BLOG - PÉ NA JACA | coluna da gourmet Karen Couto

21/09/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: Binka Le Breton hoje no Clube Germania

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Bianka Le Breton: inglesa, apaixonada pelo Brasil, faz encontro, nesta quinta-feira (21/09), na Gávea / Foto: Reprodução do Site Iracambi Atlantic Rainforest

Inglesa com jingado brasileiro, apaixonada pelo Brasil (e por caipirinha), pela Amazônia e pelos direitos humanos. Missão: Salvar as Florestas Atlânticas mineiras. Sorte do Estado de Minas, e nossa, de ter a oportunidade de estar com ela nesse encontro único no Rio de Janeiro!

Binka é ativista, ambientalista, diretora do centro de pesquisa Iracambi e autora do premiado livro “The Greatest Gift”, onde conta a história da freira americana Doroty Stang, assassinada na Amazônia, em 2005, que, em breve, vai para a telona.

Pedi a ela uma “palhinha” da palestra em que ela falou sobre alguns temas que podem nos interessar:

Biodiversidade

“A maior relevância da biodiversidade nada menos é que a continuidade da vida neste planeta, levando-se em conta que a biodiversidade é a base de toda vida e tudo sustenta. Sem diversidade, estaríamos à mercê de uma base genética reduzida, que poderia ser facilmente atingida por uma doença ou praga, que seguramente nos deixaria sem segurança alimentar. Sem biodiversidade, as florestas podem morrer, afetando drasticamente nosso clima, que já está no limite.”

Qual o Plano para a restauração florestal? E a agrofloresta?

O plano para a restauração florestal é escolher áreas prioritárias (ponto de vista de recursos naturais: água, solos, habitat para espécies ameaçadas e potencial produtivo). Precisamos de sistemas diferentes de acordo com o uso da floresta – áreas para habitat que vão ser menos impactadas podem ser reflorestadas com árvores nativas, enquanto, em outras áreas, pode-se instalar um sistema de agrofloresta de acordo com as necessidades de seres humanos, como cultivos de alimentos, fontes de renda e, até, algum pasto consorciado com árvores.

Me fala do seu livro e da Floresta Amazônica?

A mensagem mais relevante é que a morte da floresta é a morte de todos nós – visto que as florestas nos providenciam água pura, ar puro, comida, remédios, madeira e lenha, flores, frutas e fibras. A floresta também tem o papel importante de regular nosso clima, principalmente a Floresta Amazônica, que age como uma bomba hidráulica, armazenando o vapor da transpiração das árvores em forma do “rio voador” que passa por cima da floresta, atinge a cordilheira de los Andes, e traz a chuva pro Centro-Oeste e Sudeste do Brasil – justamente as áreas mais importantes para a agricultura brasileira.

Se a floresta do rio voador for cortada, corremos um grande risco – o que já aconteceu no ano 2004, trazendo enorme prejuízo e estiagens prolongadas ao Sudeste do Brasil.

A publicação do livro faz parte da divulgação, igual a documentários, vídeos e palestras. Mostra que nós, cidadãos, somos os mais capazes de fazer a diferença se unirmos forças e enfrentarmos desafios que parecem ser maiores que nós, mas que, de fato, não são. O fato é que um povo que não gosta dos políticos pode eleger outros, o consumidor que não gosta da postura ética de uma empresa pode boicotar seus produtos, podemos fazer abaixo-assinados, nos manifestar, e podemos, sim, transformar aos poucos o mundo.

A Doroty não tinha dinheiro, não tinha poder político, mas conseguiu inspirar pessoas e colegas que conhecia, assim como também chegará a inspirar tantas outras pessoas que venham a ler o livro.

DROPS INFORMATIVOS:
Salvando Florestas, Mudando Vida nas Montanhas de Minas
Quando: quinta-feira, 21 de setembro
Horário: 7:00 – 9:00 PM
Endereço: Sociedade Germania, Rua Antenor Rangel, nº 210 – Gávea
ESTACIONAMENTO GRATUITO
Investimento: apenas 20 Reais

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Enviado por: Redação
07/09/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: ‘Tapeio’ japonês, você não gosta?

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No sentido horário: usuzukuri, que são fatias finas de atum com molho ponzu; sushi lagostins; lula grelhada com molho teryaki; dupla de Gunkan, salmão e gema de corna / Fotos: reprodução do “Site Sou Leblon”

A Rua Humberto de Campos, no Leblon, tá virando a nova Dias Ferreira. Até que enfim, poderemos variar de locação, e, se o nosso querido novelista Manoel Carlos explorar a promissora rua em sua próxima novela global, aí mesmo é que ela vai bombar.

