18/05/2013 - 15:03

Tuca Andrada: "Tenho medo da dor, qualquer dor. Porém, não tenho medo da morte"
Ator e produtor, Tuca Andrada agora está provando uma outra atividade artística. Pela primeira vez é diretor de um espetáculo teatral: “Por que será que as amamos tanto?”. O texto inédito do argentino Daniel Datola é uma comédia que faz um retrato da convivência entre homens e mulheres, através da visão masculina, e está em cartaz no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema.
Tuca também assina a cenografia da peça em parceria com Jayro Botelho: “Na verdade, o próprio texto já determina onde a ação se passa, num bar ou café. O que fiz foi rechear esse espaço com elementos que pudessem sugerir o masculino e o feminino, a tentativa desses dois gêneros se procurarem e tentarem se entender. O Jayro é, na minha opinião, o melhor cenotécnico com quem já trabalhei. O que ele fez foi botar minha ideia em pé, o que ele executou com precisão”, conta.
Com a temporada encerrando em 30 de junho – mesma data em que se despede de “6 aulas de dança em 6 semanas”, peça onde está no palco ao lado de Suely Franco no Teatro dos Quatro, na Gávea –, Tuca diz que quer prosseguir com o trabalho ainda este ano. “Estamos pensando em outra temporada aqui no Rio mesmo, já que a peça está indo muito bem. Mas, teatro nesta cidade é difícil!”, lamenta. Em julho, ele segue em turnê por outras cidades brasileiras com “”Por que será que as amamos tanto?”
UMA LOUCURA: “Ter um teatro, dá um trabalho danado, mas é uma loucura e um sonho.”
UMA ROUBADA: “Roubada é praia aos domingos, no verão, em dia de sol, e shopping aos sábados à tarde, em dia de chuva.”
UMA IDEIA FIXA: “Procuro não ter ideias fixas, acho isso uma besteira e as coisas nunca saem como a gente espera. As ideias têm que respirar sempre.”
UM PORRE: “Uma vez, quando era adolescente, tomei um porre tão grande que dormi no banheiro da festa e fui esquecido pelos meus amigos. Acordei com dor de cabeça e sentado no vaso sanitário da casa onde a festa rolava. Vexame total e aprendi a lição, rs.”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Frustração é não saber surfar. Morei em Recife até os 21 anos, e meus pais me proibiam de surfar, com medo dos tubarões”.
UM APAGÃO: “No começo da minha carreira, ainda em Recife, tive um apagão em cena que não sabia nem onde estava. A sorte é que a atriz que estava comigo sacou e me salvou. Foi horrível.”
UMA SÍNDROME: “Tenho síndrome de arrumação. Detesto bagunça e, se vejo alguma coisa fora do lugar, vou logo arrumar.”
UM MEDO: “Tenho medo da dor, qualquer dor. Dentista pra mim é um sofrimento, mas não tenho medo da morte.”
UM DEFEITO: “Às vezes, sou preguiçoso. Gostaria de fazer mais coisas do que faço. Admiro as pessoas que dormem pouco e se recuperam rápido. Gosto de dormir e ficar de preguiça na cama.”
UM DESPRAZER: “Gente que acha que é íntima e te trata como se te conhecesse há muito tempo. Acho muito chato.”
UM INSUCESSO: “Insucesso é que sou péssimo cozinheiro. Não tenho talento, nem dom, nem saco para cozinhar. O que faço no fogão, só como quando estou faminto. É muito ruim mesmo.”
UM IMPULSO: “Sou muito impulsivo às vezes. Tenho que me controlar para não falar coisas que possam ser mal entendidas ou ser muito franco. Já melhorei muito, mas tenho que manter a guarda sempre.”
UMA PARANOIA: “Tenho paranoia de ir a um lugar e, por algum motivo, não conseguir sair. Gosto de ir e vir a hora que quiser. Estar preso em algum lugar, sem poder me mexer, me atormenta.”
Enviado por: Lu Lacerda
04/05/2013 - 20:20

Ney Latorraca: "Meu defeito é a vaidade, mas meu humor me protege e mostra o ridículo da vida."
Depois de um susto no fim do ano passado, quando ficou 40 dias internado por complicações decorrentes de uma cirurgia para retirada da vesícula, Ney Latorraca está, digamos, num repouso espontâneo, em casa. Em sua primeira caminhada na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, pôde perceber o quanto é querido. Recebeu inúmeras mensagens carinhosas e voltou cansado, mas de dizer “Obrigado, obrigado, obrigado”, de tão elogiado pelo púbico.
