BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

13/12/2016 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: mapas

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Os mapas foram os primeiros desenhos técnicos e funcionais do mundo. Imaginários ou reais, os mapas descreviam em desenhos uma localização, ilustrando, com elementos naturais da região ou o relevo, além das fronteiras políticas da época. Os mapas náuticos, que marcavam os contornos da Terra em relação à vasta extensão do mar, eram importantíssimos no início das primeiras grandes viagens de descobrimento. Eles foram a base de tratados comerciais e de disputas de território e tiveram uma superimportância na formação da nossas fronteiras e do mundo que conhecemos atualmente.

Mapas territoriais, mapas náuticos e mapas cósmicos, todos…, além de lindos, contam-nos histórias inacreditáveis da mentalidade e do sentimento de uma época.  Através de mapas, entendemos o quebra-cabeça do nosso mundo atual e a história desses movimentos. Por isso, mapas antigos são vendidos em leilões a preços incríveis, e existem colecionadores apaixonados por esses mapas.

Uma parede com mapa tem um charme todo especial; o grafismo, além de ser muito elegante, representa, pelo desenho, uma ou várias regiões. Como uma planta baixa de uma casa, o mapa nos mostra a planta baixa de uma localização geográfica!
Alguns mapas são verdadeiras poesias gráficas – esquecemos, inclusive, do que ele está representando. Dos mais reais aos mais artísticos, eles estão no nosso imaginário como desenhos didáticos que precisam ser olhados com atenção. Em alguns mapas, descobrimos verdadeiros segredos, novidades; aprendemos e nos surpreendemos…

Úteis ou decorativos, os mapas fascinam, são elegantes em qualquer ambiente, estilo ou partido estético. Vejo o uso do mapa ou mesmo de um globo redondo supercharmoso e muito elegante dentro de uma casa. O tempo passou, e os mapas, antigos ou modernos feitos por satélites ultra-atuais, fascinam e continuam sendo atrativos da mesma forma que eram os pintados a mão em um escritório de 1740 (época dos grandes mapas)…

Mostramos exemplos do uso de lindos mapas.

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Enviado por: Redação
06/12/2016 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Marrocos

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País africano cercado pelo deserto, carrega uma tradição de anos de história e um estilo inconfundível na ambientação e na arquitetura de suas moradias. As casas marroquinas, através do tempo e da história do seu país, foram-se adaptando ao clima desértico, até as áreas mais amenas tropicais. O telhado, o material de revestimento, as aberturas, tudo está em harmonia para criar um ambiente ameno e mais refrescante dentro de casa. O pátio interno é outra característica dessa linda arquitetura. A ambientação é alegre e colorida! Muito vermelho e verde dourado e prateado e amarelo, inspirados no deserto. Tudo bem tropical, com cores vibrantes.

A casa marroquina é uma explosão de cores, texturas e tecidos coloridos. Apesar da dificuldade e da dureza do deserto, a casa tem uma atmosfera alegre e acolhedora. A ambientação é, acima de tudo, característica do Marrocos, além de essencialmente tropical. Reproduzir esse estilo requer um cuidado na escolha do local. É importante ter luz, claridade e, de preferência, clima favorável. Gosto de adaptar algumas situações de um tipo de ambientação, mas não todas as características dessa decoração tão típica. Afinal, para chegar a esse estilo tão próprio, foram anos de história de um país e de um local. Reproduzir aquilo que deu certo arquitetonicamente para um clima é mais do que saudável, mas copiar inteiramente uma cultura…

Afinal, decoração, música, gastronomia, arte… tudo faz parte de uma cultura específica de cada local. É o somatório de um povo e de uma região. Adaptar tudo que já deu certo, interpretar sempre, mas reproduzir inteiramente um estilo, jamais…

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Enviado por: Redação
29/11/2016 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Azulejo português

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A história dos azulejos começou com os mosaicos bizantinos; até mesmo seu nome vem do árabe “lapis lazule”… No entanto, foi em Portugal que os azulejos azuis se tornaram um símbolo cultural – está diretamente associado à estética nacional portuguesa. Atravessou a história contando aspectos e valores do cotidiano. Na arquitetura, o azulejo tem uma função estética ornamental e funcional. Funcional porque é um material impermeável!  Foi fundamental na colonização portuguesa de países tropicais e úmidos, como o nosso.

