BLOG - TEATRO, por Claudia Chaves

17/11/2017 - 20:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Por Toda a Minha Vida’

dsc_4732

“Ora, praticamente nasceu na coxia”. ”Também, o pai era o maior ator brasileiro”. “Poxa! Estudou na Inglaterra”. “O marido fez uma peça só para ela”. Nenhuma dessas afirmações justifica o enorme talento de Bibi Ferreira. Sua capacidade de dramatizar, mudar a voz, cantar, sorrir, gargalhar e, sobretudo, inovar-se. É a Bibi, nascida na coxia, filha do maior ator, consagrada em ”Gota d’Água”, que volta inteira ao palco em “Por toda a minha vida”, no Oi Casa Grande.

Desta vez, entram as múltiplas Bibis no palco: a atriz, a cantora, a causeur, a diretora, pois Bibi continua trabalhando em parceria com seu maestro, Flávio Mendes, e seu empresário, Nilson Raman, na seleção das canções, na seleção das histórias e no estudo do roteiro.

A “costura”, como diz Bibi. “Lembrei-me de muitos momentos, de diversas passagens e percebi que tive, em toda a minha vida, pessoas dos meus pais. São novas e velhas histórias. São novas e velhas canções. E foi lembrando nessas pessoas que se criou a estrada que conduz seu novo espetáculo.”

São momentos mágicos. Canções que se relembram, que a plateia entoa baixinho, cada um se lembrando em que momento aquela música fez parte da biografia dos que assistem. Eu mesma fui ao teatro a primeira vez em “My Fair Lady” e me apaixonei irremediavelmente. É essa paixão pelo teatro que Bibi Ferreira divide conosco em “Por toda a minha vida”.

Serviço:
Teatro Oi Casa Grande
Sábado, às 21h
Domingo, às 19h

tarja-claudiachaves

!
Prezados leitores, a partir desta segunda-feira (20/11), as colunas vão ser publicadas às 10h da manhã.


Enviado por: Redação
10/11/2017 - 20:30

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Perdoa-me por me traíres’

perdoa-me-57

Todo mundo cita Nelson, fala de Nelson, ri nervosamente e chora com a dor que parece não acabar. O pornógrafo, o tarado, o que só fala de incesto, de sexo de todo jeito é o mais festejado autor brasileiro. Ele mesmo Nelson Rodrigues, pernambucano, carioca, Fluminense mais pó-de-arroz do mundo, de direita, jornalista, cronista. Amado, odiado, xingado. Nelson Rodrigues de “Perdoa-me por me traíres”, em cartaz no Teatro Laura Alvim.

Um clássico, peça escrita há exatos 60 anos, parece ter saído do Facebook ou do Instagram. Em uma trama que mistura tio, mãe, sobrinha, pedofilia, prostituição, aborto,”Perdoa-me por me traíres” funciona como um pêndulo que vai para um lado, para o outro mas sempre pesando na perda. Com elenco formado por Bebel AmbrosioBob NeriClarissa KahaneErnani MoraesGabriela RosasJoão Marcelo PallottinoRose LimaTatiana Infante Daniel Herz, sob a direção de Daniel Herz , a peça gira em torno de todo o tipo de traição: casamento, amizade, trabalho, relações de poder.

perdoa-me-11

Sobre o que o estimulou a trabalhar nessa nova montagem, Daniel Herz, que já dirigiu também a obra “Valsa nº 6”, do mesmo autor, explica: “Nelson é universal e por isso sempre atual, mas é importante não deixar a singularidade do ´sotaque´ rodriguiano parecer uma cena cheia de naftalina. Manter a linguagem, mas parecer que ela é dos nossos dias, do nosso momento histórico. Esse é o grande desafio”. Daniel acredita ainda que Nelson se repete com uma originalidade incrível e que dirigir “Perdoa-me…” é virar um pouco todos eles: a doença e a paixão que cada personagem carrega. Para finalizar Herz ainda diz “Ele é o nosso Shakespeare. Genial. Único! Poderia ficar o resto da vida só montando Nelson.”

O cenário de Fernando Mello da Costa são venezianas que se abrem e fecham como fazem exatamente nossos olhos e ouvidos quando não queremos saber daquilo que não queremos saber. Mas a talentosa e clássica direção de Daniel Herz valoriza e destaca o trabalho dos atores o que faz com que as reações ao texto aconteçam exatamente como deve acontecer. E ficamos a pensar: atire a primeira pedra quem não traiu? Ou quem nunca criou uma situação para ser traído? E além do mais, perdão foi feito para a gente pedir.

