BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

10/11/2015 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: colocando um piano

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O piano atravessou alguns séculos, sempre ligado a tradição e elegância. Tocar piano, até há bem pouco tempo, e posso dizer até hoje, está relacionado a uma educação sofisticada. Entretenimento altamente elegante, o piano proporciona, além de um prazer aos ouvidos, um prazer ao olhar, pois visualmente tem formas lindas.

Amo as linhas do piano meia cauda ou de cauda. Quando o espaço é generoso num ambiente clássico ou supermoderno, o piano tem um charme total; se o dono da casa toca ou gosta de aprender, mais elegante ainda. Sou fã número um de instrumentos em casa, mais até do que o tradicional som dos incríveis e modernos equipamentos.

Tecnicamente, para se usar um piano com conforto, o espaço necessário é de mais ou menos 3 metros e meio, por 3 metros e meio, ou seja, muito espaço mesmo – porém ele faz toda a diferença!

O piano se originou do cravo e surgiu, um pouco semelhantes aos de hoje em dia, em 1720. É o instrumento musical mais conhecido do mundo. Quem não sabe o que é um piano? Tocar para quem sabe deve ser uma delícia. Ter um em casa é lindo e em qualquer época. Para qualquer geração, tocar piano é um toque a mais de sofisticação.

Em casa, ele transforma um simples e comum ambiente moderno ou não num local inusitado e surpreendente. Gosto do piano com objetos em cima ou não!

Nas ambientações modernas, prefiro-o puro, com seu design, e clássico, solto, na sala.
Em silencio ou não, o piano encanta sempre. Lembre: piano é preto ou de madeira aparente (que é lindo). Nada de piano branco ou pintado de outra cor!

Mostro ambientes com lindos pianos…

tarja.marciamuller


Enviado por: Redação
03/11/2015 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: cidades

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Como arquiteta urbanista, não posso deixar de ficar fascinada com cidades… Suas ocupações sua evolução, etc. Cidades são a nossa casa maior; muitas vezes nem nascemos lá, mas escolhemos determinadas cidades como nossas.

Nós nos identificamos com elas, com seus defeitos e qualidades, e as adotamos com tudo de bom e ruim. Cada cidade tem sua ética cultural e cada cidadão compartilha dessa ética, querendo ou não. Muitas vezes, o sistema compra a legalidade e outras vezes a legalidade compra o sistema. O desenvolvimento das cidades passa por essas condições, assim como sua ocupação. Eu, pessoalmente, detesto a ocupação excludente, aquela que exclui tanto o cidadão quanto a natureza.

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Vejo muitas praias com verdadeiras muralhas de prédios, onde nem a natureza, nem o habitante da cidade têm espaço para aproveitá-las. Todos ficam sufocados, natureza e homem. Seria ideal se toda a ocupação respeitasse os limites da natureza e suas fragilidades diante da civilização. Seria um luxo total se o desenvolvimento e crescimento das cidades entendessem seus habitantes e necessidades. Melhor ainda seria educar seus cidadãos a respeitar sua história e os ensinassem a conservá-la.

As cidades nos atraem de forma irresistível para a maioria que está nela. Mas as cidades, na verdade, deveriam nos proporcionar, democraticamente, proteção e acesso a todas as facilidades da civilização moderna. Mas continuamos nela! Então, por que não ajudar a melhorá-la em vez apenas morar nela?

Assim como na nossa casa, a nossa cidade também pede manutenção e muita atenção dos seus cidadãos. Por que não fazer em nossas casas, onde participamos diretamente e ativamente do processo de mantê-la atualizada e conservá-la? Mostro lindas fotos de cidades que eu adoro e, mesmo não morando nelas, sinto que são minhas.

Rio / São …. E outras pelo mundo ..

tarja.marciamuller


Enviado por: Redação
27/10/2015 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: quando o nosso olhar se engana

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Os franceses, mestres da sofisticação e elegância, insuperáveis na arte da ambientação no século XVIII mais ou menos, começaram a utilizar em grande escala o “trompe l’oiel” (a tradução fica feia, mas é “olho enganado” ou “engana olho”). O nome não faz justiça ao efeito lindo que essa técnica proporciona num projeto arquitetônico.

