04/04/2018 - 18:34

“Devia estar esperando o Brasil mostrar a sua cara; até hoje, só estamos levando na cara.”

 

De Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, sobre os trechos da música “O Tempo não Para” – “piscina cheia de ratos e o museu de velhas novidades” – e o que o filho pensaria sobre o momento político atual. 


Enviado por: Redação
04/04/2018 - 18:00

Nove perguntas para Lucinha Araújo (sobre Cazuza)

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Cazuza, um dos maiores nomes do rock nacional da década de 80 (de 90, de 2000, 2010, 2020 e, talvez, de todas), faria 60 anos nesta quarta-feira (04/04). O poeta continua atual e exagerado, seguido por gerações. Desde sua morte, em 7 de julho de 1990, Lucinha Araújo, mãe do artista, é que mantém vivo o nome do filho e seu legado. Dor de mãe, sabemos, não passa, mas ela é alegre, espontânea, divertida, falante – também quando está à frente da Sociedade Viva Cazuza, fundada há quase 30 anos, ONG que cuida de crianças e adolescentes soropositivos, sem jamais posar de vítima. “Quanto mais velha eu fico, mais eu falo; virei uma verborrágica”, diz, enquanto lembra a amizade do filho com personagens tão diferentes dele, como o atual ministro Luís Roberto Barroso, com quem estudou em Vassouras, de quem ela fala com admiração.

O “maior poeta da (quela) geração”, segundo Caetano Veloso, na década de 80, vai ganhar inúmeras homenagens pelo Brasil, como um show no Circo Voador, comandado pelos irmãos Wilson Sideral e Rogério Flausino, aprovadíssimo por Lucinha – ela, até, cedeu à dupla poemas inéditos escritos pelo filho, e um deles será apresentado durante o show. Dentre os planos de Lucinha, está a criação do Centro Cultural Cazuza, em Vassouras, a pouco mais de 100 Km do Rio, que deve ser inaugurado dia 11 de maio, com show de Sandra de Sá na praça central da cidade e, no dia seguinte, de Gilberto Gil.

1
As datas comemorativas são difíceis pra você?

Não são. Hoje, por exemplo, o dia em que tive o Cazuza, só penso nas boas, até porque tudo que era ruim já aconteceu comigo. Sou sozinha e Deus. Perdi meu único filho e meu marido, de um casamento de 58 anos; então, tenho que me agarrar às boas lembranças.

2
Você vendo a música popular brasileira hoje, representada por Pablo Vittar, Jojô Todinho, muitos sertanejos, como acha que o Cazuza se posicionaria?

Falo por mim: a gente está numa fase pobre – Roberto Carlos, Gil, Caetano, Renato Russo … não tem mais. O Brasil anda carente da boa música popular brasileira.

3
Agora, com o movimento gay, de que o Cazuza não participou, fez ele mesmo seu movimento, como veria o panorama atual?

Não levantou bandeira sobre isso e dizia “minha bandeira é a música brasileira”. Sempre falava que não queria que nem um cachorro na rua o seguisse; fazia o que queria da sua vida. O exemplo que meu filho deixou, o legado do Cazuza foi a coragem: ele se declarou soropositivo. À época, a AIDS era chamada de “a doença maldita”. Hoje é fácil. Ele me disse que quem escreve “Brasil mostra a tua cara”, não pode esconder a sua naquele momento.

4
Sobre o momento político atual – da “piscina cheia de ratos e o museu de velhas novidades” -, como o Cazuza reagiria?

Devia estar esperando o Brasil mostrar a sua cara; até hoje, só estamos levando na cara.

5
Qual sua opinião da votação do STF sobre prisão em segunda instância?

Por que o Lula é diferente dos outros? Tem que ter tratamento igual pra todo mundo. Tenho um vídeo do Cazuza sobre política, onde ele diz achar que poder é alternância. E olha que ele era petista, mas dizia que tinha muito medo do que eles fariam com o poder. Já o João (Araújo, seu marido por 58 anos) estaria pensando no que daria essa excrecência toda.

6
Você disse, certa vez, que recebe sinais de Cazuza… Como isso acontece?

Não sou espírita, recebo cartas mediúnicas, mas não quero saber. Mas é verdade: sempre recebo sinais, por exemplo, faço uma pergunta de mim pra mim, e a resposta está se, naquela hora que eu ligar o rádio, ele estiver cantando. Se estiver, a resposta é sim. Já aconteceu mais de 10 vezes.

7
O que você mudaria na relação com seu filho?

Não mudaria nada, éramos perecidos. Nossa vida foi intensa, bem inflamada: um ariano e uma leonina. Filho não vem com bula. Os erros que cometi foram por ignorância. Fui muito rígida, por exemplo, botando meu filho pra estudar no colégio Santo Inácio, aquele colégio careta. Que falta de sensibilidade a minha!

