BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

07/05/2013 - 19:00

“Em casa”, por Marcia Müller: Festa da cumieira!

Na sala de estar de uma casa em Araras, a estrutura aparente das vigas que sustentam o telhado / Foto: Patricia Thompson

Até hoje quando terminamos um telhado ainda comemoramos a festa da cumieira. Uma prática antiga trazida pelos portugueses que festejavam a casa quase pronta!!!

O telhado é isso: o fechamento da casa, a moldura do projeto!!!! Um volume errado, uma inclinação desproporcional e a casa fica desarmônica. Sabe quando uma pessoa “bonita mas o cabelo estraga tudo”… Ou “um lindo quadro com a moldura medonha”… É por ai … Telhado tem que ser espetacular. Ele pode ser tudo de bom e tudo de ruim em um projeto.

Aqui no Brasil aprendemos muito com os nossos colonizadores portugueses e seus telhados coloniais. Lindos e com o famoso cachorro, um beiral embutido, as cidades de Paraty e Tiradentes estão ai para provar a harmonia desses telhados. Um telhado tropical não precisa de tanta inclinação, mas se você optar por fazer sua casa quase sem nenhuma inclinação, como nos telhados modernistas, também lindos, não esqueça de usar uma telha térmica, geralmente um sanduíche de alumínio e isolante térmico.

Não se esqueça nunca que nosso sol é intenso e que a temperatura, quando ele incide direto, “torra ” a superfície exposta, literalmente, se você estiver perto da praia ou mesmo na serra. Gosto muito de telhados com um prolongamento em pérgula, ou varanda, isso torna a temperatura bem agradável.

Mas o mas importante, com certeza, é o volume que ele faz na fachada projetada, suave ou mesmo nenhum, esse acabamento é fundamental. Telha precisa sempre de um ângulo especifico para cada tipo, canal, francesa etc…

Eu, particularmente, adoro deixar à mostra a estrutura das vigas que sustentam o telhado no interior da casa, além de serem lindas, formam um balé de estruturas.

Telhado é mais do que uma proteção para sua casa, telhado emoldura o volume arquitetônico!!!


Enviado por: Redação
30/04/2013 - 19:00

“Em casa”, por Marcia Müller: Subindo…

Escadas que se transformam, numa poesia geométrica se bem colocadas e posicionadas no conceito da arquitetura

Considero escada a escultura mais importante num projeto de arquitetura. Falo escultura porque realmente ela se transforma, numa poesia geométrica se bem colocada e bem posicionada no conceito da arquitetura. Ou pode ser um verdadeiro desastre, transformando-se num obstáculo sem proporção, um elemento que tem um volume sem coerência.

Nós, arquitetos, estudamos muito, na faculdade, as medidas dos degraus: altura, largura e quantidade a serem vencidos sem muito esforço para a colocação exata do patamar etc…

Mas a forma e o volume da escada são também importantes na arquitetura projetada.

Aprendemos que a altura do degrau não deve passar de 18cm, que a largura não deve ser menor que 27cm, e que subir sem patamar, no máximo, de 10 a 15 degraus…

Porém nada é igual ao sentimento único de proporção que um arquiteto vai ter ao posicionar essa escada dentro do conceito elegante e criativo de um projeto.

A coerência dessa associação com o contexto e volume arquitetônico é fundamental para isso.

Subir escada é muito mais complicado do que parece, pelo menos para nós, arquitetos…


Enviado por: Redação
16/04/2013 - 19:00

“Em Casa”, por Márcia Müller: Sombra e água fresca!

Piscinas com borda infinita - elas se prolongam na paisagem, continuando no horizonte quando a vista é de água, mar ou lago

Na civilização oriental, água significa calma , tranquilidade… Na nossa ocidental e tropical, significa o oposto do calor!! Num dia de sol, água é tudo!!

Nós, cariocas, adoramos a praia, dar um mergulho no mar; ainda assim, sucumbimos a uma piscina sempre que podemos.

Além de tudo isso, água é um excelente refletor de calor, portanto, um importante isolante térmico na arquitetura. Um exemplo disso, quando colocada em tetos que têm piscina ou espelho d ‘água como cobertura.