Em ambientes clássicos ou altamente contemporâneos e de técnicas e materiais diferentes, o “trompe l’oiel” é sempre lindo. O clássico, feito com pintura, é sempre elegante. Os temas em treliças são os que eu mais gosto e se adaptam em qualquer espaço. Os mais modernos, feitos em espelho, são lindos, e existem verdadeiras maravilhas na arquitetura com esse efeito.

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No Brasil existem artistas que dominam a arte do “trompe l’oiel”. Eu recomendo a Dominique Jardy, que pinta sobre a parede ou outra estrutura vertical, com muito conhecimento dessa técnica muralista, com proporção e elegância.

A técnica do “trompe l’oiel” pode ser usada para vários fins, desde o aumento de espaço, equilíbrio, ou simplesmente para dar arte, surpresa e elegância ao projeto.

Mostro alguns projetos que adoro e um do meu escritório, executado pela artista Dominique Jardy.

tarja.marciamuller


Enviado por: Redação
20/10/2015 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: espelho d’água

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Segundo o Feng Shui, ter água em casa harmoniza, equilibra e dá paz aos ambientes, fora outras maravilhosas, associações, como a abundância, renovação, criação etc… Pra mim, água representa elegância, frescor e, porque não dizer, um possibilidade contemplativa de paz?! Olhar para água é sempre muito relaxante, sem dúvida.

Adoro os espelhos d’água rasos, elegantes: eles possibilitam esse olhar até o fundo e um espaço preenchido com a água. As prainhas nas piscinas proporcionam essa mesma sensação. E como é gostoso colocar uma cadeira de sol nessa água rasa! É como se você estivesse dentro e fora d’água; proporciona um bem-estar delicioso. Em casa, adoro fazer espelhos d’água na parte externa, e, quando dá, passando para o interno. Na casa tropical, a água é um luxo, e essa pequena diferença faz dela um local bem diferenciado e adequado.

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Na arquitetura moderna, o espelho d’água pode ser usado como cobertura, piscina, piso, e por aí vai… Não há limites para esse uso, apenas técnica construtiva. Nós, arquitetos, aprendemos na faculdade o incrível peso e a força da água. Sabemos, por exemplo, que a água dá uma pressão enorme em todas as partes das paredes onde ela está contida.

Infiltração é tudo de que o projeto não precisa; por isso, ao colocar um espelho d’água, esteja consciente desse aspecto e se informe estruturalmente, com o engenheiro, da carga e do peso que essa água vai produzir.

Fora esses detalhes, introduzir no projeto um espelho d’água, com certeza, vai transformar a casa ou apartamento em um projeto muito mais especial e elegante. Mostro alguns projetos que eu amo e outros executados pelo meu escritório, com a assessoria da Laer Engenharia.

tarja.marciamuller


Enviado por: Redação
13/10/2015 - 20:00

Em casa, por Marcia Müller: mesinha

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O nome é superdelicado e não representa a falta que ela faz dentro de uma casa, nem mesmo o tamanho do erro quando ela é mal escolhida. Atualmente, nas ambientações minimalistas ou mesmo conceptuais, a mesinha lateral é de importância vital. Com formas lindas ou desastrosas, a mesinha, além de tudo, é altamente funcional dentro de casa.

Literalmente móvel, a mesinha dança em casa conforme a música. Ela pode estar do lado do sofá mesa, ou cama. Serve de apoio para tudo além de, em alguns casos, servir de banquinho para apoiará até uma pessoa sentada.

Gosto de usar em casa tudo que não está fixo; aposto sempre na casa móvel e mutante. Nada de salas com conceitos fixos, claro tirando quarto e banheiro. Casa tem uma lógica muito particular e muda a cada ano, até a cada mês.

