BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

15/08/2017 - 19:30

Em casa, por Manu e Marcia Müller: portas de vidro

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Onde colocar…

As portas de vidro são leves e aumentam qualquer ambiente; além disso, são extremamente finas, ocupam pouco espaço. Atualmente, nos apartamentos modernos, ocupar pouco espaço é uma maravilha. Adoro usar portas de vidro, a transparência para conectar os ambientes. Na transparência, o vidro ganha de qualquer material, pois ele pode ser, também, translúcido, deixando passar apenas luz.

Uma porta ou divisória de vidro pode ser opaca e transparente ao mesmo tempo. Gosto muito de usar vidros com divisões quadradas, com um olhar mais industrial, que dá a transparência a mais; essas têm um peso marcado pelas divisões. O perigo de usar vidros em casa é fazê-la parecer uma loja, ou um banco, enfim, ficar com aspecto de vitrine. A casa tem uma linguagem que deve ser mesmo bem diferente de qualquer situação comercial – meu conselho. Uma loja pode até ter um aspecto mais de casa, mas uma casa ter um aspecto de loja fica muito ruim.

O vidro serve para conectar ambientes, mas conectar a casa com o exterior é expor o espaço, como um aquário. Foge muito do conceito da casa expor seu interior ao público, seja para um jardim particular ou mesmo para seus espaços internos. Independentemente de o vidro ser fixo transparente ou translúcido, ainda assim, aumenta e dá uma leveza toda especial ao ambiente.

O cuidado de usar vidro é não colocá-lo na luz direta do sol, e muito menos sem abertura para ventilação. Nas cidades tropicais, por exemplo, um vidro deve ser sempre móvel, para deixar o ar circular. Usar vidro requer apenas esse cuidado importante com o sol, pois, caso contrário, a beleza da transparência se transforma numa lente de aumento para essa luz, que acaba por transformar o ambiente em uma sauna com vista – mesmo com o ar-condicionado mais potente do mundo.

Um vidro mal colocado impossibilita o uso de um espaço, mas bem colocado é lindo, é leve!

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Enviado por: Redação
08/08/2017 - 19:00

Em Casa, por Manu e Marcia Müller: restaurantes atuais

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O que faz um restaurante ficar cheio e outro, vazio? Muitas vezes, associamos, exclusivamente, esse fenômeno à comida. E, na época da tecnologia virtual, a propaganda nem sempre é a alma do negócio. A autopromoção, Instagram, tudo isso ajuda, mas um ambiente agradável, convidativo, elegante conta incrivelmente para o sucesso de um restaurante.

Por mais que esteja ligado à comida, um restaurante sem planejamento arquitetônico, sem fluxo, sem soluções criativas, práticas e funcionais, perde a metade do atrativo.

Hoje, procuramos não apenas uma, mas várias experiências sensoriais. O mundo virtual nos tornou exigentes e, ainda por cima, sabemos o quanto se deve gastar de forma justa para aproveitar e usufruir o que buscamos.

Investir no cliente é uma ação global. Ideias criativas, inovadoras, modernas e agradáveis – buscamos tudo isso de uma só vez. Para sair de casa, temos que ter um estímulo forte e saber que estaremos sendo atendidos nos nossos atuais caprichos.

O mundo virtual nos ajudou muito a ficar expostos a novidades e bombardeados todo dia com novos estímulos. Ir a um restaurante deixou de ser apenas pela comida; passou a ser uma experiência sensorial.

Colocamos lindas fotos de restaurantes para você se apaixonar! 

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Enviado por: Redação
01/08/2017 - 20:00

Em Casa, por Manu e Marcia Müller: balançar

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O que dá autenticidade e charme a uma casa é seu uso lúdico, até porque ela deve colocar você em contato com suas memórias mais agradáveis; afinal, um lar é uma forma arquitetônica de memórias. Quem, na vida, não teve bons momentos em um balanço? E quem disse que balançar é só para crianças? Quem disse que lugar de balanço é na praça ou no jardim?

