BLOG - PÉ NA JACA | coluna da gourmet Karen Couto

28/12/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: em 2018, Bob na veia!

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As palavras do momento são paz e amor. Tendo isso na mais alta consideração, a música que me vem imediatamente à cabeça é “Could we be loved” (“Poderíamos ser amados”), do imortal Bob Marley.

Dando uma olhada rápida no que algumas pessoas disseram durante as festas de fim de ano, que a tantos emociona, encontrei um texto do brilhante Nizan Guanaes diretamente da cidade sagrada, Israel, para o Estado de São Paulo – ele pediu um 2018 de paz e não de conflito, de lovers, e não de haters…

A fantástica Glória Maria recebeu para a noite de Natal, em sua casa, como tamanha prova de amor, mulheres guerreiras desconhecidas que, repletas de esperança, atravessaram oceanos em busca de uma vida digna com amor. Ao “saite”, ela declarou que o Natal é uma noite de amor. Assim esperamos que também seja o novo  ano, e que muitos sigam seu exemplo de generosidade – a maior demonstração de amor que podemos ter por nós e pelos demais.

A jornalista Fátima Bernardes pediu muito amor e esperança para todos. A deslumbrante e artista mais que amada Ivete Sangalo desejou que a fé, o amor e a prosperidade rejam todos os nossos dias.

Mas o que isso tudo tem a ver com comida? Tudo! Aqui na Índia, no Ashram do Osho, posso dizer que estou bebendo na fonte todo esse amor. Osho está sempre proclamando o amor. Ele afirma que o amor é a nutrição em si mesmo – com que outro mestre tão especial eu poderia me conectar com tamanha afinidade?

Segundo ele, e como eu acredito, o amor é a nutrição para a alma, assim como a comida é o alimento para o corpo. Sem comida, o corpo fica fraco; sem amor, a alma fica fraca. Nenhum governo, igreja ou interesse econômico deseja que as pessoas tenham almas fortalecidas porque isso pode significar que elas se tornem rebeldes.

“O amor torna as pessoas rebeldes e revolucionárias. Amor te dá asas para voar alto. Proporciona-te visões de um modo que ninguém poderá te enganar, explorar ou oprimir. Ao te tornares espiritualmente fraco, a sociedade encontrou um método 100% seguro de te ensinar a não se amar. Uma pessoa que não é capaz de se amar também não é capaz de amar ninguém.”

A sociedade prega que devemos amar ao próximo, e não a nós mesmos, pois estaríamos sendo egoístas e narcisistas. Osho, obviamente, condena essa visão e diz: “Um ser humano que se ama toma os primeiros passos em direção ao amor de verdade.”

Que alimento pode ser mais nutritivo, autorreciclável, sustentável e renovável que o amor?

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Enviado por: Redação
14/12/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: tudo uma questão de estilo…

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O título sugere algo relacionado à moda, entretanto modismos à parte, o estilo de vida que adotamos nos permite enxergar com maior clareza nossos propósitos, para, assim, atingirmos nossos objetivos que resultam em felicidade real ou confusão completa que, certamente, levam ao fracasso ou à ilusão de alguma satisfação.

As mídias sociais podem causar certa falsa ideia sobre o que comer, que exercícios fazer e muitas outras práticas que tendem a arruinar o importante processo de autoconhecimento. Chegam-me muitas mensagens no Instagram, do tipo: “o que você come, como você faz para ter esse corpo?”

No meu livro “Você Pode Ser Mais Feliz Comendo – um guia alimentar com práticas físicas, terapêuticas e espirituais” -, eu explico detalhadamente como pode ser possível comer de tudo e, ainda assim, manter uma relação saudável e harmoniosa com a balança, sem esforço, mas com foco e determinação.

Portanto, resolvi postar aqui os 20 passos que sigo para uma vida mais feliz, comendo.

1. Acordo com uma bela espreguiçada, me amando (ainda que não seja sempre assim) e agradecendo por estar viva e pela bela jornada que terei pela frente.

2. Bochecho óleo de coco por, ao menos, 4 minutos e descarto, escovo os dentes e raspo a língua.

3. Saboreio um copo d’água em temperatura ambiente, imaginando todas as maravilhas que acontecerão durante o novo dia.

4. Tento meditar por, pelo menos, 10 minutos, diariamente.

5. Tomo geleia real congelada sublingual (fácil de encontrar em lojas como Mundo Verde, Fontes e outras de produtos naturais).

