grana, amizade e prestígio, pode dar festas como e onde bem quiser, mas ela escolheu o play do seu prédio, em Ipanema. Sim, não é um play qualquer, ainda mais depois de transformado pela decoradora Manu Müller: toldo transparente para sustentar o teto em eras e girassóis virando esculturas em formato de abacaxi – mesma estampa escolhida pela anfitriã, que deixava claro: “Meus girassóis são do Van Gogh“, sempre com muito espírito. Nos salões, alguns amigos de João Araújo (de quem é viúva), como Nelson Jobim, Miro Teixeira e Paulo Cesar Ferreira.

O elenco de Lucinha é vibrante, mais do que sabido, principalmente pelos artistas maravilhosos se sobrepondo. O almoço, com show de Teresa Cristina e Carlinhos Sete Cordas (muito samba de raiz), teve, na sequência, roda de samba – acabou altas horas, com muitos convidados esperando que Caetano desse uma canja, como já aconteceu antes, já que, nos 80 anos dela, ele fez show, sem cachê e com amor. Muitos prolongaram o almoço na intenção de ouvi-lo um pouquinho e bem de perto.

Bem-querer no salão, presenças notadas, perfis variados, Carlúcia na cozinha – quer mais o que?


Enviado por: Lu Lacerda
05/08/2018 - 15:00

Bel Barcellos: a artista que pinta e borda

Arte bordada sobre lona: é esse o trabalho de Bel Barcellos, com 10 anos só dedicados ao tema. Através de linha e agulha, a artista cria um inventário onde pessoas reais, com idades, gêneros, raças e classes sociais diferentes, estão conectadas. Segundo Gabriela Davies, curadora da mostra, acaba sendo uma documentação social do afeto. Com esse olhar, está em exposição uma instalação composta por 30 desenhos, retratando 15 casais, na Gaby Indio Arte Contemporânea, em São Conrado. “Penso na vida por meio de fios, entrecruzados/expandidos/conectados, como se traçassem destinos, costurassem histórias, amarrassem elos. Um vai e vem da agulha preenchendo a lona crua com fios finos”, diz Bel Barcellos.


Enviado por: Lu Lacerda
05/08/2018 - 14:14

Festa da 37ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica

Tem-se mesmo é que aplaudir médicos que pensam em discutir técnicas, casos, problemas (não é mais do que obrigação, digamos assim, mas, diante de histórias como o do Dr. Bumbum, virou quase mérito), como na 37ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica, que aconteceu no Hotel Windsor Oceânico, na Barra, com encerramento, neste fim de semana, com festa black tie no Copacabana Palace.

No salão, talentos que poderiam transformar uma criatura, fisicamente falando: o maior especialista em orelha, Juarez Avellar; a maior em preenchimentos com “transferência” de gordura, Natalie Gontijo; o maior em pós-bariátrica, Carlos Roxo; o maior em nariz, Volney Pitombo – neste caso, também o brasileiro radicado nos Estados Unidos Nazim Cerkes, um dos maiores do mundo na mesma especialidade e vice-presidente do International Society for Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) ou Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Quanto às mulheres, médicas ou casadas com médicos, cirurgião conhecido dizia: “Diminuiu a quantidade de dourados, penas e paetês”. Como visto, a estética ali é observada sob ou sobre o figurino.

Quem é que não sabe que muita coisa negativa anda acontecendo no Rio? Mas, quando o assunto é cirurgia plástica, que nos desculpem os outros estados: na cidade carioca estão grandes nomes da especialidade.


Enviado por: Lu Lacerda
05/08/2018 - 12:00

Seis perguntas para Nicole Tamborindeguy (sobre flores)

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“As Rosas não falam” – pode ser que o grande Cartola, com toda a sua licença poética, não esteja de todo certo. Para a paisagista Nicole Tamborindeguy, elas não só falam como também sabem ouvir, e mais: têm poderes curativos. A empresária está comemorando dois anos da My Bloom, marca que fundou alguns anos depois de ter descoberto a paixão por plantas e flores. Largou o jornalismo – ela fazia assessoria de imprensa – e, desde então, é nome certo na agenda de muitos que têm essa prática, de dar e receber flores, e ter um ambiente cercado por natureza. “As flores não representam somente beleza e alegria; elas definitivamente mudam a energia de qualquer ambiente”, diz Nicole.

