BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

25/03/2014 - 18:30

Em Casa, por Marcia Müller: Na escada…

Escada pode ter mil e uma utilidades, porém o que a faz mais atraente é a sua forma. O objeto escada já é superlindo, e qualquer uso nela fica mais bonito ainda. A forma da escada permite muitos usos: desde cabide até mesmo uma estante.

A escada só com um lado pode ficar encostada contra uma parede e virar um apoio para vários objetos. Eu gosto muito de usar escadas nas estantes, servindo para alcançar os livros no alto. A que mais gosto de usar são as suspensas, presas às estantes com rodízios; elas fazem uma dupla imbatível de elegância.

Existem escadas antigas do Arnaldo D’ Anemberg, objetos de desejo entre 9 e 10 arquitetos e decoradores; elas compõem qualquer ambiente.

Existem as escadas modernas para estantes que podem apenas ficar apoiadas por uma pequena inclinação na sua extremidade, do designer Jader de Almeida, lindas também. Em meus projetos, complemento sempre uma estante com uma escada e, quando posso, coloco uma escada como apoio aleatoriamente, no espaço simplesmente, mas com uma forma impecável.

Mostro projetos meus onde coloquei a escada. Mostro também um projeto da Manu Müller onde a escada serve como cabide para as toalhas. Escadas modernas ou antigas, de madeira ou não, são objetos atemporais, sempre lindos e elegantes.


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18/03/2014 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Detalhes tão importantes…

Detalhes são a finalização de tudo; sem eles, nada fica completo. Nós, arquitetos, temos a tendência de pensar no macro e às vezes deixamos o micro (detalhes) de lado. Mas um bom acabamento está nos pequenos detalhes, que vão desde um rodapé, um alisar, até um cinzeiro.

Objetos que também podemos chamar de detalhes representam a grande identificação da casa e do usuário. Através deles, pode-se contar uma historia que vai desde a personalidade ao estilo de vida de quem mora lá.

A escolha de objetos reflete, assim como os detalhes, um bom entendimento da casa e de seu proprietário. Na elaboração de um projeto, detalhamento é tudo! Sem um bom detalhamento, um projeto fica inacabado e mal feito.

Como uma receita de bolo, projeto de arquitetura de interiores ou não precisa ser impecavelmente bem detalhado. Só assim, um projeto poderá ser bem executado! Por isso, escolher objetos é também uma arte – são os pequenos detalhes que fazem a grande diferença. Eu gosto de tudo que completa a casa e que marca a presença insubstituível da personalidade do espaço.

Objetos bem escolhidos misturam-se com harmonia e completam com elegância a finalização da ocupação. Mostro, em projetos meus, acabamentos, tais como: flores, pinturas na parede de flores da Dominique Jardy, livros, pequenas mesas, relógio de pé, uma escultura e uma mesa com livros, e, ao fundo, uma estante cheia de CDs (ainda que pouquíssimo usados).

Cada um desses objetos compõe e se harmoniza com esses espaços.

Objetos dão vida, elegância e função ao espaço, assim como detalhes arquitetônicos. Sem eles, uma casa fica incompleta!


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11/03/2014 - 18:45

Em Casa, por Marcia Müller: Aço Corten – uso interno e externo

O Aço Corten foi criado nos Estados Unidos, nos anos 30, numa mistura de ligas de cobre, fósforo, níquel e cromo, para torná-lo mais resistente à corrosão da atmosfera oxidante. É, através dos elementos na sua composição, que uma pátina natural se forma e é o que torna o Aço Corten lindo.

A pátina natural fica cobreada e o aspecto final é superelegante.

O nome Aço Corten é uma abreviação de “corrosion – resistence”. Além de super-resistente, o aspecto final é lindo; por isso, é muito usado arquitetonicamente.

Pena que tudo que se usa demais fica banal… Mas adoro usar Aço Corten fora e dentro da casa. Em algumas doses bem pensadas.

O tom cobreado vinho é muito exclusivo e, pela sua resistência,  gosto muito de usar fora de casa. Mesmo sendo uma linguagem não comercial, ele se adapta muito bem ao uso unifamiliar .

