BLOG - EM CASA, por Marcia Müller

16/01/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: panelas de cobre

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O prazer de receber em casa está diretamente associado ao prazer da boa mesa, e todos associados ao prazer de viver a casa! Uma casa vívida é, com certeza, uma casa acolhedora, que recebe e proporciona uma sensação de bem-estar a todos.

Vamos começar pela cozinha; ali muita coisa se define. Dizia-se antigamente que a alma da casa estava na cozinha. Uma casa que não recebe, uma cozinha que não funciona, realmente, transmite uma sensação de casa-cenário. Até mesmo uma cozinha aberta, por mais decorativa que seja, se não for usada fica sem consistência, fica sem alma. Portanto, se você não quer uma casa artificial, use tudo com muita frequência, principalmente a sua cozinha.

Fazer um jantar em uma cozinha charmosa, prática e elegante é mais um prazer para se ter em
casa. Hoje, cozinhar virou um estilo de vida, um conceito. Viver essa experiência pode trazer muitas alegrias e com certeza muitos amigos. Reunir amigos, família para ver um filme em uma sala, com uma super TV, já não tem o mesmo charme que receber amigos para cozinhar um jantar maravilhoso em uma cozinha linda.

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Os atrativos de uma casa mudam, assim como os donos. Claro, se você detesta cozinhar, mas adora comer bem, uma cozinha bem planejada também vai ajudar muito. Cozinhar bem está diretamente associado a um ambiente organizado e funcional. Uma cozinha com materiais práticos, resistentes, faz toda a diferença. Cozinha deve ser tratada como um laboratório, com materiais laváveis e claros, de preferência – tudo sempre em nome da limpeza, mas nada que também não possa ser altamente charmoso e cheio de estilo.

Panelas de cobre são fantásticas para o preparo de comida e ficam lindas em qualquer situação: nas paredes, nas estantes, em armários abertos… E quanto mais usadas, mais lindas.
As panelas ou fôrmas de cobre passam aquela sensação da cozinha usada e vivida. Muito usado ou não, o cobre é um daqueles materiais que aquecem um ambiente. A cozinha pode ser ultramoderna ou extremamente clássica, mas o cobre vai dar um toque superelegante sempre.

Acho que, pela cozinha, se conhece muito de uma casa. Podemos traçar o perfil e o modo de viver de uma casa através do modo como se usa uma cozinha. Viver a totalidade da sua casa começa muito por experimentar ter intimidade com a sua cozinha, começando por tornar esse ambiente um lugar que você goste de ficar. Panelas de cobre podem ser um começo, nem que sejam apenas para estar nas paredes. São lindas sempre!

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Enviado por: Redação
09/01/2018 - 12:00

Em casa, por Marcia e Manu Müller: couro

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As forrações em couro foram as primeiras matérias-primas conhecidas por nós. Através da nossa história, o couro, que também pode ser descrito como refugo do alimento, foi se tornando útil em inúmeras situações. Do conforto a proteção, o uso do couro foi se aperfeiçoando. Muitos ecologistas desaprovam esse uso, mas muitos também reconhecem o valor de uma economia sustentável que existe por trás de curtumes sérios e responsáveis.

Em toda exploração onde a preservação do meio ambiente é garantida e controlada, o couro faz parte desse conceito sustentável. Muitas comunidades, por exemplo, a Amazônia, as indígenas e ribeirinhas, se beneficiam com a pesca e a retirada do couro do peixe pirarucu, uma pele que atualmente é uma sensação no mundo. O curtume carioca (Nova Kaeru) explora essa pele e desenvolve com essas comunidades formas sustentáveis de exploração, compartilhando conhecimento e preservando o ambiente, assim como a espécie.

O couro natural, para ser usado com consciência, precisa do Certificado de Sustentabilidade do Couro Brasileiro (CSCB). Para os mais radicais, mas que adoram usar couros, existem os 100% vegetais e os mistos, 50% vegetal, 50% animal, todos com aspecto semelhante ao couro. A durabilidade varia, mas com certeza será mais resistente que um tecido. A crença de que o estofado em couro é quente já foi eliminada faz tempo. Couro não esquenta; ao contrário de absorver calor, ele reage à temperatura, não absorvendo nem calor nem frio, misturando-se e interagindo com a temperatura ambiente.

