BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

05/06/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: pátio interno

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Muito antes da busca pela privacidade, o pátio interno já dominava os espaços da casa; seja em civilizações bem antigas greco-romanas e até mesmo anteriormente… Antes mesmo da necessidade de voltar o olhar para uma vista mais agradável, os pátios internos tinham um valor importante na distribuição dos espaços.

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Inicialmente era voltado para insolação, respiração e circulação. Ali poderiam ser encontrados a fonte, o poço e as atividades de convivência e costumes triviais. As casas começavam a partir desse espaço aberto; hoje, um pátio interno serve para as mesmas funções.

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E, além delas, a melhor vista para uma casa sem vista, do contato com a luz e ventilação natural, a possibilidade de um espaço com vegetação para uma casa sem terreno. Em qualquer situação, área ou localização, o pátio aberto refresca e faz uma troca do ar.

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A beleza do pátio não está no tamanho, mas sim na forma como aproveitá-lo. Um pequeno espaço aberto pode ser muito mais interessante do que um grande, se for realmente bem localizado em relação à distribuição dos ambientes e bem utilizado aproveitando a possibilidade para ser um lindo jardim. Um pátio apenas sem nenhum recurso lúdico, ainda assim, é muito mais interessante do que uma casa sem ele. E, dependendo do formato do terreno, ele é quase uma necessidade arquitetônica para uma casa saudável.

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Ao contrário de se tornar uma perda de metragem, o pátio interno é a possibilidade de a casa se tornar agradável e bem aproveitada em relação à divisão dos ambientes. Ele se torna o ponto de partida, e os espaços voltam-se para ele. Oposto de um espaço excludente, ele agrega e unifica.

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Podemos ter vários elementos agregadores em uma casa: piscina, copa, cozinha aberta, sala com televisão etc …. Nada, porém, compara-se a um lindo pátio interno aberto para o céu. Pequena ou grande, essa abertura mudará tudo na sua casa!

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22/05/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: Palha no teto

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Parece clichê, mas palha no teto é a cara do verão. Para quem está animado com o inverno chegando, é sempre bom lembrar que, por aqui, essa estação dura pouco, e que palha também esquenta o ambiente. O teto, geralmente, quando não é liso e branco, dá a impressão de diminuir de altura quando é forrado com um outro material ou tem uma cor diferente. Mesmo podendo causar essa sensação, um teto forrado de palha da uma nova perspectiva ao ambiente. Inovar com novos materiais é sempre uma motivação a mais para uma casa ficar autêntica e espontânea. A palha já é bem conhecida  por nós em inúmeras situações, mas a mistura desse material em ambientes contemporâneos e urbanos sempre suaviza esse aspecto do compromisso com o moderno e com o design. Muitas vezes essa necessidade em ser atual e moderno cansa e transforma as casas em showrooms, ao invés de casas personalizadas.

Usar o design moderno é ótimo, mas utilizar apenas móveis modernos torna um ambiente monótono e linear. Quebrar essa monotonia cria um espaço muito mais agradável e espontâneo. Materiais como a palha, natural e eterno, são sempre um contraponto entre a tecnologia e o design moderno. A casa deve ser suave e tranquila em relação ao compromisso com a última palavra em tecnologia, e se esta estiver presente, que seja da forma mais discreta possível.

Mesmo para quem gosta de morar em uma nave espacial, um material natural sempre será bem vindo, e vai suavizar o aspecto frio. A palha quebra a frieza de qualquer ambiente monótono e se adapta do moderno ao clássico, se misturando muito bem em ambientes de clima frio e quente. Palha é um lindo material, e quando podemos misturar o moderno sintético com um material natural puro o resultado é sempre muito elegante. Materiais complementares são necessários para um ambiente harmônico e agradável!