Eu prefiro sempre para casa um olhar menos agressivo a situações corporativas; mas o Aço Corten, pelo seu tom, possibilita isso muito bem.

O tom cobre quebra a frieza do aço e se mistura lindamente com a natureza.

Mostro dois projetos que fiz: uma sauna em Angra, totalmente misturada com o entorno, e um escritório.

O escritório, com móveis antigos do maravilhoso Arnaldo Danemberg, misturam-se superbem com esse material bruto.

Uma situação onde contrastes se encontram a natureza e o aço, móveis antigos e o aço .

O ponto comum é o tom do aço e principalmente a diferença desses materiais que, apesar de opostos, por isso mesmo se misturam tão bem!


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04/03/2014 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: Caveiras – ter ou não ter…

A caveira sempre esteve no imaginário humano e em muitas culturas, com diversos significados. Há pessoas que detestam e outras que, além de adorar, desejam usar em casa. Depois que o artista plástico inglês Damien Hirst eternizou a caveira, ela ficou cult.

Sempre me lembro de piratas, e acho engraçado quando vejo uma caveira – ao contrário de triste, acho divertido. Mas, para quem gosta, nas almofadas e objetos de casa, pode ser charmoso. E talvez esse uso lúdico até tire aquela impressão imediata do imponderável destino… Mostro a casa de um apreciador de caveiras.

Quando fiz o projeto, não imaginei tantos objetos, mas, ao colocá-los nas estantes e até mesmo na parede, tudo se encaixou muito bem. Quando se faz uma casa, acredito sempre que, ao torná-la cada vez mais próxima do usuário, mais natural e elegante ela fica.

Usar objetos de uma coleção faz esse contato imediato da casa e do dono. Tudo que fica natural se encaixa e se molda. A coleção “descolada” de caveira, na moda ou não, representa a cara de quem mora – gosto sempre desse caminho.

A coleção que mostro nesse meu projeto está em esculturas, fotos e também nas almofadas.


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25/02/2014 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: Pedra bruta!

Gosto muito e procuro sempre usar materiais brutos e não industrializados nos meus projetos.

Nos revestimentos e nas torrações, os materiais não industrializados contribuem para um acabamento diferenciado e são um incentivo para um olhar sustentável.

Linho natural,  pedras, madeiras , etc… Quando faço uma casa, procuro entender o terreno e tudo que ali existia antes da implantação. E quando encontro pedras, procuro usá-las o máximo possível.

Às vezes, é necessário alguma remoção de pequenos pedaços, para o nivelamento do terreno, etc…

A utilização das pedras requer um profissional específico para isso; o profissional pode fazer maravilhas com restos de pedras ou simplesmente transformá-las em tijolos.

Eu procuro cortar o mínimo possível e usar sempre os maiores pedaços para bancadas em banheiros.

Nas pedreiras, antes de ser cortado e polido, enfim, antes de ser industrializado, o granite é um pedaço de pedra bruta. É assim que eu prefiro usar quando o projeto permite.

Mostro projetos meus aonde pude colocar as pedras existentes no terreno da casa. Foram feitas bancadas, revestimentos de chuveiro e, em outro projeto, uma divisória.

Elas estavam no terreno e continuaram todas lá, de novo e de outra forma. Aproveitar e reciclar é sempre um bom caminho!


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18/02/2014 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: Luz, mas nem tanto assim…

Quando a luminária serve mais para pequenos detalhes do que para iluminar de verdade, o ambiente fica teatral, “descolado” e também calmo.

Cada vez mais, deseja-se uma atmosfera intimista dentro de casa. Não existe nada mais relaxante que pouca luz .

A intensidade de luz é responsável para esse ambiente tornar-se tranquilo. Na rua, já temos uma luz intensa de dia, afinal vivemos nos trópicos, onde a luminosidade é linda, porém altíssima!

Em casa, o desejado sempre é que o clima seja totalmente antiestresse, além de ter a nossa cara.

Para isso, eu gosto muito de usar luminárias pontuais, de pouca incidência de luz com led e, de preferência, amarelo.

As luminárias pontuais pequenas e charmosas fornecem a luz desejada para uma leitura ou a iluminação de um objeto. Nada além!

