10/05/2018 - 20:00

Oito perguntas para Felipe Bronze (sobre Michelin, Cabala, tesão…)

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De Bronze, Felipe só tem o sobrenome. Ele é “Oro”, dono de duas estrelas do Guia Michelin – o único carioca nessa condição. Além do seu restaurante Oro, no Leblon, no Brasil somente o Tuju (SP), do chef Ivan Ralston, e o D.O.M., de Alex Atala, acumulam o mesmo número. A premiação, que aconteceu esta semana, é apenas uma parte das muitas funções do cozinheiro. Pode-se dizer que ele caiu no gosto do povo. E consegue uma coisa que todo mundo quer: tempo. Só pode. De que outra maneira teria quatro programas na TV ao mesmo tempo (“Jogada de chef”, “Que Seja Doce”, “Perto do Fogo” e “The Taste Brasil”)? E vai levar o restaurante Pipo para São Paulo (no Museu da Imagem e do Som), no segundo semestre, e abrir outro em Lisboa, Portugal. Sem falar dos dois livros publicados. Tem ainda o jiu-jítsu e o boxe. Que tal?

1
O que te desanima na cidade carioca nos últimos tempos?

Evidentemente, a violência hoje é um problema sério, que precisa ser enfrentado. Segurança para uma cidade com a vocação turística como o Rio é fundamental. Fala-se muito do Crivella. O problema maior do Rio hoje é Governo do Estado; a situação da violência foi resultado de negligência federal. Como carioca, acho que o Crivella pode e deve ser mais ousado e presente, mas não personifico os problemas nele, muito menos a solução será “fulanizar”.

2
Fechar o Pipo do Rio e abrir em São Paulo é, de alguma maneira, dolorido?

Zero dolorido. Fechar faz parte. Eu fico triste pelo Rio estar tão hostil ao empreendedorismo, pelas vagas. Mas escolhi o Rio para lançar um projeto que pode ser disruptivo, o Pipo Digital. Fisicamente, vamos para São Paulo – a mesma energia de fazer, lá e cá. Sem dor.

3
O que significa pra você ganhar duas estrelas do Michelin?

É uma alegria imensa e uma responsabilidade maior ainda. Mas nosso trabalho é no dia a dia. Seguimos trabalhando com o mesmo objetivo de fazer as pessoas felizes. A gastronomia é uma ilha de excelência em meio a tudo que estamos vivendo.

4
O estudo da Cabala te ajudou principalmente em quê?

A Cabala me ajudou a acertar as contas com meu maior inimigo: meu ego. Foi um processo longo e doloroso, mas consegui domesticá-lo. Mas o ego está sempre pronto pra voltar; então acordo todo dia pensando: “Fica aí na sua, Felipe Bronze! Você é só mais um cara que deu sorte!”

5
Alguns chefs falam, em conversas de bastidor, que você vive numa superexposição. O que acha disso?

Eu prefiro acreditar no que eles falam na minha frente: que é incrível como consigo conciliar TV e restaurantes com tanta excelência e vigor. Entre os elogios pela frente e as críticas nas sombras, prefiro acreditar no que escuto, e não do “disse-me-disse”.

6
Cozinhar é um tesão?

Cozinhar é o maior tesão, mas também é precisão, consistência, disciplina… esse equilíbrio é fundamental. Talvez tipo “sexo com amor”.

7
Desejo máximo na profissão

É seguir me divertindo com o que faço. Na real, é não ter “um” desejo máximo, é seguir evoluindo, conquistando, melhorando. E me divertindo.

8
O que diria a outro chef que pedisse dicas pra ir nessa direção?

A gastronomia é o futuro. Como é o presente. E como foi o passado. Gastronomia é cultura, a maneira mais objetiva de se conhecer um povo.


Enviado por: Lu Lacerda
10/05/2018 - 17:50

Escola Parque: “Nós é que temos de adaptar nossa vida à violência?”

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Escola Parque: depois de tiroteios constantes na Rocinha, pais dos alunos foram avisados que andam adiantadas as conversas para a compra da Casa Rosa, também na Gávea, para a mudança de endereço /Foto: Reprodução

Sempre que há troca de tiros na Rocinha, o que é cada vez mais frequente, surgem desencontros de opiniões entre pais e alunos da Escola Parque, sobre a mudança da sede na Marquês de São Vicente para outro endereço. Com o tiroteio dessa quarta-feira (09/05), por exemplo, alguns pais foram chamados para resgatar os filhos, o que traz em si sempre um certo pânico. Diante disso, alguns deles foram informados de que andam adiantadas as conversas com representantes da família Rocha Miranda para a compra da Casa Rosa, também na Marquês de São Vicente. O único problema é o valor. Existem opiniões contra e a favor, mas alguns aprovam o ponto de vista da produtora Mariana Marinho, ex-aluna, atualmente com uma filha matriculada ali: “Nós, cariocas, estamos considerando a violência como uma coisa normal e adaptamos nossa vida a ela? Em vez de o poder público resolver a situação? O que acontece na Gávea não é algo pontual – acontece na cidade inteira. O espaço da escola é maravilhoso; não vai ser fácil achar outro parecido na Zona Sul”, diz ela.