6. Tomo um copo d’água com suco de um limão espremido.

7. Tomo um banho com a ajuda de uma bucha, passo sabonete apenas nas partes que “azedam” – como dizia a avó de uma grande amiga – e finalizo com duchas alternadas, frias e quentes.

8. Tomo 1/2 copo de aloe vera.

9. Bebo mais água antes da ingestão de um copão de suco de vegetais.

10. Consumo apenas frutas até a hora do almoço; mas cuidado com a mistura de frutas (no livro explico melhor), e, quando vou malhar, escolho carboidratos com absorção ideal antes do treino.

11. Procuro tomar, pelo menos, 10 copos de água diários.

12. Não como “besteira” entre refeições e me alimento com ingredientes naturais e reais.

13. Quando estou com pressa ou estressada, tomo sopas, sucos ou shakes.

14. Dou preferência a alimentos que combinam bem entre si (vegetais com leguminosas, jamais proteína com carboidrato), exceção para arroz com feijão, que são ótimos juntos desde que não acompanhados de proteína animal.

15. Procuro mastigar, ao menos, 16 vezes.

16. Evito ingredientes muito quentes ou frios.

17. Jamais misturo líquidos às refeições ou depois; antes, ok.

18. Evito alimentos industrializados e processados.

19. Tomo chás ou água quente com frequência, durante o dia.

20. Janto duas horas antes de dormir e procuro dormir até oito horas de sono tranquilo.

Não espere nem mais um minuto para ser feliz. Só depende de você!

tarja-karen-couto


Enviado por: Redação
30/11/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: “O silêncio é uma prece”

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Assim que você assistir ao emocionante documentário “João de Deus – O silêncio é uma prece”, do diretor Candé Salles, com roteiro de Edna Gomes, você perceberá que é muito mais do que isso. O médium João de Deus e ‘a casa’ de Abadiânia reúnem cerca de 200 pessoas (sem mencionar os fiéis voluntários), todos de branco, que permanecem de olhos fechados meditando, orando e emanando energia para o médium à serviço da cura através de todas as entidades que ele incorpora. A paz e a sensação de amor são indescritíveis e recomendo a todos (não, você não precisa estar doente para ir lá) com permanência de pelo menos três dias nesse templo de luz.

Todos os dias as filas somam até mil pessoas. Seu João, como todos carinhosamente o chamam, não termina até as últimas sessões, tamanha generosidade e incomparável trabalho de entrega. Nunca o vi deixar ninguém sem atendimento. Cirurgias espirituais em grupo, individuais, com ou sem corte e prescrições de algum tratamento que possa ajudar a nós, meros mortais em total e constante aprendizado, a sermos mais felizes curando doenças que, na grande maioria, antes de chegarem ao corpo físico, têm suas causas no campo espiritual.

Candé Salles, João de Deus e Edna Gomes /Foto: Reprodução

O cineasta Candé Salles, João de Deus e a roteirista Edna Gomes /Foto: Reprodução

A visita à casa, aberta em 1979 (local indicado por Chico Xavier em uma de suas psicografias), é totalmente gratuita e mundialmente conhecida por aliviar a dor e o sofrimento. Como diz Luciana, uma das voluntárias, “é um trabalho de muito desgaste físico, emocional e mental”. Outro voluntário, Norberto, também diz que “aqui não se curam doenças, e sim a causa das doenças, que são espirituais”.

Pessoalmente, eu soube do lugar quando ainda morava na Europa, por uma espanhola, amiga da minha sogra. Anos se passaram e já retornei cinco vezes, mas pretendo voltar sempre que puder. Uma vez uma entidade pediu que eu sentasse a seu lado e pude ver, de muito perto, o atendimento. Posso garantir que sou grata por cada minuto que lá estive.

Você deve estar se perguntando, por que uma chef de cozinha fala sobre espiritualidade? Meu único argumento – melhor fundamentado no meu livro “Você pode ser mais feliz comendo” – é que alimento é muito mais do que o colocamos em nossos copos e pratos. O menu envolve nossas relações, emoções e pensamentos que ‘alimentamos’, meditações, práticas espirituais e tantas outras. Acredito e criei o termo ‘Gastronomia Integrativa’, pois somos todos seres divinos e únicos e, desta forma, merecemos nos cuidar por inteiro. Você não acha?

