21/11/2017 - 17:00

Otto vai cuidar da filha do seu percussionista, morto esta semana

Otto e Marcos Axé: cantor posta foto ao lado do percussionista e faz homenagem /Foto: Reprodução Instagram

Otto e Marcos Axé: cantor posta foto ao lado do percussionista e faz homenagem /Foto: Reprodução Instagram

O cantor Otto acaba de publicar uma homenagem em suas redes sociais, na tarde desta terça-feira (21/11), ao percussionista Marcos Axé, que morreu aos 39 anos no último domingo (19/11), depois de sofrer uma parada cardíaca, momentos antes de o cantor se apresentar no Mimo Festival, em Olinda. Otto também prometeu cuidar da filha de Marcos, a pequena Olivia, de quem é padrinho. “Um pedaço da minha alegria se foi. Um companheiro, um compadre, uma luz que há 20 anos pousou em minha vida. Fizemos uma amizade verdadeira, um amor e uma confiança, uma troca. Convivi, aprendi e mergulhei na maior pessoa que conheci… O mais vivo e alegre companheiro. Um anjo. Marco Axé, te amo e te amarei. Minha afilhada Olivia será amada, cuidada e protegida. Vai meu negão”.

Marcos Antônio Alves da Silva, autointitulado Negrito Guapo, começou a carreira na banda Lamento Negro, nos anos 1990, no bairro de Peixinhos, em Olinda – vizinho de Chico Science. Em nota divulgada na página da Prefeitura de Olinda (PMO) no Facebook, o prefeito Professor Lupércio decretou luto oficial de três dias.


Enviado por: Redação
10/11/2017 - 17:30

Diretora do MIMO destaca atrações do festival

Lu Araújo: diretora geral e artística do festival MIMO comenta sobre atrações e crise cultural /Foto: Divulgação

Lu Araújo: diretora geral e artística do festival MIMO comenta sobre atrações e crise cultural /Foto: Divulgação

Começa nesta sexta-feira (10/11), a 14ª edição do “MIMO Festival”, no Rio. O maior evento de música gratuito no país vai além dos shows e concertos instrumentais – também leva ao público mostra de cinema e uma programação educacional, com workshops de grandes músicos e fóruns de ideias. Em 14 anos, Lu Araújo, diretora geral e artística, produziu 350 shows e levou 200 exibições de filmes para mais de um milhão de pessoas em cidades históricas do país, como Olinda, Paraty, Tiradentes e Ouro Preto. Mesmo em tempos de crise cultural, Lu tenta lutar contra a maré. “A minha força se redobra diante deste desafio, mas acho importante considerar que o MIMO sempre andou na contramão da crise. Nunca foi fácil realizar um festival deste porte e com uma programação internacional tão intensa e de graça. Acredito que, em momentos economicamente difíceis, a cultura torna-se ainda mais necessária ao bem-estar das pessoas”, diz ela.

É a terceira vez no Rio, ocupando locais como a Igreja da Candelária, Outeiro da Glória, Marina da Glória, Cine Odeon e Museu da República. Entre as atrações, Criolo, Otto, o encontro dos rappers Emicida e Rael com a portuguesa Capicua no projeto “Língua franca”, o cantor e compositor baiano Russo Passapusso, o pianista Benjamim Taubkin, o cineasta e músico Emir Kusturica & The No Smocking Orchestra, da Sérvia; Mali Vieux Farka Touré, que foi considerado pelo jornal inglês “The Guardian” ‘o novo herói da guitarra africana’, entre tantos.

E como consegue fazer uma seleção tão incomum e chamar o publico? “Não cair no lugar comum é uma escolha. Não temos interesse algum em ser apenas mais um festival de música. O que de fato interessa é promover o contato do público com sons reveladores de outras culturas, a que dificilmente o público tem acesso no Brasil. No entanto, a maioria das atrações está bombando nos palcos e festivais do mundo”. O MIMO segue para Olinda entre 17 a 19 de novembro.


Enviado por: Redação