Claro que o couro natural é bem mais bonito, mas os mistos, ou mesmo vegetais, podem, quando bem utilizados, proporcionar quase a mesma ideia estética. Nunca entrou na moda ou deixou de estar. Houve um tempo em que não era associado a casas tropicais, mas hoje o couro tem o uso irrestrito. Novidades, como o couro, decresçamos do pirarucu, aparecem no mercado, dando ainda mais opções para o uso.

Procuramos sempre usar em casa materiais duráveis bonitos e adequados ao nosso clima. O couro, sem dúvida, é um desses materiais. Estimular a indústria nacional sustentável, ter uma casa charmosa com um material super-resistente, acontece quando usamos um couro com o certificado (CSCB). Ter um cuidado na escolha de um material para nossa casa deve ser o mesmo que devemos ter na procedência desse material – às vezes, esquecemos do quanto é importante saber como aquele material lindo, que escolhemos com tanto cuidado para nossa casa, foi feito. Cuidados assim melhoram, com certeza, a nossa indústria, a nossa casa e o nosso país!

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Enviado por: Redação
02/01/2018 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: ano novo, casa nova

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O novo nos atrai. Nosso impulso inicial é a busca de novidades, e a curiosidade nos move. Quanto mais curiosos, mais experiências teremos e assim mais possibilidades para avaliar novos caminhos.

A inteligência está associada a capacidade de avaliação, assim como a curiosidade. Mesmo os menos curiosos são atraídos pelo novo. Inicialmente rejeitamos, criticamos, mas adoramos em geral todas as novidades desde os primeiros anos da nossa civilização.

O que dizer das novidades que facilitam a nossa vida, os novos materiais, as novas tecnologias que se tornam tão indispensáveis?

Mesmo o velho conhecido, quando é novo, tem todo um charme especial – o carro é um desses exemplos.

Um carro, mesmo de um modelo já conhecido, torna-se único e especial pelo cheiro do novo.

Muitas vezes, nem é preciso tantas mudanças: um mesmo modelo igual e repetido vira outro por ser simplesmente novo. E quando se trata de casa nova, a motivação e a atração são ainda maiores.

Quando atualizamos ou construímos uma casa totalmente nova, estamos nos atualizando e nos colocando no centro da contemporaneidade. Vivendo em um lugar novo e atual, experimentamos uma vida moderna, com todos os seus recursos no dia a dia. Experimentar a tecnologia atual, disponível para o nosso conforto no cotidiano, é viver na imersão total da modernidade.

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A nossa casa é feita para nós, E, quando é possível, dentro de um projeto altamente personalizado, a casa nova, moderna e tecnológica, é um luxuoso presente! Ainda vivemos situações exclusivistas e excludentes quanto ao projeto personalizado, mas caminhamos rapidamente para um futuro em que a arquitetura será muito mais acessível.

Poderemos ter, em pouco tempo, um processo muito mais democrático na elaboração de projetos personalizados. As novas tecnologias de construção e os novos materiais serão os responsáveis para essa democratização da arquitetura.

Elaborar um projeto de uma casa nova requer vários cuidados. O primeiro, e mais importante, é saber qual o seu estilo, o que você gosta esteticamente.

O segundo passo é escolher um arquiteto, um técnico que saiba traduzir o seu olhar estético e que tenha afinidades com você; afinal o convívio entre vocês vai durar alguns muitos meses.

O arquiteto e você formarão uma dupla superimportante para que esse projeto se realize maravilhosamente bem. E, sim, fazer um projeto quando essa dupla está entrosada é uma delícia!

Mesmo sem grandes mudanças, quando apenas renovamos o tecido de um sofá ou mesmo uma pintura na parede, já sentimos essa sensação especial de “casa nova”.

O ano novo chega, trazendo essa vontade de renovar e de mudar. Chega também cheio de esperança para novos horizontes, novas tecnologias, para a nova arquitetura e também para a nossa nova casa.

Viva 2018!

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Enviado por: Redação
26/12/2017 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: templos

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Em época de celebração, impossível não lembrar lugares sagrados, lugares onde revelamos e entregamos a nossa fé…

Esses locais são sagrados, principalmente, para os nossos corações, nossas demandas, nossas esperanças. Mas o verdadeiro templo é a natureza!

Estar em contato com a natureza é igual a estar com o mais sagrado de todos os templos; é também recarregar nossas baterias, conectar nossa essência divina com a nossa origem.