Vamos deixar a luz intensa para o dia, para a praia … Em casa, um lusco-fusco relaxante é tudo de bom.

Mas é claro que existem espaços e situações em que a luz é necessária e tem que ser abundante: cozinha, banheiros, por exemplo.

No entanto, estamos falando de um outro tipo de luz, para um outro tipo de situação…

Mostro algumas luminárias que uso constantemente para essa situação de charme e tranquilidade …

São pequenas e com desenhos elegantes, mas, dependendo da luz, podem até ter uma luminosidade bem intensa.

Eu prefiro sempre uma luz ambiente e que não venha toda do teto.

Espaços com baixa intensidade de luz são uma ótima opção para quem quer chegar em casa e deixar o estresse do dia do lado de fora!


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11/02/2014 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: Persianas e o sol…

Para fechar uma janela ou porta-janela, ou teto, gosto muito de usar persianas.

Podem ser feitas sob medida, industrializadas ou artesanais; estas últimas, com o desenho exclusivo do arquiteto para o projeto.

Quando são desenhadas, as réguas podem ser aerodinâmicas ou retas, móveis ou fixas, inclinadas ou retas.

As persianas são lindas e exercem muito bem sua função de visibilidade e proteção solar; já para a questão de luminosidade, nem tanto… Em um quarto, aconselho o velho e bom black out tipo rolo.

Mas elas são elegantes, combinam maravilhosamente bem com o nosso país tropical. As venezianas lembram um local de praia, arejado e fresco.

Imagem essencial aos apartamentos mal ventilados, infelizmente, por causa das poucas e pequenas aberturas e posição do sol; afinal, esse é o preço de morar nas grandes cidades…

Além de tudo, o sol filtrado pela persiana fica lindo e muito menos intenso, portanto, menos quente.

Porém, ambientar uma casa, lembrando sempre essa nossa condição tropical, ajuda muito!

As persianas podem ser de madeira natural, de alumínio pintado, manuais ou elétricas. Amo as desenhadas de correr, feitas artesanalmente por marceneiro.

Nosso fornecedor para as persianas industrializadas é a loja Orlean, que trabalha com inúmeras opções de persianas de vários tamanhos e tons – todos lindos e funcionam superbem.

Além de uma excelente manutenção pós-entrega, a Orlean sempre dá acompanhamento na instalação. São superimportantes uma medição precisa e uma instalação impecável, caso contrário, o funcionamento fica impossível.

Aconselho sempre a loja Orlean, ou um excelente marceneiro!

As persianas de madeira são pesadas; por isso, sem uma boa fixação, já dá para imaginar o que pode acontecer…

Mostro alguns projetos feitos por mim e outro, pela Manu Müller, onde as persianas barram o sol, a vista e dão um charme tropical todo especial aos ambientes.


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04/02/2014 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: Copa, a antessala da cozinha…

Gosto muito de usar copa em meus projetos; acho um lugar agradável e um ponto de encontro da família.

Infelizmente, com a diminuição dos espaços nos apartamentos, nem sempre isso é possível. Mas, quando posso, sempre faço uma copa.

Essa antessala da cozinha está no nosso imaginário… Lembra a casa da avó e dos maravilhosos lanches da tarde, que infelizmente foram abolidos, pela falta de tempo e consciência dos quilos a mais…

Mas é, sem dúvida, um espaço delicioso de ter em casa.

Tomar café da manhã na copa vendo o funcionamento da cozinha é muito prático, além de fazer um prolongamento no espaço da cozinha.

Gosto muito de copa arejada e com uma abertura generosa para cozinha, e, em muitas situações, com uma abertura para a sala de jantar também.

Uma copa bem projetada faz um prolongamento da cozinha e da sala de jantar . Através de portas generosas ou simples aberturas para esses dois espaços, a copa torna-se um ponto comum, sem entrar direto na visão da cozinha.

Em cada caso, o arquiteto deve estudar a melhor forma de usar esse espaço, sem nunca diminuir a cozinha ou sala de jantar. E, principalmente, jamais deixar de ser super ventilado.

Aliás, ventilação nesses espaços é fundamental; sala de jantar cozinha e copa precisam de ar o tempo todo!

