BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

20/06/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: piano

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Quando nos perguntam como ambientar uma casa com personalidade e charme, sempre respondemos: use muito a sua casa, crie hábitos e explore os lugares que você mais gosta de ficar. Isso é o mesmo que ter, no seu lar, aquilo que você gosta de fazer. Afinal, não existe nada mais sem graça que uma casa neutra – aquela inteiramente planejada dentro de uma estética da moda e de padrões que nada têm com os hábitos de quem usa essa casa.

Ter um piano em casa pode ser um hábito e um prazer para quem toca ou não. Dentro de alguns padrões estéticos atuais, ele é ultrapassado, mas, para nós, o único impedimento é o espaço físico da casa. Um piano de cauda é ainda mais bonito em uma casa altamente contemporânea, com uma arquitetura sem mistura de materiais em um volume harmônico de linhas retas e simples. No ambiente clássico, encaixa-se perfeitamente bem; mas tudo isso fica realmente um charme e lindo se esse piano é usado.

Já ultrapassamos, há muito tempo, a fronteira da moda e do que se usa no momento, para uma casa com conforto e bem-estar e que, principalmente, nos represente. Para nós, arquitetos, a tecnologia contemporânea sempre vai nos guiar na elaboração de um projeto, mas a ambientação de uma casa vai estar muito mais alinhada, e cada vez mais, com seus usuários, e não com tendências ou moda. Quem pensa e aposta no futuro da casa está cada vez mais desconectado com a moda em casa.

Piano nos anos 40 era símbolo de uma casa elegante; hoje é simbolo de uma casa com espaço. Para se ter um piano, o espaço deve ser, no mínimo, de 180m² x 180m², um espaço considerável para os apartamentos atuais. Mas se você pode abrir mão ou se você tem esse espaço e gosta de piano… coloque-o, pois fica um charme. E como é bom aprender ou tocar se você já sabe… Um luxo a mais em casa!

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Enviado por: Redação
13/06/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: estilo retrô

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Como definição, o estilo retrô é uma releitura atual de um estilo antigo, geralmente inspirado nos anos 50, 60, 70… Há quem o deteste e prefira o original da época, e não uma aparência antiga com tecnologia e materiais atuais. Mas, com certeza, o estilo retrô bem usado tem muito charme.

Quando a relação “espaço x tempo” está em acordo, uma de conforto com um olhar do passado é muito bom. Inspirado em desenhos lindos de móveis ou equipamentos do passado, esse reencontro com a indústria atual e todos os recursos fazem desse mobiliário uma surpresa agradável.

Dualismo à parte, saber usar um móvel antigo faz parte da harmonia que uma composição deve ter em qualquer estilo. Se esse móvel é apenas uma inspiração e não um móvel original, isso não tira seu valor nem mesmo a sua beleza. Para essa releitura, um elemento factual, não pode faltar proporção… Sem proporção, nada pode ficar elegante!

Original ou não, memórias afetivas sempre são bem-vindas em casa. O móvel retrô é um caminho. Mostramos lindas composições.

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Enviado por: Redação
06/06/2017 - 20:30

Em Casa, por Márcia Müller: chão de areia

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“Um lar é forma arquitetônica de memórias.” Essa é uma das inúmeras definições de uma casa. Mas, com certeza, uma definição simples e básica é: aquele lugar onde nos sentimos bem. Ter em casa, mesmo não sendo tão funcional, mas próximo do que imaginamos ser idílico e sensacionalmente confortável, também está valendo.

Um chão de areia na casa de praia é simplesmente incrível: confortável, lúdico e a verdadeira continuação do externo no interno. Nós, arquitetos, sabemos que essa continuidade aumenta o ambiente, principalmente estando todos no mesmo nível. Quando não existe nenhuma diferença de altura ou degraus, essa continuidade ainda proporciona maior amplitude e profundidade.

Eu acho um charme total quando uma casa de praia, um ambiente pode ter esse estilo. Colocar a natureza dentro do lar é tão bom e, quando além de lindo e elegante, é a definição máxima de conforto. Andar e pisar na areia é delicioso.

Falando nas memórias, dar uma função arquitetônica para a areia, e transformá-la em
piso dentro da residência, faz da casa um local único e definitivamente confortável!