Entretanto é importante para agrupar pessoas da mesma esperança e da mesma fé, um local arquitetonicamente compatível com essa ideia.

Para nós, arquitetos, projetar um templo é estar ligado e compreender essa fé.

Precisamos entender a ideia que representa essa fé e a conexão entre a fé e seus seguidores.

Claro, é muito mais fácil e rápido quando entendemos e participamos dessa mesma ideia espiritual. Porém, no mundo arquitetônico, nada é impossível de se realizar quando a ideia é juntar pessoas para um bem comum. Toda a fé e esperança nos provoca bons sentimentos, e a vida espiritual é sempre muito positiva.

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Existem várias vertentes modernas que questionam a necessidade que o homem tem de buscar uma vida espiritual. Entretanto, até hoje, vemos historicamente que a busca espiritual leva sempre o homem a uma ideia melhor de sua curta existência.

A humanidade deixou, através da história, lindos templos, exemplos de belezas arquitetônicas que marcaram época e técnica.

Impossível, até hoje, na era da tecnologia, romper essa ligação homem e espírito. Enquanto isso, envolvemo-nos de alma, coração e espírito na arquitetura de lindos templos.

Ficarão na história, acolherão pessoas e elevarão nossos espíritos – essa é a meta.

Sim, a tecnologia é uma nova e poderosa ferramenta, mas o antigo é o conhecido mundo espiritual, ou seja, a nossa alma continua firme e forte ao nosso lado, evoluindo e nos aprimorando.

A arquitetura de templos acolhe homens de almas felizes e esperançosas de dias melhores e muitos bons pensamentos para o nosso incrível futuro tecnológico!

Que maravilha fazer um espaço que reúna pessoas com esperança…

Para nós, arquitetos, fazer um templo religioso é uma alegria. E fazer uma igreja que, nesta época no ano, reúne tantas pessoas em festa é um verdadeiro presente de Natal!

Mostramos lindos templos, igrejas, sinagogas, mesquitas, etc … todos voltados para a beleza do bem-estar comum.

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Enviado por: Redação
19/12/2017 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: geometria e listras

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Usar a geometria na decoração e na arquitetura teve seu auge no período “art déco”, em 1910. A escola de Bauhaus era mestre desse estilo. A geometria esteve e está, até hoje, associada à técnica, ao controle sobre as formas e à disciplina do olhar. Já, no novo olhar da arquitetura sustentável/ecológica, e junto a nossa constante busca de novos recursos criativos, a geometria permanece, porém mais suave.

Na casa atual, apesar de tecnológica e de  linhas retas, o traçado é livre. Essa inesgotável fonte de informação nos tornou muito mais flexíveis sob o ponto de vista criativo.

Convivemos com vários estilos e partidos arquitetônicos. Usamos essa colcha de retalhos de informação para elaborar um projeto. Essa colagem de cultura e de possibilidades faz de nós, arquitetos de hoje, muito mais aparelhados para um projeto adequado, harmônico e funcional do que os arquitetos do passado.

Olhar o que já deu certo, reutilizar informações locais, usar a cultura local, tudo isso sempre fez parte da nossa profissão. A curiosidade e o interesse cultural são quase um sinônimo para ser arquiteto. A diferença é que hoje temos a Internet, o Instagram, o Google, tudo isso somado à experiência e à cultura pessoal de cada um, o que faz a nossa vontade de criar e recriar muito mais forte e embasada.

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As listras já foram usadas tantas vezes, mas, até hoje, marcam e determinam um ambiente. Tropicais, alegres e coloridas, as listras fáceis de executar e organizadas visualmente proporcionam uma solução muito criativa.

Cada pessoa no mundo tem seu padrão estético, que é uma fonte inesgotável  de ideias. A meta para nós, arquitetos, é achar a melhor, a mais pessoal e a que mais se adapta tecnicamente – é a nossa missão.

Só existem dois tipos de recursos no mundo: a matéria-prima e a energia, e esses dois recursos, somados ao conhecimento, fazem com que o mundo esteja constantemente evoluindo para novas matérias-primas, novas fontes de energia; e, por aí, vamos rumo ao futuro. Porém, com certeza, acompanhados de nossas casas e  referências estéticas, provavelmente até para outros planetas, quem sabe. E tudo começou com a geometria!