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08/05/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: Mural de Azulejo

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Painéis em azulejos conseguem um equilíbrio harmonioso entre arte e arquitetura, uma proposta inteligente, ousada e refinada de formas e cores. Os grandes murais têm a maravilhosa finalidade democrática da arte compartilhada. No Brasil, encontramos grandes mestres, como Paulo Werneck e Athos Bulcão. Os grupos coletivos “Muda Atual” e “Contemporâneo” também compartilham esse estilo: geometria, arte, cor e tecnologia (novos materiais para azulejos ) em novas perspectivas. Nos anos 60, no auge da construção de Brasília, os painéis de azulejos foram responsáveis pela cor, arte e cultura da cidade. A exposição permanente dos grandes painéis proporcionam, até hoje, uma cultura de diálogo entre arte, arquitetura e população – uma marca registrada de Brasília.

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Novas vozes e a pluralidade de materiais fazem com que a arte em azulejo siga interminável. Em grandes painéis ou em espaços menores, tratado como uma parede ou mesmo como um detalhe, o azulejo tem uma capacidade de unir a luz e a textura do material vitrificado com um trabalho artístico. O resultado é lindo. A história dos desenhos em azulejos é bem antiga na nossa civilização; já os painéis geométricos surgem bem mais tarde. Até hoje, painéis em azulejos figurativos ou os geométricos modernos encantam pela sintaxe do resultado final, que é sempre surpreendente.

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24/04/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: dossel

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Inicialmente desnecessário e entendido como pouco prático, o dossel é extremamente útil quando o olhamos de perto. Além do lado estético, claro, sem dúvida, uma cama com dossel é um charme total. O cortinado, inicialmente criado para dar privacidade, foi transformando sua função, assim como os materiais usados para confeccioná-lo. Em locais de clima quente, onde a natureza está integrada à casa, o dossel feito com material leve serve para proteger contra mosquitos. Quando foi inicialmente usado no Brasil, desempenhou uma função prática, muito mais que estética; e ao longo do tempo, fomos usando-o para as duas funções.

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Os materiais são sempre leves e, quanto mais fáceis de serem retirados para manutenção, lavagem, etc., melhor. Em climas quentes, e mesmo nas cidades, o dossel transforma o quarto pequeno ou grande em um ambiente muito mais charmoso. O dossel dá importância à cama; pode ser sofisticado ou simples,  dependendo do material e da forma de sustentá-lo. Existem cortinados fixados a um suporte redondo, na própria cama, até aos mais clássicos, quando são presos a suportes sofisticados.

Ter um dossel não significa ter um quarto feminino ou mesmo clássico – ele se adapta a todo partido estético. Dormir em uma cama de dossel é romântico, prático e lúdico, sem falar na delícia de estar no fim da tarde com uma janela aberta em um ambiente ventilado, sem o perigo e o incômodo de ter mosquitos. Nem sempre estamos perto da natureza para poder ter essa sensação de janela aberta para um jardim, mas também nem sempre queremos estar com a janela fechada e ar-condicionado ligado. Dormir é uma arte cada vez mais importante para o nosso bem-estar. E o nosso quarto deve ser tratado com a mesma sensibilidade. Refletir sobre o quarto é uma função das mais importantes de quem ambienta uma casa. O cortinado pode fazer parte desse bem-estar.

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10/04/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: escolas

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Depois de vivermos dias impactantes no nosso país, sabemos que a educação é a única saída para um Brasil saudável. Abismos sociais, falta de futuro, entre outras coisas, tudo isso e muito mais se resolve mesmo é com a educação. A construção de escolas deve ser uma prioridade para esse novo olhar do País. Para a maioria de nós, arquitetos, projetar escolas é maravilhoso não só pelo fluxograma dos espaços como também pela liberdade do partido arquitetônico. As escolas devem ser lúdicas, atrativas e extremamente criativas.

Com novos recursos sustentáveis existentes no mercado, podemos fazer das escolas exemplos de construções interativas e ecológicas. As mais modernas servem, ainda, para capacitar pessoas em novas técnicas, como a arquitetura laboratorial, onde a própria construção serve também de escola para novos métodos.