Como diz o senhor João para a câmera: “Eu não curo ninguém, quem cura é Deus. Sou meramente um instrumento nas mãos divinas. Deus, em sua infinita bondade e compaixão, permite que espíritos de luz concedam a vocês – meus irmãos e irmãs – cura e conforto”.

Drops informativos: 

Candé Salles também dirigiu e ganhou o prêmio de melhor filme do Festival Mix Brasil de São Paulo com o longa “Para Sempre Teu, Caio F”, sobre a vida do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, além de curtas como “Paulinho da Viola” e outros sobre o Carnaval de Rua no Rio. O filme sobre João de Deus foi lançado, com sala cheia e enorme sucesso no Festival do Rio e essa semana em Goiânia. Sugiro assistir na telona. Confira!

tarja-karen-couto


Enviado por: Redação
16/11/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: SEMAV – tudo o que você sempre quis saber e nunca perguntou!

Chefs participantes da 'Semav': Luiza Savietto, Carla Simionato, Conceição Trucom e Fátima Alves /Fotos: Reprodução

Chefs participantes da ‘Semav’: Luiza Savietto, Carla Simionato, Conceição Trucom e Fátima Alves /Fotos: Reprodução

Fico pasma como o talento de certas pessoas é completo. Fátima Alves é assim. Danada. A professora (como não amar esse ofício), terapeuta, naturista e eco-chef consegue solucionar problemas tecnológicos para viabilizar um encontro de almas e oferecer um banquete de conhecimento em conversas agradáveis que proporcionam consciência. Um talento gigante para abordar temas que nos ajudam a sair da escravidão de uma alimentação triste (que não nos traz vigor e energia – quebra de paradigmas e liberação de amarras e preconceitos com a alimentação viva e saudável) e, juntar pessoas – que tanto admiro e sempre consulto: Conceição Trucom (Doce Limão), Catia Simionato (‘Tree of Life’ do Brasil), Rita Zamberlan, Luiz Reikdal, Fernandinha do vôlei, Dra. Luiza Savietto, Kelly Lemos, Claudia Dorneles (já estivemos em vivências juntas), Keli Parayana Dasa e tantos outros. A “Semana de Alimentação Viva”, normalmente de 7 a 13 de novembro – o SEMAV – é um congresso on line e gratuito que reúne nada menos que aproximadamente oito mil inscritos em mais de 80 países, durante sete dias de evento, com pelo menos quatro palestras oficiais diárias – mais do que isso seria até difícil de absorver, dada a relevância dos temas tratados, entre eles:

. a importância da qualidade da respiração;
. a relevância da água e dos fermentados;
. jejum;
. mastigação, desintoxicação e fitoterapia;
. energia vital dos alimentos;
. plantas para melhorar o seu estado emocional;
. transição gradual para o crudivorismo;
. combinação de alimentos;
. diabetes e a importância do crudivorismo;
. doces crus sem culpa;
. vegan fitness;
. emagrecimento;
. mitos e verdades;
. Os pontos de vista holísticos da alimentação;
. e muito mais!

Gosto de ver como o congresso cresceu e evoluiu durante esses anos. A primeira vez que assisti eu ainda estava cursando pós graduação em Gastronomia Funcional na Famesp-SP e escrevendo o meu livro “Você Pode SER mais FELIZ Comendo”. Além de todos os cursos pontuais, livros e pesquisas que tive que ler e investigar, tanto o Semav quanto a “Semana da Alimentação Extraordinária”, do Flavio Passos, me ajudaram demais. Se você, como eu, prefere uma maneira mais leve e ‘ilustrativa’ de aprender, esses são dois recursos indispensáveis.

No Semav os vídeos são gravados no local onde os profissionais se encontram, em suas cozinhas, casas, seus ambientes de trabalho – o que transmite veracidade, transparência e simplicidade.

As palestras são diárias, durante sete dias. E o mais incrível é que ‘cuidam’ de você. Te enviam lembretes sem serem demasiado invasivos. E, com a inscrição no programa Premium há a possibilidade de assistir e quantas vezes quiser, no seu tempo. E um livro com diversas receitas que foram exibidas. Barato e prático.

Para meu grande orgulho e felicidade, Fátima me convidou a participar do próximo seminário. Estou ansiosa e já pensando em muita informação de qualidade para compartilhar. Aguardem!