Chegada de filhos, novos relacionamentos, enfim muda como a nossa vida. Casa assim mutante é supermoderna e atual, a mesinha lateral esta nesse pacote. A mesinha lateral tem que ter uma estética bem afinada com aquela escolhida por você; portanto, quando for escolher uma mesinha, prefira sempre a mais leve, prática, estável e elegante.

Eu prefiro sempre as de pé fino ou as de madeira mais robustas, porém com rodinhas. Adoro as das lojas Finish, Novo Ambiente e Way Design. As antigas do Arnaldo D’anemberg são supercharmosas, e até algumas pequenas cadeiras servem como mesinhas também.

Acabamento é tudo em uma casa, desde a obra civil até a decoração. Uma mesinha lateral bem escolhida dá esse toque final de bom e correto acabamento.

tarja.marciamuller


Enviado por: Redação
06/10/2015 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: coleções

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Há quem diga que colecionadores têm personalidade de esquilo – aquele tipo de pessoa que armazena, armazena e armazena.

Eu acho que coleção significa vivência, gosto e, principalmente, história de vida!

E desde  criança a personalidade do colecionador aparece, e, quando adulto, ela amadurece ou não… mas, com certeza, em casa o colecionador não abre mão de olhar, admirar e de aproveitar cada ângulo da sua coleção.

Quando ambiento uma casa de um colecionador, sei desse carinho todo especial e procuro fazer desse detalhe uma situação bem confortável e harmônica na casa.

Gosto muito de uma coleção, não importa se pequena ou grande.

Não gosto de colocar a coleção espalhada: gosto da coleção colocada como uma coleção mesmo.

Um espaço dedicado a ela, em caixas, numa estante ou em várias paredes, quando se trata de quadros.

Mas gosto de destacar e dar à coleção um olhar bem direcionado e diferenciado!

Com quadros, sugiro várias paredes com tratamento de galeria ou museu, com móveis bem destacados desse espaço – afinal, um colecionador de obras de arte faz um pequeno museu privado ou o início dele.

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Nós, arquitetos, temos que ter sempre no projeto a noção de que coleção cresce e nunca para. Quando para, está sendo trocada por outra.

Um colecionador nunca está satisfeito e colecionar é um verbo conjugado durante toda a vida!

Adoro coleção justamente por não parar, por representar um movimento constante em casa. Além de novidades a cada dia, mês ou ano!

Casa com movimento nunca é igual, e casa sem mudança não evolui!

Portanto, colecionar é divertido e arrumar coleções é  mais divertido ainda.

Ter uma coleção em casa dá um charme todo especial e ainda existem mil maneiras criativas para apresentá-las.

Mostro alguns projetos de que gosto e um desenvolvido pelo escritório com uma coleção de xícaras de louça.

No final, é como se a coleção assinasse o projeto.

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Enviado por: Marcia Bahia
29/09/2015 - 19:32

Em casa, por Marcia Müller: bar em casa

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Há quem diga que é brega ou até fora de época … Porque fora de moda, vamos combinar, moda em casa não fica bem nem falar … moda não combina com a sua casa… Você, sim, combina com ela!

Então, voltando ao bar, se bem colocado, acho um verdadeiro charme … Além  de confortável é mais um ponto que atrai os  amigos e você mesmo.
Não precisa ser um super entendido em bebidas e nem muito menos beber sempre para ter um bar.

O bar agrega por ser mais um local em casa que oferece momentos de lazer com amigos, um plus nos jantares e almoços com as adegas, os charutos e outros drinques.

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Conheço pessoas que até não bebem quase nada, mas são conhecedores de vinho, adoram receber para jantares e fazer um pit stop na adega, com vinhos incríveis para serem escolhidos com o maior carinho.

Eu amo adegas! Acho um charme ter em armários na sala de jantar ou dentro de um bar mesmo .
Nos anos 80, o bar estava em alta, junto com a mesa de som!

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Ter um bar e uma mesa de  som era quase um sinal de status em casa.

