BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

05/09/2017 - 20:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: rasgos de luz

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Foi com o superartista plástico italiano Lucio Fontana que os rasgos viraram obra de arte e se tornaram tão especiais, entrando na decoração e na arquitetura. Os rasgos misturam-se com luzes dentro de casa e com aberturas e cortes para a área externa. Em todos os casos, eles provocam o inusitado: uma entrada de luz totalmente guiada para o efeito desejado.

Sabemos que a luz aumenta, ou diminui, ou dá profundidade a um ambiente. Guiada por ela, os cortes podem fazer efeitos especiais, como em um filme. Muitas vezes, tudo que desejamos é sair do convencional e adicionar ao espaço algo completamente novo.

No início, a utilização dos rasgos era bem mais diferenciada; hoje, realmente, eles são banais e facilmente encontrados. Isso faz com que a originalidade perca-se um pouco; também, se forem utilizados de forma não criativa, perdem toda aquela função realmente única, de causar a sensação do diferente.

Ser original não está no fato de usar recursos novos, mas utilizar qualquer recurso em situações não esperadas. Já o rasgo, podemos usar de forma original ou não – ele sempre causa impacto em todas as formas. De toda maneira, usado com originalidade, vai além do efeito e do impacto: transforma o ambiente e cria um novo volume arquitetônico.

Leve, lindo, charmoso e muito elegante!

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Enviado por: Redação
22/08/2017 - 20:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: escada em caracol

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Definição de uma forma espiralada: é uma curva que gira em torno de um eixo central. Essa forma foi a solução prática para alcançar alturas ocupando pouquíssimo espaço; foi assim que as escadas em caracol começaram a ser utilizadas. No início no século retrasado, essas escadas eram usadas em situações de trabalho, nas indústrias, na área de serviço, etc… Em casa, as escadas tradicionais eram as que apareciam em destaque; as em caracol serviam apenas para uso interno – eram práticas, mas pouco confortáveis e algumas, muito perigosas.

Demorou um pouco para aproveitarmos essa linda forma e usar o lado prático do pouco espaço com muita sofisticação. Dessa forma engajamos serviço, praticidade e luxo. Para desenhar uma escada em caracol, é preciso muita atenção para o tamanho dos degraus, para que, ao se aproximarem do centro, não fiquem pequenos demais, nem a altura entre os degraus deve ser igual a uma escada normal – apenas um pouco menor.

Nós, arquitetos, sabemos bem a importância de projetar uma escada apesar de mil fórmulas na Internet. Nada se compara ao olhar: preciso do espaço, a altura a ser vencida, assim como o partido e o volume arquitetônico que se busca. Nas escadas em caracol modernas, sua forma é o que mais se deseja valorizar. O corrimão, como um painel, expõe o espiral, e dessa forma o movimento lindo que a curva faz em torno do centro.

Uma concha em caracol espiral cortada ao meio nos encanta, com essa forma perfeita e poética. É impossível não reconhecer essa correspondência direta da nossa vida pratica com a natureza. Essa consciência se transforma em admiração, e passamos a valorizar completamente as formas da natureza nas soluções diárias da nossa vida.

A escada em caracol é um pequeno exemplo desse paralelo na nossa vida. Com as mais incríveis formas que a natureza nos oferece, uma escada em caracol, além de linda, pode ser confortável e o destaque de uma elegante casa contemporânea.

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Enviado por: Redação
15/08/2017 - 19:30

Em casa, por Manu e Marcia Müller: portas de vidro

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Onde colocar…

As portas de vidro são leves e aumentam qualquer ambiente; além disso, são extremamente finas, ocupam pouco espaço. Atualmente, nos apartamentos modernos, ocupar pouco espaço é uma maravilha. Adoro usar portas de vidro, a transparência para conectar os ambientes. Na transparência, o vidro ganha de qualquer material, pois ele pode ser, também, translúcido, deixando passar apenas luz.