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Aprender é maravilhoso, fazer escolas é um processo interativo entre arquitetos, construtores, educadores e alunos. Fazer da escola um lugar atrativo que desenvolva interesse, prazer e alegria é o objetivo para que alunos guardem na memória afetiva a vontade de aprender. Desenvolver e projetar um espaço que gere diversão e bem-estar é o grande objetivo de todo arquiteto. As escolas são poesias geométricas em forma de construção, fonte de esperança e de futuro!

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27/03/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: cores e animação

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O Japão está sempre na ponta em relação a tecnologia, comportamento, moda e arte. A tecnologia pop e a arte visual estão conectadas, lançando novos conceitos na ambientação de lugares públicos. Pode ser uma moda passageira e exagerada, mas está chamando a atenção para um novo olhar. Esse movimento vai modificar e direcionar outras opções para o design. A nova geração de designers vai poder usar a tecnologia disponível na arte visual virtual para criar ambientes cada vez mais personalizados. Não existe mais um olhar de massa para tendência ou moda, mas sim um olhar individualizado.

No Japão, nos bairros modernos de Tókio, uma nova geração se expressa de forma divertida e irreverente. Um movimento aparentemente isolado vem chamando atenção de vários designers. Essa nova forma de ambientar demonstra a necessidade de colocar no espaço um design ligado às imagens e ao mundo tecnológico da arte virtual. Como demonstrar esse novo momento cultural é uma caminhada que, aos poucos, vem se desenvolvendo. Essa nova, colorida, divertida e jovem forma de comportamento que está surgindo são puras liberdade e fantasia. Sem o menor preconceito em relação a cores e formas, esses novos ambientes são verdadeiras experiências sensoriais.

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Em todos os sentidos, vemo-nos envolvidos por uma atmosfera fantástica e pouco convencional; entramos no universo da arte virtual. Quem necessita ainda de justificativa para não ser livre na ambientação da sua casa, precisa passar algum tempo na nova ambientação japonesa. Logo em um país onde o equilíbrio fez parte da cultura, a neutralidade e a pureza das formas e a essência da arte são surpreendentes. Justamente por ter sido contido e purista, hoje o design japonês busca a liberdade e o divertimento. Esses locais coloridos são quase um parque de diversão para adultos. Divertidos e sem compromisso com conceitos preestabelecidos de formas, vemos que, no futuro, teremos muito mais liberdade de criar – não só pela tecnologia que nos ajuda cada vez mais, mas também pela necessidade de liberdade que vamos procurar mais e mais em nosso lar e na vida. Ambientar nossa casa no futuro vai ser muito mais livre e divertido!

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13/03/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: o mundo dos livros

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Atualmente, vivemos em um mundo resumido, usando símbolos que representam, no mínimo, cinco palavras e alguns pontos de exclamação. Tentamos expor sentimentos através de fotos ou desenhos, mas nada se compara ao velho e tradicional texto com ponto, vírgula, exclamação e interrogação.

Ao ler e escrever, determinamos uma linha de pensamento própria e inconfundível. O mesmo ocorre na imagem – por mais que existam milhares de aplicativos de armazenamento, nada se compara à imagem que você registrou em fotos ou na memória. Por isso, eu e muitos apostamos sempre no livro. Insubstituível, ele pode até virar virtual, mas será o último dos hábitos antiquados a serem substituídos no mundo do futuro.

No futuro, teremos mudanças significativas nos hábitos atuais. O livro, por exemplo, poderá ser editado em sua forma original, porém menos agressiva para a natureza. As folhas poderão ser feitas de outro material sem ser papel; porém, ainda assim, teremos um livro para folhear.

O livro, portanto, ainda vai ter seu lugar no mundo moderno, assim como na casa do futuro. Livros de fotos, de romance, arte, livros de pesquisa, de estudo, enfim, o velho e tradicional livro.
Esses lugares para os livros poderão ser decorativos, deixando tudo mais prático e espontâneo.

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Acredito que, no futuro, a decoração venha a ser substituída pela espontaneidade. Com o tempo, a motivação pessoal de organizar sua casa e ocupá-la com seus hábitos e prazeres substituirá de vez as tendências da moda. Já a arquitetura será sempre fundamental em qualquer época. Até porque vemos hoje, nas estações espaciais, o trabalho do arquiteto em cada detalhe, o que já demonstra a necessidade desse olhar para os próximos passos rumo a novas conquistas no espaço. No entanto, enquanto estamos aqui no nosso amado planeta, continuamos a nos enriquecer, lendo e folheando os fantásticos livros.