Estar suspenso nos dá uma sensação de leveza e bem-estar; balançar nos embala e nos relaxa. Há quem prefira uma sensação mais sólida, mas a maioria associa o balançar a sensações agradáveis. Usar um balanço em casa deixou de ser inovador, pois muitos designers optam por pendurar suas cadeiras superconfortáveis.

Como, e se podemos pendurá-la, é uma outra coisa. A cadeira de balanço deve ser pendurada diretamente na laje e, algumas vezes, com reforço até mesmo na própria laje. Como saber isso? Chame seu arquiteto e pergunte se sua laje é resistente ao peso da cadeira mais uma pessoa sentada.

Se não for, é necessário um reforço na laje, e isso se faz com alguma estrutura a mais no suporte fixador da cadeira no teto. Ter um balanço na sua sala não significa correr um risco criativo, mas sim uma ideia a mais de bem-estar, jovem e muito alegre.

Nossa casa é um organismo vivo, moldando-se e aperfeiçoando-se sempre para nos agradar, e a você, claro, principalmente! Aproveite as “poltronas suspensas” – elas realmente são muito mais leves e originais!

Desfrute ótimas tardes no seu balanço particular…

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Enviado por: Redação
25/07/2017 - 19:00

Em Casa, por Manu e Márcia Müller: medo da moda

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Nossa, que medo que nós aqui temos da moda! A tendência e a moda são capazes de vulgarizar um produto ou mesmo uma ideia. A massificação é sufocante. Ao mesmo tempo, acreditamos na evolução, no novo, e, sem risco, não existe mudança.

Muitas vezes, o risco dá certo; outras, dá muito errado, mas, na maioria das vezes, toda descoberta e criatividade dá mais certo do que errado, e assim evoluímos, descobrimos novos caminhos para arquitetura e decoração.

Uma coisa é certa: o que cai na moda perde um certo valor. Tudo que se vê demais e em todo lugar não surpreende, não tem mais personalidade, identidade, e fica pasteurizado.

Entretanto, existem materiais e produtos que entram na moda, saem e até se vulgarizam, mas nunca deixam de ser elegantes. Já falamos do sisal aqui e vamos falar novamente, porque esse material é um show, e sua utilização jamais deixou de ser elegante.

O sisal inicial, pouco prático e muito perecível, foi se modificando e hoje temos lindos tapetes que parecem feitos só de palha; na sua composição, há outros materiais e são incrivelmente mais resistentes.

Tivemos aqui, no Rio, uma fabricação linda de tapetes de sisal pintados com desenhos… Eram lindos, mas infelizmente essa fábrica fechou… Coisas do Brasil. Mesmo órfãos desses lindos tapetes de sisal pintados, temos, hoje em dia, inúmeros parecidos e até de fibra plástica para áreas externas, como uma varanda, por exemplo.

Os novos tapetes com aparência de sisal podem ser coloridos e pintados de forma geométrica. Também são muito bonitos – adoro os listrados de duas cores: natural e azul, natural e verde.

A palha sempre provoca uma sensação descontraída, elegante e tropical. Ouvimos muito a frase “moda e decoração andam sempre juntas”, o que é uma verdade e meia porque, na moda, as tendências mudam rápido e, na decoração, o que é bom, bonito e elegante fica, estando ou não na moda!

Afinal, nossa casa não precisa andar na rua, muito menos estar na tendência; ela tem que estar dentro da moda da sua estética pessoal. E falando francamente, se possível, a casa deve estar fora de moda mesmo: fica sempre mais surpreendente e elegante! Mostramos lindos exemplos desse material atemporal.

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Enviado por: Redação
18/07/2017 - 19:00

Em Casa, por Manu e Marcia Müller: turquesa

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Uma cor formada pela mistura suave do verde com azul. A pedra gema de turquesa foi usada desde sempre nas decorações e joias das civilizações egípcias, astecas, nos índios americanos, etc…

Essa cor inspirou inúmeras formas de utilização na decoração e na moda – um tom lindo que ilumina qualquer ambiente. A cor turquesa combina com quase todos os tons e fica linda com o superatual cinza concreto.