8
Ainda existem coisas não descobertas sobre Cazuza?

Tem várias letras inéditas que não foram musicadas – pretendo lançar um disco só de inéditas. Gostaria que tivesse ficado pronto para agora, aniversário dele, mas não ficou. Flausino já gravou, Xande de Pilares gravou, Brown gravou.

9
Acredita que vai encontrar seu filho um dia?

Vou encontrar meu filho, se Deus quiser – ele pode esperar um pouquinho. Fisicamente, sinto muita saudade tanto dele como do pai (João Araújo). Eu ainda tenho muita coisa pra fazer; só mais uns aninhos que eu não quero ficar decrépita. 


Enviado por: Lu Lacerda
04/04/2018 - 16:40

Artistas assinam manifesto contra a venda de quadro de Pollock

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“Nº 16”: quadro de Jackson Pollock à venda pelo MAM é alvo de manifesto de artistas /Foto: Reprodução

Está rolando, nesta quarta-feira (04/04), nas redes sociais, um manifesto assinado por centenas de artistas, críticos, curadores, marchands, museólogos e fotógrafos contra a decisão do Museu de Arte Moderna do Rio (MAM) de pôr à venda a tela “Nº 16”, de Jackson Pollock, por R$ 25 milhões. O valor seria para sustentar o museu e investir em novas aquisições. O manifesto tem base no posicionamento “contra” de organizações, tais como: o Conselho Internacional de Museus/ ICOM, o Instituto Brasileiro de Museus/ IBRAM e o Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais. “Agora, nós da classe artística, estamos unidos contra essa iminente venda porque defendemos a existência de museus para cumprir a sua função: preservar e exibir obras de arte. A venda do Pollock é uma demonstração de que o MAM necessita de um choque de gestão”, diz o manifesto, que já foi assinado por Raul Mourão, Luiz Zerbini, Vik Muniz, Waltercio Caldas, Brenda Valansi, Paulo Sérgio Duarte, dentre outros.

Segundo o texto, eles querem manter o quadro por ser o único Pollock no País e porque o MAM já sofreu perdas com o incêndio de 1978 e ficou por décadas sem receber exposições internacionais. “Agora, 40 anos depois, o museu volta a ser alvo de crítica internacional já que, além da importância artística em si, a obra foi doada por Nelson Rockfeller”. O grupo também pede a convocação de uma administração ativa, com visão estratégica e plano de governança antenada com a contemporaneidade da arte, para que o MAM volte a ser o mais importante museu da cidade.


Enviado por: Redação
04/04/2018 - 15:30

Cazuza em fotos: o tempo não para

Se Cazuza estivesse aqui, com certeza, o Rio faria uma festa inesquecível pelos seus 60 anos, nesta quarta-feira (04/04). Um dos maiores poetas da música brasileira, cantor, compositor e herói de uma geração, viveu intensamente os anos 80, quando o rock explodiu e conquistou todo mundo através de suas letras no grupo Barão Vermelho e, depois, em carreira solo. Alguns momentos em imagens desse símbolo de transgressão, contestação e precursor da visibilidade gay estarão no livro “Circuito Cultural”, da fotógrafa Cristina Granato, que será lançado no fim deste ano, como os flagras da comemoração de aniversário de 29 anos, em 1986, na boate Castel, em Copacabana, ao lado de amigos, como Bebel Gilberto, do ex-namorado Ney Matogrosso, Marina Lima, Sandra de Sá e Lobão – nesses casos, vale a frase “uma imagem vale mais que mil palavras”.

Nascido e criado numa família de ótima hierarquia carioca, Cazuza tinha uma visão crítica sobre a elite econômica. Lançou “Ideologia” (1988), uma espécie de “grito agarrado na garganta”, que se tornou um hino da época “contra tudo que está aí”: a corrupção, os negócios escusos, a enganação política, a passividade da população etc… O compositor de “O Tempo não para”, que falava “te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro/Transformam o país inteiro num puteiro/Pois, assim, se ganha mais dinheiro”, lidaria com a Operação Lava-Jato, com a sua cidade governada por um prefeito evangélico, além da violência, intervenção federal?

Temos boas provas para acreditar que o “rebelde com causa” lutaria contra a caretice no atual contexto do País, subindo em caminhões e discursando contra a corrupção, a violência, e escrevendo sobre todos esses assuntos, como fez na letra de “Milagres”, quando cantava “que tempo mais vagabundo este agora que escolhemos pra gente viver”… E muita gente ainda repete, “atemporalmente”, os versos “mais uma dose, é claro que tô a fim/ a noite nunca tem fim/ porque é que a gente é assim?”, talvez para esquecer, temporariamente, do que vivemos, mas uma coisa é certa: Cazuza faz falta nestes tempos de pouca criatividade, banalidade e rara poesia.


