BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

14/03/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Cabana

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Quase uma casa primitiva, a cabana nos remete ao início das residências que conhecemos hoje. No entanto, a cabana moderna tem apenas esse olhar estético porque, atualmente, tem todas as facilidades da casa contemporânea.

O charme e o conforto de uma casa tipo cabana compensam o investimento. Em primeiro lugar, a metragem é menor porque os espaços não são imensos, mais bem proporcionais e na medida. A madeira está em todo lugar; daí ser uma construção sustentável e ecológica, justamente pelo uso intenso da madeira.

A cabana não é a mesma coisa que uma casa pré-fabricada, apesar de elas terem vários pontos em comum. Uma cabana é inteiramente feita sob medida para os proprietários e para o terreno. Ela é um casa artesanal — cada parte foi pensada, detalhada para estar ali, e tem como principais características o rústico, o único e o artesanal. E nada disso precisa ser pesado ou tosco.

Nos trópicos, a cabana é arejada, ventilada, e a madeira é usada como um grande isolante térmico, pois tem essa incrível característica, empregada com entendimento: aquece ou refresca. Por isso, um projeto feito com conhecimento é tão importante.

E nós, arquitetos, estudamos um melhor uso dessa madeira, junto com a importante implantação no terreno. Se ela estiver no campo ou próxima do mar, vai proporcionar a mesma sensação de conforto e bem-estar…

Bem pensada, a casa-cabana de madeira é uma das opções e soluções para casa do futuro – feita para você, única, ecológica, sustentável e acolhedora. Vai existir, em um futuro próximo, uma casa montada pelos próprios donos, e a cabana se enquadra totalmente nesse conceito. Um dos caminhos certos da arquitetura, daqui pra frente, é poder ser criativa, única e, ao mesmo tempo, acessível a todos.

Tomara que a moradia e a arquitetura possam ser a grande mudança para uma sociedade saudável! A cabana moderna nos mostra um caminho… Vamos prestar atenção!

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Enviado por: Redação
07/03/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: interior de avião

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Falar do interior de um avião pode parecer excêntrico ou mesmo ostensivo, mas, hoje, um avião tem um valor comunitário inegável. Quem pode afirmar que andar de avião não é comum, ou mesmo uma necessidade? Enfim, esse transporte, ainda que mais caro, transformou-se em uma realidade da grande maioria.

Falar de seu interior é o mesmo que falar de um espaço onde muitas pessoas vão utilizar por algumas ou muitas horas. E, quando isso acontece, o que está dentro tem de estar em harmonia com quem esta lá. Podemos traduzir isso em uma palavra: conforto.

Quando falamos em conforto no avião, pensamos logo nas bairristas e economicamente diferenciadas classes: primeira, executiva e econômica; esta, então, batizada de vários nomes que definem, simplesmente, o desconforto… Mas até isso está mudando. As grandes companhias aéreas já nem têm a primeira classe, e a tão desconfortável classe econômica já está se modificando a partir um novo olhar para o futuro.

Quanto mais pessoas acessam a tecnologia, mais ela se volta a nosso favor. Quanto mais fácil e mais acessível se transforma um transporte comunitário, mais o indivíduo se integra a ele – mais conforto para quem usa e muito mais conservação e cuidado de quem o usa. Ainda vemos o avião de forma elitista, ainda é mais caro, mas os transportes comunitários serão, sem dúvida, em um futuro bem próximo, uma realidade unânime.

Vamos já nos preparando para isso, transformando o interior desses espaços em locais agradáveis, com soluções criativas práticas e, por que não, elegantes? Quando mais um espaço público tem uma estética harmônica e elegante, mais cuidado o indivíduo tem com esse espaço.

A beleza, com certeza, faz muito bem! E, quando ela é comunitária e está aliada ao conforto, pode ser descrita como felicidade!!!

Mostramos interiores lindos de alguns aviões… Ainda que menores privados, já começaram a ser estudados também para os aviões maiores comerciais.

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Enviado por: Redação
28/02/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: adega

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Como o vinho ganhou espaço em nossas vidas! Dentro de casa, claro, isso também aconteceu. Antes, era pensada apenas para grandes propriedades e localizadas em subsolo com uma tecnologia toda espacial; mas isso mudou. Hoje, ainda bem, o vinho e as adegas se democratizaram. Você, com certeza, ainda pode ter uma adega superespecial, uma sala inteira de vinho, mas no mesmo piso no seu apartamento e do lado da sala de jantar, por exemplo. Uma copa pode ser uma adega, uma sala de jantar ou mesmo uma circulação.