Mais informações clique aqui! 

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  Prezados leitores, a partir desta segunda-feira (20/11), as colunas vão ser publicadas às 10h da manhã.


Enviado por: Redação
02/11/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: sonhar custa pouco e alimenta a alma!

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Jung Chang: chinesa best-seller mais conhecida no mundo atualmente / Foto: Reprodução do Pinterest

Onde você encontra um grande elenco, pessoas fantásticas, locais incríveis, assuntos interessantes e, quem sabe, muita comida boa e até alguns conflitos intrigantes? Acho que um bom livro é o ponto de partida!

Estes dias tive a honra de estar com a chinesa best-seller mais famosa do mundo, Jung Chang. ”Cisnes Selvagens”, seu primeiro livro, autobiográfico, que conta como foi sua experiência na Revolução Cultural (quando perdeu seu pai e a sua  avó), foi traduzido em mais de quarenta idiomas e vendeu aproximadamente 15 milhōes de cópias. Em conjunto com seu marido, o historiador Jon Halliday, durante dez anos de pesquisa, escreveu ”Mao: a história desconhecida” (ed. Companhia das Letras). Provavelmente a biografia de Mao Tsé-Tung mais consistente jamais escrita.

Seu trabalho mais recente “A Imperatriz de Ferro – A concubina que criou a China Moderna” (ed. Companhia das Letras), relata a vida da imperatriz chinesa Cixi (pronuncia-se sushi) que governou a China, pela dinastia Qing, por 47 anos. Uma mulher de garra e fibra que, mesmo tendo governado, direta ou indiretamente, através dos seus filhos, tomou várias decisões modernas, como obras de infraestrutura, abertura para relações exteriores, modernização do exército, instalação de ferrovias, dentre outras. Além disso tudo, baniu uma das tradições tidas como mais bárbaras pela escritora: a de quebrar e encolher os pés das mulheres, tradição na cultura hans.

Jung Chang não se considera uma ativista, vive em Londres há muitos anos e chama a capital inglesa de casa. Curiosa, perguntei a ela qual o prato chinês que mais sentia saudade, e a resposta foi simples e sentimental: “os dumplings* preparados pela minha avó” – estou sonhando com eles desde então.

Todos os seus livros são proibidos na China. No Brasil, não. Que sorte.

*dumplings: massas, normalmente recheadas, feitas de farinha e água. Parece uma pequena empanada cozida em caldo, água ou vapor ou fritas, servidas, normalmente, em cestas típicas.

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Enviado por: Redação
19/10/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: Bar de Lisboa

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Com um menu desses, é preciso marcar com um grupo grande, para ter certeza de que todos os pratos vão ser degustados sem pressa, regados a bons vinhos, sangrias e cervejas geladas!

O chef David da Costa está preocupado em servir boa comida, simples assim – sabor sem frescuras com tradição e bom gosto.

Presunto pata negra, polvo frito com cebola e batatas calabresas, sardinha de qualidade e bem temperada, camarão ao alho, óleo e ervas. Arroz de pato, bacalhau com natas e à Brás, aquele que leva ovo, batata palha, muita salsinha e tudo mais que temos direito! Bacalhau com batatas ao murro e Açorda de bacalhau e de camarão (nunca tinha visto) – um dos meus pratos preferidos – pão, azeite e bacalhau. Croquetes, alheira – não sei se todos os brasileiros amam, mas é um embutido da região de Mirandela, à base de carne de caça, como perdiz, lebre e outras. Queijo da serra com geleia de tomate (unanimidade), ceviche de camarão e lula, cogumelos, e as minhas maiores tentações: caldinho de feijão, milanesa e rabada!!! Como resistir?

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Para os que querem evitar “enfiar o pé na jaca”, sugiro a salada de feijão-fradinho e atum, a de bacalhau com grãos ou a de polvo com tomate e cebola.

“Ouve lá”, não perca os clássicos mousse de chocolate, pudim de natas e quindim e, muito menos, a versão deles do petit gateau de pastel de natas: união da típica sobremesa francesa com o pastel de Belém e, ovos moles do Aveiro, herança das freiras que, como sabemos, usavam as claras para engomar as roupas e, como sobravam as gemas, inventaram diversas e irresistíveis sobremesas! Um pecado de lamber os dedos!

