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Há quem ache que existam pessoas melhores que as outras, que um nascimento abastado faz uma pessoa superior. Pois é. Aí vem o  destino e nos faz pensar. Mas que força é essa? De onde pode vir tanto talento? Tanta poesia? Uma alma tão, mas tão melhor. Essa é a lição  que Cartola nos ensinou e que o espetáculo “Cartola – O mundo é um moinho” vem reviver.

O espetáculo, idealizado pelo ator e produtor Jô Santana, com dramaturgia de Artur Xexéo, direção e encenação de Roberto Lage, pesquisa de Nilcemar Nogueira, neta de Cartola e secretária de cultura do Rio, tem direção musical de Rildo Hora, com um elenco de 18 atores, encabeçado por Flavio Bauraqui (Cartola) e Virgínia Rosa (Dona Zica), ambos com um desempenho extraordinário, fundo da alma para o fundo da alma

“A montagem ganhou proporções maiores do que apenas uma peça teatral, tornando-se uma grande ação de empoderamento dos artistas negros deste país, além de revelar novos talentos/atores e atrizes negros”, declara Jô Santana, idealizador e produtor do projeto.

Um enredo dentro de um enredo, pois a peça conta o desenvolvimento de um desfile de escola de samba com a trajetória de Cartola. E o que se mostra é uma evolução e uma harmonias sincronizadas além do bumbo da bateria: uma vida de poesia, simplicidade que, desde o abre-alas até o fechamento, nos dá a certeza de que o talento nos faz sentir melhor.

Serviço:
Teatro Carlos Gomes
Quintas, sextas e sábados às 19h
Domingos às 17h

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No alto, Flávio Bauraqui e interpreta Cartola, na peça; nesta foto, o ator durante o espetáculo que tem o cenário nas cores da Mangueira / Fotos: Vânia Toledo e Aline Aquino

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Enviado por: Redação

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