Sua estada na Casa de Saúde São José não interferiu em nada no bom humor, no raciocínio rápido e na alegria – talvez o seu maior bem na vida. Nada muda isso! Com 50 anos de carreira, dos quais, quase 40 na Rede Globo, o ator, voltaria às telas este mês, mas preferiu adiar, apesar de se sentir ótimo, resolveu participar de “Pé na Cova”, só a partir do segundo semestre deste ano, lá pra setembro ou outubro. Miguel Falabella, autor e ator do seriado, entendeu. O assunto foi noticiado na imprensa especializada à exaustão, ou seja, Latorraca estando ou não no ar, é notícia. Ele é o entrevistado deste sábado na ‘Invertida’.
UMA LOUCURA: “Loucura é a quantidade de impostos que eu pago para sobreviver.”
UMA ROUBADA: “Trabalhar em teatro, cinema e TV ao mesmo tempo. Não faço mais.”
UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa de pagar minhas contas com antecedência. Recebo até diploma de bom pagador.”
UM PORRE: “Porre é essa gente que acredita em tapete vermelho – uns chatos, se acham.”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Não ser fluente em inglês.”
UM APAGÃO: “Literalmente, a última anestesia geral. Me dá muito medo”. (Latorraca foi internado no fim de outubro de 2012, com dores abdominais. Logo depois, fez uma cirurgia para retirar um cálculo na vesícula. No dia 6 de novembro, teve uma piora e passou a respirar com a ajuda de aparelhos por insuficiência respiratória aguda. Na sequência, teve quadro inflamatório generalizado, indo parar na UTI. Recebeu alta em dezembro).
UMA SÍNDROME: A síndrome da pontualidade: chego 2, 3 horas antes, sou neurótico com horário.”
UM MEDO: “Medo de não me arrepender e ter coragem de pedir perdão.”
UM DEFEITO: “Meu defeito é a vaidade, mas meu humor me protege e mostra o ridículo da vida.”
UM DESPRAZER: “Desprazer é ter fumado durante 43 anos.” (O ator parou de fumar há 10 anos)
UM INSUCESSO: “Vários. O sucesso e o fracasso estão muito próximos. Eles têm gosto e sabores – bons e amargos.”
UM IMPULSO: “Dar boas gargalhadas e ser um palhaço da vida. Tem gente que não entende.”
UMA PARANOIA: “Paranoia em anotar, nos mínimos detalhes na minha agenda, as tarefas do dia. Sou uma pessoa tensa.”
Enviado por: Lu Lacerda
27/04/2013 - 16:31

Mart'nália: “Insucesso são todas as mulheres que perdi", diz a cantora, sempre alegre e divertida / Foto: Cristina Granato
Mart’nália é personagem muito querida no Rio: seja na Zona Norte, na Zona Sul, seja em qualquer zona – brincadeira! A cantora nasceu em Vila Isabel, ou seja, no meio do samba. O pai, Martinho da Vila, foi quem deu uma base maravilhosa pra ela entrar como profissional na música. E Mart’nália foi com tudo: já são nove discos lançados, além de participações especiais em outros quatro. O último, “Não tente compreender”, está na estrada. O próximo show é no Rio Grande do Sul, na próxima sexta-feira (03 de maio).
Integrante da ala de compositores da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel e uma das criadoras do Bloco Kizomba, Mart´nália começou, há pouco tempo, a mostrar um novo talento, interpretando a divertida “Tamanco”, personagem do seriado “Pé na cova”, da Rede Globo. E tem tudo pra ir em frente, está adorando as câmeras, tanto quanto trabalhar com Miguel Falabella. Leia sua “Invertida”.
UMA LOUCURA: “A vida é uma loucura. Não me pergunte a razão, tô meio bêbada” (Não estava bêbada, era só pra fazer graça).
UMA ROUBADA: “Eu consigo transformar roubada em música”
UMA IDEIA FIXA: “Tenho sempre duas ideias fixas: sexo e mulher”
UM PORRE: “Já tomei vários porres. Um dia, quando vi eu estava dentro de uma bacia, dançando”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Frustração de não poder fazer filho. Poderia ter, mas como vou cuidar dos outros se alguém tem que cuidar de mim?”