Essa época era marcada por ícones do design, do uso e abuso do metal tanto na arte quanto nos móveis.E qual o problema de ter uma casa datada? Eu não vejo nenhum.

A casa serve a um único propósito, o de fazer você, o dono da casa, se sentir bem e à vontade… Se a melhor época da sua vida foram os anos 80 e 90 e se você quiser ter toda a sua casa nesse clima, viva intensamente isso !

Quando faço um bar, prefiro colocá-lo num armário, numa mesa bem elegante ou mesmo junto com a adega que, para mim, continua sendo um espaço incrível.
Mostro projetos de bar e de adegas, todos importantes para a casa ser vivida e aproveitada pelos seus donos!!!

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Enviado por: Marcia Bahia
22/09/2015 - 19:30

Em casa, por Marcia Müller: caramanchão

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Nenhuma definição de caramanchão descreve tão bem essa estrutura quanto a sensação do que essa pequena construção vazada e romântica provoca quando estamos dentro dela.

Com um conceito moderno ou clássico, feita de madeira, cana ou estacas de ferro, ou mesmo com uma estrutura de alvenaria, o caramanchão dá uma ideia de descanso e de paisagem idílica e lúdica.

Coberto com vegetação, inserido num jardim, é o próprio retrato da calma do descanso das horas perdidas de tempos tranquilos. Ler, almoçar ou conversar debaixo de uma cobertura vazada, coberta pelo verde e por treliças é o retrato perfeito de um lugar fresco, ideal para o verão.

Antes do ar-condicionado, ir às praças ficar debaixo dos caramanchões era um costume bem carioca dos anos 20, no deslumbrante Jardim Botânico. Até hoje, temos esse hábito de ir aos domingos andar e ler debaixo desses abrigos calmos e refrescantes.

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Sob a sombra de um caramanchão, não existe nada mais elegante que um almoço no fim da tarde: mesa colorida animada e tropical. Nos trópicos, o caramanchão achou sua função máxima de proteger, refrescar e tornar agradável, elegante e possível usar o jardim num dia de sol de verão.

A famosa pérgula da piscina nada mais é que um caramanchão com banheiro, churrasqueira, sauna, etc…

A planta ideal para se utilizar nessas construções são as trepadeiras – de diversas espécies, elas ocupam os espaços da construção e se somam às treliças para proteger e abrigar, filtrando os raios do sol.

Essa construção leve tem forte presença e contribui enormemente em espaços públicos, principalmente nos países tropicais. Nossas praças deveriam ter sempre esse tipo de abrigo, que, além de lindo, é superútil, para crianças principalmente. Para recreação e para melhoria de vida ao ar livre, usar abrigos leves, cobertos ou não de vegetação, é fundamental na nossa cidade.

Adoro usar essa construção num projeto. Ela me passa sempre a sensação de um lugar leve e delicioso que, com certeza, será muito usado pelos donos da casa. Mostro alguns lindos exemplares dessa construção e um que fiz para um projeto em Angra (primeira foto).

Caramanchão, um lugar para descanso e recreação.

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Enviado por: Redação
15/09/2015 - 20:00

Em casa, por Marcia Müller: claraboia

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No projeto de arquitetura, o que mais me encanta quando coloco uma claraboia é a luz que vem do céu. Ela muda de acordo com o dia, com cada estação e conecta o interior com o exterior da casa. Num país como o nosso – tropical quente com uma insolação intensa -, a claraboia pode ser uma cilada, se mal colocada. Gosto de fazer claraboias bem altas e sempre, sempre, ventiladas.

Se você for fazer uma claraboia e se ela for coberta com vidro, uma dica: essa extensão do vidro não deve ser muito grande, e o vidro deve ter sempre uma proteção contra a incidência direta do sol: uma treliça, uma cortina que barre o sol, ou uma película no vidro , coisas assim… Eu, geralmente, uso todas essas situações juntas e ainda crio uma ventilação; caso contrário, o vidro vira uma lente de aumento para gerar calor no interior da casa. Então, não há ar-condicionado que dê jeito – a casa vai virar uma estufa no verão.