O turquesa já esteve na tão complicada tendência e aí se vulgarizou muito. Mas, como toda tendência, essa tonalidade saiu do foco, e amém: agora podemos usá-la sem o risco de ser pasteurizada.

Por aqui, acreditamos na permanência do que é único; a cor turquesa pode ter essa definição. Achar esse tom, e que fique bonito, é uma outra situação. Por ter várias nuances, usar a que se deseja vai depender do que você esta pretendendo misturar.

Gosto muito do turquesa suave que tem um pouco de cinza. Em um ambiente clássico ou em uma ambientação contemporânea, o azul-turquesa dá um toque especial de luz e elegância.

Mostramos lindas composições para você se inspirar…

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Enviado por: Redação
11/07/2017 - 19:00

Em Casa, por Manu e Marcia Müller: mesa de centro

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Tudo que sai do foco da moda me chama atenção. Quase como um estímulo, procuro tentar e entender o porquê. E me faz pensar no motivo; até mesmo, dá vontade de utilizar aquilo que foi descartado.

A mesa de centro, por exemplo, nas ambientações contemporâneas, perdeu seu encanto e foi substituída por práticas e ultracharmosas pequenas mesas de encaixe. Lindas, mas muito pequenas, quase que individuais. Adoro espaços vazios, mas acho que a mesa de centro bem colocada é valiosa em algumas ambientações.

Já falamos aqui, várias vezes, sobre os ciclos da moda. As idas e vindas de tantos móveis e a forma de colocá-los. Ainda apostamos naquela que te representa acima de qualquer situação, moda, tendências ou qualquer outro motivo.

A mesa de centro, assim como uma ambientação clássica, tem seu charme. Ela dá à casa um desenho elegante e um lindo expositor para coleções etc… Além de um democrático apoio para todos no sofá.

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Enviado por: Redação
04/07/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Toldo x Sombra

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Quem, em um país tropical, não gosta de sombra? A sombra de uma varanda se tornou, na casa tropical, uma necessidade de considerável importância. Desde a nossa colonização, estamos sempre em busca de uma casa que suporte o calor e que amenize a insolação.

Optamos por formas naturais que existem nos recursos arquitetônicos. Prefiro uma arquitetura arejada, com sombras e varandas, a uma casa fechada, ao estilo contemporâneo de países com clima frio e cheia de potentes aparelhos de ar condicionado.

O bem-estar de uma casa tropical está associada a ventilação e a uma insolação controlada – disso não fugimos. O toldo é um recurso bem mais econômico que um telhado e funciona muito bem para a mesma função. Além de não ser permanente, ele é retrátil.

A escolha do material e da cor do toldo é fator importante para a sombra que vai nos proporcionar. A cor escura e um material plástico vão fazer essa sombra ser tão quente quanto estar direto ao sol. Prefiro cores claras e materiais menos sintéticos (misturas de tecido e material plástico) impermeáveis e antiflama.

O toldo, além de tudo, tem um aspecto lúdico e dá um charme todo especial. Eles nos lembram aquelas construções de campo rodeadas de jardins floridos: uma sensação de fim de semana no campo. Sem contar a proteção do sol, que, com certeza, nos proporciona uma sombra ao ar livre.

Uma casa tropical com sombra e ventilação natural é sinônimo máximo daquela frase maravilhosa: “Vida longa e, sempre que der, sombra e água fresca.”

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Enviado por: Redação
27/06/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: artesanato indígena

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Todo artesanato indígena é lindo, ainda mais agora, em que a Amazônia está em foco. Sabemos que estimular o desenvolvimento sustentável dessa região significa ajudar todo o nosso planeta. Usar e incentivar os produtos artesanais não madeireiros ajuda o não desmatamento dessa área tão sensível e importante.