Mostramos lindas listras para você se inspirar.

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Enviado por: Redação
12/12/2017 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: arquitetura x tecnologia

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Muitas pessoas acreditam que arquitetura é tecnologia. Com certeza, não é – arquitetura é 40% tecnologia, 60% sensibilidade. O problema que vivemos atualmente é justamente este: a distância entre a tecnologia e as nossas emoções. A vida virtual é simples, descomplicada, prática e eficiente, e nos mostra um caminho aparentemente bem fácil. Na verdade, essa realidade tem pouco em comum com a vida entre pessoas. Ainda bem que somos complexos, e é justamente a complexidade que nos torna únicos e criativos.

Arquitetura é criação e sensibilidade com entendimento técnico. Se tentarmos colocar uma fórmula ou mesmo copiar resultados de imagens computadorizadas, o resultado pode ser um desastre. A especificidade é o que torna os humanos interessantes; o mesmo acontece para a nossa casa e para o local onde vivemos.

Quanto mais nos distanciamos de situações reais e únicas cheias de complexidades, mas teremos dificuldade para criar.

“Na arquitetura, copia-se muito” , mas a verdade é que somos guiados pelo futuro, por novos materiais e por uma nova moradia que surge cada vez mais conectada com a natureza.

A tendência tão mal usada comercialmente é o resultado de pesquisas de novos materiais para uma arquitetura mais eficiente. A frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, de Antoine Lavoisier, já nos indica um caminho bem diferente da realidade virtual.

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A arquitetura 100% tecnologia é pouco criativa, pouco adaptada e se perde na capacidade de ser única. Precisamos cada vez mais dessa interação máquina e sensibilidade, estamos buscando e transformando o tempo todo. Com certeza, haverá, em um futuro bem próximo, a capacidade de serem acopladas, a tecnologia e a nossa sensibilidade.

Nesse momento, até podermos dizer que a arquitetura é 70% tecnologia, os restantes 30% serão arquiteto e morador. Vai ser impossível não fazer de sua casa um lugar especificamente seu, nem um projeto arquitetônico ser apenas uma fórmula.

Ainda temos tempo para pensar nessa nova geração de arquitetos, na nova tecnologia e na nova arquitetura que vai surgir.

Até lá, vamos continuar fazendo projetos, adaptando uma casa ao seu entorno, usando todos os novos materiais em benefício de uma arquitetura exclusiva para um morador ou moradores únicos e específicos.

Ainda bem!

Mostramos fotos das incríveis e lindas especificidades arquitetônicas.

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Enviado por: Redação
05/12/2017 - 11:00

Em casa, por Manu e Márcia Müller: Copa

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Enquanto as casas encolhem, ficam práticas e tecnológicas, existem espaços que são imprescindíveis. Estar em casa, ter a sensação de lar, está muito associado ao local da comida – seja a cozinha, a sala de jantar ou a copa. A copa, por definição, é um lugar contínuo; já a cozinha é destinada a refeições. Na verdade, um dos ambientes mais usados na casa. É um dos melhores momentos de estar em casa com a família, onde vemos as comidas serem preparadas, onde comemos e conversamos. Cozinhar é uma das atividades mais agregadoras e mais antigas dos primeiros grupos da nossa civilização.

A casa e a vida atual não comportam mais espaços estratificados, separados: copa, sala de jantar, cozinha, etc… Hoje, fazemos tudo juntos, viramos multiuso, jantamos, conversamos, tudo em um único espaço. Mesmo para quem não se aventura no mundo culinário, estar em um ambiente conectado à cozinha e à sala de jantar, tipo copa, é muito mais simpático do que nas clássicas salas de jantar totalmente isoladas.

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As casas-grandes e senzalas da nossa colonização mudaram há muito tempo; agora vemos mais uma mudança: a casa dividida para tornar-se multiuso. A casa sem divisões, sem fronteiras, nos conecta até onde o olhar alcança. Essa casa é muito mais generosa e muito mais ampla. Já não temos tempo para situações formatadas e formalizadas – o mundo está muito mais simples, mais convidativo e mais generoso. Os espaços em casa refletem isso.