Os livros podem ser armazenados das mais diversas maneiras: em estante, a mais tradicional e, de longe, a mais prática de todas, pois vemos imediatamente os títulos e podemos organizá-los por assuntos. Os de arte, grandes, podem ser expostos como quadros em cavaletes ou em planos inclinados, em estantes ou mesa, para serem folheados. Eles podem ser colocados em mesas ou bancos empilhados; apesar de não ser prática, essa forma de colocar os livros é sempre muito simpática. Os livros transmitem essa confortável sensação de casa vivida. Uma casa com livros é, sem duvida, muito mais simpática que uma casa sem livros.

De todos os objetos que você pode ter em casa, o livro é, de longe, o mais barato e o que mais irá transformar o seu ambiente. Uma casa cheia de livros é sempre uma casa muito elegante. Ler é delicioso, nos faz bem e ainda cria na casa um ambiente de puro charme, personalidade e elegância. Invista no livro e, se você não tiver estantes, pode ir colocando-os pelas mesas, em pilhas, ou nos bancos menos usados da casa. O resultado vai ficar supersimpático.

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06/03/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: “luxo asiático”

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Quando temos que descrever algo que vai além do sofisticado, associamos ao luxo, que, por sua vez, muitas vezes é mal interpretado e deixa a questão: por que o luxo não pode ser bom? Talvez por estar associado ao exagero ou a algo que não merecemos?!

A expressão “luxo asiático” remete a um exagero maior ainda. Isso porque, na Ásia antiga, receber com generosidade significava receptividade, uma forma de mostrar felicidade no ato de receber. Para isso, tudo de melhor era feito, e nada era considerado exagero, e sim, generosidade.

Associamos o luxo de forma errada; nem sempre ele precisa ser embalado em ouro. Luxo, muitas vezes, é ter tempo livre, ver um pôr do sol em uma praia linda, um jantar especial feito com muito carinho, etc. Pode ser aquilo que você deseja muito e resolve investir porque merece.

O luxo tem a ver com o seu merecimento, com algo muito desejado, muito mais do que com o exagero. Nada é exagerado se é algo que você merece e deseja. Interpretamos o luxo de forma muito errônea – o que devemos procurar sempre é ter, em casa, aquilo que apreciamos. Uma casa luxuosa não é, necessariamente, cara ou ostensiva, mas, com certeza, uma casa cheia de objetos especiais e exclusivos, que representam os donos.

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O luxo também é receber seus amigos e família de forma generosa e especial em um ambiente único. Rejeitar o luxo em casa pode ser um erro enorme porque você pode estar rejeitando realizar o seu desejo. Ter quadros lindos, um tecido deslumbrante, uma marcenaria especial, equipamentos de última geração… Cada item representa essa vontade única e pessoal.
Nem sempre, podemos realizar todos esses desejos; porém, quando montamos uma casa, devemos dar prioridade as nossas vontades afetivas. Isso é um luxo!

Para quem ama, por exemplo, obras de arte, aconselho sempre investir nas paredes e esquecer, por um tempo, mesas e sofás. Entrar em uma casa-galeria pode dar muito mais prazer do que em uma casa com sofás, cadeiras, mesa e sem quadros nas paredes. Luxo é se priorizar: você deve ser o primeiro na cadeia de alegrias e prazeres dentro da sua casa. Se alguém disser que sua casa é um verdadeiro “luxo asiático”, sinta-se feliz, pois, com certeza, sua casa e você inspiram generosidade. E como já dizia Caetano Veloso, “luxo para todos”.

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27/02/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Márcia Muller: cidades e áreas verdes

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Viver nos grandes centros urbanos é a opção da maioria; não é à toa que as cidades crescem sem parar. Aproveitar e usufruir todas as oportunidades que essa escolha representa dependem muito da cidade em si. Existem cidades e cidades. Eficientes ou não, os centros urbanos nos atraem.