O primeiro boteco japonês, seguramente, surgiu no Japão, há milênios – literalmente. Tempos depois, inspirados por essa rica cultura, o gênio Ferran Adrià e o também chef de cozinha Albert Raurich abriram o Dospalillos, em Barcelona (sou absolutamente louca por esse restaurante). Depois, tantos mais foram surgindo no mundo inteiro – nós agradecemos.

O nome Pabu Izakaya não é por acaso. Izakaya é, como os orientais daquele lado do mundo chamam, os “gastopubs” (pabu). Por curiosidade, Izakaya significa “ficar no saquê shop”. À época, a bebida majoritariamente consumida era o saquê – filtrados, não filtrados, doces, secos, dentre outros. Entretanto, com o sucesso atual dos whiskies japoneses, eu faria uma degustação. Juro que a ressaca, quando há, é minima.

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A iniciativa é dos chefs Erik Nako e Cristiano Lanna, além de Eduardo Preciado do Minimok (um dos meus preferidos do Rio quando o Ohata ainda estava por lá – preciso voltar para conferir) e o chef Luiz Santos. O cardápio do Izakaya surpreende por não ter se deixado contaminar pela ocidentalização equivocada de alguns estabelecimentos, que se autodenominam restaurantes japoneses. Peixes menos triviais – buri, serra, piraúna, por exemplo – são cuidadosamente preparados, além dos clássicos atum e salmão. O porco à milanesa poderia teletransportar você a qualquer restaurante especializado em Tonkatsu, no Japão. A barriga de porco, também sugiro não deixar passar. Se você, como eu, é da turma dos sashimis, são 15 cortes de 5 variedades. Dupla de gunkan de atum com gema de codorna e sal de matcha, temaki de enguia, Usuzukuris (robalo e buri) – sou fã, gyozas, Ramen (massa fresca feita na casa), etc, etc, etc!

A carta de saquês é incapaz de deixar alguém com sede (apesar de eu ficar sedenta só de pensar). Whiskies, cervejas artesanais e drinks – confesso que não são meus prediletos, mas destaco o Osaka negroni com Shochu (destilado japonês), shoyu, além dos demais ingredientes.

O arquiteto Ricardo Guimarães acertou em cheio, ambiente agradabilíssimo com um balcão em forma de “U” que possibilita a experiência de acompanhar o belo preparo de pertinho. Outro detalhe observado: o cuidado na escolha da cerâmica onde são servidos os pratos é admirável.

E o final feliz? Tradição com sotaque nipônico: mousse de chocolate com gengibre e Shochu, pudim de Matchá, crumble e morangos! Em português bem claro, “Afe Maria”!

DROPS INFORMATIVOS
Pabu Izakaya

Rua Humberto de Campos, n. 827, Leblon, Rio de Janeiro.
Tel.: 3738-0416

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Enviado por: Redação
24/08/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: É tempo de sopa, a origem da vida!

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Segundo sua origem semântica no sânscrito, significa “bem (“sû”) alimentar” (“pô”), e há registros de que o seu consumo é anterior à descoberta do fogo, ou seja, um dos pratos mais antigos e consumidos do mundo.

Quando criança, eu costumava ir ao restaurante “Rian“, ao lado da casa dos meus pais, na Av. Atlântica, no Rio, tomar uma indescritível sopa de tomates. Até hoje, não sei o que poderia haver de tão especial, exceto o fato de que sopas, igualmente a alguns outros pratos e talvez mais que alguns deles, têm uma ligação estreita com a nossa infância – transmite sensação de conforto. Quem não se lembra da sopinha de músculos com legumes, da divertida sopa de macarrão de letrinhas com feijão, ou da deliciosa canja de galinha, sempre preparadas com muito amor?

A escolha da textura é livre: uns preferem batida, coada, mais líquida ou espessa, com elementos mais inteiros e até algumas surpresas – eu adoro servir com alguma iguaria no fundo do prato. Aliás, a sopa é bastante versátil, pois permite um “mix” de texturas – folhas (fibras e as verde-escuras, ótima fonte de cálcio), raízes (inhame, baroa, aipim – água na boca só de pensar), leguminosas (feijões, ervilha, grão de bico – altamente proteico), os mais variados legumes, cogumelos, carnes, aves, peixes, frutos do mar e frutos secos, ervas aromáticas e azeites aromatizados.