Existe uma infinidade incrível de lindos e elegantes produtos dos índios Caiapós. Ajudando o Fundo Caiapó, fundado já há alguns anos, estamos em sintonia com um movimento importante para o mundo e para as novas gerações – além de ter em casa uma linda peça de cestaria ou de artesanato de uma elegância e originalidade incríveis.

Um produto 100% brasileiro! Imagina fazer do País uma potência verde onde a sustentabilidade em grande escala seja o foco da nossa economia! Ainda é um sonho, mas pode ser uma realidade. Pequenos gestos se transformam em grandes ações.

Não existe casa elegante sem um olhar único e pessoal com peças que representem você e seu modo de viver e pensar. Quando optamos por participar de algo maior que o nosso cotidiano, apostamos em uma mudança para melhor.

Usar artesanato indígena é lindo e é participar de algo maior! Casa linda e correta ideologicamente com o Brasil verde. Bonito demais!

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Enviado por: Redação
20/06/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: piano

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Quando nos perguntam como ambientar uma casa com personalidade e charme, sempre respondemos: use muito a sua casa, crie hábitos e explore os lugares que você mais gosta de ficar. Isso é o mesmo que ter, no seu lar, aquilo que você gosta de fazer. Afinal, não existe nada mais sem graça que uma casa neutra – aquela inteiramente planejada dentro de uma estética da moda e de padrões que nada têm com os hábitos de quem usa essa casa.

Ter um piano em casa pode ser um hábito e um prazer para quem toca ou não. Dentro de alguns padrões estéticos atuais, ele é ultrapassado, mas, para nós, o único impedimento é o espaço físico da casa. Um piano de cauda é ainda mais bonito em uma casa altamente contemporânea, com uma arquitetura sem mistura de materiais em um volume harmônico de linhas retas e simples. No ambiente clássico, encaixa-se perfeitamente bem; mas tudo isso fica realmente um charme e lindo se esse piano é usado.

Já ultrapassamos, há muito tempo, a fronteira da moda e do que se usa no momento, para uma casa com conforto e bem-estar e que, principalmente, nos represente. Para nós, arquitetos, a tecnologia contemporânea sempre vai nos guiar na elaboração de um projeto, mas a ambientação de uma casa vai estar muito mais alinhada, e cada vez mais, com seus usuários, e não com tendências ou moda. Quem pensa e aposta no futuro da casa está cada vez mais desconectado com a moda em casa.

Piano nos anos 40 era símbolo de uma casa elegante; hoje é simbolo de uma casa com espaço. Para se ter um piano, o espaço deve ser, no mínimo, de 180m² x 180m², um espaço considerável para os apartamentos atuais. Mas se você pode abrir mão ou se você tem esse espaço e gosta de piano… coloque-o, pois fica um charme. E como é bom aprender ou tocar se você já sabe… Um luxo a mais em casa!

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Enviado por: Redação
13/06/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: estilo retrô

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Como definição, o estilo retrô é uma releitura atual de um estilo antigo, geralmente inspirado nos anos 50, 60, 70… Há quem o deteste e prefira o original da época, e não uma aparência antiga com tecnologia e materiais atuais. Mas, com certeza, o estilo retrô bem usado tem muito charme.

Quando a relação “espaço x tempo” está em acordo, uma de conforto com um olhar do passado é muito bom. Inspirado em desenhos lindos de móveis ou equipamentos do passado, esse reencontro com a indústria atual e todos os recursos fazem desse mobiliário uma surpresa agradável.

Dualismo à parte, saber usar um móvel antigo faz parte da harmonia que uma composição deve ter em qualquer estilo. Se esse móvel é apenas uma inspiração e não um móvel original, isso não tira seu valor nem mesmo a sua beleza. Para essa releitura, um elemento factual, não pode faltar proporção… Sem proporção, nada pode ficar elegante!

Original ou não, memórias afetivas sempre são bem-vindas em casa. O móvel retrô é um caminho. Mostramos lindas composições.

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Enviado por: Redação
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