UM APAGÃO: “Apagão pra mim é o PT que deixa todo mundo na mão, ou melhor, na contramão: pela hipocrisia, pela enganação, pela embromação”
UMA SÍNDROME: “Tenho a síndrome da alegria. Eu rio até de fratura exposta”
UM MEDO: “Tenho medo de morrer. Não sei o que tô fazendo em ‘Pé na cova’ (programa da TV Globo, do qual é uma das participantes) se tenho medo da morte, de caixão, de cemitério e de todas essas coisas pesadas e fúnebres. Diga também que tem muita gente fúnebre no mundo”
UM DEFEITO: “Já nasci toda errada. Melhor que me achem errada, assim não preciso acertar nada e ninguém espera nada de você”
UM DESPRAZER: “Fica difícil ter um desprazer – em tudo, a gente dá um jeito ou vai embora”
UM INSUCESSO: “Insucesso são todas as mulheres que perdi. Registra aí: acabo de me separar e tô na pista”
UM IMPULSO: “Um abraço, preciso disso”
UMA PARANOIA: “Não tenho paranoia, não, cara”
Enviado por: Lu Lacerda
20/04/2013 - 18:00

Costanza Pascolato: "Ninguém presta atenção em ninguém. Todo mundo anda histérico." / Foto: Lu Lacerda
Para alguém que sabe, como ninguém, escrever sobre moda e que qualquer revista gostaria de ter como colunista – mas só a Vogue tem- , atualizar-se para o mundo digital não seria de fato uma necessidade. Costanza Pascolato, porém, depois de 48 anos escrevendo para o impresso, lançou seu site e, em duas semanas, já tinha mais de 10 mil seguidores no Instagram.
Ela afirma que a linguagem da Internet ainda é uma novidade, mas ama que seja um espaço onde pode ser livre: “Quem vai apanhar ou não sou eu”, diz com o bom humor, a classe e a delicadeza de sempre: “A Internet me obrigou a ser curta, mas posso falar o que quero”. O desafio de precisar ser sucinta, no entanto, não a intimida: “Tenho prática em pensar, ao contrário de muita gente”.
Personagem imprescindível em qualquer evento de moda, a empresária só chegou ao Fashion Rio, que acabou nessa sexta-feira (19/04), no meio do evento – estava descansando em Nova York com a família. Leia sua entrevista:
UMA LOUCURA: “Sou virginiana. Loucuras já fiz todas na vida; agora me protejo.”
UMA ROUBADA: “Uma só? Várias! Sou muito ingênua em negócios, sou bobona. Hoje eu tenho um advogado e alguém que cuida disso tudo para mim.”
UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa em viver o momento da melhor maneira possível; estou muito feliz atualmente por isso.”
UM PORRE: “É um porre a falta de atenção que as pessoas têm umas com as outras, até consigo mesmas. Todo mundo vive assim num “blá blá blá”! Serviços, já viu como são? Você entra em um bar, tem cinco pessoas de costas e assim permanecem. Você diz que quer um sorvete, um refrigerante, eles ficam conversando entre si. Mas isso não acontece só com o pessoal que atende; isso é com todo mundo – ninguém presta atenção em ninguém. Todo mundo anda histérico.”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Sabe que não tenho frustração nenhuma? Não mesmo!”
UM APAGÃO: “Os apagões vêm toda vez que tenho que lembrar o nome de alguém! Eu não me lembro de nenhum, estou esquecendo até o meu!”
UMA SÍNDROME: “Tenho síndrome da idiotice. A maioria das pessoas tem a síndrome do idiota.”
UM MEDO: “Meu maior medo é o mesmo que a minha mãe tinha quando dizia: “Eu quero ir embora dessa vida antes de todos vocês (as pessoas que amo)”. Eu não suportaria perdê-los.”
UM DEFEITO: “Perfeccionismo em praticamente tudo.”
UM DESPRAZER: “Tenho vários desprazes, mas acho que atualmente o maior é que as pessoas são muito mal criadas e detesto falta de educação. Se você encontra alguém bem educado, até se surpreende e diz: “Oh! Quem é esse?”
UM INSUCESSO: “Quando não consigo me comunicar direito, mesmo que não seja frequente, é um insucesso.”
UM IMPULSO: “Eu sempre quis voar, mas acho que não vai dar; não nessa encarnação.”
UMA PARANOIA: “Tive uma época de depressão profunda – foi um mergulho no inferno. Mas, graças a Deus, me tiraram dessa dor.”
Enviado por: Lu Lacerda
13/04/2013 - 15:15

Luiz Fernando Guimarães: "Loucura seria nadar pelado no mar de noite, não nado pelado, mas gostaria de fazer isso"
Você já riu com o Rui (Os Normais), Tenente O’Hara (TV Pirata), Saldanha Franco (Super Sincero), Jorge Horácio (Minha Nada Mole Vida)…e assim vai. Agora, Luiz Fernando Guimarães está em cartaz com o espetáculo “Como vencer na vida sem fazer força”, no Teatro Oi Casagrande, no Leblon. contracenando com Gregorio Duvivier, Letícia Colin, Adriana Garambone e mais 20 atores. Casa lotada!