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No alto, a sopa de músculo com legumes. Nesta foto, a canja de galinha / Fotos: Reprodução do Pinterest

A elaboração, podemos dizer, é bastante simples. Entretanto, como tudo na gastronomia, o que determina o resultado final é o modo de preparo e, claro, os produtos que utilizamos – o que pode encarecer um pouco esse delicioso e nutritivo prato que não tem por que ser caro para ser gostoso. Eu, por exemplo, sempre dou uma dourada nos legumes antes de acrescentar água – e, no momento que o faço, sempre fervente, recomendam os ayurvedas. Finalizo com um belo azeite e sirvo com algo crocante.

Os chineses, vietnamitas e portugueses são os campeões no consumo, e os macrobióticos não dispensam pelo menos duas sopinhas ao dia, que já preparam o intestino para o que vem em seguida, além de já promover saciedade e facilitar a digestão.

Dito isso, deixo no “ar” um tema para falarmos em outro artigo: ”Sopa Primordial” – nutrientes, gases da atmosfera primitiva, em temperaturas altas, que já alimentavam muitos organismos – a origem da vida!

DROPS INFORMATIVOS
“sopa primordial”, 1924, cientista russo Oparin, Wikimedia Commons e Stanley Miller em 1953.
Ismar de Souza Carvalho, Geologia, UFRJ.
http://blog.hola.com/farmaciameritxell/2014/01/dieta-macrobiotica.html

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Enviado por: Redação
10/08/2017 - 12:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: Toraja Bambu

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Bukit península fica no extremo sul da ilha de Bali, onde está o clife do templo de Uluwatu (significa “pedra do sul”, no idioma indonesiano) e, precisamente, a praia com o mesmo nome. Também há outras famosas opções tanto pela beleza, Thomas Beach, como para surfar, ver o surf e os surfistas (rsrs), como Balangan, Padang Padang e Bingin. Vale lembrar que, no fim de tarde, no templo, há sempre um ritual dançante imperdível e que a energia é fortíssima (redundante, em se tratando de Indonésia).

Há muitos hotéis e alguns resorts – que, realmente, precisam mudar muito a forma como lidam com o lixo e a limpeza das praias que estão em volta. Mas, o que mais chamou a minha atenção no Toraja bambu é a sensação de estar em casa e a vivência de uma experiência indonesiana com conforto. As construçōes ancestrais Tongkonan, em formato de barco, são típicas da região de Sulawesi (localizada a mais de mil quilômetros de Bali) e são as casas da população de lá, os “Torajan“. Os lençóis são de primeira qualidade (raro), há flores por todos os lados, inclusive nas camas e no serviço do Dharma Café. Os deliciosos pratos no menu do tipo ‘comfort’ food foi criado pelo competente chef local Fabian Sorlury. Pizzas e massas – inclusive sem glúten e veganas, sanduíches, sucos, smoothies e sobremesas.

Apesar de o luxo estar na simplicidade, eles basicamente nos providenciam tudo: traslado do aeroporto, aluguel de moto, passeios, yoga, massagem e contam com uma piscina de 25 metros de água salgada – muito melhor para relaxar o corpo e o espírito sem causar maiores danos ao cabelo e à pele.

Dentre os brasileiros que já estiveram por lá e que gostaram e aprovaram, destaco a chef Morena Leite, Zulu, Santiago Bebbiano (exigente hoteleiro e empreendedor proprietário dos incríveis hotel Casas Brancas e do restaurante Rocka), a modelo Herika Fernando de Noronha, Mila Monteiro e outros.

 

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Enviado por: Redação
27/07/2017 - 11:00

Pé Na Jaca, por Karen Couto: hidropônico: sim ou não?

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Sempre pensei que o sistema não fosse nada nutritivo e, de fato, não o é necessariamente. Entretanto, se há um solo pobre onde, ainda para agravar, as condições climáticas não ajudam, pode ser uma opção.

Aqui em Koh Phangan, na Tailândia, descobri esses “fazendeiros felizes”, como eles mesmos se autointitulam (o que me parece maravilhoso!), chamado “Seed to Feed Salad & Smoothie bar“, produtos frescos da hydro farm (aberta em 2015), certificados pelo Ministério da Agricultura da Tailândia. Além das delícias que eles servem no local, por funcionários pouco informados sobre a plantação mas competentes no serviço, também fornecem para alguns bares e restaurantes locais.