Apesar de menores, as casas de hoje são mais descomplicadas e, apesar de tecnológicas, de alguns espaços, simplesmente, não abrimos mão.Uma casa tem sempre uma cozinha e, se possível, aberta para a sala de jantar, a nova copa do amanhã. A copa clássica ou a moderna (a nova sala de jantar) são sempre os espaços mais charmosos de uma casa. Qualquer ambientação nesse espaço é válido porque esse local, com certeza, é real e usado. Uma bancada, uma mesa, um sofá, cadeiras clássicas ou modernas, uma mesa ou mais, na verdade, o que faz esse local ficar agradável é a continuação com a cozinha.

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A iluminação e a ventilação são fundamentais. Na casa ideal, os ambientes são ventilados, iluminados e cada vez menos estratificados. A sala de jantar moderna está presente no nosso imaginário, como a antiga copa da casa da avó e com o mesmo charme de uma cozinha à vista. Nas fotos, mostramos lindas copas para você se inspirar. Agora, nesta época de comemorações com família e amigos, uma cozinha aberta para uma sala é, sem dúvida, o lugar mais convidativo da sua casa!

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Enviado por: Redação
21/11/2017 - 11:00

Em casa, por Manu e Marcia Muller: coleções

 

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Acumular nem sempre é bem interpretado, e o acumulador, na maioria das vezes, se confunde com o colecionador. No entanto, colecionar não tem nada semelhante com acumular.

A coleção pode até ser exagerada, mas ela é motivada pelo olhar cuidadoso de quem escolhe cada peça. O acumulador, simplesmente, não consegue abrir mão de nada…

A coleção pode até gerar um olhar desconfiado para quem não entende esse hábito, mas, para o colecionador, sua coleção tem uma conexão afetiva incrível!

Se você é um colecionador, ter em casa – e bem colocada – sua coleção é um bem-estar.

Existem mil formas elegantes, criativas e modernas de expor uma coleção. Continuando no mesmo tema – o de que a sua casa reflete você, e olhando mais para o futuro para a “geração makers” que faz da sua casa e da sua forma de viver uma situação única -, vamos encontrar ainda mais autenticidades e formas inovadoras de morar com seus afetos pessoais.

 

A “geração makers” vai mudar muita coisa, mas, principalmente, o olhar que temos hoje de ideias estéticas coletivas. Claro que vamos ter sempre um movimento artístico e estético de cada período da nossa evolução, porém serão mais rápidos e com muito mais possibilidades.

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Cada um vai ter seu próprio padrão estético e formas criativas de desenvolver seu espaço e sua casa. A busca e a informação, assim como a execução daquilo que você deseja, serão pessoais.

A “geração makers” não se restringe a fazer, literalmente, montar uma casa tipo um lego impresso em um impressora 3D. Ela vai gerar sua própria história, forma de olhar, ver e pensar individualmente, ou em grupos pequenos, o seu morar e o seu viver.

A coleção está inserida aí, uma das formas individuais de montar seu ambiente cada vez mais seu. Colocar uma parede toda de quadros ou mesmo de coleções em caixas de acrílico, por exemplo, é lindo e faz desse espaço um local único .
No dia a dia do nosso escritório, percebemos a procura cada vez maior de uma casa individual única e fora do contexto da tendência.

A forma de se individualizar na arquitetura é constante; ter uma casa com um olhar que represente seus valores estéticos é cada vez maior.

A coleção individualiza e traz muita alegria para o colecionador vê-la exposta; assim, forma-se uma dupla perfeita para casa bem-resolvida! Acredito muito na casa pessoal, na casa que identifica e acolhe seu morador.

Se você coleciona, use e curta muito a sua coleção. Não que seja tendência usar coleção, até porque colecionar é uma prática tão antiga quanto a escrita. Use porque é a sua cara!

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Enviado por: Redação
14/11/2017 - 20:00

Em casa, por Marcia e Manu Muller: banheira

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Na casa contemporânea, sobra pouco espaço para uma banheira, e há quem diga que não é um equipamento fundamental, ou que são ultrapassadas e desnecessárias.

Então questionamos: como assim?

A banheira está presente há séculos na nossa casa. Está na literatura, acompanha-nos em muitos momentos importantes de mudança – tanto na civilização ocidental como na oriental.

Nas pinturas clássicas e modernas, podemos ver a banheira em diversas épocas, sempre presente, evoluindo com a nossa cultura.

Por que temos tanto amor a banheiras?

Primeiro, porque representava uma prática altamente elitizada; segundo, porque banheiras geralmente são lindas; e o principal motivo, claro, é porque relaxa muito!