Serviço:
Casa de Cultura Laura Alvim
Sextas e Sábados às 21h
Domingos às 20 horas

tarja-claudiachaves


Enviado por: Redação
03/11/2017 - 19:00

Claudia Chaves: ‘Dandara Através do Espelho’

dandara-atraves-do-espelho-3

A arte trata de ilusão – de todos os tipos e de todas as formas. Um quadro não é a pessoa, mas a pessoa vista pelo artista. Uma peça reencena um pedaço da vida dos personagens, e um filme congela instantes. Tudo visto sob a ótica do outro. Porém, quando o artista resolve contar a sua própria história, qual a verdade? Quais os sentimentos a mostrar? Assim é “Dandara através do Espelho”, em cartaz na Sala Baden Powell.

O espetáculo é uma autobiografia da atriz Dandara Vital; mistura cinema e teatro para narrar as particularidades do universo trans. Um encontro entre o passado e o presente das sutilezas do universo no qual Dandara, com ajuda de Pedro (Pedro Bento), um estudante de teatro, constrói em cena o jogo de criação da arte.

dandara-atraves-do-espelho-2

“Eu tinha (e tenho um sonho) de fazer um filme sobre a minha vida, contando os desafios e alegrias que vivi no meu processo de transição. A peça é criada a partir do meu diário e proponho um debate sobre a representação do corpo trans na arte”, diz Dandara.

O espetáculo é um manifesto do papel da arte sobre como o artista pode deformar, aumentar, diminuir uma imagem que se reflete nos espelhos. É igual, mas não é uma cópia. Tem reflexos, sutilezas, aspectos que têm de ser bem representados para que o espectador embarque junto na aventura. Dandara Vital consegue essa plenitude: na interpretação, no texto e na verdade com que se mostra inteira – sem espelho.

SERVIÇO:
Sala Espelho da Sala Municipal Baden Powell
Sábados e Domingos às 19h

tarja-claudiachaves


Enviado por: Redação
20/10/2017 - 19:00

Teatro, por Claudia Chaves: Puro Ney

Foto: Leo Aversa

“Eu tenho um tufão nos quadris”. Essa poderia ser a auto-definição de Ney Matogrosso. Uma voz extraordinária, uma escolha de repertório impecável e um performer como poucos fazem de Ney um artista único, inimitável no cenário da música brasileira. Esse espírito inovador, talentoso, essa capacidade de empatia com qualquer plateia são o centro do espetáculo Puro Ney, uma peça-concerto que reencena os melhores momentos do cantor.

Cantores-atores Soraya Ravenle e Marcos Sacramento apresentam 24 canções do repertório de Ney com a pegada de atores, dando novos significados às letras, transformando muitas dessas em monólogos, diálogos ao mesmo tempo em que se vê o próprio Ney nas projeções especialmente gravadas, que funcionam como texto, iluminam textos, esclarecem sentidos e avivam o espírito que já passa de 4 décadas.

“Ney canta de tudo, sem preconceito de gênero: ele vai de frevos, xotes, toadas e sambas até o rock e o pop, atravessando todo o frondoso território da MPB. Escolher apenas 24 músicas para ‘Puro Ney’ foi um desafio”, conta Luís Filipe de Lima, responsável pelo roteiro, direção geral, arranjos e direção musical do espetáculo.

Soraya e Marcos aceleram na interpretação que é ótima, posto que não se constitui nem em paródia e muito menos em imitação. São 90 minutos de lembranças individuais e coletivas, de repensar o que foi, em plena ditadura, um jovem magrinho, com um timbre de voz único, aparecer seminu, fantasias delirantes, maquiagem. Ah! e com aquele remexer tão único, meio brasileiro, meio elvis. Puro Ney é um tufão de bons momentos.

Serviço:
Teatro dos Quatro – Shopping da Gávea
Terças, Quartas e Quintas-feiras às 20h30

tarja-claudiachaves


Enviado por: Redação
13/10/2017 - 20:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Guanabara Canibal’

guanabara-canibal_matheus-macena-e-reinaldo-junior_aquela-cia_foto-de-joao-julio-mello

Braços abertos sobre a Guanabara. Rio de Janeiro, gosto de você. Cidade mais linda do mundo. Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil. Isso é em que a mui leal e sincera Cidade de São Sebastião se transformou. Mas de onde viemos, esse ser Carioca, Maracanã, Ipanema? É disso que trata” Guanabara Canibal“, em cartaz no CCBB-Rio.