Considero a piscina um complemento altamente lúdico e prático (isolante térmico ) dentro do projeto. Amo projetar piscinas e posicioná-las no terreno. Importante quando se posiciona é a direção do sol para se obter a insolação o tempo todo, tendo pouca ou nenhuma sombra .

Adoro piscinas com borda infinita – elas se prolongam na paisagem, continuando no horizonte quando a vista é de água, mar ou lago. Gosto também das que se misturam na natureza, utilizando a inclinação e pedras do terreno.

Muito boa num dia de calor, a piscina é, sem dúvida, a imagem de sombra e água fresca…


Enviado por: Redação
09/04/2013 - 20:30

“Em casa”, por Erick Figueira de Mello: Baús e caixas

Baús e caixas: novas funções e liberdade para inovar / Foto: Divulgação

Adoro dar novas funções para móveis e objetos, e uma delas é nos usos de caixas e baús. Lembro que, quando pequeno, meus pais tinham um baú que era um bar, com balde de gelo embutido, prateleiras para copos, lugar para as garrafas, e tudo era espelhado por dentro. Bem anos 70 – hoje, eu diria “meio cafona”, mas, na época, era o máximo!

Achava aquilo meio inusitado; por isso acho que comecei a ver novas possibilidades de usos para certos objetos. Usamos baús como mesas de centro, mesas laterais e porta-trecos em vários projetos.

As caixas podem virar porta-CDs, porta-retratos, e tudo fica muito charmoso quando colocado nas estantes; até mesmo, nas mesas de centro, onde todos podem ter acesso. Os controles remotos dos aparelhos eletrônicos ficam superlegais se colocados numa caixa bem em cima do pufe da sala de TV.

Outro dia, num projeto em SP, coloquei uma caixa linda do Arnaldo Danemberg que era cheia de compartimentos para guardar as cápsulas dos cafés da Nespresso. Ficou o máximo, pois pusemos a máquina ao lado, também, numa bandeja do Arnaldo. Aquela cara de antigo com o moderno deu um supercontraste. Imagina só a bandeja com umas xícaras modernas, as cápsulas coloridas misturadas dentro da caixa, e tudo com aquele ar descolado que está ali por acaso.

Inovem sempre, e as caixas lhes dão liberdade para isso!!! Asas à criação.


Enviado por: Redação
02/04/2013 - 19:00

“Em casa”, por Marcia Müller: Entrando no armário…

Closet sob medida, com armários paralelos superpostos que correm em trilhos, fazendo duas fileiras em vez de uma

Guardar, organizar e achar espaços nos espaços cada vez menores para nossas coisas parece função para um mestre Zen budista: muito Ohmmm…. Muita calma nessa hora …

Sem falar que roupa e sapato , hoje em dia, é “patrimônio “. Para pessoas elegantes que não compram a cada estação e a cada virada da moda peças descartáveis, guardar e conservar é imprescindível!!!

Tenho uma cliente e amiga que se enquadra perfeitamente nesse padrão. Ela é elegante, portanto, lugar para guardar e organizar seu “patrimônio” foi fundamental para desenhar seu closet.

Nos projetos de armários, temos sempre dois caminhos: ou desenhamos marcenarias sob medida, ou optamos por modulados fabricados por lojas especializadas, como Florence, Ornare etc.

No caso, falo de um closet feito sob medida, onde foram aproveitados todos os espaços possíveis, através de armários paralelos superpostos que correm em trilhos , fazendo duas fileiras em vez de uma.

Além de prático, o closet dá movimento e, dependendo de quem o usa, pode se transformar em uma sala íntima com roupas, sapatos, cintos, chapéus, bolsas e acessórios ao redor.

A marcenaria que executa projetos de armários, ou não, precisa dar bastante suporte técnico para o arquiteto: trilhos reforçados, corrediças telescópicas e ferragens atuais. Existe atualmente uma infinidade de ferragens nacionais incríveis que possibilitam todos os tipos de movimentos para portas e painéis. Além dos revestimentos para as prateleiras e portas, existem laminados lindos de cores e desenhos, vidros e papel de parede. Depende da criatividade do arquiteto!