Atenção à manutenção e à limpeza! Areia suja é horrível! Existem produtos para limpeza, ou mesmo a troca da areia. Para isso, deve ser feito um piso por baixo, e a areia colocada por cima deve estar contida nesse local. Tido para não se notar que existe um piso por baixo, pois a intenção é justamente que essa área seja contínua com a areia existente do lado de fora .

Depois, é aproveitar essa maravilha de estar em um ambiente onde pisar é tão bom! Mostramos lindas casas com essa ideia.

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Enviado por: Redação
30/05/2017 - 20:30

Em Casa, por Marcia Müller: sala de reunião

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Enquanto a tendência mundial é cada vez mais trabalhar em casa ou em locais informais; ao mesmo tempo, para alguns, abrir mão totalmente de um local exclusivo e diferenciado de trabalho ainda é difícil, mesmo que esse local seja a sua casa, ainda assim, o conforto é fundamental.

Isso sem falar na total privacidade e na funcionalidade dirigida para sua tarefa profissional. Em raríssimos casos, uma sala de reunião é dispensável. Ela é a menina dos olhos de qualquer escritório – muitos clientes apreciam e veem a imagem do escritório a partir desse espaço.

Atualmente, nos co-offices (escritórios alugados por dia, dias, semanas ou meses) de diversas cidades do mundo, a escolha parte pela sala de reunião. Aliás, esse modo de trabalhar tem se tornado a forma mais eficiente para os escritórios ambulantes e globalizados.

No mundo online, a necessidade de uma sede em cada esquina do mundo é desnecessária. Mesmo com a globalização, ainda pensamos nas salas de reunião. Esse formato está no nosso inconsciente desde o primeiro dia da escolha de uma profissão.

Quer da área médica, quer da financeira, uma sala onde se conversa com cliente ainda não foi substituída… pelo menos no nosso inconsciente. Apesar de estarmos online, o olho a olho real, e no mesmo espaço, vale muito.

Vejo na sala de reunião a alma de um escritório. Prática, moderna, informal ou clássica, a iluminação, os materiais, todos refletem, de certa forma, o olhar do escritório pelo seu cliente e parceiros.

Nos escritórios mais modernos, a sala de reunião parece, muitas vezes, uma sala de recreação para adultos, e é isto mesmo que essa empresa quer passar: quem está ali deve se divertir e se aproximar dessa ideia de descontração… Muitas têm uma sala de massagem ao lado, e essa parte lúdica e de bem-estar, atualmente, deve integrar qualquer empresa inteligente.

O mundo está mudando completamente o nosso olhar para empresas, o olhar das empresas para seus clientes, etc… Nada, porém, mudou em termos de bem-estar e conforto. Aquilo que nos faz sentir bem e confortável, e aqueles se preocupam com nosso bem-estar em qualquer esfera são sempre a nossa preferência.

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Enviado por: Redação
29/05/2017 - 16:00

Joanna Lowndes: aniversariante decorou a festa toda

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No alto, Joanna Lowndes com o marido Guilherme Furtado; embaixo, a aniversariante na pista de dança. Em seguida, o vocalista da banda Go Johnny's. Nesta foto, as mensagens de parabéns escritas pelos convidados / Fotos: divulgação

No alto, o belo casal Joanna Lowndes e Guilherme Furtado; embaixo, a aniversariante na pista de dança. Em seguida, o vocalista da banda Go Johnny’s. Nesta foto, as mensagens de parabéns escritas pelos convidados / Fotos: divulgação

A decoração da festa de Joanna Lowndes, nesse fim de semana, no Eleven, na Vieira Souto, foi toda feita por ela com a amiga Dominique Benz. Muitas chegavam e diziam: “Oh!”, “Ah!” – tudo dourado; mas nada brilhou tanto quanto a anfitriã, de minivestido bem prateado (pra ficar diferente das convidadas – hehehe!). Foi uma noite de astral a toda, varanda e salões lotados e pista, claro, intransitável. A banda Go Johnny’s! tocou os maiores sucessos atuais, misturando, no repertório, também, anos 80 e 90 músicas – sacudindo até alguns menos animados – e ainda com os DJs Kahl e Rony com mixes incríveis. Não, não acabou. Quando todos pensavam algo tipo: “Agora vou comer tranquilo”, começou o Rodrigo Sha e seu sax! A equipe do chef Joachim Koerper (uma estrela no Michelin) fez tudo diferente do habitual, especialmente para Joanna. Calcula-se que a aniversariante tenha perdido na pista uns 2 quilos, no mínimo, junto ao marido, o cirurgião plástico Guilherme Furtado. As mensagens de “Parabéns pra você” foram escritas na parede!


