BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

27/02/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Márcia Muller: cidades e áreas verdes

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Viver nos grandes centros urbanos é a opção da maioria; não é à toa que as cidades crescem sem parar. Aproveitar e usufruir todas as oportunidades que essa escolha representa dependem muito da cidade em si. Existem cidades e cidades. Eficientes ou não, os centros urbanos nos atraem.

Os romanos foram pioneiros em definir e descrever os serviços que uma cidade saudável deve oferecer aos seus cidadãos, mas, infelizmente, esses conceitos foram sempre muito mais teóricos que reais. Atualmente, temos termômetros muito mais precisos e pessoas muito mais conectadas ao bem-estar coletivo. Aperfeiçoamos nosso olhar sobre conviver e participar da melhoria das nossas cidades. O crescimento populacional não nos desfocou da vontade de transformar nossas cidades em um lugar seguro, agradável, democrático e verde.

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A natureza entra como primeira na lista de necessidades para se ter uma cidade democrática e saudável. Sem o verde, vivemos em um lugar insalubre e hostil. Isso sem falar no aumento da temperatura, pois para nós, que vivemos em um país tropical, uma cidade sem verde é uma cidade superaquecida.

A Organização Mundial de Saúde recomenda 12 metros quadrados de verde por habitante, o que representaria três árvores por morador. No orçamento anual de uma cidade, o paisagismo é, de longe, o item mais barato, e o replantio de árvores deveria ser uma prática estimulada e incentivada pelos nossos governantes. Além de barato, plantar árvores em praças e espaços abandonados transforma totalmente uma cidade.

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A natureza é o nosso verdadeiro patrimônio. Poderíamos dar privilégios para empresas que queiram transformar áreas degradadas em praças públicas, com plantio de árvores. Uma cidade que tem sensibilidade de querer o verde acolhe seus habitantes com solidariedade! Não podemos ser indiferentes à cidade onde moramos e devemos ter coragem para mudar aquilo que não nos faz bem. O progresso não precisa ser tão espaçoso – sempre vai existir um espaço para a natureza; sem ela, nada tem sentido.

Nossas cidades precisam de verde. No padrão da OMS, estamos muito longe da meta mínima para vivermos em uma  cidade saudável, no entanto, muito perto de mudar esse cenário se cada um de nós tiver a coragem de não ser indiferente a essa demanda! Paisagismo urbano é uma solução muito barata e um investimento preciso que transforma uma cidade em todos os sentidos.

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20/02/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Márcia Muller: mesa redonda

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O término de um projeto é a assinatura dos clientes. Quando os donos dos espaços imprimem suas digitais, escolha de objetos ou detalhes de finalização, isso faz com que o ambiente tenha um conceito bem particular. Considero detalhes tão importantes quanto o próprio projeto. E, como na arquitetura moderna e consciente, o cliente é mais importante que o trabalho, as escolhas feitas por eles para finalizar e ocupar o espaço arquitetônico são fundamentais. Dentro desse universo de escolhas, há quem adore as formas redondas que, com certeza, são orgânicas, não têm arestas e são mais suaves. Isso sem falar que uma mesa redonda é muito mais democrática.

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Existem alguns espaços em que as mesas redondas se encaixem em perfeita harmonia. Em algumas salas, essa forma é muito mais adequada do que uma quadrada ou retangular e, para isso, o espaço não tem que ser necessariamente arredondado. A percepção de usar ou não o objeto circular está associada ao uso do espaço em si. Quando o objetivo for para unir, conversar, interagir – um carteado também cai muito bem -, a forma arredondada funciona muito mais. A esfera não tem começo nem fim; é uma forma perfeita e orgânica, além de suavizar e modernizar o ambiente.

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Usamos tal conceito até para afirmar que uma transação ou mesmo um projeto foi executado de forma “redonda”, ou seja, perfeito! A correspondência entre a sensação e a forma define muito o nosso olhar estético. Nossas preferências e identificações acontecem associadas à sensação de bem-estar que uma forma – no caso, a geométrica – provoca. E isso acontece quando somos muito jovens e começamos a conhecer as formas primárias – quadrado, retângulo, redondo, curvo etc. Assim definimos nosso olhar e, para nós, arquitetos, isso é fundamental para que um projeto seja realmente bem feito e adaptado para o cliente.

