BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

31/10/2017 - 19:30

Em casa, por Manu e Marcia Müller: móveis espelhados

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A magia de um espelho é inquestionável. Ele faz incríveis efeitos, desde tornar um objeto invisível até triplicar seu tamanho. Saber usar espelho é uma arte e conhecimento que passa pela harmonia estética e também por um olhar técnico. Entender de reflexo é técnica pura!

Quem usava espelhos de forma técnica e criativa era Gaudi. Para elaborar os tetos incríveis de seus projetos, ele fazia uma maquete com espelho por baixo; assim, ele via refletido o teto de baixo para cima, uma técnica supercriativa e moderna para o seu tempo.

Esse material, apesar de rígido, é maleável em seu uso. Da arquitetura ao design, o espelho vem sendo transportado fora das tendências há milhares de anos. Mesmo quando é usado de uma forma datada, o espelho como material continua atemporal.

O auge dos móveis espelhados aconteceu nos anos 70, até por serem inéditos; até hoje, se bem usados, têm muito charme. Essas peças não pesam nem poluem, e se harmonizam com qualquer cor e estilo.

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Para quebrar com o compromisso de só usar design ou ser extremamente contemporâneo ou clássico, uma ótima sugestão é usar moveis espelhados. Móveis com arestas vivas geralmente são mais neutros, e móveis espelhados são quase sempre assim. Isso sem falar em uma das melhores qualidades do espelho, já que ele vai aumentar e refletir a ambientação – muitas vezes, desaparecendo para dar espaço.

Na casa do futuro, identificação é fundamental, e preocupação em transformar esse local no espaço criativo e pessoal, idem. Se você gosta de espelho, mas não sabe muito bem como usar o móvel espelhado, essa é uma ótima opção. Móveis modernos, do tipo “legos-faça-e-monte-você-mesmo”, são acessíveis em espelho. Existem lojas que vendem móveis assim, em pequenas caixas. Isso porque ainda não temos a impressora em 3D em casa, como certamente teremos no futuro próximo. Essas impressoras vão fabricar quase tudo em casa mesmo, sem precisarmos ir até a loja.

Cidades com energia limpa, impressoras em 3D para comprarmos e montarmos quase tudo… enfim, o futuro promete: materiais com o espelho ainda devem fazer parte dessa nova realidade. Até lá, vamos aproveitar os lindos desenhos limpos, charmosos e atuais dos móveis espelhados e fazer vários efeitos especiais na nossa casa.

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Enviado por: Redação
24/10/2017 - 20:30

Em casa, por Manu e Márcia Müller: nanotecnologia

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O que será que essa tecnologia tem com arquitetura e design? Praticamente tudo! Tanto na descoberta de novos materiais como na própria colocação e uso deles na nova forma de construir.

O que mais causa impacto é o uso da nanotecnologia na indústria têxtil. Para entender melhor, as nanopartículas são microscópicas: misturam-se à composição das partículas de um material. Com o uso das nanopartículas na camada de um tecido, podemos acrescentar ao tecidos incríveis características. Por exemplo, um tecido pode refletir calor, não absorvendo a intensidade de luz e calor normais. Ele pode ficar exposto ao sol sem ficar quente, por exemplo; e, ao contrário, também pode não absorver o frio da temperatura ambiente e estar sempre agradável… Outra maravilhosa característica: esse tecido pode não manchar, não sujar e não absorver nenhum cheiro.

Se você tem um sofá forrado com um tecido com essa característica obtida pela nanotecnologia, pode cair vinho, comida; além disso, não fica sujo no dia seguinte e também não tem cheiro. Olha que maravilha! Caminhamos a passos largos para essa nova realidade.

Atualmente, esses tecidos são 15% mais caros que os, vamos dizer, normais, mas o mercado nos surpreende com a velocidade de se adaptar às descobertas do futuro. Basta nos lembrarmos do celular, hoje comum, indispensável e acessível …

Também na área da iluminação, a nanotecnologia traz novidades: luzes iguais aos raios de sol da manhã. Sim, esse futuro nos espera cheio de novidades. A nanotecnologia será a grande mola propulsora para esse novo mundo.