Os vinhos devem ter refrigeração especial, e você pode estar no mesmo ambiente, sem se sentir em uma geladeira. Há avanços tecnológicos que ainda são caros, mas, para os amantes do vinho, ter uma adega em casa significa horas de grande prazer, acompanhado ou não. Por isso, esse ambiente deve estar voltado para esse momento desejado e especial. Para aqueles que amam ver seus vinhos e adoram que os amigos também os vejam, existem aquelas adegas todas em vidro, transparentes. São as ideais, pois servem para exibir os vinhos à disposição, aguardando-o, o que significa um outro prazer para muitos.

Hoje, sem um custo muito alto, pode-se ter uma miniadega colocada em variados lugares da casa ou do apartamento: na sala de jantar e até no pequeno bar improvisado. O importante é aproveitar esse momento que a tecnologia democratizou todos os recursos, para ter um local exclusivo para seus vinhos. Se essa for mais uma forma de curtir sua casa, use a adega.

Com certeza, é um ambiente supercharmoso e um local ideal pra se divertir sozinho ou com amigos. Mostramos lindos exemplos de adegas, modernas e clássicas.

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Enviado por: Redação
21/02/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: disco-ball

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Na geração dos maker’s, a casa é mais, muito mais que apenas pessoal; ela é tudo, menos tendência e moda. Essa geração faz suas residências a partir do próprio olhar. Muitas vezes, nem mesmo a disposição dos espaços segue um funcionalismo tão conhecido por nós, arquitetos. Na nossa profissão, ficamos mesmo acostumados a um certo padrão de funcionalidade e fluxograma dos espaços, mas temos que estar muito mais abertos, pois hoje essa nova ordem de agir e viver levou com ela a casa e tudo que se refere a esse espaço.

Ter um disco-ball, feito pelos donos ou comprado de uma antiga “boite” anos 80 ou mesmo naquele lugar mais inusitado, pode surpreender. Atualmente, porém, isso faz parte do charme da residência do futuro, que começa a se mostrar nesses detalhes sutis – além das barreiras e dos conceitos que conhecemos. O disco-ball não serve apenas pra iluminar como também para refletir a luz.

Além de trazer juventude à casa, está associado a festas e comemorações. Comemorar novos tempos que estão chegando e muito mais rápido que pensam. Mostramos lindos exemplos desse supermoderno acessório supérfluo e essencial! E viva a nova casa do futuro!

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Enviado por: Redação
14/02/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: guardando moto e carro dentro de casa

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Pode ser considerado exagero exibição ou mesmo cafonice, mas, quando isso acontece, por que não ser legal? Em um mundo de realidades híbridas, vidas vividas por colagens virtuais, tecnologias culturais sociais…, uma realidade afetiva vale muito! É o que acontece quando pessoas são apaixonadas por carro ou motos, seus motores e designs. Nada mais verdadeiro que uma casa que nos represente. Ter em casa objetos que representam seu foco afetivo é sensacional! Aquele ditado “a diferença entre um menino e um homem é o preço do brinquedo”, nesse caso, funciona se for unissex, porque existem mulheres e casais que amam carro e tudo relacionado a ele.

As feiras internacionais e nacionais de lançamento de carro definem bem esse público apaixonado! Uma moto fica bem em muitos lugares da casa: na sala, no escritório, no hall. Afinal, é muito mais fácil inserir uma moto; já um carro precisa que o espaço tenha algumas especificidades, tais como: ser generoso, com pé-direito alto e uma estrutura forte que suporte o peso. Importante lembrar que, se o carro for usado, o motor causa uma trepidação que compromete muito uma estrutura se esta não estiver calculada para suportá-la.

Ter um laudo técnico de um calculista é fundamental para colocar um carro dentro de casa. Um outro aspecto importante é o gás que o motor do carro provoca ao ser ligado. Por mais moderno que o carro seja, com os incríveis catalisadores que filtram o gás carbônico, ainda assim, essa fumaça é tóxica.

Aconselho ter sempre uma divisão em vidro; assim, o carro é visto e, ao ser ligado, não polui sua casa. A casa-garagem é um charme de se ver e de ser fotografada, mas, se não for devidamente pensada, pode se transformar em ambiente hostil na verdade, ou apenas um ambiente puramente virtual bonito de se ver, uma realidade tecnológica.

Mostramos alguns exemplos dessa integração carro e moto dentro de casa.

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Enviado por: Redação
07/02/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: colunas

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Hoje, retirar paredes e divisões, aumentar espaços são necessidades e, mais do que tudo, uma vontade cada vez maior de transformar a casa em um espaço democrático e amplo. Democrático porque não precisamos mais ter sala de jantar, escritório e, muitas vezes, a cozinha separados ou mesmo escondidos. Os espaços amplos até onde a vista alcance fazem da nossa casa um local agradável e totalmente utilizado… mesmo que seja apenas no olhar.