DROPS INFORMATIVOS:
Av. Gal. San Martin, n. 1219, Leblon
Tel.: 21 3079-9581


Enviado por: Redação
05/10/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: dia das crianças com fartura

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Esse dia é, ou deveria ser, um dia muito especial para todas as crianças. Imagino que todos nós, principalmente os leitores aqui do “saite” da Lu, temos muitas lembranças agradáveis e marcantes dessa data. Um dia abençoado por Nossa Senhora da Aparecida – Padroeira divina do nosso “Brasil brasileiro“, dia do mar, dia nacional da leitura, dia do atletismo, dia do motoqueiro (um salve para todos os guerreiros motoboys), dia de descobrimento da América, dia do anjo Umabel e dia do meu aniversário!! – e, quando criança, assumo que ficava um pouco sentida, pois, como aqueles que nascem em datas especiais, como o Natal, eu só ganhava um único presente.

O fato é que, nesse dia iluminado, tem-se uma grande oportunidade de dar qualquer agrado ou brinquedinho para aquelas crianças de rua, hospitalizadas, ou que vivem em orfanatos, ou em áreas pouco favorecidas.

Como sabemos, crianças são seres ingênuos e se alegram com muito pouco. Não me esqueço de uma ocasião em que ganhei uma bicicleta (presente único para ambas as datas), quando, na verdade, estava desejando mesmo uma coleção de fofoletes, lembram-se delas? Pois é. Meu primo tinha menos condiçōes financeiras; então, dei de presente para ele a “magrelinha” e, em seguida (de tanto encher o saco de todos os parentes em volta), acabei ganhando as bonequinhas. O meu sonho era muito menos custoso que o dele, mas a alegria era do mesmo tamanho: eu, com a minha, e ele, com a dele.

Portanto, resolvi fazer uma lista de lugares onde você poderia juntar um grupo no WhatsApp, para arrecadar brinquedos, roupas ou até somas em dinheiro, transformando atos simples em gigantesca felicidade para os pequenos que não necessitam de muito para brincar, desfrutar e sonhar.

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@obradobercorj: Instituição de assistência social, sem fins lucrativos; desde 1928, desenvolve um programa socioeducativo e de proteção.

www.aobradobercorj.org.br

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@casadoriotupana: fortalecimento comunitário por meio de educação, empreendedorismo social (sem ele, nada vai para frente – vamos combinar?!), cultura (o mesmo digo) e intercâmbio de experiências (há algo mais lindo?).

www.abraceobrasil.org/pt-br/projetos/casadorio/

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@abraceobrasil: ajude a construir um Brasil melhor a cada doação! #brazilfoundation

www.abraceobrasil.org

Agradecimentos: @aresjeff @corolle @tinkaud

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Enviado por: Redação
21/09/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: Binka Le Breton hoje no Clube Germania

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Binka Le Breton: inglesa, apaixonada pelo Brasil, faz encontro, nesta quinta-feira (21/09), na Gávea / Foto: Reprodução do Site Iracambi Atlantic Rainforest

Inglesa com jingado brasileiro, apaixonada pelo Brasil (e por caipirinha), pela Amazônia e pelos direitos humanos. Missão: Salvar as Florestas Atlânticas mineiras. Sorte do Estado de Minas, e nossa, de ter a oportunidade de estar com ela nesse encontro único no Rio de Janeiro!

Binka é ativista, ambientalista, diretora do centro de pesquisa Iracambi e autora do premiado livro “The Greatest Gift”, onde conta a história da freira americana Doroty Stang, assassinada na Amazônia, em 2005, que, em breve, vai para a telona.

Pedi a ela uma “palhinha” da palestra em que ela falou sobre alguns temas que podem nos interessar:

Biodiversidade

“A maior relevância da biodiversidade nada menos é que a continuidade da vida neste planeta, levando-se em conta que a biodiversidade é a base de toda vida e tudo sustenta. Sem diversidade, estaríamos à mercê de uma base genética reduzida, que poderia ser facilmente atingida por uma doença ou praga, que seguramente nos deixaria sem segurança alimentar. Sem biodiversidade, as florestas podem morrer, afetando drasticamente nosso clima, que já está no limite.”

Qual o Plano para a restauração florestal? E a agrofloresta?