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13/02/2018 - 12:00

Em casa, por Manu e Márcia Muller: o arquiteto e o projeto ideal

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O que deixa um arquiteto triste ou mesmo irritado é a pergunta “você já fez um projeto assim antes?” Para nós todo projeto é feito como se fosse a primeira vez. A criatividade e o pensamento para cada projeto são especiais e únicos. A técnica aprende-se, competência, não, ou seja, ou um arquiteto tem criatividade, ou não tem.

Ao escolher um profissional, opte por aquele com quem, já na conversa, exista uma conexão. Quem não entende de arquitetura escolhe nomes famosos e nunca arrisca. A arquitetura bem feita é aquela que acolhe os que vão usar um espaço, seja público, ou residencial unifamiliar. Um bom arquiteto sabe que o trabalho não tem importância perto de um cliente – é muito importante ser flexível diante dele.

O verdadeiro arquiteto tem respeito por quem o chama e sabe que, ao contrário do que alguns pensam, o cliente melhora o nosso projeto. O verdadeiro trabalho contribui e diverte ao mesmo tempo. Devemos contribuir, principalmente, para o nosso planeta, ter um olhar consciente sobre as nossas escolhas e muito humor.

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Um projeto não tem que ter identificação com o faz, e sim com o cliente. Sempre existe um projeto diferente, portanto, ideal para cada arquiteto. Adoro quando me perguntam: “Você já faz fez algum projeto assim?” E eu sempre falo: “Ainda bem que não!”

O importante não é ter uma marca, e sim uma possibilidade de criar algo exclusivo e talhado para o cliente. O projeto ideal é sempre o próximo. Na arquitetura, assim como na vida, precisamos sempre ter humor e nos levar a sério. A consciência das escolhas e dos cuidados com o nosso planeta: essa é a última moda e tendência do momento!

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06/02/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: Casas Tropicais

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Por mais óbvia que esta definição possa parecer, a casa tropical é, na realidade, uma customização de experiências positivas e negativas. Resistir aos trópicos não é nada óbvio. Ao longo dos anos, colonizadores ou moradores naturais experimentaram formas e materiais de construção que pudessem ser resistentes e funcionais neste clima complexo. Foi, através dessa arquitetura laboratorial, que construímos conceitos sobre a casa tropical.

Uma casa tropical tem que ter ventilação – essa é a primeira grande necessidade. A umidade, junto com o calor e sem a ventilação, transforma-se em mofo e, consequentemente, em um ambiente insalubre, além de foco de doenças. Uma casa sem ventilação nos trópicos é um lugar perigoso. Impossível, também em uma casa tropical, é a falta de iluminação. Luz natural é tudo de bom e, nos lugares com clima tropical, essa luz é igual a saúde da casa. A luz tem que ser dosada, estudada e bem aproveitada. A iluminação natural seca ajuda a tirar a umidade, protege a casa e ainda refresca quando a casa é posicionada de acordo com o sol.

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Nós, arquitetos brasileiros, aprendemos a posicionar uma casa em relação à movimentação do sol. Sabemos que o norte / sul / leste / oeste são importantes para esse posicionamento. Para cada movimento do sol, uma sombra positiva ou negativa em relação aos espaços da casa. A localização da casa no terreno, em relação ao sol, é fundamental, e, quando colocamos uma casa, temos isso em mente o tempo todo. Outro fundamento da casa tropical são os telhados e a altura dos pés-diretos; quanto mais altos, mais teremos uma casa fresca. A escolha dos materiais é muito importante também. Pela experiência, descobrimos que muitos materiais resistem e não absorvem calor, enquanto outros absorvem, além de não resistirem às temperaturas e à umidade dos trópicos. Apesar da nanotecnologia, que transforma a forma de um material se comportar, temos que observar o conforto visual. Alguns materiais, simplesmente, não transmitem uma sensação de frescor mesmo não absorvendo calor.