Nós, arquitetos, como sempre, estamos ansiosos esperando mais novidades para nossa nova casa. Mostramos fotos dessa nova realidade e o instituto de nanotecnologia que ganhou prêmio de arquitetura.

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Enviado por: Redação
17/10/2017 - 19:00

Em casa, por Manu e Márcia Müller: formas de amebas

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De acordo com Noah Harari “a modernidade é um contrato”. Fazemos parte dele do dia que nascemos até o nosso último momento de vida. Isso é um fato! É a modernidade que determina nossa vida, onde moramos, como moramos, nossos sonhos, etc… Essa constante nos impulsiona a mil direções, e vem moldando nosso olhar sobre o mundo e a nossa estética também. Vemos através dos tempos que a nossa casa sofreu inúmeras alterações nesse sentido.

A modernidade não é igual a moda. A Moda é igual a tendência, modernidade é igual a descobertas de novas formas, de novos materiais, de novas possibilidades, de mais conforto, etc…

A forma de ameba entra nesse hall de modernidade e tendências. Um resgate de formas dos anos sessenta que representava um olhar futurista da casa, a forma de ameba hoje representa uma forma orgânica de moldar a sua casa.

Em ambas as situações a forma de ameba apareceu com o conceito de modernidade daquele momento. Atualmente essa forma orgânica suaviza a arquitetura contemporânea reta e dura, ao mesmo tempo que da mais conforto para quem usa os móveis com esse design.

Como se você estivesse sendo abraçado ou o móvel estivesse moldado para o seu corpo.

Essa é a sensação dos móveis orgânicos que não seguem mais um padrão reto e tradicional dos moveis clássicos. Os sofás com esse formato são lindos e tem formas leves e esculturais. Realmente super confortáveis, utilizam materiais incríveis na sua fabricação. Muitas vezes espumas com intensidade perfeitas e um acabamento com tecidos únicos.

A modernidade tem um significado importante para nós, sem ela não evoluímos e não descobrimos novas formas de viver e de olhar esse lar.

No início, as novidades são rejeitadas. poucos acreditam, mas o tempo nos mostra o que é moderno e o que é apenas moda.

Ficamos e aperfeiçoamos o que nos leva a novos tempos e o que nos faz mais modernos e atuais. As formas orgânicas (de ameba) fazem parte dessas novas descobertas técnicas para o futuro da casa.

Caminhamos com certeza para uma casa mais eficaz mais confortável mais lógica e mais orgânica.

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Enviado por: Redação
10/10/2017 - 19:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: cães e gatos

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Na casa, estamos sempre procurando turbinar possibilidades e inovações. Uma delas é a identificação afetiva que temos com os animais – uma fonte inspiradora que segue em muitas direções – espaços dedicados a esses animais, e até mesmo estampas em tecidos, quadros tipo portraire e etc…

A inclusão do animal dentro de casa não se restringe, atualmente, apenas a um local extra, mas a um ambiente totalmente integrado. A historia da casa e dos animais domésticos vem de longa data, mas só agora eles passaram a ter um olhar especial, com seus desejos e necessidades, ergonometria e especificidades. Como meta de um grupo, a nova casa caminha para uma integração entre todos os habitantes.

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Bem-estar, conforto e qualidade de vida, somados a uma identidade pessoal com esse espaço, é nessa direção que caminha a casa moderna. O arquiteto ou designer que optar por ser regido apenas pelas regras da moda ou por um olhar puramente técnico, deixando de lado hábitos de uma vida cotidiana, poderá perder espaço. Essa nova casa pretende sucesso total da parceria habitantes x estética e conforto.

A base de uma casa harmônica é o sucesso dessa conexão. Não é à toa que vemos hoje um comércio altamente sofisticado com essa temática. Animais são também quase um membro da família.