Uma porta ou divisória de vidro pode ser opaca e transparente ao mesmo tempo. Gosto muito de usar vidros com divisões quadradas, com um olhar mais industrial, que dá a transparência a mais; essas têm um peso marcado pelas divisões. O perigo de usar vidros em casa é fazê-la parecer uma loja, ou um banco, enfim, ficar com aspecto de vitrine. A casa tem uma linguagem que deve ser mesmo bem diferente de qualquer situação comercial – meu conselho. Uma loja pode até ter um aspecto mais de casa, mas uma casa ter um aspecto de loja fica muito ruim.

O vidro serve para conectar ambientes, mas conectar a casa com o exterior é expor o espaço, como um aquário. Foge muito do conceito da casa expor seu interior ao público, seja para um jardim particular ou mesmo para seus espaços internos. Independentemente de o vidro ser fixo transparente ou translúcido, ainda assim, aumenta e dá uma leveza toda especial ao ambiente.

O cuidado de usar vidro é não colocá-lo na luz direta do sol, e muito menos sem abertura para ventilação. Nas cidades tropicais, por exemplo, um vidro deve ser sempre móvel, para deixar o ar circular. Usar vidro requer apenas esse cuidado importante com o sol, pois, caso contrário, a beleza da transparência se transforma numa lente de aumento para essa luz, que acaba por transformar o ambiente em uma sauna com vista – mesmo com o ar-condicionado mais potente do mundo.

Um vidro mal colocado impossibilita o uso de um espaço, mas bem colocado é lindo, é leve!

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Enviado por: Redação
08/08/2017 - 19:00

Em Casa, por Manu e Marcia Müller: restaurantes atuais

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O que faz um restaurante ficar cheio e outro, vazio? Muitas vezes, associamos, exclusivamente, esse fenômeno à comida. E, na época da tecnologia virtual, a propaganda nem sempre é a alma do negócio. A autopromoção, Instagram, tudo isso ajuda, mas um ambiente agradável, convidativo, elegante conta incrivelmente para o sucesso de um restaurante.

Por mais que esteja ligado à comida, um restaurante sem planejamento arquitetônico, sem fluxo, sem soluções criativas, práticas e funcionais, perde a metade do atrativo.

Hoje, procuramos não apenas uma, mas várias experiências sensoriais. O mundo virtual nos tornou exigentes e, ainda por cima, sabemos o quanto se deve gastar de forma justa para aproveitar e usufruir o que buscamos.

Investir no cliente é uma ação global. Ideias criativas, inovadoras, modernas e agradáveis – buscamos tudo isso de uma só vez. Para sair de casa, temos que ter um estímulo forte e saber que estaremos sendo atendidos nos nossos atuais caprichos.

O mundo virtual nos ajudou muito a ficar expostos a novidades e bombardeados todo dia com novos estímulos. Ir a um restaurante deixou de ser apenas pela comida; passou a ser uma experiência sensorial.

Colocamos lindas fotos de restaurantes para você se apaixonar! 

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Enviado por: Redação
01/08/2017 - 20:00

Em Casa, por Manu e Marcia Müller: balançar

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O que dá autenticidade e charme a uma casa é seu uso lúdico, até porque ela deve colocar você em contato com suas memórias mais agradáveis; afinal, um lar é uma forma arquitetônica de memórias. Quem, na vida, não teve bons momentos em um balanço? E quem disse que balançar é só para crianças? Quem disse que lugar de balanço é na praça ou no jardim?

Estar suspenso nos dá uma sensação de leveza e bem-estar; balançar nos embala e nos relaxa. Há quem prefira uma sensação mais sólida, mas a maioria associa o balançar a sensações agradáveis. Usar um balanço em casa deixou de ser inovador, pois muitos designers optam por pendurar suas cadeiras superconfortáveis.

Como, e se podemos pendurá-la, é uma outra coisa. A cadeira de balanço deve ser pendurada diretamente na laje e, algumas vezes, com reforço até mesmo na própria laje. Como saber isso? Chame seu arquiteto e pergunte se sua laje é resistente ao peso da cadeira mais uma pessoa sentada.

