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Rita Fernandes, presidente do Sebastiana, associação dos Blocos do Rio, comenta, sobre o carnaval, a falta de apoio da Prefeitura, providências arbitrárias, ausência do prefeito e o que pode ser feito para melhorar. Rita é, cada vez mais, um personagem forte do carnaval carioca: a recém- criada Casa Bloco, que funcionou durante todo o carnaval na Casa França-Brasil, também foi projeto dela, fazendo intercâmbio entre carnavais do Rio, de Pernambuco, da Bahia e de Brasília, além de shows, bailes, oficinas, exposições etc. Leia seu pequeno balanço do carnaval

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Falemos sobre o carnaval

A Prefeitura não entendeu que um carnaval com essa dimensão não pode funcionar sem apoio, precisa ser compartilhado, não podemos fazer um carnaval sozinhos. A Prefeitura anterior (Eduardo Paes) avançou e mudou o carnaval de patamar; a atual toma providências arbitrárias; um órgão público não pode agir assim. Estamos tomando porrada de todo lado, e nossa generosidade tem limite – começamos a apanhar demais. A Prefeitura do Marcelo Crivella não está ajudando; nessa gestão, nada veio para somar.

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Providências arbitrárias? Poderia citar algum caso específico?

Por exemplo, a mudança do Simpatia É Quase Amor, da Praça General Osório para a primeira quadra da Teixeira de Mello, ficamos apreensivos, embolou e deu tudo errado. Podiam ter nos chamado pra conversar. Não pode ter a decisão de um órgão público sem falar com os blocos.

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O que poderia ser feito para melhorar?

Temos de trabalhar em conjunto: a Sebastiana e a Prefeitura. Que não gostamos um do outro, nem eles da gente nem a gente deles, todo mundo sabe. É preciso encontrar o lugar do diálogo, um jeito de trabalhar juntos. As decisões e os decretos dessa Prefeitura mostram que existe um direcionamento político e religioso.

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Muitos moradores dos bairros da Zona Sul reclamam muito do xixi, da sujeira e barulho dos foliões que frequentam os blocos (sem falar na violência), passando do limite. Qual a resposta da Sebastiana para esses moradores?

Xixi e sujeira demonstram a total ausência do poder público. Infelizmente não houve banheiro e organização suficiente por parte da Prefeitura. Mas com um prefeito que sai da cidade no carnaval, que é o maior evento de todos, não podemos esperar mais nada. Abandono total, percebido mais do que tudo na violência que invadiu as ruas.

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Marcelo Alves, da Riotur, chegou a dizer que eles estavam tranquilos. E vocês, estão tranquilos?

Sobre estarmos tranquilos, estamos em relação à nossa capacidade de fazer carnaval. Os blocos fazem independente da Prefeitura porque o carnaval em si mesmo é um evento de paz. Isso não quer dizer que não precisamos da Prefeitura para nos apoiar. Precisamos e muito. Mas não vamos deixar de fazer se eles não vierem conosco.

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Enviado por: Lu Lacerda

1 comentário para "Cinco perguntas para Rita Fernandes (presidente da Sebastiana)"

  1. 14/02/2018 - 17:52 Enviado por: Carlos Filho

    Muita bebida (as cervejarias pagam a esses presidentes de blocos), sujeira, desordem e falta de educação típica do brasileiro (a rua é pública, né…), fazem desses blocos um inferno para os moradores que pagam alto IPTU para serem estorvados com esses arruaceiros.Já tem o curral do samba (jamelão quem disse!), pois que façam o curral dos blocos em local que não incomodem as pessoas civilizadas.