Esse carioca sarado (faz caminhada e pilates), que adora cachorros, é também dono de hotel na Bahia, dono de sítio em Itaguaí, dono de um humor de fazer chorar de rir, e não decepciona quando é para fazer um drama, como em “O que é Isso, Companheiro?”, onde interpretou o jornalista Franklin Martins, que sequestrou um embaixador norte-americano.
LFG já dublou, apresentou programa de televisão, fez filme, teatro – aos montes – e ganhou prêmio também. Críticos e artistas o escolheram como melhor ator teatral no gênero da comédia pela sua atuação em “O Caso da Rua ao Lado”. Agora vocês vão conhecer mais um pouquinho de Luiz Fernando Guimarães.
UMA LOUCURA: “Loucura seria nadar pelado no mar de noite, não nado pelado, mas gostaria de fazer isso”
UMA ROUBADA: “Roubada é perder a chave do carro. Eu perco demais, tenho mania de quase escondê-las (rs) e depois demoro pra achar”
UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa em renovar o armário de cuecas, renovo umas quatro vezes por ano – no mínimo”
UM PORRE: “Trânsito engarrafado é um porre”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Passeio de submarino no Tahiti”
UM APAGÃO: “Apagão é ficar sem meu celular, perdia muito, mas agora não perco mais”
UMA SÍNDROME: “Síndrome pra mim é multidão aglomerada na grade do palco de um show”
UM MEDO: “Tenho medo de apagão”
UM DEFEITO: “Tenho o joelho ferradão sempre”
UM DESPRAZER: “Desprazer seria o mundo sem tecnologia”
UM INSUCESSO: “Insucesso é peça sem plateia”
UM IMPULSO: “Meu impulso é o de correr mesmo com o joelho ferrado”
UMA PARANOIA: “Louça suja na pia”
Enviado por: Lu Lacerda
06/04/2013 - 12:00

Jorge Fernando: entrevista com o artista, que se apresenta no Imperator: "A volta do "por favor", "dá licença" e "obrigado" - a minha plataforma de um partido espiritualista"
Inquieto, inteligente, alegre, engraçado, generoso, um homem da TV, do teatro e do cinema. Quantos mais adjetivos poderiam entrar aqui pra falar de Jorge Fernando? Muitos, certamente! Perguntem a qualquer pessoa que trabalha com ele: é tanto elogio que chega a ficar monótono.
Com a novela “Guerra dos sexos” no ar, ele faz este fim de semana (06 e 07/04) apresentações do monólogo “Salve Jorge Fernando – A comédia” no Imperator, no Méier. Escritor, diretor e ator, é um bem-humorado espetáculo autobiográfico que relembra sua trajetória artística. “2013 será o ano da turnê nacional! Me apresentei em Belo Horizonte, com dois dias de casa lotada, e depois dessa minitemporada no Imperator, faremos várias viagens até outubro”, conta Jorge.
Em relação à novela, o diretor diz que está sendo muito emocionante porque, desde o início, foi uma comemoração ter a chance de refazer, ao lado de Silvio de Abreu, um de seus grandes sucessos. “Um trabalho que, em termos de relacionamento, empenho e entrega, foi 100 %”, diz. Com ele é sempre assim, a entrega é absoluta. E pra quem pensa que a novela já está no final, Jorge avisa: “As alterações da primeira versão pra esta são maiores do que parecem; muita novidade vem por aí…”. Jorge Fernando é o entrevistado de nossa “Invertida”.
UMA LOUCURA: “Acho uma loucura se expor no palco. Atualmente relato fatos da minha vida em cena que precisei de anos de análise pra conseguir fazer isso.”
UMA ROUBADA: “Uma roubada é levar bolo – já levei vários. Sou romântico daqueles que esperam das 7 a 1, e ainda acho que a criatura vai chegar. Quando vejo, tô dormindo”
UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa em crescer e rejuvenescer até o último dia da minha vida – tenho que cuidar mais da minha saúde. Estou caindo aos poucos – a bunda já caiu.”
UM PORRE: “Odeio bebida, sou careta; já fui mais abusado. A loucura é conviver consigo mesmo e, pra isso, quanto mais sóbrio, melhor.”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Minha frustração é não ter sido carnavalesco – fico louco na época do carnaval. Aprendi a fazer show com o carnavalesco Fernando Pinto.”
UM SONHO: “Meu sonho é o de conseguir pensar nos outros. Ter saúde pra conseguir continuar ajudando a quem eu ajudo: minha família e as pessoas que eu amo.”
UMA SÍNDROME: “A síndrome de sentar atrás em veículos ou sentar no meio da fileira de cinema/teatro. Meu negócio é pelas beirolas – rs. Avião, só no corredor; não tinha isso, foi adquirido depois da velhice.”