Se não for, é necessário um reforço na laje, e isso se faz com alguma estrutura a mais no suporte fixador da cadeira no teto. Ter um balanço na sua sala não significa correr um risco criativo, mas sim uma ideia a mais de bem-estar, jovem e muito alegre.

Nossa casa é um organismo vivo, moldando-se e aperfeiçoando-se sempre para nos agradar, e a você, claro, principalmente! Aproveite as “poltronas suspensas” – elas realmente são muito mais leves e originais!

Desfrute ótimas tardes no seu balanço particular…

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Enviado por: Redação
25/07/2017 - 19:00

Em Casa, por Manu e Márcia Müller: medo da moda

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Nossa, que medo que nós aqui temos da moda! A tendência e a moda são capazes de vulgarizar um produto ou mesmo uma ideia. A massificação é sufocante. Ao mesmo tempo, acreditamos na evolução, no novo, e, sem risco, não existe mudança.

Muitas vezes, o risco dá certo; outras, dá muito errado, mas, na maioria das vezes, toda descoberta e criatividade dá mais certo do que errado, e assim evoluímos, descobrimos novos caminhos para arquitetura e decoração.

Uma coisa é certa: o que cai na moda perde um certo valor. Tudo que se vê demais e em todo lugar não surpreende, não tem mais personalidade, identidade, e fica pasteurizado.

Entretanto, existem materiais e produtos que entram na moda, saem e até se vulgarizam, mas nunca deixam de ser elegantes. Já falamos do sisal aqui e vamos falar novamente, porque esse material é um show, e sua utilização jamais deixou de ser elegante.

O sisal inicial, pouco prático e muito perecível, foi se modificando e hoje temos lindos tapetes que parecem feitos só de palha; na sua composição, há outros materiais e são incrivelmente mais resistentes.

Tivemos aqui, no Rio, uma fabricação linda de tapetes de sisal pintados com desenhos… Eram lindos, mas infelizmente essa fábrica fechou… Coisas do Brasil. Mesmo órfãos desses lindos tapetes de sisal pintados, temos, hoje em dia, inúmeros parecidos e até de fibra plástica para áreas externas, como uma varanda, por exemplo.

Os novos tapetes com aparência de sisal podem ser coloridos e pintados de forma geométrica. Também são muito bonitos – adoro os listrados de duas cores: natural e azul, natural e verde.

A palha sempre provoca uma sensação descontraída, elegante e tropical. Ouvimos muito a frase “moda e decoração andam sempre juntas”, o que é uma verdade e meia porque, na moda, as tendências mudam rápido e, na decoração, o que é bom, bonito e elegante fica, estando ou não na moda!

Afinal, nossa casa não precisa andar na rua, muito menos estar na tendência; ela tem que estar dentro da moda da sua estética pessoal. E falando francamente, se possível, a casa deve estar fora de moda mesmo: fica sempre mais surpreendente e elegante! Mostramos lindos exemplos desse material atemporal.

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Enviado por: Redação
18/07/2017 - 19:00

Em Casa, por Manu e Marcia Müller: turquesa

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Uma cor formada pela mistura suave do verde com azul. A pedra gema de turquesa foi usada desde sempre nas decorações e joias das civilizações egípcias, astecas, nos índios americanos, etc…

Essa cor inspirou inúmeras formas de utilização na decoração e na moda – um tom lindo que ilumina qualquer ambiente. A cor turquesa combina com quase todos os tons e fica linda com o superatual cinza concreto.

O turquesa já esteve na tão complicada tendência e aí se vulgarizou muito. Mas, como toda tendência, essa tonalidade saiu do foco, e amém: agora podemos usá-la sem o risco de ser pasteurizada.

Por aqui, acreditamos na permanência do que é único; a cor turquesa pode ter essa definição. Achar esse tom, e que fique bonito, é uma outra situação. Por ter várias nuances, usar a que se deseja vai depender do que você esta pretendendo misturar.

Gosto muito do turquesa suave que tem um pouco de cinza. Em um ambiente clássico ou em uma ambientação contemporânea, o azul-turquesa dá um toque especial de luz e elegância.