Enviado por: Redação
23/05/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: azulejo

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Tão antigo quanto moderno, o azulejo tem se transformado, ficando cada vez mais prático, resistente, sem deixar de ser o mesmo e ter a mesma função. Usa a tecnologia para se tornar mais eficiente e melhor. O azulejo, na casa tropical, atende a muitas funções e, com certeza, é um material ideal para afastar umidade; é refratário e a durabilidade é incontestável. O azulejo com cara de azulejo ganha, de longe, outros que imitam outros materiais. Mesmo sendo um produto altamente industrializado, por ter um técnica tão antiga, o azulejo conserva, mesmo assim, um aspecto natural e quase puro quando colocado na sua forma mais comum.

Pequenos como mosaicos, ou de 15×15, ou 20×20, ou tipo tijolinho como tradicionalmente há anos conhecemos. O azulejo usado nas diversas situações e localizações de uma casa é uma das soluções inteligentes e práticas para a conservação. Tentar melhorar e entender aquilo que nos cerca é uma das funções do arquiteto. Dominar a complexidade de uma casa é também torná-la agradável criativa e prática, e o azulejo é um material que garante, em grande parte, esse caminho.

Uma casa tropical é muito mais difícil para se tornar sadia e conservada – o azulejo, certamente, vai ajudar muito para que isso aconteça. Sem falar nas novas tecnologias e nas novas padronagens de cor, textura, que fazem do azulejo um material de composições artísticas. Você não precisa ir tão longe em casa… Basta usar uma linda cor no lugar certo; o azulejo colocado vai fazer o resto.

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Enviado por: Redação
16/05/2017 - 19:30

Em Casa, por Marcia Müller: Pedras

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Todo elemento puro natural e que não passa por nenhum processo industrial, pode ter certeza, é sempre mais bonito! A pedra, quando natural, por mais que tenha passado por alguma interferência da indústria, o seu aspecto final não altera muito.

Até porque quem quer usar a pedra busca justamente esse aspecto puro e natural. Correr riscos criativos é uma fonte de incentivo e motivação para nós, arquitetos, e também para os moradores de uma casa personalizada e original . O resultado quando se usa qualquer material que pode ser desgastado com o tempo sem a menor preocupação com isso é, sem dúvida, muito mais prático e muito mais elegante.

O novo novíssimo nem sempre provoca na casa uma sensação de conforto visual, mas com certeza uma sensação de casa loja. Materiais rústicos são fortes e se harmonizarem com o ambiente é fundamental para não pesar.

Usar elementos encontrados na natureza no seu aspecto puro, em situações funcionais, traz para dentro de casa um desenho já conhecido por nós desde as primeiras moradias… Ser inovador é colocar você como o fator mais importante da casa.

Se trazer a natureza e a mistura entre o rústico e a tecnologia dentro de casa é a sua praia, use muita pedra… Quando bem colocada no projeto, ela ainda é refratária tanto do frio quanto do calor. Para esse efeito dar certo, um olhar técnico é sempre importante!

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Enviado por: Redação
09/05/2017 - 19:30

Em Casa, por Marcia Müller: sótão

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Ainda que muito pouco usado aqui no Brasil, o sótão – aquele espaço entre o telhado e a laje – é um charme e um lugar muito prático em casa. A única preocupação numa casa tropical é deixá-la bem ventilada e com um sistema de refrigeração funcional. A telha esquenta, e o espaço embaixo recebe esse calor intenso; por isso, tanto é necessária uma proteção térmica na telha quanto o uso de uma telha térmica mesmo.

Existem telhas térmicas muito legais e, quando o telhado é inclinado, o madeiramento é um charme a mais. As casas modernas contemporâneas, aquelas que querem ser fiéis a uma imagem do olhar atual, quase não usam o sótão, quase não inclinam o telhado… E o telhado quase nem aparece.

Contudo, o uso desse espaço, com uma inclinação do telhado, tem charme e não está situado em nenhuma tendência ou data. Cria, inclusive, mais um local na casa além de um colchão de ar entre o telhado e o interior da casa – mesmo que esse espaço seja usado.