No início de sua história, o azulejo não tinha uma dimensão padronizada. Foi em Portugal, no século XVI, que ele foi dimensionado em um quadrado de 13x14cm. O azulejo se modernizou, tornou-se mais resistente com mais tecnologia na fabricação, mas as padronagens são iguais: continuam elegantes e atemporais. A grande beleza desse material é justamente a atemporalidade de seus desenhos e cores.

Décadas se passaram, e a utilização dos azulejos continua igualmente a mesma, nos mesmos locais e para as mesmas funções. Nas construções, os azulejos são utilizados em pisos, paredes – internamente ou externamente. Usá-los nas casas tropicais é refrescante, além de impedir a umidade. Em um projeto, utilizar azulejos azuis e brancos com padrões dos desenhos antigos é garantia de uma bela casa. Além de o azul ser uma cor que se adapta a qualquer estilo, o azulejo é um dos materiais mais antigos de revestimento que jamais deixou de ser útil.

Os desenhos não envelheceram, como comprovam os azulejos, que não saem de moda porque são sempre bonitos, em qualquer época. Não precisa estar no topo das mídias nem virar tendência… O elegante é eterno, e os azulejos azuis e brancos portugueses estão nessa categoria!  Mostramos a vocês alguns exemplos desse material deslumbrante.

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Enviado por: Redação
22/11/2016 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Espaços Industriais

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Os antigos locais onde funcionavam indústrias transformaram-se em lindos espaços corporativos unifamiliares ou públicos. Começaram na Inglaterra, depois nos Estados Unidos, e invadiram o mundo. Com o crescimento dos centros urbanos, áreas foram se renovando, reinventando-se e incorporando novos usos. Um exemplo disso muito conhecido foi o Soho de Nova Iorque: antigas fábricas transformaram-se, com retrofites impecáveis, em lindos apartamentos. Aqui, no Rio, temos os maravilhosos armazéns do Centro que foram transformados em espaços públicos. O interessante da utilização desses espaços é a permanência das estruturas aparentes e da ideia da amplidão.

Poucas paredes, materiais aparentes, poucos recursos ou camadas de disfarces – uma arquitetura funcional e sem glacê…. Uma arquitetura e revestimentos que, justamente por serem úteis e de fácil manutenção, fazem desses locais ambientes únicos elegantes e atemporais. Um dos poucos espaços que a recuperação dispensa substituição… Deixam-se os revestimentos desgastados, queimados e jamais se retira o que está extremamente envelhecido – a não ser que esteja estruturalmente comprometido. O retrofite de locais industriais é responsável pelos mais lindos apartamentos e espaços públicos do mundo. Mostramos alguns ambientes com esse olhar e aproveitamento.

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Enviado por: Redação
15/11/2016 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Fonte

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Ter uma fonte em casa encanta e embeleza qualquer jardim, pátio ou interior de uma casa. Além da água, que já agrega um valor incrível, o som provocado pelo movimento na fonte é incrivelmente relaxante. Poder usar a água como um elemento a mais na arquitetura é um privilégio para nós, arquitetos.

Espelho d’água, lago, fontes ou fluxos de água, tudo isso provoca, no conjunto arquitetônico, uma harmonia a mais no resultado final de um projeto. Nos espaços urbanos reduzidos, por situações óbvias, a fonte nos pequenos jardins garante esse charme e privilégio de ouvir o som da água.

Usando sempre as bombas de reaproveitamento da água, uma fonte pode ser instalada sem medo de uma agressão ao meio ambiente. Sabemos da importância do uso consciente da água; por isso mesmo, devemos ficar sempre alerta em relação ao seu consumo. A água – um bem tão importante e necessário – está presente no mais fundo sentimento de bem-estar do ser humano. Por isso é tão relaxante dormir ouvindo o som de um rio, por exemplo…

É muito importante saber o espaço onde a fonte vai ser colocada quando você mora em um apartamento. Ela deve ser instalada sempre num local em que o piso possa ser molhado, que tenha um esgotamento para água e, de preferência, com muita luz. Água combina com muita luz e muita ventilação! É importante também ter no local da fonte uma janela ou abertura que possam fazer uma boa e constante ventilação. Um ambiente úmido e fechado vai tornar-se insalubre, mofado e, consequentemente, doente se ali ainda tiver água.