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Qual usar? Como fazer um banheiro ter uma banheira? Qual o espaço necessário?

Existem, hoje em dia, inúmeras formas de banheira, todas com alta tecnologia e feitas de materiais incrivelmente adaptáveis a espaços pequenos.

O arquiteto saberá dimensioná-la e especificá-la de forma eficaz.

Para isso, é importante ter uma impermeabilização impecável; disso não se pode abrir mão.

A banheira não precisa necessariamente estar fechada no banheiro – existem lindas, criativas e lúdicas maneiras de se colocar uma peça dessas. O que não podemos negociar é a utilização de um piso impermeável, e hoje existem incríveis materiais para isso.

Não conseguimos deixar de especificar banheiras em nossos projetos em casas ultramodernas ou clássicas. Achamos que banheira traduz um dos itens básicos de conforto em casa.

As banheiras fora da casa também são objetos de incrível bem-estar.

Para serem colocadas com charme e bom gosto, é necessário, realmente, um olhar mais atual de um lago, um espelho d’água. E não mais aquela Jacuzzi alta ou mesmo um ofurô que surge emergindo no meio de um piso externo…

Fala-se muito de tecnologia de novos materiais, mas alguns equipamentos, velhos conhecidos da casa, não perdem nunca a sua função importância e necessidade.

Se você gosta de banheira e está na dúvida se a instala ou não em casa, nem pense duas vezes: faça isso!

Atualmente, as banheiras se adaptam e se moldam aos novos espaços, sem mudar a sua função de séculos.

Relaxar, pensar e recarregar as nossas baterias, esse é o objetivo…

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  Prezados leitores, a partir desta segunda-feira (20/11), as colunas vão ser publicadas às 10h da manhã.


Enviado por: Redação
07/11/2017 - 19:00

Em casa, por Manu e Marcia Müller: impacto ambiental

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Nossa casa está na linha de frente quando se trata de ecologia. O que usamos como material interfere diretamente nos recursos naturais do nosso planeta – e isso não somente na utilização de energia e a água, mas efetivamente no tipo de materiais escolhidos na decoração da casa.

Em uma pesquisa recente, 30% da poluição do mundo vem dos detritos da construção civil, e se tornam poluentes porque não podem ser reciclados e reaproveitados. Sobreviver em um planeta saudável é a meta de todos nós, nosso legado para o futuro.

Pesquisar e buscar materiais que não causam impacto ecológico é meta fundamental de nós arquitetos. Redes de informação e cooperação entre órgãos ambientalistas fornecem as informações necessárias antes de escolha de um material. Essa pesquisa é quase compulsória antes de fazer o memorial descritivo de materiais para uma casa.

Hoje e sempre, o arquiteto é uma espécie de orientador para as novas ideias de modernidade para o futuro. O livre mercado nem sempre nos fornece, de forma justa, materiais não poluentes e ecológicos com preços acessíveis; cabe aos arquitetos essa pesquisa importante e necessária para o cliente. Através de novas ideias focadas nesse olhar, de proteção à natureza, vemos surgir uma nova arquitetura e, também, novas formas de utilização de materiais.

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A imaginação e criatividade são fatores essenciais para o trabalho do arquiteto, é um impulso importante para esse novo mercado de materiais. Quanto mais compartilhamos essas necessidades, mais impulsionamos o mercado para um novo caminho ecológico sustentável e acessível.

A pedra rústica é um exemplo de utilização sustentável. Trabalhada e lapidada, ela é menos agressiva ao meio ambiente que um material sintético ou mesmo super industrializado. Adoramos usar materiais rústicos porque traz para casa uma atmosfera menos seca e reta existente no ambiente urbano.

Estamos vivendo um tempo de dar significado ao mundo, a nossa casa e ao nosso estilo de vida. A natureza sempre foi nossa aliada, garantir a harmonia ecologia é uma obrigação para a nossa sobrevivência.

Que a alta tecnologia e o crescimento econômico se misture com a sustentabilidade e ao juízo ético! E isso tudo com a harmonia estética que nós, arquitetos, procuramos o tempo todo nos projetos. A preocupação com o esgotamento dos recursos naturais é constante no nosso trabalho. Nas fotos, mostramos lindas formas de usar o mármore em casa, rústico ou lapidado.

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Enviado por: Redação
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