Mostramos lindas composições para você se inspirar…

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Enviado por: Redação
11/07/2017 - 19:00

Em Casa, por Manu e Marcia Müller: mesa de centro

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Tudo que sai do foco da moda me chama atenção. Quase como um estímulo, procuro tentar e entender o porquê. E me faz pensar no motivo; até mesmo, dá vontade de utilizar aquilo que foi descartado.

A mesa de centro, por exemplo, nas ambientações contemporâneas, perdeu seu encanto e foi substituída por práticas e ultracharmosas pequenas mesas de encaixe. Lindas, mas muito pequenas, quase que individuais. Adoro espaços vazios, mas acho que a mesa de centro bem colocada é valiosa em algumas ambientações.

Já falamos aqui, várias vezes, sobre os ciclos da moda. As idas e vindas de tantos móveis e a forma de colocá-los. Ainda apostamos naquela que te representa acima de qualquer situação, moda, tendências ou qualquer outro motivo.

A mesa de centro, assim como uma ambientação clássica, tem seu charme. Ela dá à casa um desenho elegante e um lindo expositor para coleções etc… Além de um democrático apoio para todos no sofá.

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Enviado por: Redação
04/07/2017 - 20:00

Em Casa, por Marcia Müller: Toldo x Sombra

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Quem, em um país tropical, não gosta de sombra? A sombra de uma varanda se tornou, na casa tropical, uma necessidade de considerável importância. Desde a nossa colonização, estamos sempre em busca de uma casa que suporte o calor e que amenize a insolação.

Optamos por formas naturais que existem nos recursos arquitetônicos. Prefiro uma arquitetura arejada, com sombras e varandas, a uma casa fechada, ao estilo contemporâneo de países com clima frio e cheia de potentes aparelhos de ar condicionado.

O bem-estar de uma casa tropical está associada a ventilação e a uma insolação controlada – disso não fugimos. O toldo é um recurso bem mais econômico que um telhado e funciona muito bem para a mesma função. Além de não ser permanente, ele é retrátil.

A escolha do material e da cor do toldo é fator importante para a sombra que vai nos proporcionar. A cor escura e um material plástico vão fazer essa sombra ser tão quente quanto estar direto ao sol. Prefiro cores claras e materiais menos sintéticos (misturas de tecido e material plástico) impermeáveis e antiflama.

O toldo, além de tudo, tem um aspecto lúdico e dá um charme todo especial. Eles nos lembram aquelas construções de campo rodeadas de jardins floridos: uma sensação de fim de semana no campo. Sem contar a proteção do sol, que, com certeza, nos proporciona uma sombra ao ar livre.

Uma casa tropical com sombra e ventilação natural é sinônimo máximo daquela frase maravilhosa: “Vida longa e, sempre que der, sombra e água fresca.”

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Enviado por: Redação
27/06/2017 - 19:00

Em Casa, por Marcia Müller: artesanato indígena

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Todo artesanato indígena é lindo, ainda mais agora, em que a Amazônia está em foco. Sabemos que estimular o desenvolvimento sustentável dessa região significa ajudar todo o nosso planeta. Usar e incentivar os produtos artesanais não madeireiros ajuda o não desmatamento dessa área tão sensível e importante.

Existe uma infinidade incrível de lindos e elegantes produtos dos índios Caiapós. Ajudando o Fundo Caiapó, fundado já há alguns anos, estamos em sintonia com um movimento importante para o mundo e para as novas gerações – além de ter em casa uma linda peça de cestaria ou de artesanato de uma elegância e originalidade incríveis.

Um produto 100% brasileiro! Imagina fazer do País uma potência verde onde a sustentabilidade em grande escala seja o foco da nossa economia! Ainda é um sonho, mas pode ser uma realidade. Pequenos gestos se transformam em grandes ações.

Não existe casa elegante sem um olhar único e pessoal com peças que representem você e seu modo de viver e pensar. Quando optamos por participar de algo maior que o nosso cotidiano, apostamos em uma mudança para melhor.

Usar artesanato indígena é lindo e é participar de algo maior! Casa linda e correta ideologicamente com o Brasil verde. Bonito demais!

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