UM MEDO: “Tenho medo da violência, falta de compreensão no mundo, politica e espiritual. A volta do “por favor”, “dá licença” e “obrigado” – a minha plataforma de um partido espiritualista.”
UM DEFEITO: “Meu defeito é a ansiedade, sofro por antecedência. Fazer uma novela de 180 capítulos! Imagina o que eu não sofro”
UM DESPRAZER: “Desprazer? Já passei dessa fase – me decepcionei com algumas pessoas, convivo com muita gente.”
UM INSUCESSO: “Insucesso pra mim é motivo de crescimento.”
UM IMPULSO: “Impulso é o que me move. Tudo meu vem da intuição, minha vida é regida assim.”
UMA PARANOIA: “A paranoia do teatro vazio e de não conseguir transmitir pras pessoas aquilo que eu gostaria. Pode acontecer com qualquer um.”
Enviado por: Lu Lacerda
30/03/2013 - 15:00

Manoel Carlos: "Estamos vivendo esse absurdo de ter na presidência da Comissão de Direitos Humanos esse tal Feliciano, homofóbico de carteirinha. Como ver uma coisa dessas e não sentir profunda repugnância?"
Ao passar recentemente pela porta da livraria Argumento, na Rua Dias Ferreira, uma jornalista comentou: “Esse homem merece uma estátua no Leblon“, vendo Manoel Carlos sereno, olhar suave, jeito reflexivo, andando ali na área. Referia-se ao bairro carioca, praticamente um personagem de suas inúmeras novelas e uma das fontes de criatividade do escritor, nas ruas, nos restaurantes, nas livrarias.
Não falta quem diga que foi Maneco o responsável por fazer os preços dos imóveis do Leblon (onde ele mora há mais de 30 anos) irem às alturas muito antes de isso acontecer em toda a Zona Sul carioca, na mesma proporção em que valorizou outras tantas características ‘leblonianas’, sem menosprezar o resto da cidade – de jeito nenhum! Trata o local com tanto charme pelos seus personagens que até quem não conhece bem o Rio sabe disso. E quem quer saber sobre a mistura do cotidiano-com-o-humano (em alguns momentos, devem ser uma coisa só, não é?) basta ver as suas novelas.
Os dedos gordinhos desse paulistano, ex-estudante de colégio interno, ex-bancário, ex-vendedor, ex-datilógrafo, ex-diretor do Fantástico e tantas outras coisas, são capazes de trazer muitas sensibilidades ao teclado.
A partir do começo de 2014, todo mundo vai poder ver, perceber e sentir isso de novo: quando Manoel Carlos entra com “A Família”, no horário das 21h, com muito Amor (num sentido universal), na tela da Rede Globo: “Novela se não fala de amor, deixa de ser novela”, afirma o famoso autor. Saiba muito mais, lendo suas respostas.
UMA LOUCURA: “Fui um menino arrojado e imprudente. Aos 12, 13 anos, saltava de uma ponte sobre o rio Tietê, em SP, por onde corria um trem que cruzava alguns subúrbios. Esperávamos – eu e alguns amigos da mesma idade – que o trem se aproximasse bastante, e só aí saltávamos. Fico admirado até hoje de não ter morrido. Não apenas pelo trem, mas afogado; afinal, eu não sabia nadar. Como até hoje não sei.
UMA ROUBADA: “Uma ocasião, na minha adolescência, fui a uma conferência do William Faulkner, que estava passando por São Paulo. Inadvertidamente, ocupei um lugar na primeira fila da sala. O escritor, bastante alcoolizado, fez quase toda a palestra olhando para mim e às vezes pedindo a minha aprovação. Eu fiquei em pânico, pois não sabia inglês.”
UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa em ser feliz – vejo como um direito de todo ser humano. Nascemos para a felicidade. Considero um descompasso da vida os episódios dramáticos que nos atingem.”
UM PORRE: “A mistura de vodka e cerveja durante a comemoração de um aniversário de uma namorada. Até hoje, não me lembro de como cheguei em casa, coloquei pijama, deitei e acordei no dia seguinte. E, até os dias atuais, não bebo vodka; nunca mais bebi desde que isso aconteceu, há mais de 50 anos.”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Aproveitando o momento atual, em que se elegeu um novo Papa, confesso que quis muito e não consegui conhecer João XXIII, um Papa que me fascinava pela sabedoria e simplicidade. Um Papa que nunca deixou de ser camponês.”
UM APAGÃO: “Tenho muitos apagões, escrevendo novela. Ficar olhando para o computador, completamente vazio de ideias, sem ter a mínima noção do que escrever para prosseguir, me acontece frequentemente. Um filho meu me aconselhou a não insistir. Num momento assim, sair de casa e dar uma volta na quadra, por exemplo. Chamava esse método de “pausa criativa”. Sempre deu resultado, depois que o adotei.”