Enviado por: Redação
04/04/2018 - 12:50

Fuzileiros: reforço na orla para depois de julgamento do STF

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Fuzileiros navais vão ganhar reforços na orla carioca para prevenir possíveis confusões depois do julgamento do STF /Foto: Marinha do Brasil

Os fuzileiros navais da Marinha de Guerra do Brasil, que começaram a patrulhar a orla carioca esta semana, vão receber reforços nesta quarta-feira (04/04). Segundo o coronel Carlos Cinelli, chefe de Comunicação do Comando Militar do Leste, a ação ocorre para aumentar a segurança a fim de prevenir possíveis protestos acalorados depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que vai julgar o habeas corpus de Lula. Os camuflados da Marinha começaram a intervenção para suprir os policiais militares do 14º BPM, que passam por treinamento, e devem continuar pelas praias cariocas até a próxima semana.


Enviado por: Redação
04/04/2018 - 11:40

Festival de cinema brasileiro em Paris: sessão de abertura animada

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“Festival de Cinema Brasileiro de Paris”: na primeira foto, o ator francês Vincent Cassel; na segunda, Katia Adler, a fundadora do festival, entre o diretor de cinema Tiago Arakilian e sua mulher, Rita Grassi; na terceira, a atriz Bárbara Paz e o ministro conselheiro da embaixada do Brasil, Pedro Saldanha; na quarta, a visão geral do lobby do cinema /Fotos: Vivan Camnhi

Vincent Cassel tem um laço tão forte com o Brasil, que, até em evento francês, ele fala mais português que os próprios brasileiros. O ator foi um dos convidados da 20ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, cuja abertura aconteceu nessa terça-feira (03/04), no cinema L’Arlequin. Vicente (como gosta de ser chamado), porém, teve um bom motivo para estar por ali: o longa de abertura da noite foi “O Filme da Minha Vida”, dirigido por Selton Mello e estrelado por ele. Aliás, foi a primeira vez que o ator assistiu à produção no telão.

O evento terminou com o documentário “Fevereiros”, de Marcio Debellian, que registrou a vitória da Mangueira com enredo em homenagem à Maria Bethânia; ao fim da exibição, todos aplaudiram. O festival, que vai até o dia 10, levou  30 produções entre documentários, animações, ficção, conferências e shows. “O cinema brasileiro que hoje chega à França é muito atual, com novos diretores, e o público francês espera do Brasil novos filmes, uma produção mais ampla”, diz Kátia Adler, fundadora do festival.


Enviado por: Redação
04/04/2018 - 11:00

Paris, por Paulo Pereira

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Os lindos solos de Paris, que fazem parte da beleza da cidade, são destacados e apresentados de maneira inusitada pelo fotógrafo francês Sebastian Erras, que teve a boa ideia de abrir uma conta no Instagram com as fotos dos pisos mais interessantes da cidade. Parisian Floors. Bravo!

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Uma ótima oportunidade de decorar sua casa com móveis que pertenceram ao Ritz Paris num estilo muito chique à la francesa: acontece este mês um grande leilão de mobiliários, objetos decorativos, cortinas, tapetes, móveis de jardim, tudo no estilo Louis XIV e Louis XVI, que pertenceram ao Hotel Ritz de Paris antes da grande reforma. O leilão acontece na Maison Artcurial, na Avenue Champs Elysées, no Hotel Marcel Dassault. Antes do leilão, todas as peças estarão expostas em uma grande mise-en-scène assinada por Vincent Darré.

Desde que o hotel foi fundado por Cesar Ritz, em 1898, ele é considerado um dos mais chiques do mundo, e uma referência em matéria de receber à la francesa.

De 17 a 21 de abril
Mais informações – Carine Decroi – cdecroi@artcurial.com

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Curiosidade urbana: mudando da água para o vinho, a prefeita de Paris autorizou a criação de um quarteirão de nudismo, naturista, o 19eme. Claro que em um horário preciso, das 8h às 20h, quando você poderá passear pelas ruas do bairro como veio ao mundo, sentindo a brisa em todo o corpo. Aos interessados, um conselho: é melhor esperar que a temperatura esquente um pouco – se é que vocês me entendem! (rs)

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O grande fotógrafo Willy Rizzo ganha uma nova exposição no seu atelier parisiense. Rizzo soube, como poucos, capturar a modernidade de uma época, a evolução da moda através de séries fotográficas, que são verdadeiros ícones fashion. E uma razão a mais para visitar a expo: todos os trabalhos da mostra estarão à venda.

Willy Rizzo, La Mode Pure de 1947 até nossos dias.
12 Rue de Verneuil – 75007 – Paris
A partir de 18/05

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Visite também parisporpaulopereira.com

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Enviado por: Redação

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