Fazem o sistema de hidroponia aberto. Há também o fechado, no qual a solução nutritiva é bombeada na parte superior do sistema, atingindo até as raízes, utilizando o sistema de gotejo, com utilização de substrato inerte (folhas, areia, pedras, composto natural). As plantas recebem luz solar, pouca ou nenhuma chuva, porém não são utilizados venenos químicos, e o sistema de reciclagem é bastante respeitável.

Bom, após um pouco de cultura hidropônica, vamos à parte que mais interessa, o menu: supersmoothies com coco, maçã, couve, banana, beterraba, salsa, gengibre, etc. – não necessariamente tudo junto!

Saladas crocantes com aparência espetacular (esse sistema tem essa vantagem), com flores comestíveis, frutos secos, brotos (o de girassol estava delicioso) e molhos saborosos. Eu provei a de rúcula com pimentões (não amo) e acrescentei ovos locais provenientes de galinhas criadas “livres, leves e soltas”. Certamente, quando tiver outra chance, voltarei para provar a salada com mix de cogumelos.

Os pratos quentes, em sua grande maioria, são thai, o que é muito bom. Eu pedi o camarão com vegetais ao curry vermelho. Eles têm muitas opções veganas (apesar de o tofu não ser nem orgânico, nem GMO free), mas, também, opções com salmão (nunca pensei!), frango (não orgânico, que também nunca pensei).

Apenas uma observação: eles utilizam muito plástico, tanto para embalar os materiais para entrega como os que são para viagem. O dono me confirmou que as pessoas devolvem e assim reciclam… Será?!?

As ervas dos chás eles também cultivam por lá – vale a pena. Além do café orgânico!!

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No alto, a frente do restaurante, em Koh Phangan, na Tailândia; nesta foto, uma linda refeição da casa / Fotos: Reprodução Facebook Seed to Feed Salad & Smoothie e Instagram @karencoutooficial

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Enviado por: Redação
13/07/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: Settimo Cielo, o melhor italiano de Bali

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Até agora, ainda não tinha tido o prazer de degustar massas frescas com respectivos molhos tão bem executados e tão bem servidas (160g a porção). Nhoque, linguini, papardelle – sugiro o de caranguejo e o de coelho, e o fantástico tortelloni com ricota de ovelha.

Esse restaurante, que está muito além do conceito “pasta e pizza”, que eles definem como rústico refinado – onde se percebem a sofisticação e a inovação em cada detalhe, sem esquecer absolutamente da cozinha tradicional italiana, da “mamma”, oferece pães igualmente deliciosos feitos por eles – focaccia, sourdough (massa azeda com fermentação natural, lenta que traz acidez ao pão), multigrãos, brioche e outros, manteiga deliciosa, azeite de extrema qualidade.

A extensa carta de vinhos, montada com rigor, possui exemplares da Puglia, Toscana, Sicília etc. Preço? Uma pechincha se comparados com os vinhos encontrados em Bali. Tomei um Chardonnay, Brampton 2014 (normalmente, essa uva não é nem de longe a minha preferida) – muito interessante, com sabor levemente defumado e longo em boca. Acidez perfeita.

As entradas irretocáveis: mozzarella, burrata com tomate, brotos e molho pesto de rúcula, o vitelo tonado (molho equilibrado – muitas vezes, os restaurantes pecam por ausência ou excesso de sabor) com alcaparras extremamente crocantes me surpreenderam, carpaccio de carne Angus, cogumelos marinados no balsâmico, pinoli e tempero na medida correta. Bresaola e Stracciatella, atum com alcaparras fritas (nunca tinha provado), carpaccio de peixe com alcachofras, arancinis (bolinhos de risoto) e muitas outras.

Pizzas e risotos, saladas, carnes (frango, ovelha, ossobuco e bisteca à milanesa…), peixes. Enfim, um parque de diversōes para quem gosta de comer bem e se lambuzar. Meu caso.

Como todos já sabem, drinks não são meu forte, mas sugiro provar o Dry Martini de café.

Para finalizar, as sobremesas, todas incríveis, que valem esquecer que dieta existe: tiramissu, tortas de limão e de maçã, mousse de chocolate – gostosa, aerada, cremosa e com chocolate de qualidade, e o semifreddo de caramelo, que é algo de outra galáxia!