UMA SÍNDROME: “Acho que nenhuma.”
UM MEDO: “Tenho medo De incêndio, do pânico que se estabelece se alguém, ainda que por brincadeira de moleque, grita: “Fogo!”. Quando penso nisso, me vem à memória, instantaneamente, a tragédia do Cinema Oberdan, em S. Paulo, no bairro em que morávamos. Eu era criança de 5 ou 6 anos e me lembro que escondiam os jornais de mim e das minhas irmãs porque, na primeira página de todos eles, por dias e dias a fio, estampavam-se os corpos de crianças mortas. Mais de trinta. Não perdi ninguém, diretamente, mas todas aquelas crianças eram nossas vizinhas de bairro, de pais conhecidos dos meus pais. Foi um episódio que marcou muitas vidas, como o do circo de Niterói, no começo dos anos 60, e da boate Kiss, recentemente, em Santa Maria.”
UM DEFEITO: “Tenho muitos defeitos. Inúmeros. Sem conta.”
UM DESPRAZER: “Um desprazer é ler e ver na TV o noticiário sobre os políticos brasileiros. A história pessoal de muitos deles, sempre marcada por escândalos que não impedem que sejam eleitos, reeleitos – e que gozem de imunidades. Uma vergonha! Agora mesmo, estamos vivendo esse absurdo de ter na presidência da Comissão de Direitos Humanos esse tal Feliciano, homofóbico de carteirinha. Como ver uma coisa dessas e não sentir profunda repugnância?”
UM INSUCESSO: “OFF, minha peça de teatro que não decolou. Quero partir para novas experiências, fazer mais tentativas, pois, afinal, o teatro continua sendo uma das minhas paixões desde a adolescência. Tenho algumas histórias guardadas, na esperança de levá-las ao palco. Ainda me animo pensando nisso.”
UM IMPULSO: “Sinto o impuslo de esganar quem mata em nome do amor, por terem sido traídos ou abandonados ou trocados – sejam homens, sejam mulheres. Os tais crimes passionais, de penas muitas vezes brandas, que muita gente releva, entendendo que o ciúme, por exemplo, “o monstro de olhos verdes”, como Shakespeare o denomina na tragédia “Otelo”, justifica os atos de loucura criminosa. Na minha próxima novela, que já comecei a escrever, trato do amor e do ciúme levados ao irracional. E de suas trágicas consequências.”
UMA PARANOIA: “A segurança dos meus filhos lá longe: Júlia, em Londres; Pedro, em Nova York (do casamento com sua atual mulher, Beth Almeida). Acordo à noite e fico pensando neles de uma maneira tão avassalada que chega a doer. Procuro conter-me. Felizmente, apesar de todos os cuidados, sei amar sem escravizar a pessoa amada. Reconheço que é preciso soltar os filhos, que não podemos criá-los como propriedades nossas; mas que dá vontade de pegar o primeiro avião e ir para o lado deles ou de trazê-los para o nosso lado, ah! Isso dá!”
Enviado por: Lu Lacerda
23/03/2013 - 13:31

Maitê Proença: a atriz está com a peça “À beira do Abismo me Cresceram Asas”, no teatro Leblon / Foto: SR2 Fotografia
Quem consegue imaginar a bela Maitê Proença como uma octogenária? É só ir assistir à peça “À beira do Abismo me Cresceram Asas”, no teatro Leblon, e ver a atriz transformada no físico e no espírito. Maitê não só é autora do espetáculo como também diretora e atriz (ao lado de Clarisse Derzié Luz). De início, ela pretendia apenas assinar o texto, mas, pela dificuldade com patrocinadores, resolveu também ser personagem.
Desde 1979, quando estreou, ainda na TV Tupi, na novela “Dinheiro vivo”, e no cinema, no filme “O eterno adeus”, a atriz vem interpretando papéis fortes e tornou-se um grande nome na dramaturgia brasileira: pela beleza e pelo talento.
É, sem dúvida, uma mulher multimídia, tendo a arte como ponto importantíssimo em sua vida: já publicou dois livros, escreveu três peças, apresentou programas de TV (como o “Saia Justa”) e escreveu crônicas para revistas e jornais. Ela sempre tem o que dizer: leia sua entrevista:
UMA LOUCURA: “Loucura é fazer teatro neste lindo balneário (Rio) que ama os botequins e tem pouco apreço pelas salas de espetáculo. Viva a Bárbara Heliodora (crítica de teatro), que abençoa nossa maluquice! E o público que comparece!”