É maravilhoso poder ter uma fonte em casa, ouvir o som da água em um movimento constante, uma música relaxante para nossa vida urbana – além de ser refrescante para o dia a dia do nosso verão tropical. Para isso, porém, o ambiente deve ser igualmente saudável e propício para esse uso.

Água, luz e ventilação: uma combinação perfeita para nosso bem-estar!!! Mostramos várias fontes para que você se inspire nelas.

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Enviado por: Redação
08/11/2016 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Casa Pop

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A expressão “arte pop” (arte popular) vem do inglês. Foi um movimento que surgiu nos anos 50/60, tendo como foco a interpretação artística das diversas formas de comunicação de massa. Roy Lichenstein é um dos artistas ícones desse movimento. Ele usava as histórias em quadrinhos com seus heróis instantâneos como inspiração. A industrialização e a repetição da cultura popular foram amplamente desconstruídas por esses maravilhosos artistas pop.

A “casa pop” também entra nessa onda: divertida, irreverente e colorida! Adoro casas datadas, fiéis a um tempo, a uma época e a um olhar. Não vejo necessidade de a casa estar na tendência do olhar atual; acho muito mais original quando a casa é conservada ou mesmo congelada em uma época diferente da atual.

Claro, manter, recuperar e atualizar com os confortos tecnológicos contemporâneos são fundamentais. Usar com conforto a sua casa e aproveitar os avanços da nosso tempo são importantíssimos. O conforto físico, porém, é tão importante quanto o conforto visual. Nada supera a casa que tem história, vida e data!

E, quando a casa é pop, pode estar situada em qualquer data. Nada mais moderno e divertido!

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Enviado por: Redação
01/11/2016 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Casas enfeitadas

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Existem várias interpretações para essa palavra… Pejorativas ou não, enfeitar significa um olhar a mais. Errar na mão, parar um pouco antes, essa linha-limite, essa fronteira sutil está na harmonia estética de cada um. Enfeitamos a casa no Natal, e nem por isso é excessivo ou pejorativo.Aliás enfeitar a casa em dezembro é sinal de casa alegre e feliz. Por que não em outras datas, tipo Halloween? Uma festa importada com certeza… assim como o Natal e a sua decoração invernal. No mundo globalizado, tem espaço para tudo e todos. Preservar as nossas raízes e cultura não significa não poder conviver bem com festas universais.Halloween é divertido, tem charme, e usar fantasia é sempre um momento de liberdade. Hoje, o mundo ocidental comemora o “Dia das Bruxas” até nos mais tradicionais endereços deste planeta. Criar uma fantasia para você e para sua casa. Enfeitando ambos de forma divertida!Selecionei algumas fotos bem charmosas com esse tema. Estamos em novembro e ainda podemos curtir o Halloween!
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Enviado por: Redação
25/10/2016 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Cores mexicanas

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Uma casa mexicana é sempre alto-astral, uma verdadeira explosão com um charme incrível de cores e texturas. O México sempre teve orgulho de suas origens, do seu artesanato e da sua arte popular; daí a grande personalidade de suas casas e dos seus arquitetos. A mistura de texturas cerâmicas com pinturas faz a casa ser única.

Confesso que sou fã incondicional de cores além de gostar muito das cerâmicas mexicanas. Uma cozinha com esse revestimento fica linda e pode ser um contraponto elegante quando a cozinha ou o ambiente for bastante contemporâneo. Os arquitetos mexicanos encontraram, no projeto ultramoderno, uma linguagem marcada pelo uso das cores e de materiais simples.

O arquiteto mexicano Ricardo Legorreta é um dos grandes nomes dessa linda e original arquitetura inteiramente tropical, assim como suas cores. O jardim, sempre presente em toda casa mexicana, faz parte desse orgulho nacional. Cactos, flores típicas ou estão presentes, ou são representadas por um artesanato elegante e popular.