A casa tropical parece simples, mas requer conhecimento técnico e, principalmente, o reconhecimento da sua especificidade – não adianta tentar disfarçar que essa casa não está inserida em um contexto tropical. Não assumir o local da sua casa pode ser fatal. Uma casa que não está adaptada ao calor pode se transformar em casa inabitável na maior parte do tempo. Ainda bem que podemos recorrer às experiências mal-sucedidas dos nossos colonizadores e utilizar as que deram certo, como as lindas varandas, os pisos de cerâmica, os azulejos, os pés-direitos altos, os telhados ventilados e os porões que ventilam os pisos. As lindas casas coloniais, até hoje, fornecem-nos lições. A nanotecnologia ainda vai mudar muita coisa, mas, visualmente, a casa tropical que nos refresca é clara, ventilada, tem pés-direitos altos e é muito iluminada.

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23/01/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: borboletas

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“Se você quer borboletas no seu jardim, cultive flores”, Mário Quintana.

Elas significam beleza e leveza… Há quem detesta qualquer tipo de inseto, incluindo borboletas. Para essas pessoas, usar borboletas na ambientação da casa é angustiante. Afinal, temos que ter em casa aquilo que adoramos sem restrição.

Porém, para quem gosta, usar borboletas é um charme: em tecidos, papéis de parede, em quadros de diversas cores e tamanhos. Não está vinculado a um olhar feminino, mas a um olhar de leveza em casa.

Borboletas lembram também jardim e verão. Nos centros urbanos, quando podemos, devemos transmitir para a nossa casa um olhar mais leve e conectado à natureza. Isso resulta em uma casa bem agradável e bem menos impessoal. Mesmo para os amantes do design e dos ambientes ultracontemporâneos, é sempre bom quebrar essa estética com elementos inusitados e charmosos.

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Tudo extremamente formal perde a naturalidade; a  ambientação de uma casa deve ser espontânea. Aquela casa onde tudo está perfeitamente encaixado, tudo faz parte de um mesmo conceito, fica completamente sem personalidade.

A casa deve ter elementos fora do contexto – é isso que dá o toque pessoal. Casa monótona é uma casa onde o dono tem medo de errar, e tudo está dentro do mesmo padrão estético. Cada detalhe, cada  peça de uma casa monótona, está combinando e  tem as mesmas cores .

Casa deve ser irreverente, representar gostos pessoais e quebrar, muitas vezes, o ritmo da monotonia de uma casa decorada. A decoração, na maioria das vezes, obedece a um padrão estético. Mas, na casa espontânea, a decoração obedece a uma harmonia pessoal.

Eu detesto casa perfeitamente decorada com objetos  absolutamente inseridos no contexto estético e arquitetônico. A ambientação deve quebrar esse ritmo, deve representar o gosto pessoal de quem mora.

Se você gosta de borboletas, use muitas; elas vão dizer que seu jardim está repleto de flores.

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16/01/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: panelas de cobre

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O prazer de receber em casa está diretamente associado ao prazer da boa mesa, e todos associados ao prazer de viver a casa! Uma casa vívida é, com certeza, uma casa acolhedora, que recebe e proporciona uma sensação de bem-estar a todos.

Vamos começar pela cozinha; ali muita coisa se define. Dizia-se antigamente que a alma da casa estava na cozinha. Uma casa que não recebe, uma cozinha que não funciona, realmente, transmite uma sensação de casa-cenário. Até mesmo uma cozinha aberta, por mais decorativa que seja, se não for usada fica sem consistência, fica sem alma. Portanto, se você não quer uma casa artificial, use tudo com muita frequência, principalmente a sua cozinha.

