30/05/2018 - 20:00

Cláudia Abreu e Bia Lessa: ensaio aberto num mar de roupas

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“Pi”: na primeira foto, Cláudia Abreu e Bia Lessa num mar de roupas; na segunda, Luiz Henrique Nogueira, Cláudia Abreu, Bia Lessa e Leandra Leal /Fotos: AG.News

Cláudia Abreu, Bia Lessa, Leandra Leal e Luiz Henrique Nogueira ficaram cercados por um mar de roupas nesta quarta-feira (30/05), no palco do Teatro Novo, em São Paulo. Era um ensaio aberto da peça “Pi — Panorâmica insana”, de Bia, que estreia nesta sexta-feira (01/06), com textos de Kafta, Paul Auster, Jô Bilac, Júlia Spadaccini e André Sant’Anna. Quanto às peças jogadas, ela explicou: “Compramos 11 mil roupas de alguns orfanatos, mas no fim da temporada vamos devolvê-las para revenda”. O teatro é novinho, como o próprio nome, na Vila Mariana, e, mais uma vez – assim como o recente sucesso “Grande Sertão: Veredas” – Bia monta um espetáculo num palco não convencional como se fosse num canteiro de obras de um lugar ainda em construção. “Hoje entramos nos teatros lindos, mas sem alma. Gosto de ver a transformação com camadas de vida. Não sei fazer o clássico”, disse. A trama é mais atual do que nunca e fala sobre intolerância, desigualdade e da superpopulação de num planeta castigado. “A Justiça não é justa, a educação não educa, os remédios não são feitos para cura. É uma peça que fala de um mundo que precisa ser transformado”, finalizou. Rodrigo Pandolfo, que também faz parte do elenco, não pode estar no bate-papo.


Enviado por: Redação
15/03/2018 - 18:50

“Grande Sertão: veredas”: ensaio aberto para Marielle

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“Grande Sertão: veredas”: na primeira foto, Bia Lessa ao lado de Luisa Arraes, Caio Blat, Cláudia Abreu e parte da equipe e elenco da peça; na segunda, os corpos sem cabeças dos jagunços /Fotos: Reprodução Instagram

Entre as centenas de manifestações pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, a equipe e elenco – Caio Blat, Cláudia Abreu e Luisa Arraes – da peça “Grande Sertão: veredas”, baseado no livro de Guimarães Rosa sob a direção de Bia Lessa, fizeram um ensaio em praça pública, nesta quinta-feira (15/04), na parte externa do CCBB, no Centro do Rio. O exército de jagunços sem cabeça que compõe a instalação (60 bonecos de feltro em tamanho humano) foi levado para a rua e ficará exposto em vigília. “Os atores farão sua rotina de ensaio em praça pública. Além disso, nomes de assassinados por causas políticas, como indica ser o caso de Marielle, e de vítimas de ações policiais da cidade do Rio serão fixados nas cadeiras do teatro no espetáculo de hoje (15/03)”, diz o comunicado.

Entre os nomes, Paulo Sérgio Almeida Nascimento, líder comunitário do Pará, morto em 13 de março; Márcio Oliveira Matos, líder do MST na Bahia, assassinado em 26 de janeiro; Leandro Altenir Ribeiro Ribas, líder comunitário no RS, morto em 19 de janeiro; Jefferson Marcelo, líder comunitário no Rio, assassinado em 4 de janeiro; Luís César Santiago da Silva (“cabeça do povo”), líder sindical no Ceará, morto em 15 de abril do ano passado; entre tantos.


Enviado por: Redação