Mas, quando encontramos uma coluna ou várias no meio disso tudo!? Precisa se desesperar, chamar um calculista, substituir com vigas metálicas, uma verdadeira e custosa operação de guerra? Eu sempre acho que não. Adoro e acho supercharmoso mostrar uma coluna em casa, no meio do nada mesmo. As colunas e mesmo as vigas mostram a estrutura, aquele espaço e a verdade por trás do espaço.

A história e a concepção do local – uma casa verdadeira é muito mais interessante que uma casa camuflada, onde os tetos são rebaixados e as colunas, disfarçadas. Claro que tirar partido e aproveitar as colunas são uma outra coisa; mas não abrir um espaço porque existe uma coluna é um desperdício. As colunas aparentes têm uma elegância incrível; os tetos altos com vigas aparentes, idem. Contar como aquele espaço surgiu é feito pelas estruturas, por isso elas são sempre elegantes e proporcionais, mesmo que não estejam nos lugares desejados.

Tirar uma estrutura requer toda atenção: calculista e substituição… A mais leve para essa substituição são as estruturas metálicas – finas e fáceis de serem disfarçadas, mas o custo para isso é altíssimo. Eu prefiro sempre deixar as estruturas aparentes, aumentar um espaço e deixá-lo à mostra com toda a sua história.

Mostramos alguns exemplos lindos onde as colunas foram assumidas e incorporadas.

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Enviado por: Redação
31/01/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Hall

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Um hotel, apart-hotel, prédio e até mesmo uma casa começa no hall… Há quem diga que o hall apenas sugere e muitas vezes exagera ou supervaloriza esses locais. Apesar de toda a polêmica, o hall é o primeiro a causar impacto sempre. No sentido negativo ou positivo.

Uma entrada de boas-vindas é um exemplo do conceito de espaço. Até aqui, tudo ótimo… quando o hall é muito mais imponente do que o restante dos espaços, a impressão que fica é a pior possível. Hoje, exagerar no impacto, a reação pode ser muito ruim. Isso vale também para outras situações.

O mundo caminha cada vez mais rápido para o conforto, bem-estar e transparência. Querer camuflar um espaço, dando a ele um hall cheio de itens de status idealizado, pode ser desastroso. O hall, na verdade, será sempre apenas uma entrada… investir em uma entrada e não nos espaços que realmente serão usados geralmente soa muito mal.

O hall deve representar o mesmo clima dos outros espaços subsequentes a ele. Se o clima for pretensioso e monumentalista, o resto deve ser igual. Como pega mal entrar em hall de portaria suntuosa e chegar aos apartamentos pequenos com pés direitos mínimos… A sensação de querer disfarçar pode diminuir ainda mais o restante.

Prefiro sempre um hall elegante e bem proporcional aos espaços restantes mas, quando se trata de um hotel, já sabemos que os quartos terão o mesmo conceito numa escala muito inferior. Nesse hall de hotel, a imaginação voa junto com o conceito e ai ela vai longe… Nada mais divertido que entrar em um hotel criativo e inusitado, afinal viajamos para nos surpreender.

Monotonia é o oposto de quem procura hotéis e espaços supercontemporâneos. Mostramos hall de hotéis perfeitos e em total harmonia com o conceito desejado.

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Enviado por: Redação
24/01/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Móveis suspensos

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Por que esses móveis acima do chão nos fascinam tanto? Primeiro, pela mobilidade; segundo, pela leveza que sugerem e, muitas vezes, pelo balanço que alguns móveis suspensos proporcionam… Esses, além de suspensos, ainda têm um movimento que nos remete ao conforto inicial da nossa vida: o berço.

Uma rede ou uma cadeira suspensa relaxam muito mais que uma cadeira de balanço. Isso porque a sensação de estar levemente flutuando no ar é uma delícia – a mesma sensação do balanço da nossa infância. Porém, para suspender um móvel, a leveza fica só no lar mesmo porque a força de sustentação tem que estar super bem calculada e a estrutura de suporte, idem.

Para suportar um móvel suspenso, a estrutura de apoio deve, antes, ser avaliada por uma engenheiro ou técnico de estrutura. Mesmo nós, arquitetos, não temos todo o conhecimento de estrutura para aprovar com certeza a resistência na colocação de um móvel suspenso. Por isso, o único cuidado é a resistência para essa colocação.

E também, claro, uma área livre para esse móvel leve e poético poder embalar você livre no ar. Claro que um móvel suspenso não é um balanço: seu movimento é restrito, mas pode apostar que vale a pena se você tiver todas essas condições. Adoro tudo que for lúdico e fora do lugar-comum, aquilo que surpreende e, além de tudo, gera bem-estar. Essas são as qualidades importantes para você escolher os móveis na sua casa.