O plano para a restauração florestal é escolher áreas prioritárias (ponto de vista de recursos naturais: água, solos, habitat para espécies ameaçadas e potencial produtivo). Precisamos de sistemas diferentes de acordo com o uso da floresta – áreas para habitat que vão ser menos impactadas podem ser reflorestadas com árvores nativas, enquanto, em outras áreas, pode-se instalar um sistema de agrofloresta de acordo com as necessidades de seres humanos, como cultivos de alimentos, fontes de renda e, até, algum pasto consorciado com árvores.

Me fala do seu livro e da Floresta Amazônica?

A mensagem mais relevante é que a morte da floresta é a morte de todos nós – visto que as florestas nos providenciam água pura, ar puro, comida, remédios, madeira e lenha, flores, frutas e fibras. A floresta também tem o papel importante de regular nosso clima, principalmente a Floresta Amazônica, que age como uma bomba hidráulica, armazenando o vapor da transpiração das árvores em forma do “rio voador” que passa por cima da floresta, atinge a cordilheira de los Andes, e traz a chuva pro Centro-Oeste e Sudeste do Brasil – justamente as áreas mais importantes para a agricultura brasileira.

Se a floresta do rio voador for cortada, corremos um grande risco – o que já aconteceu no ano 2004, trazendo enorme prejuízo e estiagens prolongadas ao Sudeste do Brasil.

A publicação do livro faz parte da divulgação, igual a documentários, vídeos e palestras. Mostra que nós, cidadãos, somos os mais capazes de fazer a diferença se unirmos forças e enfrentarmos desafios que parecem ser maiores que nós, mas que, de fato, não são. O fato é que um povo que não gosta dos políticos pode eleger outros, o consumidor que não gosta da postura ética de uma empresa pode boicotar seus produtos, podemos fazer abaixo-assinados, nos manifestar, e podemos, sim, transformar aos poucos o mundo.

A Doroty não tinha dinheiro, não tinha poder político, mas conseguiu inspirar pessoas e colegas que conhecia, assim como também chegará a inspirar tantas outras pessoas que venham a ler o livro.

DROPS INFORMATIVOS:
Salvando Florestas, Mudando Vida nas Montanhas de Minas
Quando: quinta-feira, 21 de setembro
Horário: 7:00 – 9:00 PM
Endereço: Sociedade Germania, Rua Antenor Rangel, nº 210 – Gávea
ESTACIONAMENTO GRATUITO
Investimento: apenas 20 Reais

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Enviado por: Redação
07/09/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: ‘Tapeio’ japonês, você não gosta?

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No sentido horário: usuzukuri, que são fatias finas de atum com molho ponzu; sushi lagostins; lula grelhada com molho teryaki; dupla de Gunkan, salmão e gema de corna / Fotos: reprodução do “Site Sou Leblon”

A Rua Humberto de Campos, no Leblon, tá virando a nova Dias Ferreira. Até que enfim, poderemos variar de locação, e, se o nosso querido novelista Manoel Carlos explorar a promissora rua em sua próxima novela global, aí mesmo é que ela vai bombar.

O primeiro boteco japonês, seguramente, surgiu no Japão, há milênios – literalmente. Tempos depois, inspirados por essa rica cultura, o gênio Ferran Adrià e o também chef de cozinha Albert Raurich abriram o Dospalillos, em Barcelona (sou absolutamente louca por esse restaurante). Depois, tantos mais foram surgindo no mundo inteiro – nós agradecemos.

O nome Pabu Izakaya não é por acaso. Izakaya é, como os orientais daquele lado do mundo chamam, os “gastopubs” (pabu). Por curiosidade, Izakaya significa “ficar no saquê shop”. À época, a bebida majoritariamente consumida era o saquê – filtrados, não filtrados, doces, secos, dentre outros. Entretanto, com o sucesso atual dos whiskies japoneses, eu faria uma degustação. Juro que a ressaca, quando há, é minima.

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A iniciativa é dos chefs Erik Nako e Cristiano Lanna, além de Eduardo Preciado do Minimok (um dos meus preferidos do Rio quando o Ohata ainda estava por lá – preciso voltar para conferir) e o chef Luiz Santos. O cardápio do Izakaya surpreende por não ter se deixado contaminar pela ocidentalização equivocada de alguns estabelecimentos, que se autodenominam restaurantes japoneses. Peixes menos triviais – buri, serra, piraúna, por exemplo – são cuidadosamente preparados, além dos clássicos atum e salmão. O porco à milanesa poderia teletransportar você a qualquer restaurante especializado em Tonkatsu, no Japão. A barriga de porco, também sugiro não deixar passar. Se você, como eu, é da turma dos sashimis, são 15 cortes de 5 variedades. Dupla de gunkan de atum com gema de codorna e sal de matcha, temaki de enguia, Usuzukuris (robalo e buri) – sou fã, gyozas, Ramen (massa fresca feita na casa), etc, etc, etc!