O menu foi criado e concebido pelo premiado jovem chef de cozinha Nicolas Lazzaroni (28 anos, autodidata, filho de mãe francesa e pai italiano) e por um dos proprietários – o experiente Federico Soccio. A execução está por conta do chef Roberto.

Único risco? Acordar com desejo de voltar e comer tudo de novo e mais… muito mais!

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Enviado por: Redação
29/06/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: o melhor “pé limpo” de Bali

Nuri Warung: restaurante "pé limpo" em Bali com deliciosas carnes, Dry Martini sensacional e serviço eficiente / Foto: divulgação

Nuri Warung: restaurante “pé limpo” em Bali com deliciosas carnes, Dry Martini sensacional e serviço eficiente / Foto: divulgação

Fila quilométrica, majoritariamente formada por locais (muito bom sinal), e, logo à entrada, ainda do lado de fora do restaurante, uma churrasqueira comandada por uma senhorinha com destreza de maestra. Surpreende porque, apesar de não haver regras, normalmente as “praças” muito quentes dos restaurantes são manejadas por homens. Para minha felicidade, as surpresas não pararam por aí… O melhor drink Dry Martini da ilha não é servido nos hotéis de luxo, ou, pelo menos, não naqueles onde já estive. Proporção exata de Vermute e sem estar nada aguado nesse restaurante, que a maior satisfação está na simplicidade e no eficiente serviço. Esse é o meu tipo de lugar, sem mais!

Todos que acompanham meus textos sabem que eu normalmente não como carne, mas abro fantásticas exceções, em oportunidades únicas, ao provar algo que vale a pena. Afinal, que mal poderia haver em se alimentar com consciência, não saturando o planeta e ainda fornecendo uma bela fonte de proteína animal para o corpo? A minha preferida foi a costela de porco macia, saborosa e suculenta por conta de um molho com missô e mel que faz uma crosta por cima. As linguiças, totalmente tostadas por fora e igualmente suculentas. Chorizo, hambúrguer, satays (espetinhos), filés de frango e carne, etc. Para acompanhar, arroz, feijão, cebola à milanesa, batata frita, legumes salteados, purê de batata e até pão de alho! Sanduíches recheados com as carnes deliciosamente preparadas na grelha, pratos tipicamente indonesianos, como o Nasi Goreng, o Nasi Campur e a sopa de vegetais, que estava simplesmente divina.

Como se isso tudo já não bastasse, a história do Nuris Warung é sensacional. Um australiano que, até então, só queria saber de surf, sombra e água fresca, sua mulher, indonesiana, e um francês se juntaram, abriram o primeiro Nuris em Seminyak (bairro bombado no sul da ilha), também sempre lotado. Os sócios se separaram, e o lugar em Seminyak e o sócio francês “micaram”. Já Brian (o australiano) e sua mulher foram os primeiros a abrir o restaurante naquela que, atualmente, tornou-se a “Dias Ferreira de Ubud” – lugar original e de raiz. Um sucesso! Amei e voltarei sempre.

O melhor é que fui levada pelo melhor personal gym coach de Bali, Beto Saboya – menos mal: malhação e gasto calórico garantido no dia seguinte. Ufa!

Drops Informativos:
Nuri Warung
Jl. Raya Sanggingan (Depan Musium Nekei)
Tel.: +62 0361 977547
Retreats de malhação, yoga com gastronomia integrativa
Beto Saboya: roberttorainerbali@gmail.com

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Enviado por: Redação
15/06/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: ‘Pit Stop’, a melhor ‘larica’ de Bali!

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Tem momentos que não tem jeito, enfiar o pé na jaca é inevitável. E que seja com vontade! Ainda mais na madruga, depois de uma clássica noitada. Pode ser que haja outros lanches rápidos mais gostosos na ilha, até o momento eu desconheço. Os caras são tão bons que ficam abertos 22 horas e têm três filiais – Uluwatu, Seminyak e Canggu.

Os hambúrgueres são indescritíveis – o de peixe (prefira o de Seminyak… o que comi em Uluwatu não estava tão bom) me faz sonhar todos os dias e o autocontrole é doloroso. Além desse de carne, o de carne de porco e o vegetariano. Enchiladas e tacos também estão no menu. As fritas não decepcionam, mas, a cerveja, sim – normalmente não está gelada!