Fazer um jantar em uma cozinha charmosa, prática e elegante é mais um prazer para se ter em
casa. Hoje, cozinhar virou um estilo de vida, um conceito. Viver essa experiência pode trazer muitas alegrias e com certeza muitos amigos. Reunir amigos, família para ver um filme em uma sala, com uma super TV, já não tem o mesmo charme que receber amigos para cozinhar um jantar maravilhoso em uma cozinha linda.

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Os atrativos de uma casa mudam, assim como os donos. Claro, se você detesta cozinhar, mas adora comer bem, uma cozinha bem planejada também vai ajudar muito. Cozinhar bem está diretamente associado a um ambiente organizado e funcional. Uma cozinha com materiais práticos, resistentes, faz toda a diferença. Cozinha deve ser tratada como um laboratório, com materiais laváveis e claros, de preferência – tudo sempre em nome da limpeza, mas nada que também não possa ser altamente charmoso e cheio de estilo.

Panelas de cobre são fantásticas para o preparo de comida e ficam lindas em qualquer situação: nas paredes, nas estantes, em armários abertos… E quanto mais usadas, mais lindas.
As panelas ou fôrmas de cobre passam aquela sensação da cozinha usada e vivida. Muito usado ou não, o cobre é um daqueles materiais que aquecem um ambiente. A cozinha pode ser ultramoderna ou extremamente clássica, mas o cobre vai dar um toque superelegante sempre.

Acho que, pela cozinha, se conhece muito de uma casa. Podemos traçar o perfil e o modo de viver de uma casa através do modo como se usa uma cozinha. Viver a totalidade da sua casa começa muito por experimentar ter intimidade com a sua cozinha, começando por tornar esse ambiente um lugar que você goste de ficar. Panelas de cobre podem ser um começo, nem que sejam apenas para estar nas paredes. São lindas sempre!

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09/01/2018 - 12:00

Em casa, por Marcia e Manu Müller: couro

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As forrações em couro foram as primeiras matérias-primas conhecidas por nós. Através da nossa história, o couro, que também pode ser descrito como refugo do alimento, foi se tornando útil em inúmeras situações. Do conforto a proteção, o uso do couro foi se aperfeiçoando. Muitos ecologistas desaprovam esse uso, mas muitos também reconhecem o valor de uma economia sustentável que existe por trás de curtumes sérios e responsáveis.

Em toda exploração onde a preservação do meio ambiente é garantida e controlada, o couro faz parte desse conceito sustentável. Muitas comunidades, por exemplo, a Amazônia, as indígenas e ribeirinhas, se beneficiam com a pesca e a retirada do couro do peixe pirarucu, uma pele que atualmente é uma sensação no mundo. O curtume carioca (Nova Kaeru) explora essa pele e desenvolve com essas comunidades formas sustentáveis de exploração, compartilhando conhecimento e preservando o ambiente, assim como a espécie.

O couro natural, para ser usado com consciência, precisa do Certificado de Sustentabilidade do Couro Brasileiro (CSCB). Para os mais radicais, mas que adoram usar couros, existem os 100% vegetais e os mistos, 50% vegetal, 50% animal, todos com aspecto semelhante ao couro. A durabilidade varia, mas com certeza será mais resistente que um tecido. A crença de que o estofado em couro é quente já foi eliminada faz tempo. Couro não esquenta; ao contrário de absorver calor, ele reage à temperatura, não absorvendo nem calor nem frio, misturando-se e interagindo com a temperatura ambiente.

Claro que o couro natural é bem mais bonito, mas os mistos, ou mesmo vegetais, podem, quando bem utilizados, proporcionar quase a mesma ideia estética. Nunca entrou na moda ou deixou de estar. Houve um tempo em que não era associado a casas tropicais, mas hoje o couro tem o uso irrestrito. Novidades, como o couro, decresçamos do pirarucu, aparecem no mercado, dando ainda mais opções para o uso.