A nossa casa é um organismo vivo e está continuamente se transformando para nos acolher cada vez melhor. Ter liberdade em desenhar essa casa é fundamental, ainda que ela não esteja dentro do olhar estético atual. Um sótão é um local charmoso e superacolhedor; se vai ser usado, vale a pena inclinar o telhado, pois, bem proporcionado, harmonioso e dentro do volume arquitetônico, fica lindo e é atemporal.

Adoro sótão e mostramos lindos espaços!

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Enviado por: Redação
02/05/2017 - 19:30

Em Casa, por Marcia Müller: lareiras

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Muito enganado quem pensa que, no Rio ou em qualquer outra cidade tropical, perto do mar, a lareira é quase uma gafe! Na capital carioca, em locais perto de montanhas (afinal, somos cercados delas), lareiras são incrivelmente usadas e extremamente funcionais.

Funcionais porque exercem uma função importante para a casa: tira a umidade. Sendo cercada por uma vegetação densa, apesar de receber o sol do verão, bastam alguns dias de chuva para que a umidade já se instale.

Existem, sim, outras situações para melhorar isso, tais como: ventilação, posição da casa em relação ao sol, materiais de revestimento, etc… Tudo isso, junto, melhora muito, assim como a lareira e o fogo que nos acompanham há tantos milênios também.

Isso sem falar no lado lúdico e delicioso de ter uma lareira em casa. Sabemos que, hoje em dia, nossa personalidade, nossos desejos não são estáticos e podem se transformar completamente durante anos – o mesmo acontece com nossa casa.

Sempre permanecendo com o mesmo conceito do início, a moradia, em sua essência, permanece imutável, porém o olhar estético tem se transformado completamente.

Algumas coisas permanecem iguais. Elementos como o fogo, em sua essência, nos transmite as mesmas sensações, emoções e pensamentos há anos. Existem as lareiras elétricas e as a biogás, que não usam madeira como combustível, ecologicamente corretas, que eu recomendo.

Contudo, aquela lareira tradicional, reconhecível há tanto tempo por nós, ainda exerce um fascínio. Para seu uso, exige-se um projeto adequado, com ventilação, materiais refratários – precisa estar impecável! Até porque… “com fogo não se brinca” mesmo!

Apesar do aprimoramento das lareiras, a realidade é que o fogo e seu uso ainda são uma ferramenta primitiva que nos ajuda e torna nossa casa ainda mais aconchegante e única!

Vejam que lindos exemplos!

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Enviado por: Redação
25/04/2017 - 19:30

Em Casa, por Marcia Müller: piscina interna

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Continuamos falando nos prazeres da nossa casa e apostando no direito alienável do prazer de usá-la. Todos os itens de conforto possíveis devem estar ao seu dispor, dentro de uma realidade, é claro. A casa status ou a casa que, exageradamente, escravizou o proprietário para conseguir mantê-la está condenada a ser um lar infeliz. Poucos, mas possíveis itens de conforto podem trazer muito mais alegria do que vários sacrifícios de status.

Se você pode, sem aborrecimento, ter uma piscina coberta em casa, é maravilhoso! Uma piscina coberta e, ao contrário do que possamos pensar, em um país tropical com uma insolação intensa como a nossa, pode ser muito mais útil e usável. Isso porque a piscina interna pode ou não receber uma luz direta; pode ou não ser aquecida. E, ainda, ser usada em qualquer hora do dia, estação ou temperatura. Chovendo ou fazendo sol, a piscina interna é usada sem problema. A manutenção é mais fácil, suja menos e, além de tudo, faz parte literalmente da sua casa.

Ela pode estar na sala de estar, continuando seu escritório ou na sala de jantar. Faz parte da ambientação e está agregada ao uso do cotidiano. É linda e, quando usamos água, uma nova atmosfera transforma a casa. A água tem uma mágica toda especial –aumenta, espelha, refresca e acalma. Olhar uma piscina em casa dá a sensação de que aquele ambiente é único! Não podemos esquecer as soluções técnicas que a água exige, e a mais importante delas é o peso incrível e a força que a água exerce. Fora o uso de matérias impermeáveis e da impermeabilização em si.

Por isso, para construir uma piscina, é indispensável um cálculo estrutural feito por um calculista sério e atuante no mercado. Se você se identifica com piscina interna, pode ficar certa de que sua casa vai ficar linda. Você, com certeza, vai usá-la e se divertir muito!!!

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Enviado por: Redação
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