Mostro quatro tipos de copa que projetei: uma clássica conectada à cozinha por uma bancada com uma janela elétrica de vidro; outra pequena acoplada à cozinha por um balcão central; uma terceira com sua própria pia, pequeno fogão e geladeira independentes da cozinha central; e, por fim, uma também anexada à pequena cozinha por uma bancada frontal.

Todas muito usadas e como ponto de união da família!


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28/01/2014 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: Revestimento em madeira

Muitas vezes, associamos a madeira a um lugar corporativo, um escritório,  ou a um lugar mais quente, ideal para um clima de montanha, etc…

Eu não concordo com nada disso; gosto de usar a madeira em todos os cômodos, além de ficar sempre bem na casa tropical. No Brasil, temos madeiras lindas, com tons e veios incríveis.

Forrar um ambiente com madeira dá elegância e, ao mesmo tempo, uma sensação de acolhimento.

Eu amo o tom e o desenho da peroba do campo, mas essa madeira está em extinção; portanto, usá-la requer todo um conhecimento da sua procedência.

Existem inúmeras formas conscientes de usar a madeira: usar a folha (folheado), madeira de demolição, madeiras com selo verde e, por último, madeiras tipo compensado ou MDF (restos de madeiras prensados). MDF e compensado ficam ótimos pintados!

Mas nada se compara a usar a madeira natural – e na sua cor real.

Eu, pessoalmente, detesto brilho; uso a madeira mais fosca possível nos meus projetos, porém, todas com cera semi-brilho. A cera conserva e dá um acabamento muito bom.

Algumas madeiras precisam de um selador e um tonalizante tipo um verniz; nesses casos, peço sempre o mais fosco.

Para mim, o importante é a madeira, esse material lindo e nobre, aparecer em toda sua gloria! Simples e natural…

Mostro alguns apartamentos em que projetei porta de correr em uma grande extensão, toda em madeira; outro, com um painel pivotante em madeira de demolição com uma policromia também antiga, vinda do desmonte de uma fazenda.

A madeira é como um bom vinho: quanto mais o tempo passa, mais linda ela fica – se bem conservada, claro !

Sobre MARCIA MÜLLER: Com um estilo que valoriza o jeito de ser do dono da casa – acima de qualquer tendência -, Marcia Müller é um grande nome da arquitetura no Brasil. Toda semana, ela traz para o ‘saite’ um pouco do seu talento em 20 anos de experiência, com dicas para deixar os ambientes mais bonitos.


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21/01/2014 - 18:45

Em casa, por Marcia Müller: Deck de madeira…

Existem, hoje,  milhares de ofertas para decks de madeira ou plástico, para exterior ou interior. Eu, pessoalmente, amo deck de madeira; acho que dá um charme todo especial à casa.

Gosto de usar do interior ao exterior da casa. Prefiro quando podemos dar uma continuidade do lado de dentro para fora. No interior, sem abertura, preenchido com madeira de outra cor, seguindo para o exterior, com a abertura. Acho muito lindo quando o mesmo piso segue para fora da casa, até o jardim. Isso dá uma elegância e uma profundidade incríveis à casa!

Gosto muito de usar a madeira e prefiro sempre a natural ao material sintético; porém, existem decks de plástico, feitos com material reciclado, que substituem em resistência e manutenção a madeira natural.

Para usar a madeira, em primeiro lugar é preciso querer e amar. Madeira dá muito mais trabalho para a manutenção e é mais cara, mas vale a pena!

Prefiro sempre usar um material natural a qualquer outro que o imite. Gosto de azulejo com cara de azulejo, madeira com cara de madeira e com cor de madeira, e assim por diante.

Se, por questões de manutenção, você não quiser usar a madeira, use qualquer outro material que não imite nada; é sempre mais elegante.

Mas pode ter certeza que um deck de madeira ou um piso de madeira no quarto, sala, banheiro é sempre muito bom, e o contato com esse material é uma delicia.

Algumas madeiras parecem ter a textura de uma seda ao tocá-las, de tão bem trabalhadas e macias.

Mostro algumas situações em que usei o deck para o conforto, charme e elegância da casa.


Enviado por: Redação