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No alto, Julia Graça Couto Gomes Ferreira, descendente do pintor Nicolas-Antoine Taunay; acima, o porteiro do edifício Grandjean de Montigny, José Inácio da Silva / Fotos: André Penteado

A exposição que o fotógrafo paulista André Penteado abre, nesta sexta (14/07), no Museu Nacional de Belas Artes, avisa, no título, que é uma “releitura original” da Missão Artística Francesa no Brasil, que chegou em nosso país em 1816. E criatividade é que não faltou a André para planejar a mostra de 33 fotografias. Ele não só clicou a herança palpável que esses artistas deixaram – como o prédio da Casa França-Brasil, desenhado pelo arquiteto Grandjean de Montigny – como o que tomou lugar de outras construções: a foto do estacionamento na Avenida Passos, na Saara, é para marcar o lugar onde antes existiu a Academia Imperial de Belas Artes.

“Fiz uma espécie de arqueologia para conectar essas imagens: quis mostrar que de um fato histórico, mais de 200 anos depois, ficam fragmentos e a maioria das pessoas não tem consciência da origem”, comenta. É o caso, por exemplo, do edifício na Lagoa chamado de Grandjean de Montigny – o porteiro não tem a menor noção de quem foi o francês. André também fotografou 25 descendentes do pintor Nicolas-Antoine Taunay, que veio na Missão Francesa com Debret. Entre eles, o presidente do Jockey Club, Luiz Alfredo Taunay, e a estudante Julia Graça Couto Gomes Ferreira.

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Enviado por: Marcia Bahia

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