O olhar do México pra si me faz lembrar de como criamos uma indenidade sofisticada quando introduzimos a arte popular. Um olhar de curadoria para uma seleção é sempre necessário, mas deixar o instinto de um povo estar presente em uma casa é sempre muito poético…

Muito elegante, a casa mexicana se preocupa com suas raízes e seu clima. “A originalidade se cria a partir do entendimento das suas raízes” – isso está impresso na ambientação dessa casa. Uma casa alegre, datada, regional, seja qual for seu sinônimo, encanta e acolhe. Casa inteligente é aquela que desenvolve uma relação de afeto com o seu interior, seu exterior e suas origens. Assim eu vejo a casa mexicana.

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Enviado por: Redação
18/10/2016 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Visitando exposições de decoração e arquitetura

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Em um mundo com realidades híbridas, construções virtuais em 3D pelo celular… Apesar de tudo isso, parece que a cultura digital ainda não substituiu a realidade da vivência de um espaço.

O toque de um material e o som de um piso com os seus passos etc… Essas construções afetivas que fazemos com a tecnologia ainda são fisicamente necessárias.

A tecnologia, muitas vezes, escraviza; outras, liberta. No caso de uma casa em que você vai viver uma experiência sensorial do espaço, é muito importante. Encontrar seu arquiteto em um ambiente projetado, pensado e ambientado por ele cria, a partir daí, uma relação inteligente e tecnologicamente afetiva.

Diferentemente de uma exposição de arte, onde a metáfora substitui a realidade, uma exposição como a Casa Cor, onde os ambientes reproduzem espaços de uma casa, essa vivência importante leva você a estar presente como usuário ativo nesses locais.

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Acredito na troca de informações da cultura digital, mas nada substitui um contato real. Empobrecimento da nossa cultura? Talvez… Somos hackers de informações, mas parece que o destino tomou outro caminho quando se trata da casa.

Suas escolhas sobre o material, o estilo e o profissional que vai acompanhá-lo nessa incrível e maravilhosa aventura ainda precisam estar sintonizados na realidade física.

ir a uma exposição de decoração e arquitetura torna-se ainda mais interessante se o profissional estiver no seu espaço, explicando suas ideias e seu conceito. Aproveitem a Casa Cor e a visitem fisicamente – essa experiência vale muito! Se a sua casa é um espaço real, a escolha dos materiais e do profissional deve ser feita da mesma forma, ou seja, a mais real possível!

Ótima visita e ótimas escolhas para quem está fazendo ou reformando sua casa!

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Enviado por: Redação
11/10/2016 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Estrutura Metálica

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Fazer uma obra hoje em dia requer cuidados e um olhar constante para a sustentabilidade. Não adianta ignorar mais esse fato. Sabemos, há algum tempo, que 30% do lixo do mundo provém da construção civil… É impossível não se sensibilizar com esse assunto. A estrutura metálica, além de rápida, é muito menos poluente. Isso sem falar no pesadelo da logística necessária para uma construção tradicional, feita com tijolo, cimento, etc.

A estrutura metálica alcança vãos incríveis, faz curvas sensacionais e dinamiza o processo da obra. Fora tudo isso, a beleza e a leveza que proporciona à obra e ao projeto, adaptando-se a qualquer estilo, do clássico ao supercontemporâneo. A dinâmica estrutura de aço está afinada com a tecnologia ecológica e proporciona ritmo à construção. Muitas vezes, o olhar da construção metálica pode estar associado à industria, mas, com a utilização de outros materiais, tais como madeira vidro e o tijolo, esse projeto pode estar perfeitamente alinhado com uma casa.

A expressão “tecnologia ecológica” tem sido a grande busca da arquitetura moderna. Le Corbusier e Gropius foram os modernistas que procuraram, através da tecnologia disponível à época, achar um caminho tecnológico para arquitetura. Nos tempos atuais, nossa sensibilidade se volta para a sustentabilidade e ecologia; evoluímos para a “High-Tech architecture” (Alta Tecnologia Arquitetônica).
Esse movimento encontra, na estrutura metálica, praticidade, funcionalismo e rapidez. A Eco -Tech compondo com a High-Tech encontrou seu ponto de equilíbrio, dando aos materiais funções seletivas voltadas para a sustentabilidade.

Hoje vemos lindas construções em estrutura metálica altamente tecnológicas e totalmente sustentáveis. Mostramos exemplos da arquitetura Eco-High-Tech, esse novo e atual movimento da arquitetura!

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Enviado por: Redação