A casa lúdica é aquela que sonha, cria, provê e dá refúgio e abrigo para todos.
Acho esteticamente lindo estampas com cachorros ou gatos e, pessoalmente, adoro gatos na decoração e dentro de casa mesmo.

Aprendemos muito com os animais; com os gatos, por exemplo, vemos a essência da elegância e, sem duvida, do conforto. Animais despertam amizade, carinho e nos conectam… Convidativos, os elegantes motivos de decoração com animais nos inspiram a imaginar – é onde tem muita vida afetiva.

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Enviado por: Redação
03/10/2017 - 20:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: feito à mão

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Tudo que é desenhado e executado manualmente é único, valorizado pela exclusividade de ser feito naquele momento por uma pessoa. Isso imprime um DNA personalizado e uma memória afetiva, além da qualidade artística. Assim são os móveis feitos à mão – da mesma forma que o seu projeto foi feito por um arquiteto(a) que não só imprimiu seu olhar técnico como também artístico para, sob medida, fazer a sua casa. Os móveis feitos à mão têm a qualidade de manter um olhar pessoal de quem o executou, e isso é o que faz esse móvel ser mais bonito entre os outros.

Ainda não inventamos nenhuma máquina capaz de executar esse olhar; somente humanos são capazes de imprimir emoção em objetos que executam.

Uma obra de arte pode ser um quadro, uma cadeira, uma mesa… Associar o móvel feito à mão a um custo elevado não é necessário.

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Existem indústrias que trabalham somando maquinário e pessoas; o toque final sempre humano. Essas indústrias promovem não apenas um encontro entre produção e trabalho manual, como também um projeto social incrível – a inclusão de comunidades inteiras na produção em fábricas, com esse olhar.

A Tidelle, na Bahia, é um exemplo de como essa mistura pode ser feita. Em uma parceria pública X privada, toda uma comunidade foi envolvida. A produção de lindos móveis resgatou não só a possibilidade de trabalho como também de uma incrível autoestima para essa comunidade.

Trabalhar com design, arte e com a beleza sempre faz bem a qualquer ser humano. Saber que você tem um lindo móvel e que ainda está contribuindo para uma verdadeira inclusão social nos faz muito bem. E quando esse móvel não é o mais caro do mercado, aí melhora muito também.

Estamos vivendo um processo dinâmico social, uma mudança para melhor. Vamos apostar em um novo Brasil, na nossa mão de obra e, principalmente, na nossa qualidade humana. Nada melhor que escolher um móvel feito por alguém para alguém, do jeito que alguém quer!

…feito no Brasil, essa é a cara de um país vitorioso …

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Enviado por: Redação
26/09/2017 - 19:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: tecido de plantas

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Uma casa tropical não precisa ser supercolorida ou cheia de tucanos e araras. Ser tropical não precisa estar alinhado a uma fantasia de Carmem Miranda.

Em primeiro lugar, uma casa tropical tem que ser arejada e leve; sem ventilação, ela não resiste. Se você é como nós, moradores de um país tropical, já sabe que ar-condicionado não é a única solução, nem mesmo a melhor. Sem ventilação natural, a casa tropical sucumbe e mofa.

A simples, porém eficiente, ventilação cruzada é indispensável. Se formos pensar em ambientação, tudo deve ser leve. A escolha dos materiais, para que transmitam frescor, deve estar presente no conceito dessa ambientação, ou seja, materiais puros e neutros, como tecidos de linho, de cores alegres, mas que sejam leves também. A ideia de uma casa tropical está sempre conectada ao verde, à mata, à exuberante vegetação tropical. As folhagens dessa vegetação linda e exótica remetem a uma deslumbrante floresta tropical, assunto dominante nos dias atuais.

A conservação das florestas também é estimulada pelas imagens que se referem-se a elas. As folhagens e a floresta tropical estão sendo largamente usadas, e, à proporção que as usamos, não estamos copiando uma moda ou tendência (palavra muito antipática), mas estamos alinhados a um pensamento mundial: valorizar o que merece ser valorizado.