Casa moderna e jovem não é necessariamente ocupada com móveis modernos ou espaços arquitetônicos contemporâneos. Os móveis que surpreendem, inovadores, divertidos e alegres são os responsáveis por essa atmosfera jovem descolada na sua casa, seja ela de qualquer estilo ou época. Isso sem falar na casa suspensa… Mas vamos deixar isso para uma próxima vez…

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Enviado por: Redação
17/01/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Ventilador

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Existe objeto mais a cara do verão? Seja lindo ou não, o ventilador acusa de imediato: essa casa é tropical! E, por isso mesmo, acho ventilador fundamental e elegante em qualquer casa brasileira. Vejo o ventilador de teto como um acessório que, além de útil e funcional, é supercharmoso em qualquer lugar da casa. Banheiro, cozinha, quarto, sala e varanda, ele vai bem em todos esses locais. A grande maravilha das pás do ventilador é que elas fazem o ar quente, que sempre está mais alto, sair para o ar mais frio entrar. Ar quente é mais leve que o ar frio… Essa saudável circulação é incrivelmente refrescante até mesmo nos dias mais quentes do verão.

Aconselho o ventilador ser de teto, dessa forma ele faz o ar circular muito melhor. O vento frontal nem sempre é agradável e, para determinadas pessoas e crianças, pode até ser noviço. Os ventiladores antigos também têm seu charme todo especial, mas os de longas pás de madeira são os que eu mais gosto. Olhar um ventilador que calmamente esteja rodando, mesmo em dias mais frescos, transmite um clima de casa arejada e agradável.

No filme “Out Of Africa”, que conta uma linda história de amor, o cenário marcou uma geração: numa casa típica da colonização inglesa na África, os ventiladores se movimentavam o tempo todo, dia e noite. Além do cenário lindo, os ventiladores faziam quem estivesse assistindo ao filme sentir a temperatura tropical do dia e da noite africanos. Os ventiladores nunca entraram ou saíram da moda ou de tendência. Eles são eternos, úteis, elegantes e charmosos. Muitas vezes esquecemos de usar porque estamos acreditando mais no ar condicionado. Um não precisa excluir o outro, podemos sempre tentar harmonizar tudo: tecnologia com nostalgia. Elegância com praticidade.

Adoro o ventilador e prefiro sempre estar em uma varanda com ventiladores do que em uma sala fechada com ar condicionado… Mas gosto não se discute!

Mostramos lindos ventiladores para você se inspirar…

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Enviado por: Redação
10/01/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: janelas

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Será que nós, arquitetos, ao projetar uma casa, devemos contar apenas com o ar condicionado como “recurso” possível para tornar uma casa habitável? Confiar em um aparelho elétrico me parece muito arriscado. Claro que o ar condicionado torna os ambientes, principalmente shoppings, metrô, prédios, possíveis de serem usados. Mas, não podemos esquecer a incrível ventilação cruzada do posicionamento do sol. Conhecimentos que tornam a casa tropical fresca, arejada e possível de ser vivida sem o uso constante e permanente do ar condicionado.

Hoje, vemos uma arquitetura de vidros fechados, voltados para o sol da tarde, janelas que antes se abriam, agora fechadas, tudo com a certeza do uso do ar… Nos países frios, a calefação elétrica não substitui a lareira, seja a gás, elétrica ou com queima de madeira mesmo. Isso porque é uma delícia ficar em frente à lareira nos dias frios, sozinho ou acompanhado. Essa sensação de acolhimento que a lareira traz para a casa é insubstituível. Apesar disso, os países frios são muito mais dependentes de recursos elétricos para combater o frio do que nós.

Nas casas tropicais, nada substitui uma boa e fresca brisa no verão. Deveríamos sempre que possível projetar as nossas casas com janelas altas, todas com aberturas generosas e posicionadas corretamente em relação ao sol. Infelizmente, nem sempre conseguimos essa situação ideal, mas fechar, lacrar janelas existentes ou deixar o tórrido sol da tarde entrar por vidros sem nenhuma abertura é transformar sua casa em um forno, literalmente. Mesmo com o ar condicionado, nessas condições o ambiente demora horas para ficar agradável. Aprendemos na faculdade e pela experiente arquitetura da nossa colonização portuguesa, que é possível conviver sem ar condicionado em casa. Usamos ar direto e nos esquecemos de que os aparelhos exalam muito calor para fora, aumentando ainda mais o calor externo.

Agradecemos o uso do ar condicionado, mas seu uso indeterminado, em detrimento de uma arquitetura tropical saudável, é lamentável…

Mostramos lindas e generosas janelas que, abertas, refrescam os ambientes de maneira incrível.

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