BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

07/02/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: colunas

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Hoje, retirar paredes e divisões, aumentar espaços são necessidades e, mais do que tudo, uma vontade cada vez maior de transformar a casa em um espaço democrático e amplo. Democrático porque não precisamos mais ter sala de jantar, escritório e, muitas vezes, a cozinha separados ou mesmo escondidos. Os espaços amplos até onde a vista alcance fazem da nossa casa um local agradável e totalmente utilizado… mesmo que seja apenas no olhar.

Mas, quando encontramos uma coluna ou várias no meio disso tudo!? Precisa se desesperar, chamar um calculista, substituir com vigas metálicas, uma verdadeira e custosa operação de guerra? Eu sempre acho que não. Adoro e acho supercharmoso mostrar uma coluna em casa, no meio do nada mesmo. As colunas e mesmo as vigas mostram a estrutura, aquele espaço e a verdade por trás do espaço.

A história e a concepção do local – uma casa verdadeira é muito mais interessante que uma casa camuflada, onde os tetos são rebaixados e as colunas, disfarçadas. Claro que tirar partido e aproveitar as colunas são uma outra coisa; mas não abrir um espaço porque existe uma coluna é um desperdício. As colunas aparentes têm uma elegância incrível; os tetos altos com vigas aparentes, idem. Contar como aquele espaço surgiu é feito pelas estruturas, por isso elas são sempre elegantes e proporcionais, mesmo que não estejam nos lugares desejados.

Tirar uma estrutura requer toda atenção: calculista e substituição… A mais leve para essa substituição são as estruturas metálicas – finas e fáceis de serem disfarçadas, mas o custo para isso é altíssimo. Eu prefiro sempre deixar as estruturas aparentes, aumentar um espaço e deixá-lo à mostra com toda a sua história.

Mostramos alguns exemplos lindos onde as colunas foram assumidas e incorporadas.

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Enviado por: Redação
31/01/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Hall

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Um hotel, apart-hotel, prédio e até mesmo uma casa começa no hall… Há quem diga que o hall apenas sugere e muitas vezes exagera ou supervaloriza esses locais. Apesar de toda a polêmica, o hall é o primeiro a causar impacto sempre. No sentido negativo ou positivo.

Uma entrada de boas-vindas é um exemplo do conceito de espaço. Até aqui, tudo ótimo… quando o hall é muito mais imponente do que o restante dos espaços, a impressão que fica é a pior possível. Hoje, exagerar no impacto, a reação pode ser muito ruim. Isso vale também para outras situações.

O mundo caminha cada vez mais rápido para o conforto, bem-estar e transparência. Querer camuflar um espaço, dando a ele um hall cheio de itens de status idealizado, pode ser desastroso. O hall, na verdade, será sempre apenas uma entrada… investir em uma entrada e não nos espaços que realmente serão usados geralmente soa muito mal.

O hall deve representar o mesmo clima dos outros espaços subsequentes a ele. Se o clima for pretensioso e monumentalista, o resto deve ser igual. Como pega mal entrar em hall de portaria suntuosa e chegar aos apartamentos pequenos com pés direitos mínimos… A sensação de querer disfarçar pode diminuir ainda mais o restante.

Prefiro sempre um hall elegante e bem proporcional aos espaços restantes mas, quando se trata de um hotel, já sabemos que os quartos terão o mesmo conceito numa escala muito inferior. Nesse hall de hotel, a imaginação voa junto com o conceito e ai ela vai longe… Nada mais divertido que entrar em um hotel criativo e inusitado, afinal viajamos para nos surpreender.

Monotonia é o oposto de quem procura hotéis e espaços supercontemporâneos. Mostramos hall de hotéis perfeitos e em total harmonia com o conceito desejado.

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Enviado por: Redação
24/01/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Móveis suspensos

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Por que esses móveis acima do chão nos fascinam tanto? Primeiro, pela mobilidade; segundo, pela leveza que sugerem e, muitas vezes, pelo balanço que alguns móveis suspensos proporcionam… Esses, além de suspensos, ainda têm um movimento que nos remete ao conforto inicial da nossa vida: o berço.

Uma rede ou uma cadeira suspensa relaxam muito mais que uma cadeira de balanço. Isso porque a sensação de estar levemente flutuando no ar é uma delícia – a mesma sensação do balanço da nossa infância. Porém, para suspender um móvel, a leveza fica só no lar mesmo porque a força de sustentação tem que estar super bem calculada e a estrutura de suporte, idem.