Procuramos sempre usar em casa materiais duráveis bonitos e adequados ao nosso clima. O couro, sem dúvida, é um desses materiais. Estimular a indústria nacional sustentável, ter uma casa charmosa com um material super-resistente, acontece quando usamos um couro com o certificado (CSCB). Ter um cuidado na escolha de um material para nossa casa deve ser o mesmo que devemos ter na procedência desse material – às vezes, esquecemos do quanto é importante saber como aquele material lindo, que escolhemos com tanto cuidado para nossa casa, foi feito. Cuidados assim melhoram, com certeza, a nossa indústria, a nossa casa e o nosso país!

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Enviado por: Redação
02/01/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: ano novo, casa nova

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O novo nos atrai. Nosso impulso inicial é a busca de novidades, e a curiosidade nos move. Quanto mais curiosos, mais experiências teremos e assim mais possibilidades para avaliar novos caminhos.

A inteligência está associada a capacidade de avaliação, assim como a curiosidade. Mesmo os menos curiosos são atraídos pelo novo. Inicialmente rejeitamos, criticamos, mas adoramos em geral todas as novidades desde os primeiros anos da nossa civilização.

O que dizer das novidades que facilitam a nossa vida, os novos materiais, as novas tecnologias que se tornam tão indispensáveis?

Mesmo o velho conhecido, quando é novo, tem todo um charme especial – o carro é um desses exemplos.

Um carro, mesmo de um modelo já conhecido, torna-se único e especial pelo cheiro do novo.

Muitas vezes, nem é preciso tantas mudanças: um mesmo modelo igual e repetido vira outro por ser simplesmente novo. E quando se trata de casa nova, a motivação e a atração são ainda maiores.

Quando atualizamos ou construímos uma casa totalmente nova, estamos nos atualizando e nos colocando no centro da contemporaneidade. Vivendo em um lugar novo e atual, experimentamos uma vida moderna, com todos os seus recursos no dia a dia. Experimentar a tecnologia atual, disponível para o nosso conforto no cotidiano, é viver na imersão total da modernidade.

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A nossa casa é feita para nós, E, quando é possível, dentro de um projeto altamente personalizado, a casa nova, moderna e tecnológica, é um luxuoso presente! Ainda vivemos situações exclusivistas e excludentes quanto ao projeto personalizado, mas caminhamos rapidamente para um futuro em que a arquitetura será muito mais acessível.

Poderemos ter, em pouco tempo, um processo muito mais democrático na elaboração de projetos personalizados. As novas tecnologias de construção e os novos materiais serão os responsáveis para essa democratização da arquitetura.

Elaborar um projeto de uma casa nova requer vários cuidados. O primeiro, e mais importante, é saber qual o seu estilo, o que você gosta esteticamente.

O segundo passo é escolher um arquiteto, um técnico que saiba traduzir o seu olhar estético e que tenha afinidades com você; afinal o convívio entre vocês vai durar alguns muitos meses.

O arquiteto e você formarão uma dupla superimportante para que esse projeto se realize maravilhosamente bem. E, sim, fazer um projeto quando essa dupla está entrosada é uma delícia!

Mesmo sem grandes mudanças, quando apenas renovamos o tecido de um sofá ou mesmo uma pintura na parede, já sentimos essa sensação especial de “casa nova”.

O ano novo chega, trazendo essa vontade de renovar e de mudar. Chega também cheio de esperança para novos horizontes, novas tecnologias, para a nova arquitetura e também para a nossa nova casa.

Viva 2018!

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Enviado por: Redação
26/12/2017 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: templos

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Em época de celebração, impossível não lembrar lugares sagrados, lugares onde revelamos e entregamos a nossa fé…

Esses locais são sagrados, principalmente, para os nossos corações, nossas demandas, nossas esperanças. Mas o verdadeiro templo é a natureza!

Estar em contato com a natureza é igual a estar com o mais sagrado de todos os templos; é também recarregar nossas baterias, conectar nossa essência divina com a nossa origem.

Entretanto é importante para agrupar pessoas da mesma esperança e da mesma fé, um local arquitetonicamente compatível com essa ideia.

Para nós, arquitetos, projetar um templo é estar ligado e compreender essa fé.

Precisamos entender a ideia que representa essa fé e a conexão entre a fé e seus seguidores.