De café da manhã, burrito, cogumelos, bolinhos de milho com ovos (será?!?), abacate com bacon (água na boca apesar de eu ser vegetariana na maior parte do tempo), wraps, crepes e até frutas com muesli – eu não arriscaria.

Vá com tudo, satisfação garantida!

DROPS INFORMATIVOS
Tel.: +62 361 552 16 59

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Enviado por: Redação
01/06/2017 - 11:11

Pé na Jaca, por Karen Couto: Gourmet Café, estilo francês de alta qualidade em Bali

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Café da manhã, almoço ou jantar em qualquer horário, todos os dias da semana. Serviço atencioso e competente e ambiente muito agradável: música, iluminação e decoração.

Oferta com clássicos e produtos de primeira qualidade – rabanadas, panquecas, ovos ‘Benedict‘, café tipo americano completo com bacon e afins. Cereais, sanduíches como o ‘Club’ sanduíche, burgers (inclusive de peixe e vegetarianos que são deliciosos), ‘Quesadilla‘, sandubas com carnes variadas (não há indicação de quais são orgânicas) e o famoso ‘Croque Monsieur‘. Não satisfeitos, possibilitam incluir ou retirar ingredientes conforme o seu desejo.

No quesito prato principal, o padrão continua alto, especialmente porque eles insistem no básico bem executado – e o que mais queremos hoje em dia? Massas com molhos tradicionais (bolonhesa, carbonara e salmão cremosos), apesar de não oferecerem massa sem glúten, os locais ‘Nasi Goren‘, ‘Noodles‘, peixe na folha de bananeira, sopas (a francesa de cebola também!), ‘Escargot’ (estou louca para provar… será que é igual aos franceses mesmo?), além de pratos fit, saladas (você escolhe os itens) e sucos detox (adoro o verde e o de limão, gengibre e beterraba).

E, seguindo a maravilhosa tendência de todos os bons locais em Bali, há sempre as opçōes e indicaçōes vegetarianas, veganas, com frutos secos e do que é sem glúten e sem lactose.

Não é muito comum eu olhar um cardápio e ter vontade de retornar muitas vezes para provar tudo, mas, nesse caso é diferente e, isso sim, é um menu bem montado.

Drops Informativos:
GOURMETCAFE@BALICATERINGCOMPANY.COM

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Enviado por: Redação
18/05/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: Alere Gourmet, da sala de aula para a cozinha!

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Na foto, os produtos da Alere Gourmet: Tortilhas Fit, Pão Integral, Pão Sueco e Nhoque de Mandioquinha / Fotos: Reprodução Instagram

Baixinha, doce, dedicada e, quem diria, toca uma empresa de produtos funcionais artesanais de alta qualidade e deliciosos, sem glúten nem lactose.

Cursei uma pós-graduação em Sāo Paulo com a Isabela Saber, mas ela já estava no segundo curso. O primeiro foi o excelente curso da nutricionista Valéria Paschoal e, muito antes, a danada já produzia seus salgados assados numa minifabriqueta que montou próxima à escola do avô Luiz Henrique – também amante da gastronomia.

Isa, como carinhosamente é chamada, apesar de não ter intolerâncias alimentares, é inquieta e gosta de produtos diferenciados e originais. Dos salgados “normais”, ela passou a produzir a biomassa de banana verde – um alimento prebiótico, especialmente indicado para quem sofre com intestino preguiçoso, e subprodutos, como biscoitos (o meu predileto é o cajulinha), pão sueco, pão de forma com muita fibra, e outros.

Além disso, ela oferece produtos congelados (normalmente, não sou muito a favor), como o nhoque de batata-baroa com molho ao sugo e o nhoque de batata-doce recheado com tofu – ótimas opções de qualidade para se ter em casa, para o jantar ou fim de semana.

Os pastéis de forno e a tortilha eu ainda não provei e estou curiosa. Ela conta que, no começo, não foi nada fácil, mas, depois que conseguiu entrar no melhor supermercado com oferta de produtos diferenciados (sem glúten e lactose), a casa Santa Luzia, as portas se abriram!

Essa danadinha vai longe, ainda mais acompanhada da dona Santina – senhora de 70 anos, responsável pela produção da biomassa – e sua equipe, que faz absolutamente TUDO artesanalmente.

Ela produz, e nós ganhamos!

Drops Informativos:
http://alerealimentossemgluten.com.br/
Instagram @aleregourmet

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