A carta de saquês é incapaz de deixar alguém com sede (apesar de eu ficar sedenta só de pensar). Whiskies, cervejas artesanais e drinks – confesso que não são meus prediletos, mas destaco o Osaka negroni com Shochu (destilado japonês), shoyu, além dos demais ingredientes.

O arquiteto Ricardo Guimarães acertou em cheio, ambiente agradabilíssimo com um balcão em forma de “U” que possibilita a experiência de acompanhar o belo preparo de pertinho. Outro detalhe observado: o cuidado na escolha da cerâmica onde são servidos os pratos é admirável.

E o final feliz? Tradição com sotaque nipônico: mousse de chocolate com gengibre e Shochu, pudim de Matchá, crumble e morangos! Em português bem claro, “Afe Maria”!

DROPS INFORMATIVOS
Pabu Izakaya

Rua Humberto de Campos, n. 827, Leblon, Rio de Janeiro.
Tel.: 3738-0416

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Enviado por: Redação
24/08/2017 - 11:00

Pé na Jaca, por Karen Couto: É tempo de sopa, a origem da vida!

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Segundo sua origem semântica no sânscrito, significa “bem (“sû”) alimentar” (“pô”), e há registros de que o seu consumo é anterior à descoberta do fogo, ou seja, um dos pratos mais antigos e consumidos do mundo.

Quando criança, eu costumava ir ao restaurante “Rian“, ao lado da casa dos meus pais, na Av. Atlântica, no Rio, tomar uma indescritível sopa de tomates. Até hoje, não sei o que poderia haver de tão especial, exceto o fato de que sopas, igualmente a alguns outros pratos e talvez mais que alguns deles, têm uma ligação estreita com a nossa infância – transmite sensação de conforto. Quem não se lembra da sopinha de músculos com legumes, da divertida sopa de macarrão de letrinhas com feijão, ou da deliciosa canja de galinha, sempre preparadas com muito amor?

A escolha da textura é livre: uns preferem batida, coada, mais líquida ou espessa, com elementos mais inteiros e até algumas surpresas – eu adoro servir com alguma iguaria no fundo do prato. Aliás, a sopa é bastante versátil, pois permite um “mix” de texturas – folhas (fibras e as verde-escuras, ótima fonte de cálcio), raízes (inhame, baroa, aipim – água na boca só de pensar), leguminosas (feijões, ervilha, grão de bico – altamente proteico), os mais variados legumes, cogumelos, carnes, aves, peixes, frutos do mar e frutos secos, ervas aromáticas e azeites aromatizados.

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No alto, a sopa de músculo com legumes. Nesta foto, a canja de galinha / Fotos: Reprodução do Pinterest

A elaboração, podemos dizer, é bastante simples. Entretanto, como tudo na gastronomia, o que determina o resultado final é o modo de preparo e, claro, os produtos que utilizamos – o que pode encarecer um pouco esse delicioso e nutritivo prato que não tem por que ser caro para ser gostoso. Eu, por exemplo, sempre dou uma dourada nos legumes antes de acrescentar água – e, no momento que o faço, sempre fervente, recomendam os ayurvedas. Finalizo com um belo azeite e sirvo com algo crocante.

Os chineses, vietnamitas e portugueses são os campeões no consumo, e os macrobióticos não dispensam pelo menos duas sopinhas ao dia, que já preparam o intestino para o que vem em seguida, além de já promover saciedade e facilitar a digestão.

Dito isso, deixo no “ar” um tema para falarmos em outro artigo: ”Sopa Primordial” – nutrientes, gases da atmosfera primitiva, em temperaturas altas, que já alimentavam muitos organismos – a origem da vida!

DROPS INFORMATIVOS
“sopa primordial”, 1924, cientista russo Oparin, Wikimedia Commons e Stanley Miller em 1953.
Ismar de Souza Carvalho, Geologia, UFRJ.
http://blog.hola.com/farmaciameritxell/2014/01/dieta-macrobiotica.html

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