Claro, é muito mais fácil e rápido quando entendemos e participamos dessa mesma ideia espiritual. Porém, no mundo arquitetônico, nada é impossível de se realizar quando a ideia é juntar pessoas para um bem comum. Toda a fé e esperança nos provoca bons sentimentos, e a vida espiritual é sempre muito positiva.

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Existem várias vertentes modernas que questionam a necessidade que o homem tem de buscar uma vida espiritual. Entretanto, até hoje, vemos historicamente que a busca espiritual leva sempre o homem a uma ideia melhor de sua curta existência.

A humanidade deixou, através da história, lindos templos, exemplos de belezas arquitetônicas que marcaram época e técnica.

Impossível, até hoje, na era da tecnologia, romper essa ligação homem e espírito. Enquanto isso, envolvemo-nos de alma, coração e espírito na arquitetura de lindos templos.

Ficarão na história, acolherão pessoas e elevarão nossos espíritos – essa é a meta.

Sim, a tecnologia é uma nova e poderosa ferramenta, mas o antigo é o conhecido mundo espiritual, ou seja, a nossa alma continua firme e forte ao nosso lado, evoluindo e nos aprimorando.

A arquitetura de templos acolhe homens de almas felizes e esperançosas de dias melhores e muitos bons pensamentos para o nosso incrível futuro tecnológico!

Que maravilha fazer um espaço que reúna pessoas com esperança…

Para nós, arquitetos, fazer um templo religioso é uma alegria. E fazer uma igreja que, nesta época no ano, reúne tantas pessoas em festa é um verdadeiro presente de Natal!

Mostramos lindos templos, igrejas, sinagogas, mesquitas, etc … todos voltados para a beleza do bem-estar comum.

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Enviado por: Redação
19/12/2017 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: geometria e listras

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Usar a geometria na decoração e na arquitetura teve seu auge no período “art déco”, em 1910. A escola de Bauhaus era mestre desse estilo. A geometria esteve e está, até hoje, associada à técnica, ao controle sobre as formas e à disciplina do olhar. Já, no novo olhar da arquitetura sustentável/ecológica, e junto a nossa constante busca de novos recursos criativos, a geometria permanece, porém mais suave.

Na casa atual, apesar de tecnológica e de  linhas retas, o traçado é livre. Essa inesgotável fonte de informação nos tornou muito mais flexíveis sob o ponto de vista criativo.

Convivemos com vários estilos e partidos arquitetônicos. Usamos essa colcha de retalhos de informação para elaborar um projeto. Essa colagem de cultura e de possibilidades faz de nós, arquitetos de hoje, muito mais aparelhados para um projeto adequado, harmônico e funcional do que os arquitetos do passado.

Olhar o que já deu certo, reutilizar informações locais, usar a cultura local, tudo isso sempre fez parte da nossa profissão. A curiosidade e o interesse cultural são quase um sinônimo para ser arquiteto. A diferença é que hoje temos a Internet, o Instagram, o Google, tudo isso somado à experiência e à cultura pessoal de cada um, o que faz a nossa vontade de criar e recriar muito mais forte e embasada.

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As listras já foram usadas tantas vezes, mas, até hoje, marcam e determinam um ambiente. Tropicais, alegres e coloridas, as listras fáceis de executar e organizadas visualmente proporcionam uma solução muito criativa.

Cada pessoa no mundo tem seu padrão estético, que é uma fonte inesgotável  de ideias. A meta para nós, arquitetos, é achar a melhor, a mais pessoal e a que mais se adapta tecnicamente – é a nossa missão.

Só existem dois tipos de recursos no mundo: a matéria-prima e a energia, e esses dois recursos, somados ao conhecimento, fazem com que o mundo esteja constantemente evoluindo para novas matérias-primas, novas fontes de energia; e, por aí, vamos rumo ao futuro. Porém, com certeza, acompanhados de nossas casas e  referências estéticas, provavelmente até para outros planetas, quem sabe. E tudo começou com a geometria!

Mostramos lindas listras para você se inspirar.

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