Enviado por: Lu Lacerda
10/05/2018 - 16:20

Stª Casa de Misericórdia: avaliações gratuitas para cirurgia estética

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Santa Casa de Misericórdia no Rio: avaliações gratuitas para quem quer fazer cirurgias plásticas /Foto: Reprodução

O Dia das Mães da Santa Casa de Misericórdia do Rio vai ser comemorado de um jeito diferente: o Serviço de Cirurgia Plástica vai oferecer uma semana de avaliações gratuitas a quem quiser fazer cirurgia estética, de 14 a 18 de maio, para mulheres a partir de 13 anos. Segundo Francesco Mazzarone, chefe do setor, o programa segue o propósito defendido por Ivo Pitanguy, o fundador, para “deselitizar” a cirurgia plástica e torná-la acessível ao maior número de pessoas. “A principal demanda é a Mamoplastia, cirurgia da mama para alterar o volume ou a forma com aplicação de silicone ou retirada de tecido mamário”, diz Mazzarone. Já foram atendidas mais de 82 mil pacientes e fez cerca de 55 mil cirurgias estéticas e reparadoras em quase 60 anos na ativa.


Enviado por: Redação
10/05/2018 - 15:30

André Lara: homenagem para a avó, Dona Ivone

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André Lara: neto de Dona Ivone vai fazer uma homenagem a avó ao lado do Jongo da Serrinha /Foto: Divulgação

A Feira das Yabás, em Oswaldo Cruz, vai fazer uma homenagem dupla neste domingo (13/05): a Dona Ivone Lara, que morreu em 16 de abril, e a Marielle Franco, vereadora assassinada em março, além de comemorar 10 anos de existência do evento e os 130 anos da Abolição da Escravatura no Brasil. O anfitrião e idealizador, Marquinhos de Oswaldo Cruz, vai receber em sua roda de samba o Jongo da Serrinha com participação especial de André Lara, neto de Dona Ivone, que foi a primeira convidada da festa. “É tão bom ver a feira voltar (corria o risco de acabar por falta de verba da Prefeitura no ano passado) e perceber que ela pertence ao Rio. São muito legais, também, as coincidências, que pra nós, povo preto, não tem coincidências, né?. Ela vai voltar no dia do aniversário da Abolição da Escravatura, em seguida à morte de quem veio cantar pela primeira vez”, diz Marquinhos. Além da música, culinária típica do subúrbio carioca e pratos de origem africana em 16 barracas – tem o mocotó e o aipim com carne seca da Tia Surica, da Velha Guarda da Portela; a rabada com batata da Dona Neném, a mais antiga das tias, com 87 anos; e ainda o bobó de camarão de Selma Candeia, filha do sambista Candeia, ou seja, tudo de raiz.


Enviado por: Redação
10/05/2018 - 14:58

O Espaço Arte, Cultura e Psicologia, no Vogue Square, na Barra, recebe Andrea Magalhães Lins, no dia 16 de maio, para o evento “Eclosão do Eu”, seguindo a filosofia da Arte de Ser.


Enviado por: Redação
10/05/2018 - 14:32

No dia 18 de maio, o dermatologista André Braz apresenta um curso prático de preenchimento facial na 11ª edição do Simpósio de Cosmiatria e Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional Rio de Janeiro (SBDRJ). O evento acontece na Santa Casa, no Centro.


Enviado por: Redação
10/05/2018 - 14:10

Padre Fábio de Melo pede desculpas nas redes sociais

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Fábio de Melo: padre pede desculpas pelas redes sociais por declarações consideradas de intolerância religiosa /Foto: Reprodução Instagram

O padre Fábio de Melo pediu desculpas pelas redes sociais nesta quinta-feira (10/05), depois do vídeo em que ele aparece dando declarações que viralizaram nas redes, consideradas por muitos seguidores desrespeitosas para as religiões africanas. “Sempre manifestei publicamente o meu respeito a todas as religiões. O candomblé fez parte da minha origem. Nunca quis ofender ou desmerecer quem quer que seja. Apenas expressei, durante uma celebração cristã, convicções cristãs. Peço perdão aos que se sentiram ofendidos”, escreveu ele. No vídeo, o padre diz: “Com todo o respeito a quem faz a macumba: pode fazer e pode deixar na porta da minha casa que, se estiver fresco, a gente come”. Muitos seguidores o criticaram por intolerância religiosa. “Nosso desejo é esclarecer que tolerância religiosa não significa abrir mão do que cremos ou não cremos, mas conviver harmoniosamente, colaborando na construção de um mundo melhor. O mundo já está dividido demais para que criemos outras divisões a partir de nós”, finalizou no post.