As gigantes folhagens atribuem à casa um ar moderno divertido e superelegante.
Estando ou não no foco das atenções, a casa tropical anda de mãos dadas com folhagens, mata e ventilação. Portanto, se agora temos lindas patronagens de cores tamanhos e materiais com folhagens, devemos usá-las com convicção e confiança.
Uma casa tropical com folhas nos tecidos nas paredes é um charme, e, se for ventilada, torna-se um paraíso!

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Enviado por: Redação
19/09/2017 - 19:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: P&B

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Das combinações de cores que existem, aquela de que eu mais gosto, sem dúvida, é o preto e branco. Presente há tanto tempo na arquitetura e na ambientação, essa mistura pode ser altamente contemporânea e totalmente clássica.

Nos castelos e nos palácios, a composição dessas duas cores é igualmente elegante, assim como nas casas contemporâneas e futuristas.

Os opostos se atraem: o branco (mistura de todas as cores) com o preto (ausência de cores) formam um mix perfeito. No chão, nas paredes, nos tecidos, o preto e branco se completam. Uma casa tropical pode ser preta e branca sem ser pesada; essa mistura fica, ao mesmo tempo, marcante, e, sabendo usar, superleve.

O importante dessas duas cores é o encontro harmônico carregado de elegância.
Preto e branco juntos podem ser misturados com inúmeras cores. Um exemplo clássico é o piso preto e branco com paredes coloridas; praticamente, todas as cores ficam lindas.

Amarelo com preto e branco, azul com preto e branco, e por aí vai… quase todas as cores… difícil uma que não fique elegante.

Os quadros concretistas preto e branco são lindos. Grafismos nos tecidos preto e branco ficam lindos também, sem falar nas lindas fotos P&B, que são sempre incríveis.

Se pretende usar cores em casa, comece pela mistura preta e branca no piso; depois desse piso, tudo fica mais fácil.

Construímos uma casa como desenvolvemos relações – os interesses e afinidades vão se aprimorando e nos tornando mais próximos. As afinidades com a nossa casa vão se desenvolvendo à medida que colocamos nela nossa carga afetiva e nosso olhar estético.

Os interesses, o sentido, vão aparecendo e dando lugar a essa singular e poética relação entre nós e o nosso lar.

Cores, texturas, luz e sons vão construindo a harmonia nessa relação tão primordial e importante.

Experimente começar a usar cores com essa básica e eterna mistura do preto e branco no piso de algum ambiente na sua casa. Se você gostar, use outras cores. Vai ser muito mais fácil e, certamente, ficará elegante.

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Enviado por: Redação
12/09/2017 - 20:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: faça você mesmo

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A culinária foi a primeira a difundir esse conceito, criando um “estilo de vida”, modificando comportamentos em torno de uma função antes reconhecidamente feminina, e, muitas vezes, cercada de preconceitos feministas e classicistas. Assim está se transformando a arquitetura e a ambientação, ou decoração – a palavra “decoração” nem sempre soa bem, já que, muitas vezes, está relacionada a algo fútil ou mesmo desnecessário, outro preconceito. Desde os tempos das cavernas, vemos, nas paredes, desenhos que sinalizavam o cotidiano daquelas pessoas, personalizando, assim, um espaço. Dessa forma, vemos que a decoração existe muito antes da própria arquitetura, sem um espaço pessoal; não existe o conceito do seu lar.

Um novo desenho de escola está surgindo para o futuro “learning by doing”, fazendo para apreender; com isso, cria-se uma nova geração. A arquitetura design e a decoração devem estar alinhadas com essa nova modalidade de vida, em que o fracasso transforma-se em experiência e trabalha-se para apreender, e não se aprende para trabalhar.

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Montar a sua própria casa e móveis vai fazer parte dessa nova geração. Arquitetos estarão em conjunto, montando e capacitando os usuários dessa casa do futuro. Como montar um lego ou móveis – seremos capazes de enviar um manual de montagem ou, simplesmente, montaremos em conjunto.