Para suportar um móvel suspenso, a estrutura de apoio deve, antes, ser avaliada por uma engenheiro ou técnico de estrutura. Mesmo nós, arquitetos, não temos todo o conhecimento de estrutura para aprovar com certeza a resistência na colocação de um móvel suspenso. Por isso, o único cuidado é a resistência para essa colocação.

E também, claro, uma área livre para esse móvel leve e poético poder embalar você livre no ar. Claro que um móvel suspenso não é um balanço: seu movimento é restrito, mas pode apostar que vale a pena se você tiver todas essas condições. Adoro tudo que for lúdico e fora do lugar-comum, aquilo que surpreende e, além de tudo, gera bem-estar. Essas são as qualidades importantes para você escolher os móveis na sua casa.

Casa moderna e jovem não é necessariamente ocupada com móveis modernos ou espaços arquitetônicos contemporâneos. Os móveis que surpreendem, inovadores, divertidos e alegres são os responsáveis por essa atmosfera jovem descolada na sua casa, seja ela de qualquer estilo ou época. Isso sem falar na casa suspensa… Mas vamos deixar isso para uma próxima vez…

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Enviado por: Redação
17/01/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Ventilador

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Existe objeto mais a cara do verão? Seja lindo ou não, o ventilador acusa de imediato: essa casa é tropical! E, por isso mesmo, acho ventilador fundamental e elegante em qualquer casa brasileira. Vejo o ventilador de teto como um acessório que, além de útil e funcional, é supercharmoso em qualquer lugar da casa. Banheiro, cozinha, quarto, sala e varanda, ele vai bem em todos esses locais. A grande maravilha das pás do ventilador é que elas fazem o ar quente, que sempre está mais alto, sair para o ar mais frio entrar. Ar quente é mais leve que o ar frio… Essa saudável circulação é incrivelmente refrescante até mesmo nos dias mais quentes do verão.

Aconselho o ventilador ser de teto, dessa forma ele faz o ar circular muito melhor. O vento frontal nem sempre é agradável e, para determinadas pessoas e crianças, pode até ser noviço. Os ventiladores antigos também têm seu charme todo especial, mas os de longas pás de madeira são os que eu mais gosto. Olhar um ventilador que calmamente esteja rodando, mesmo em dias mais frescos, transmite um clima de casa arejada e agradável.

No filme “Out Of Africa”, que conta uma linda história de amor, o cenário marcou uma geração: numa casa típica da colonização inglesa na África, os ventiladores se movimentavam o tempo todo, dia e noite. Além do cenário lindo, os ventiladores faziam quem estivesse assistindo ao filme sentir a temperatura tropical do dia e da noite africanos. Os ventiladores nunca entraram ou saíram da moda ou de tendência. Eles são eternos, úteis, elegantes e charmosos. Muitas vezes esquecemos de usar porque estamos acreditando mais no ar condicionado. Um não precisa excluir o outro, podemos sempre tentar harmonizar tudo: tecnologia com nostalgia. Elegância com praticidade.

Adoro o ventilador e prefiro sempre estar em uma varanda com ventiladores do que em uma sala fechada com ar condicionado… Mas gosto não se discute!

Mostramos lindos ventiladores para você se inspirar…

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Enviado por: Redação
10/01/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: janelas

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Será que nós, arquitetos, ao projetar uma casa, devemos contar apenas com o ar condicionado como “recurso” possível para tornar uma casa habitável? Confiar em um aparelho elétrico me parece muito arriscado. Claro que o ar condicionado torna os ambientes, principalmente shoppings, metrô, prédios, possíveis de serem usados. Mas, não podemos esquecer a incrível ventilação cruzada do posicionamento do sol. Conhecimentos que tornam a casa tropical fresca, arejada e possível de ser vivida sem o uso constante e permanente do ar condicionado.

Hoje, vemos uma arquitetura de vidros fechados, voltados para o sol da tarde, janelas que antes se abriam, agora fechadas, tudo com a certeza do uso do ar… Nos países frios, a calefação elétrica não substitui a lareira, seja a gás, elétrica ou com queima de madeira mesmo. Isso porque é uma delícia ficar em frente à lareira nos dias frios, sozinho ou acompanhado. Essa sensação de acolhimento que a lareira traz para a casa é insubstituível. Apesar disso, os países frios são muito mais dependentes de recursos elétricos para combater o frio do que nós.