Mas fundamental mesmo é gostar de ser organizado, gostar de conservar e adorar suas coisas nada descartáveis e nada perecíveis!


Enviado por: Redação
26/03/2013 - 19:00

“Em casa”, por Erick Figueira de Mello: Estantes, sempre um lugar especial

A estante da casa de Erick, no hall de entrada: lugar meio inusitado; mas, para livros e estantes, todo lugar é lugar

Sejam de madeira, concreto ou de lacas coloridas, elas aparecem sempre nos projetos que fazemos. Assim que começamos um projeto novo, conversamos com os clientes para entender os sonhos, gostos, vontades e demandas, e sempre vem o assunto livros. Me interessa muito saber se a família os possui, se são leitores ou simplesmente têm pelo simples fato de tê-los. Podem ser de arte, romances ou meras revistas, mas sempre terão um lugar especial para colocá-los.

Ao reformar a sala da querida Vandinha Klabin, há anos, colocamos a sala de jantar na biblioteca, ou seja, livros por todos os lados. E põe livro nisso! A biblioteca é incrível: arte, arte e mais arte…. Com isso, o ambiente se tornou superacolhedor, e posso imaginar as conversas sem fim cercadas de tanta sabedoria. As estantes são locais não só de livros como também de coleções, recordações e histórias. A foto que vocês veem é da estante da minha casa, na Gávea. Coloquei-a no hall de entrada, lugar meio inusitado; mas, para livros e estantes, todo lugar é lugar….

Iluminação – Iluz – Ines Benevolo

Marcenaria – Lattice


Enviado por: Redação
19/03/2013 - 19:00

“Em Casa”, por Marcia Müller: Som na caixa… ops, na casa!

Os superequipamentos do especialista em som e audiovisual Bruno Klabin, numa marcenaria feita sob medida.

Detalhes do trabalho do especialista Bruno Klabin.

A linha Genève desenvolvida pelo engenheiro de som Per Halberg, que ganhou o prêmio de edição de som.

Ouvir música é maravilhoso, todo mundo sabe; mas, quando você a ouve num ambiente confortável, elegante e feito sob medida, isso é luxo!

Assim deve ser um ambiente projetado para uma sala de som e televisão; até mesmo a casa toda. Hoje, os addicts em som (cada vez mais e mais pessoas) querem o som em todos os ambientes: cozinha, banheiros, área de serviço, e até na garagem … Nada mal se isso faz você feliz.

Para cada situação, existe um tipo de distribuição e aparelhos específicos. Quando projetamos o som de uma casa, especialistas estão sempre presentes, tanto para composição técnica quanto para dimensionamento dos aparelhos; sem eles, os erros podem ser fatais!

Em alguns casos, os aparelhos podem ficar lindamente expostos, pois existem verdadeiras obras de arte em design para aparelhos de som: eu adoro a linha Genève desenvolvida pelo engenheiro de som Per Halberg, que ganhou o prêmio de edição de som (mostro em uma das fotos).

Em outros casos, marcenarias são desenhadas exclusivamente para armazenar os equipamentos . Em outras fotos, mostro os superequipamentos do especialista em som e audiovisual Bruno Klabin, numa marcenaria feita sob medida. Nesse assunto, existem também os equipamentos ecológicos, que utilizam pouquíssima energia. Muito bom isso!

Hoje, tecnologia e arte andam em total harmonia com o nosso conforto e bem-estar.

Então, vamos aproveitar e escutar uma boa música em casa!