Tem consumidoras também em família: tanto a mãe, a ex-deputada estadual Alice Tamborindeguy, quanto a tia, Narcisa. Nicole é assídua da Cadeg, o mercadão fervilhante de Benfica, que tem uma variedade infindável de verdes e flores coloridas. “Amo aquele lugar!”, diz ela. No catálogo da empresa, buquês, arranjos tropicais, terrários e sua paixão, orquídeas – em vasos de cerâmica, de vidro, barro ou cachepot de tecido.

1
As flores falam?  

As flores não só falam como também escutam. Além de trazer uma energia maravilhosa que muda totalmente o ambiente, podem até ficar tristes. Me lembro bem da última discussão que tive com meu marido na sala da nossa casa (discussão de briga mesmo), quando algo me chamou muito a atenção. Minhas orquídeas, lindas, geralmente duram uns dois meses. Eu tinha comprado há uma semana e, no dia seguinte, algumas estavam murchas, ou seja, elas também sentem quando, digamos, o ambiente está um pouco carregado.  

2
Acredita no poder das plantas?  

Eu sou suspeita porque, quando fui morar sozinha, aos 26 anos, minha maior preocupação com a casa eram as plantas. Incrível como isso surgiu do nada. Vivi boa parte da minha infância na fazenda da minha família, em Roseira, SP, com muito contato com a natureza, mas só me descobri apaixonada por plantas quando fui morar sozinha. Quando perdi minha avó Alice, minha maior perda até hoje, me lembro de ir comprar toda semana flores, muitas flores para a minha casa. Não sabia explicar ao certo, mas a presença delas me deixava mais leve e tranquila. Foi ali que começou o meu projeto com a My Bloom, minha marca de flores e paisagismo. 

3
Conte um fato interessante que aconteceu nesses cinco anos como paisagista e florista.

Há pouco tempo, um cliente entrou em contato para encomendar flores para uma mulher. Obviamente, ele só olhou a foto do meu WhatsApp depois de fazer a encomenda. Quando eu vi que era o ex-namorado de uma amiga, fiquei super sem graça e brinquei com ele: “Oi, Fulano…”. Tinha certeza que ele sabia que a marca era minha. Ele ficou muito sem graça e me pediu que não falasse nada. Como quem não quis foi ela, pude organizar a encomenda com toda a paz de espírito.  

4
Ser de uma família tradicional ajuda na hora de vender seu produto?   

Muito. Eu vendo, mas, se não for bom, não terá uma segunda vez. Confesso que, muitas vezes, contribuí para o cliente achar que tenho oportunidades de ter boas referências, e isso ajuda na venda. Mas, na hora das compras, isso atrapalha também. Eu peço muitos descontos e choro mesmo os preços.   

5
Qual melhor trabalho que fez até hoje?  

Todo trabalho que eu faço é o melhor, seja pela minha experiência, seja pela da cliente. Trabalhar com a natureza leva algo a mais para as pessoas; não se trata apenas da compra de um objeto. Eu consigo levar sensações para cada um.  

6
Melhor lugar do Rio para comprar flores?   

Sem dúvida, a Cadeg. Amo aquele lugar! Às vezes, as pessoas se surpreendem quando eu falo que nunca almocei por lá. Pra mim é claro: onde estou toda semana, de manhã cedo, fazendo compras, certamente não será um lugar que vou querer ir para me divertir. Com vários fornecedores certos, já existe um carinho mútuo. E, claro, tem também os novos. Novos fornecedores, novas plantas, novas flores, novos acabamentos… Sempre tem algo novo para conhecer! Existe alguém no mundo que não goste de ganhar flores? Eu não conheço…  


Enviado por: Lu Lacerda

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