Nas casas tropicais, nada substitui uma boa e fresca brisa no verão. Deveríamos sempre que possível projetar as nossas casas com janelas altas, todas com aberturas generosas e posicionadas corretamente em relação ao sol. Infelizmente, nem sempre conseguimos essa situação ideal, mas fechar, lacrar janelas existentes ou deixar o tórrido sol da tarde entrar por vidros sem nenhuma abertura é transformar sua casa em um forno, literalmente. Mesmo com o ar condicionado, nessas condições o ambiente demora horas para ficar agradável. Aprendemos na faculdade e pela experiente arquitetura da nossa colonização portuguesa, que é possível conviver sem ar condicionado em casa. Usamos ar direto e nos esquecemos de que os aparelhos exalam muito calor para fora, aumentando ainda mais o calor externo.

Agradecemos o uso do ar condicionado, mas seu uso indeterminado, em detrimento de uma arquitetura tropical saudável, é lamentável…

Mostramos lindas e generosas janelas que, abertas, refrescam os ambientes de maneira incrível.

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Enviado por: Redação
03/01/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: prancha de surf

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Há quem diga que é cafona usar em casa, diretamente, sem nenhum disfarce, peças como: selim de bicicleta, prancha de surfe, sela de cavalo, esquis de neve, utensílios destinados para esporte etc. Nós adoramos e, bem usados, são um charme muito divertido – no mínimo, um lembrança do seu esporte escolhido, ou mesmo sua ferramenta esportiva ao alcance da sua mão. Para continuar inspirando-nos no verão, a prancha de surfe, esse esporte tão maravilhoso, pode ficar linda usada em casa. Ela tem um belo design; pendurada ou encostada dentro de casa, faz o ambiente ter ainda mais a cara do verão jovem e alegre. Inspiração para muitos designers, a prancha long board tem uma forma aerodinâmica incrível, feita para deslizar rapidamente sobre a água. Essa forma está presente em muitas mesas cuja inspiração foi até lá…

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Enviado por: Redação
27/12/2016 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Estilo Náutico

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O verão chegou com tudo!!! Para embarcar de vez nos ares da estação mais quente do ano, a casa em estilo navy, ou náutico, merece nossa atenção especial! Esse estilo é a cara do verão – reproduz ambientes ligados ao mar, a navios e à marinha… Branco e azul é uma combinação eternamente elegante e refrescante! Do azul-marinho escuro, a de que eu mais gosto, ou azul-claro, a mistura com o branco é sempre linda. Em estofados, paredes ou móveis, a casa azul e branca é atemporal: combina excepcionalmente bem com o nosso clima tropical. Não precisa estar inserida em contexto de praia, em uma casa em frente ao mar etc… A casa azul e branca é fresca, elegante e permanece atual; vai bem em qualquer estilo ou localização.

No clássico ou no contemporâneo, azul e branco proporcionam aquele ar tropical elegante e eterno. A reprodução de um ambiente náutico em casa aconteceu na colonização inglesa, nas suas colônias tropicais. Os sempre elegantes ingleses passaram a ambientar suas casas coloniais com esse olhar. Também as eternas casas gregas, com seus tons de azul e branco, sem dúvida, inspiram esse estilo náutico. No alto verão carioca e nacional, não podemos deixar de fora esse estilo e essas lindas cores!!!

Mostramos para vocês exemplos desse olhar elegante para casa…

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Enviado por: Redação
20/12/2016 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Penteadeira

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Um privilégio para quem pode ter, além dos profissionais da área… Um móvel funcional que envelheceu e, a cada ano, somado ao ano que passou, não perdeu sua utilidade; ao contrário, ficou cada vez mais cobiçado. Para mulheres e homens, um móvel que soma no conforto da casa: a penteadeira. Ela pode estar no quarto, no closet, no banheiro ou em um escritório perto do quarto. Feita sob medida, com um superdetalhamento ou improvisada, é sempre um charme.

Uma mesa comum – com um espelho também de mesa, algumas caixas de acrílico e palha com maquiagem, perfumes etc. – já se transforma em uma penteadeira. As mais tradicionais, com saias de pano, são mais fáceis e baratas de fazer, além de muito elegantes.