Enviado por: Redação
10/05/2018 - 13:40

Patricia Gouvêa: abertura da mostra “Sobrevida”

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Abertura da mostra “Sobrevida”: na primeira foto Van Van Seiler e Patricia Gouvêa; na segunda, Antonio Bockel e Gabriela Varanda; na terceira, Analu Nabuco, Sônia Távora e Myrian Glatt /Fotos: Divulgação

A artista visual Patricia Gouvêa inaugurou sua primeira individual nessa quarta-feira (09/05), “Sobrevida”, na galeria Mercedes Viegas, na Gávea. Na série, 16 trabalhos que retratam a resistência da natureza, seja em áreas florestais ou urbanas – como as árvores no meio do asfalto ou uma plantinha crescendo dentro de um cano de esgoto -, incluindo dois vídeos gravados em reservas no Amazonas, em Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Fort Lauderdale, na Flórida. “Sobrevida é uma pequena interrogação sobre as possíveis pontes entre arte, ciência e ativismo político e uma reflexão sobre a ‘artificialização’ e ‘coisificação’ da natureza num cenário de destruição ambiental, aquecimento global, escassez de água e desrespeito aos direitos humanos”, explica Patricia. O texto da mostra é assinado por Luiz Alberto Oliveira, curador do Museu do Amanhã e um dos grandes inspiradores da pesquisa que a artista desenvolve há anos sobre paisagem e natureza.


Enviado por: Redação
10/05/2018 - 12:45

Denize Mattos: livro sobre experiência em varejo

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Na primeira foto, o fundador da XP, Maurício Benvenutti, e a autora e diretora comercial da Maria Filó, Denize Mattos; na segunda, o CEO e fundador do Grupo Soma, Roberto Jatahy / Fotos: Bruno Ryfer

Denize Mattos lançou o livro “A Chave da Partida” (Editora Gramma), nessa quarta-feira (09/05), em Ipanema, baseado em seus 25 anos de experiência em gestão no varejo. A autora, muito considerada no mercado, é diretora comercial da Maria Filó. A noite de autógrafos foi na Casa de Pedra, onde viveu o pintor, escultor e joalheiro Caio Mourão e foi locação de diversos filmes durante o Cinema Novo.


Enviado por: Redação
10/05/2018 - 11:50

A 12ª edição do Prêmio APTR

O musical “Suassuna – O auto do Reino do Sol” ganhou os prêmios mais importantes durante o Prêmio APTR, nessa quarta-feira (09/05), no Theatro Net Rio – nas categorias autor, ator coadjuvante, figurino e música. A noite também lembrou os 15 anos da Associação de Produtores de Teatro do Rio quando Eduardo Barata, presidente do órgão, pegou o microfone para o discurso inicial: “Estamos debutando, mas será uma comemoração sem valsa para essa adolescente, que ainda tem muito a persistir, estudar e conquistar. A cultura no país vive em estado de erupção e susto. Somos sonhadores, criativos, mas principalmente gestores em busca de políticas públicas consistentes”.

Em seguida, começou o roteiro de entrega aos ganhadores com apresentadores Renata Sorrah e Jonathan Azevedo. Um dos pontos altos foi a homenagem ao diretor e ator Amir Haddad, de 80 anos, que tem em suas contas aproximadamente de 250 a 300 peças dirigidas. “Ainda bem que vocês fizeram essa homenagem agora, se não ela seria póstuma”, disse ele, que levantou o público para longos aplausos. No fim, Jonathan, o intérprete do traficante Sabiá, na novela “A Força do Querer”, quebrou o protocolo e leu uma poesia sobre as diferenças, do que é ser negro e sobre o preconceito.

Vencedores:

Autor: Bráulio Tavares, por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”.

Direção: José Roberto Jardim, por “Adeus Palhaços Mortos”.

Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes, por “Hamlet”.

Figurino: Kika Lopes e Heloisa Stockler, por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”.

Iluminação: Adriana Ortiz, por “Monólogo Público”; e Paulo César Medeiros, por “O Jornal”.

Música: Alfredo Del Penho, Beto Lemos e Chico César, por “Suassuna”; e João Callado, por “Zeca Pagodinho – Uma História de Amor ao Samba”.

Especial: Veríssimo Júnior, pelo trabalho no Teatro da Laje.

Atriz coadjuvante: Letícia Isnard, por “Agosto”; e Lisa Eiras, por “Hamlet”.

Ator coadjuvante: Claudio Mendes, por “Agosto”; e Fábio Enriquez, por “Suassuna”.

Ator protagonista: Ary Fontoura, por “Num Lago Dourado”.

Atriz protagonista: Guida Vianna, por “Agosto”.

Produção: Morente Forte, por “Um Bonde Chamado Desejo”.


Enviado por: Redação
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