Os romanos foram pioneiros em definir e descrever os serviços que uma cidade saudável deve oferecer aos seus cidadãos, mas, infelizmente, esses conceitos foram sempre muito mais teóricos que reais. Atualmente, temos termômetros muito mais precisos e pessoas muito mais conectadas ao bem-estar coletivo. Aperfeiçoamos nosso olhar sobre conviver e participar da melhoria das nossas cidades. O crescimento populacional não nos desfocou da vontade de transformar nossas cidades em um lugar seguro, agradável, democrático e verde.

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A natureza entra como primeira na lista de necessidades para se ter uma cidade democrática e saudável. Sem o verde, vivemos em um lugar insalubre e hostil. Isso sem falar no aumento da temperatura, pois para nós, que vivemos em um país tropical, uma cidade sem verde é uma cidade superaquecida.

A Organização Mundial de Saúde recomenda 12 metros quadrados de verde por habitante, o que representaria três árvores por morador. No orçamento anual de uma cidade, o paisagismo é, de longe, o item mais barato, e o replantio de árvores deveria ser uma prática estimulada e incentivada pelos nossos governantes. Além de barato, plantar árvores em praças e espaços abandonados transforma totalmente uma cidade.

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A natureza é o nosso verdadeiro patrimônio. Poderíamos dar privilégios para empresas que queiram transformar áreas degradadas em praças públicas, com plantio de árvores. Uma cidade que tem sensibilidade de querer o verde acolhe seus habitantes com solidariedade! Não podemos ser indiferentes à cidade onde moramos e devemos ter coragem para mudar aquilo que não nos faz bem. O progresso não precisa ser tão espaçoso – sempre vai existir um espaço para a natureza; sem ela, nada tem sentido.

Nossas cidades precisam de verde. No padrão da OMS, estamos muito longe da meta mínima para vivermos em uma  cidade saudável, no entanto, muito perto de mudar esse cenário se cada um de nós tiver a coragem de não ser indiferente a essa demanda! Paisagismo urbano é uma solução muito barata e um investimento preciso que transforma uma cidade em todos os sentidos.

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20/02/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Márcia Muller: mesa redonda

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O término de um projeto é a assinatura dos clientes. Quando os donos dos espaços imprimem suas digitais, escolha de objetos ou detalhes de finalização, isso faz com que o ambiente tenha um conceito bem particular. Considero detalhes tão importantes quanto o próprio projeto. E, como na arquitetura moderna e consciente, o cliente é mais importante que o trabalho, as escolhas feitas por eles para finalizar e ocupar o espaço arquitetônico são fundamentais. Dentro desse universo de escolhas, há quem adore as formas redondas que, com certeza, são orgânicas, não têm arestas e são mais suaves. Isso sem falar que uma mesa redonda é muito mais democrática.

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Existem alguns espaços em que as mesas redondas se encaixem em perfeita harmonia. Em algumas salas, essa forma é muito mais adequada do que uma quadrada ou retangular e, para isso, o espaço não tem que ser necessariamente arredondado. A percepção de usar ou não o objeto circular está associada ao uso do espaço em si. Quando o objetivo for para unir, conversar, interagir – um carteado também cai muito bem -, a forma arredondada funciona muito mais. A esfera não tem começo nem fim; é uma forma perfeita e orgânica, além de suavizar e modernizar o ambiente.

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Usamos tal conceito até para afirmar que uma transação ou mesmo um projeto foi executado de forma “redonda”, ou seja, perfeito! A correspondência entre a sensação e a forma define muito o nosso olhar estético. Nossas preferências e identificações acontecem associadas à sensação de bem-estar que uma forma – no caso, a geométrica – provoca. E isso acontece quando somos muito jovens e começamos a conhecer as formas primárias – quadrado, retângulo, redondo, curvo etc. Assim definimos nosso olhar e, para nós, arquitetos, isso é fundamental para que um projeto seja realmente bem feito e adaptado para o cliente.

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