Feminina mas também unissex, a penteadeira serve como um apoio a mais de bancada; sempre que possível, busque o conforto na sua casa, utilizando todos os recursos disponíveis para isso. Uma casa personalizada, confortável na medida para você, é, com certeza, um dos melhores lugares para estar. E uma penteadeira é um desses recursos disponíveis …

Elaborada ou não, adoro o conceito da penteadeira: um local exclusivo para você!

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Enviado por: Redação
13/12/2016 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: mapas

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Os mapas foram os primeiros desenhos técnicos e funcionais do mundo. Imaginários ou reais, os mapas descreviam em desenhos uma localização, ilustrando, com elementos naturais da região ou o relevo, além das fronteiras políticas da época. Os mapas náuticos, que marcavam os contornos da Terra em relação à vasta extensão do mar, eram importantíssimos no início das primeiras grandes viagens de descobrimento. Eles foram a base de tratados comerciais e de disputas de território e tiveram uma superimportância na formação da nossas fronteiras e do mundo que conhecemos atualmente.

Mapas territoriais, mapas náuticos e mapas cósmicos, todos…, além de lindos, contam-nos histórias inacreditáveis da mentalidade e do sentimento de uma época.  Através de mapas, entendemos o quebra-cabeça do nosso mundo atual e a história desses movimentos. Por isso, mapas antigos são vendidos em leilões a preços incríveis, e existem colecionadores apaixonados por esses mapas.

Uma parede com mapa tem um charme todo especial; o grafismo, além de ser muito elegante, representa, pelo desenho, uma ou várias regiões. Como uma planta baixa de uma casa, o mapa nos mostra a planta baixa de uma localização geográfica!
Alguns mapas são verdadeiras poesias gráficas – esquecemos, inclusive, do que ele está representando. Dos mais reais aos mais artísticos, eles estão no nosso imaginário como desenhos didáticos que precisam ser olhados com atenção. Em alguns mapas, descobrimos verdadeiros segredos, novidades; aprendemos e nos surpreendemos…

Úteis ou decorativos, os mapas fascinam, são elegantes em qualquer ambiente, estilo ou partido estético. Vejo o uso do mapa ou mesmo de um globo redondo supercharmoso e muito elegante dentro de uma casa. O tempo passou, e os mapas, antigos ou modernos feitos por satélites ultra-atuais, fascinam e continuam sendo atrativos da mesma forma que eram os pintados a mão em um escritório de 1740 (época dos grandes mapas)…

Mostramos exemplos do uso de lindos mapas.

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Enviado por: Redação
06/12/2016 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Marrocos

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País africano cercado pelo deserto, carrega uma tradição de anos de história e um estilo inconfundível na ambientação e na arquitetura de suas moradias. As casas marroquinas, através do tempo e da história do seu país, foram-se adaptando ao clima desértico, até as áreas mais amenas tropicais. O telhado, o material de revestimento, as aberturas, tudo está em harmonia para criar um ambiente ameno e mais refrescante dentro de casa. O pátio interno é outra característica dessa linda arquitetura. A ambientação é alegre e colorida! Muito vermelho e verde dourado e prateado e amarelo, inspirados no deserto. Tudo bem tropical, com cores vibrantes.

A casa marroquina é uma explosão de cores, texturas e tecidos coloridos. Apesar da dificuldade e da dureza do deserto, a casa tem uma atmosfera alegre e acolhedora. A ambientação é, acima de tudo, característica do Marrocos, além de essencialmente tropical. Reproduzir esse estilo requer um cuidado na escolha do local. É importante ter luz, claridade e, de preferência, clima favorável. Gosto de adaptar algumas situações de um tipo de ambientação, mas não todas as características dessa decoração tão típica. Afinal, para chegar a esse estilo tão próprio, foram anos de história de um país e de um local. Reproduzir aquilo que deu certo arquitetonicamente para um clima é mais do que saudável, mas copiar inteiramente uma cultura…

Afinal, decoração, música, gastronomia, arte… tudo faz parte de uma cultura específica de cada local. É o somatório de um povo e de uma região. Adaptar tudo que já deu certo, interpretar sempre, mas reproduzir inteiramente um estilo, jamais…

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Enviado por: Redação