10/11/2017 - 14:30

Cacá Diegues lança “Todo Domingo” no Rio

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Lançamento do livro "Todo Domingo": Cacá Diegues e o jornalista Merval Pereira; o artista plástico Carlos Vergada e Isabel Diegues; Cacá entre Rodrigo Fonseca e Betty Faria; Diegues e Nélida Piñon; Cacá e Djavan /Fotos: Daniel Marques

Na primeira foto, Cacá Diegues e Merval Pereira; na segunda, Carlos Vergara e Isabel Diegues; na terceira, Cacá entre Rodrigo Fonseca e Betty Faria; na quarta, Diegues e Nélida Piñon; na quinta, Cacá e Djavan /Fotos: Daniel Marques

Cacá Diegues lançou “Todo Domingo”, da Editora Cobogó nessa quinta-feira (09/11), na livraria da Travessa, em Ipanema. O cineasta recebeu fãs e muitos amigos, como o jornalista Merval Pereira, o artista plástico Carlos Vergara, Betty Faria – estrela do filme “Bye, Bye Brasil” (1979), sucesso de Diegues -, e o cantor Djavan. A publicação é uma coletânea de artigos de Cacá publicado aos domingos no jornal O Globo entre 2010 e 2017 e organizado por Rodrigo Fonseca. “Domingo é o dia em que lemos tudo sem opinião formada, confrontando com a novela dos dias de semana nosso palpite sobre o sentido da vida. Como se de nós não se esperasse lá muita coisa, como se não merecêssemos mesmo a fé de ninguém. Todo domingo a gente pensa sobre o resto da vida”, diz trecho do artigo que deu o título.

Embora o autor seja um dos mais importantes cineastas do país – fundou o Cinema Novo ao lado de Glauber Rocha – não é uma leitura sobre o tema, mas “um livro sobre o Brasil”, diz Fonseca. As reflexões de Diegues são cotidianas, a partir de notícias, leituras e filmes, ou ainda de um pênalti perdido, de eleições, ou de qualquer outra coisa sobre a identidade do povo brasileiro numa espécie de bate papo com o leitor.

“Os textos que compõe este livro prolongam não somente o desejo de pensar o Brasil, mas também refletem a preocupação em imaginá-lo e reinventá-lo.(…) Este livro é, sobretudo, um projeto de resistência contra o empobrecimento do debate, da língua, do ofício de escrever. E gera o mesmo encantamento que permeia a obra cinematográfica de Carlos Diegues”, escreveu o cineasta Walter Salles.


Enviado por: Redação
09/11/2017 - 14:20

É intensa a programação da Feira das Periferias no Vidigal

Flup: o rapper americano Saul Williams é uma das atrações do festival /Foto: Reprodução

Flup: o rapper americano Saul Williams é uma das atrações da feira neste fim de semana /Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (10/11), começa a 6ª edição da “Festa Literária das Periferias”, a Flup 2017, no galpão da ONG Horizonte, no Morro do Vidigal. O evento vai homenagear o dramaturgo, ativista e ator Oduvaldo Vianna Filho, incluindo a tradicional revoada de balões contendo os papeizinhos escritos com frases do homenageado pelos céus da cidade. A lista de atrações e atividades é longa até o dia 15. Na abertura, performances de atores do Nós do Morro inspiradas na biografia de Vianinha, também tema da conferência guiada pelo cineasta Cacá Diegues, que trabalhou com Odulvaldo em “Cinco Vezes Favela”. A Flup vai receber 40 escritores nacionais e estrangeiros para discutir, em dez mesas, temas relacionados ao racismo, redes sociais, questões de gênero e descobertas científicas.

Entre os convidados, estão a militante feminista e antirracista francesa Françoise Vergès, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro, os rappers GOG e Saul Williams, além do sociólogo Paolo Gerbaudo, referência em estudos sobre populismo e redes sociais, o pensador da “queer culture” Sam Bourcier, o cineasta francês Laurent Cantet e outros. Além das mesas e debates, a Flup ainda apresenta ações artísticas com Vik Muniz e o francês J.R. (o amigo de Madonna que a levou ao Morro da Providência para ver a escultura da Lua), além da pré-estreia do filme “SLAM — Voz de Levante”, dirigido por Tatiana Lohman e Roberta Estrela d’Alva, que conquistou o prêmio de melhor documentário na última edição do Festival do Rio. Ainda como atrações Renato Aragão, o Didi, que falará sobre a sua biografia, escrita pelo jornalista Rodrigo Fonseca


Enviado por: Redação