Enviado por: Redação
12/03/2013 - 19:30

“Em casa”, por Erick Figueira de Mello: Varanda, o melhor lugar

Projeto de varanda onde se pode servir café da manhã, almoços e jantares de forma descontraída

Adoro varandas, e quem não gosta? Acho que, por causa do nosso clima, temos o hábito de passar grande parte do tempo do lado de fora da casa, seja nas casas de praia, serra ou até mesmo em apartamentos. A sensação de estarmos mais em contato com o jardim e a natureza cria um bem-estar enorme. Grandes, pequenas, estreitas ou compridas, as varandas têm por finalidade nos proteger do sol e da chuva. Nelas almoçamos, conversamos, deitamos na rede, bebemos e, hoje em dia, até televisão somos às vezes obrigados a colocar. Quanto a isso, prefiro não falar: a TV está invadindo todos os espaços, mas esse é um assunto para um próximo texto.

Nesse projeto de clientes muito amigos, pude presenciar vários almoços e jantares – e a varanda é, sem duvida, o lugar mais usado da casa para o café da manhã que a cliente prepara com um capricho enorme, usando louças e jogos americanos diversos.

Para criar um clima mais aconchegante, uso muita madeira. E, em São Paulo, não deixo de usar as esquadrias da Mado, que consigo personalizar para os meus projetos e conseguir resultados bem legais, como as janelas ao fundo, do tipo camarão, que podem ficar todas abertas e, quando fechadas, elas se regulam, tipo as esquadrias caribenhas.

Na minha opinião, é sempre o melhor lugar da casa.


Enviado por: Redação
26/02/2013 - 19:30

“Em Casa”, por Marcia Müller: Ah, se o nosso banheiro falasse…

Acima, detalhe de toalha e perfumes da Trousseau. Abaixo, visão geral de um banheiro projetado pela arquiteta Marcia Müller

“Hoje em dia, o conceito do banheiro mudou muito: voltou a ideia dos anos 40, da sala de banho, a “sale de bain”, como dizem até hoje os franceses.

Pois é, passamos tanto tempo no banheiro que este espaço precisa ser realmente convidativo, confortável, visualmente e concretamente.

Para isso, hoje em dia temos boutiques especializadas em itens de banheiro. Designers se dedicam a criar peças confortáveis e lindas. Banheiros para nós, arquitetos, são meticulosamente trabalhados: pensamos no usuário, mas também pensamos muito no revestimento (inúmeras e lindas opções), no posicionamento na planta pela insolação e ventilação, nos metais, nas louças, enfim… Para cada um desses itens, um leque de variedades exclusivas e deslumbrantes.

Mas o mais exclusivo para esse banheiro dos sonhos (além do projeto) são os acessórios: nada melhor que uma toalha de algodão branca (sempre) grande e cheirosa da Trousseau, um robe idem de toalha de algodão. Além, é claro, de todos os cheiros de ambiente – velas e sabonetes – serem sempre do mesmo perfume…

Ai, com é bom ficar muito tempo em frente ao espelho… Espelho, espelho meu!”


Enviado por: Redação
19/02/2013 - 19:30

“Em Casa”, por Erick Figueira de Mello: Elementos em harmonia

O apartamento da Vieira Souto decorado por Erick Figueira de Mello: no fim, todos os elementos têm que estar em harmonia

“Adorei o convite para, junto com a amiga Marcia Müller, escrever um pouco e passar o olhar do que vemos e vivenciamos no nosso dia a dia. Seja trabalhando, viajando, visitando uma exposição, nosso olhar é guiado pela estética. Nas proporções, cores e detalhes.

Detalhes estes que estão presentes nos trabalhos de arquitetura e decoração que faço diariamente. Sempre tento incluir boa arte e design, e é o que podemos ver neste projeto. As cores da tela do Bechara; da camurça das poltronas “Gaivota”, de Ricardo Fasanello; o aço Corten da mesa se equilibram entre si. As cores e texturas se agrupam e não necessariamente precisam combinar, até porque acho ruim tudo combinando. No fim, tudo encontra o seu lugar na casa e o importante é que convivam em harmonia.

Este apartamento é na Vieira Souto, em Ipanema, e o ambiente é super usado para receber pequenos grupos, porque fica mais íntimo pela própria arrumação dele”.

SERVIÇO:

Tela: José Bechara
Poltronas: Ricardo Fasanello
Aço patinável: Corten


Enviado por: Redação
Página 24 de 25« Primeira102122232425