UMA ROUBADA: “Uma roubada foi subir a serra depois do espetáculo, domingo à noite, pra passar dois dias em meu sítio. Com a tempestade, a viagem se transformou num rali de alta-tensão. É um milagre eu estar aqui dando esta entrevista.”
UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa em fazer da vida um desabrochar permanente – ui, que cafona!”
UM PORRE: “Porre de champagne rosé numa tarde desocupada de praia deserta.”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Larguei de lado os três instrumentos que aprendi na infância – quanta música eu poderia produzir por conta própria, que forma deliciosa seria de passar as horas…”
UM APAGÃO: “Tenho apagão de nomes em lançamento de livro. Por que algumas pessoas insistem em não deixar a vendedora facilitar a vida da gente?”
UMA SÍNDROME: “Sou cada vez mais sociofóbica.”
UM MEDO: “Não sou medrosa.”
UM DEFEITO: “Grave intolerância.”
UM DESPRAZER: “Desprazer é olhar o mar em frente de casa (Avenida Atlântica, em Copacabana) e saber que essa beleza está cada vez mais suja, como o ar, e tudo o mais.”
UM INSUCESSO: “Todas as vezes que a intenção é fortuita, mas não se faz perceber; quando rola aquela falta de compreensão que impede o fluxo proveitoso das coisas.”
UM IMPULSO: “Meu impulso é, antes de minha peça, eu me aquecer pulando e dançando de todas as maneiras que não se podem fazer numa pista com gente em volta. É liberdade pura – tão pura que frequentemente me machuco.”
Enviado por: Lu Lacerda
09/03/2013 - 18:00

A atriz Antonia Frering: "Minha ideia fixa é ter uma sala de teatro, assim, poderia fazer as peças que quisesse"
Quem achou que a perda do cabelão negro (num tratamento de saúde) e presente em toda a vida de Antonia Frering fosse comprometer a sua beleza enganou-se inteiramente: Antonia estreou bela e segura no horário nobre da Rede Globo, em “Salve Jorge” (de Glória Perez), depois de fazer algumas pontas em filmes e novelas, no Brasil e no exterior. A carioca já tem, entre os admiradores, dois importantes personagens da sua vida: a mãe, Carmem Mayrink Veiga e o marido, Guilherme Frering. Carmem (noveleira a vida toda) já falou aqui no ‘saite’ que adora ver a filha, a quem acha linda, representando.
Aliás, curto na vida de Antonia, só mesmo o cabelo, a começar pela sua altura: 1,77m; o casamento também é longo (27 anos); a dedicação à profissão já tem um tempo (fez curso de interpretação em Londres, onde morou com a família); além de ser vice-presidente do Instituto Desiderata, que cuida de crianças com câncer, para onde se espera, também, vida longa. Veja sua pequena entrevista “Invertida”:
UMA LOUCURA: “Loucura foi saltar de asa delta. Saltei quatro vezes e espero saltar mais!”
UMA ROUBADA: “Acho uma roubada ir a shows nos quais os artistas demoram, no mínimo, duas horas para começar.”
UMA IDEIA FIXA: “Minha ideia fixa é ter uma sala de teatro; assim, poderia fazer as peças que quisesse, teria liberdade e seria tudo menos complicado …ou não. Sabe-se lá! rsrs.”
UM PORRE: “Acho um porre pessoas que querem passar horas no telefone, achando que você não tem o que fazer.”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Frustração é não ter voz para cantar!”
UM SONHO: “Um sonho é ter voz para cantar!
UMA SÍNDROME: “Não consigo pensar em nenhuma – rs.”
UM MEDO: “Não conto pra ninguém!”
UM DEFEITO: “Tenho o defeito de me cobrar demais. É insuportável!”
UM DESPRAZER: “Nosso trânsito (no Rio). Cada vez pior.”
UM INSUCESSO: “No meu primeiro filme, “Madre Teresa de Calcutá”, depois do teste, o produtor resolveu que a atriz tinha que ser uma italiana. Mas me deram um outro papel.”
UM IMPULSO: “Sou impulsiva por natureza. Às vezes falo o que não devo… Ai, Ai!”
UMA PARANOIA: “Minha paranoia é ter as roupas separadas por cor.”
Enviado por: Redação
23/02/2013 - 19:00

Carmen D'Alessio é a entrevistada de hoje: "Se tenho defeito, não quero falar disso. Falo das qualidades" / Foto: IG
Carmen D’Alessio, peruana de nascimento, americana de residência e carioca de coração, é quem recebe a brasileirada bacana em Nova York e resolve todos os assuntos deles – não só na sua área, promoção de eventos, como em qualquer outra: tem à mão as pessoas certas para qualquer situação. Ela é uma das fundadoras do Studio 54 – boate histórica famosíssima nas décadas de 1970 e 80. Dessa época, uma das maiores saudades é do amigo Andy Warhol, que pintou o retrato de D’Alessio, pendurado na sala do seu apartamento, com uma dedicatória carinhosa.