O futuro nos mostra caminhos muito interessantes e, certamente, esse é o mais sensacional. Já vemos impressoras em 3D montando peças para móveis e até telhados. O profissional também aprenderá fazendo suas próprias experiências positivas e negativas.

Capacitar pessoas é sempre muito bom, e saber que uma solução positiva está sendo passada adiante realiza bastante. Assim como a culinária cria um novo estilo de vida, a arquitetura do futuro e a decoração atingem um maior número de pessoas e sofisticam a moradia e o bem-estar em casa, de forma democrática e alegre.

Como a culinária une em torno de um jantar, a montagem da casa vai unir ainda mais. Que esse futuro chegue bem rápido …

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Enviado por: Redação
05/09/2017 - 20:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: rasgos de luz

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Foi com o superartista plástico italiano Lucio Fontana que os rasgos viraram obra de arte e se tornaram tão especiais, entrando na decoração e na arquitetura. Os rasgos misturam-se com luzes dentro de casa e com aberturas e cortes para a área externa. Em todos os casos, eles provocam o inusitado: uma entrada de luz totalmente guiada para o efeito desejado.

Sabemos que a luz aumenta, ou diminui, ou dá profundidade a um ambiente. Guiada por ela, os cortes podem fazer efeitos especiais, como em um filme. Muitas vezes, tudo que desejamos é sair do convencional e adicionar ao espaço algo completamente novo.

No início, a utilização dos rasgos era bem mais diferenciada; hoje, realmente, eles são banais e facilmente encontrados. Isso faz com que a originalidade perca-se um pouco; também, se forem utilizados de forma não criativa, perdem toda aquela função realmente única, de causar a sensação do diferente.

Ser original não está no fato de usar recursos novos, mas utilizar qualquer recurso em situações não esperadas. Já o rasgo, podemos usar de forma original ou não – ele sempre causa impacto em todas as formas. De toda maneira, usado com originalidade, vai além do efeito e do impacto: transforma o ambiente e cria um novo volume arquitetônico.

Leve, lindo, charmoso e muito elegante!

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Enviado por: Redação
22/08/2017 - 20:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: escada em caracol

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Definição de uma forma espiralada: é uma curva que gira em torno de um eixo central. Essa forma foi a solução prática para alcançar alturas ocupando pouquíssimo espaço; foi assim que as escadas em caracol começaram a ser utilizadas. No início no século retrasado, essas escadas eram usadas em situações de trabalho, nas indústrias, na área de serviço, etc… Em casa, as escadas tradicionais eram as que apareciam em destaque; as em caracol serviam apenas para uso interno – eram práticas, mas pouco confortáveis e algumas, muito perigosas.

Demorou um pouco para aproveitarmos essa linda forma e usar o lado prático do pouco espaço com muita sofisticação. Dessa forma engajamos serviço, praticidade e luxo. Para desenhar uma escada em caracol, é preciso muita atenção para o tamanho dos degraus, para que, ao se aproximarem do centro, não fiquem pequenos demais, nem a altura entre os degraus deve ser igual a uma escada normal – apenas um pouco menor.

Nós, arquitetos, sabemos bem a importância de projetar uma escada apesar de mil fórmulas na Internet. Nada se compara ao olhar: preciso do espaço, a altura a ser vencida, assim como o partido e o volume arquitetônico que se busca. Nas escadas em caracol modernas, sua forma é o que mais se deseja valorizar. O corrimão, como um painel, expõe o espiral, e dessa forma o movimento lindo que a curva faz em torno do centro.

Uma concha em caracol espiral cortada ao meio nos encanta, com essa forma perfeita e poética. É impossível não reconhecer essa correspondência direta da nossa vida pratica com a natureza. Essa consciência se transforma em admiração, e passamos a valorizar completamente as formas da natureza nas soluções diárias da nossa vida.

A escada em caracol é um pequeno exemplo desse paralelo na nossa vida. Com as mais incríveis formas que a natureza nos oferece, uma escada em caracol, além de linda, pode ser confortável e o destaque de uma elegante casa contemporânea.

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Enviado por: Redação
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