Nós, arquitetos, temos sempre a preocupação de tornar a casa o local mais agradável e lindo possível. Claraboia enfeita e transforma, através da passagem de luz, um simples ambiente em algo muito mais elaborado, principalmente se o local não tem janelas. Porém, ao introduzi-la num projeto, é superimportante conhecer a posição do sol e prepará-la para junto com a abertura para o céu, também, uma ventilação para torná-la adaptada ao projeto.

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Já vi situações em que a claraboia impedia os habitantes da casa de utilizarem aquele espaço durante todo o verão, ou mesmo no inverno, quando o sol ficava bem em cima da cobertura de vidro. O calor que o vidro sem ventilação gera dentro da casa é muito grande; mas, se for colocada uma fresta para entrar a luz natural, a claraboia será sempre linda.

Ela pode ter várias formas: circular, quadrada, enfim, qualquer uma que se misture bem com o ambiente. Nas construções antigas, eram usadas até para diminuir a carga nas cúpulas. Dessa forma, eram postas bem no centro e no alto da cúpula. O Panteão Romano é um exemplo dessa situação.

Craques da arquitetura, os romanos sempre colocavam nos projetos elementos práticos que tornavam o projeto funcional e, acima de tudo, elegante.

Tudo que conecta o interior com o exterior, tudo que ilumina, aumenta e valoriza um ambiente em sua casa. Mostro lindas claraboias, todas valorizando um projeto arquitetônico.

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Enviado por: Redação
08/09/2015 - 19:00

Em casa, por Marcia Müller: bar

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A origem do bar é inglesa e os primeiros bares surgiram bem parecidos com os que temos ate hoje, em 1500 mais ou menos. O interessante é que a palavra “bar” vem da barra que existe no balcão, que impedia os clientes de incomodar, puxar e de se debruçar sobre o barman. Chamados anteriormente de tavernas, o bar chegou com tudo ao Brasil junto com a família real e os costumes europeus — no início eram lugares frequentados pela elite.

O bar aqui, até hoje, está muito associado a noitadas, bebidas e ponto. Mas na verdade o bar é um local de comidas diferentes, rápidas, criativas, além de ser um local perfeito para o delicioso happy hour. Nós, mulheres, adoramos um happy hour, literalmente, e isso não precisa ser altas hora O fim de tarde é o ideal: das 17:00 às 20:00.

Aqui no Rio o botequim parece ter substituído o bar, mas na verdade não. O botequim é para ser frequentado depois da praia, de saída de biquini, etc. O bar é para um fim de tarde, quente, frio ou chuvoso, descontraído mas elegante. Para ser frequentado depois do trabalho e depois do fim do dia, simplesmente aquela parada antes de ir para casa.

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No século XX, dentro dos costumes e hábitos da época, as mulheres de família não frequentavam o bar. Mas hoje com certeza todas as mulheres elegantes frequentam um sofisticado happy hour com as amigas.

Para nós, arquitetos, desenvolver um projeto de bar é super criativo. Um verdadeiro exercício de criatividade. O importante é ele estar bem inserido no contexto da cidade e ser elegante e convidativo para o cliente. Ao contrário do cliente fundador, aquele que ficava bêbado e inconveniente a ponto de ter que ser afastado por uma barra no balcão, hoje o cliente tem que se sentir a vontade acolhido e numa atmosfera criativa divertida atual e acima de tudo elegante.

Mostro alguns bares lindos pelo mundo. Frequentar um bar é,além de gostoso para o cliente, uma delícia para nós arquitetos projetá-los. E ao contrario do que a maioria pensa, nem todos os frequentadores de bar ou happy hour estão ali por causa da bebida alcóolica. Muitos estão pelo local pela companhia e principalmente pelo elegante espírito de estar num local que agrega, descontrai e está sempre impecavelmente atualizado.

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Enviado por: Redação