Carmen, de algum modo, continua mantendo o título de “Rainha da Noite de NY“, e entre várias gerações. Quem já saiu com ela por Manhattan sabe bem disso. E, em alguns lugares, costuma ser reconhecida; nas ruas, às vezes chama atenção (e isso é difícil ali, hein!) pelos figurinos, digamos, muito exóticos. Durante as temporadas de verão no Brasil, Carmen não precisa se preocupar com hotel: sua hospedagem é sempre na casa de grandes amigos, como Ricardo Amaral, Henrique Pinto, Luciana e Beto Pittigliani, Narcisa Tamborindeguy e Paulo Müller. E com tudo: do champagne ao motorista. Leia sua entrevista:
UMA LOUCURA: “A minha vida é uma loucura, sendo que a maior delas foi a criação do Studio 54, com Steve Rubell e Ian Schrager em 1977. Era ‘sexo, drogas e rock & roll’. Tudo era permitido – era uma experiência cultural, e fui parte dessa cultura. Não era nada de mais, apenas parte da vida. Perdi muitos amigos por drogas, Aids e overdose. Tenho tanta história… e até hoje sou a ‘Rainha da Noite de Nova York’. Esse título é meu. Quem não se lembra da festa que organizei pelos 21 anos do Michael Jackson, vai lembrar de algo antes ou depois. Sou legendária.”
UMA ROUBADA: “Fazer alguma coisa que meu coração e minha intuição me indicam para não fazer, sempre acabam numa roubada.”
UMA IDEIA FIXA: “Tenho ideia fixa de morar no Rio. Sou peruana de nascimento, americana de residência e carioca de coração.”
UM PORRE: “Porre é uma coisa que desconheço – bebo enquanto estou no controle. Nenhuma situação me controla, eu as controlo.”
UMA FRUSTRAÇÃO: “Frustração é não conseguir que uma ideia se materialize, o que pode acontecer a qualquer um; mas quando estou a fim de um projeto, tenho atitude positiva, e acaba se realizando.”
UM APAGÃO: “Tenho a facilidade de esquecer momentos desagradáveis. Se uma experiência não é boa, mas deixa uma lição, acaba se transformando numa coisa positiva. Os obstáculos se transformam em lições, e não repito o mesmo erro novamente.”
UMA SÍNDROME: “Não tenho síndromes, só a síndrome da organização. Quero tudo sempre em seu lugar.”
UM MEDO: “Não tenho medo de nada, juro por Deus! Se morresse esta noite, se chegasse a minha hora, iria feliz: já fiz de tudo, está em boa conta. E sei que a morte é uma transição, e minha mãe (que já morreu) é um anjo que me protege. Só tenho medo de alguma doença que me fizesse perder a qualidade de vida. Isso seria apavorante.”
UM DEFEITO: “Se tenho defeito, não quero falar disso, ou ninguém vai querer sair comigo. Falo das qualidades: quero fazer tudo ao mesmo tempo e sem qualquer tipo de estímulo – já não preciso de drogas (fui muito doida, mas no passado). Só gosto de beber, mas não sou alcoólatra. Malho todos os dias; agora tomo conta da minha saúde. Atualmente estou com dois lindos namorados em NY: um modelo e um ator, bem mais jovens. Não saio com ninguém da minha idade (diz que não importa qual é) porque não aguentam o meu ritmo. Quero sempre mente jovem e corpo jovem, o pacote completo. Tomo vitamina D: é melhor que qualquer droga no mundo, tanto que continuo organizando festas sem parar.”
UM DESPRAZER: “Ficar em Nova York no inverno, pra mim, é a morte.”
UM INSUCESSO: “Insucesso seria não conseguir sucesso em meu trabalho, o que não é meu caso. Na verdade, minha vida é meu trabalho, é minha paixão. Sigo uma frase do meu amigo e inspirador Malcon Forbes: ‘O entusiasmo é a base do êxito’”.
UM IMPULSO: “Sempre sigo meus impulsos em qualquer situação.”
UMA PARANOIA: ”Só vivo o presente, então não tenho paranoias; estaria fingindo se dissesse que tenho. Aliás, tenho a paranoia de ficar gorda. Sou obsessiva com magreza: minha altura é 1.65 e meu peso, normalmente, é de 55 quilos. Se estou exatamente assim, estou contente comigo.”
Enviado por: Lu Lacerda
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