Após uma intensa pesquisa sobre as origens do Rio de Janeiro, o diretor Marco André Nunes e o dramaturgo Pedro Kosovski, da Aquela Cia., desenvolveram um espetáculo de luz e som que vai além de retratar um fato histórico, uma gênese. O foco é o que não consideramos, o que não vimos, aquilo que jamais reconhecemos. O Rio desprezou e canibalizou nossos ancestrais.
A pesquisa feita para a criação de “Cara de Cavalo” e “Caranguejo Overdrive” nos estimulou a continuar a investigação acerca da nossa própria história. Ao reler “O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro, deparei com um poema de José de Anchieta sobre os feitos de Mém de Sá durante as batalhas que dizimaram várias aldeias tupinambás e consagraram o domínio de Portugal sobre o nosso território”, lembra Marco André Nunes.

Em cena, Carolina Virguez, Matheus Macena João Lucas Romero, Reinaldo Júnior e Zaion Salomão ocupam, com uma força, o palco, o texto e se movimentam na mistura dos textos-referência, de escritores dessa época, com a música eletrônica que atualiza o tema. Continuamos a canibalizar nossas origens, nossas verdades, o verdadeiro espírito da Cidade? Responda se for capaz. Ou não perca “Guanabara Canibal”.

tarja-claudiachaves


Enviado por: Redação
06/10/2017 - 20:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Mata teu pai’

image003

O bom e velho Édipo já declarava: para poder viver como adulto, é preciso matar teu pai, casar com a mãe e alcançar o poder. O mito trata mais do que um triângulo amoroso incestuoso. Vai narrar uma história de amor, ódio, atração, separação, e como estabelecer o poder sobre quem nos domina. Medeia mata os filhos para atingir o marido; mata duplamente quem a domina afetuosamente.

“Mata Teu Pai”, de Grace Passô, foi escrita especialmente para a atriz Debora Lamm. Revira por todas as entranhas o discurso da mulher que é filha, companheira, mãe e que luta sempre com a submissão. A direção de Inez Viana coloca a personagem principal questionando valores que dizem ser atuais, mas estão aí desde sempre. Preconceito, o papel da mulher ainda merece muito o que discutir.

“Medeia é uma protagonista feminina que desafia o amor romântico. Na tragédia de Eurípedes, ela ressignifica o sentimento quando foge com o ser amado, o que fará dela uma estrangeira. Mata o irmão e, mais adiante, mata seus próprios filhos que tem com Jasão ao se ver traída por ele. A Medeia de “Mata Teu Pai” leva consigo o discurso e angústias do mundo atual. Dar voz a uma personagem milenar será sempre um desafio”, comenta Debora Lamm.

Com um coro formado pelas AsMeninasDaGamboa, um grupo de 10 mulheres com mais de 60 anos, moradoras da região da Gamboa, que formam um coro, que dialoga com Medeia. Débora tem uma força na apresentação, na interação, uma mater dolorosa, uma filha órfã e uma amante abandonada. Todos os estágios que ainda fazem das mulheres essa força vital.

Serviço:
Teatro Poeira
De Quintas a Sábados às 21 horas
Domingos às 19 horas

tarja-claudiachaves


Enviado por: Redação
29/09/2017 - 19:00

Teatro, por Claudia Chaves: Mostra – Atores de Laura 25 anos

as-artimanhas-de-scapino-30

as-artimanhas-de-scapino-2

Vinte cinco anos. Um quarto de século. Um relacionamento de atores que comeram toneladas de sal juntos, suaram, gritaram, brigaram, se enterneceram, se uniram cada vez mais, se amaram e, sobretudo, se doaram. “Os Atores de Laura”, um grupo ímpar, de jovens – e coloca jovens nisso – que ali, onde muita gente só pega sol e fica literalmente de papo pro ar, de frente para o mar de Ipanema, resolveu que, juntos com Daniel Herz e Suzana Kruger, poderiam ir além do horizonte que esbarra nas Ilhas Cagarras. E foram em frente: quase um milhão de espectadores, 24 prêmios, dezenas de milhares de horas em cena. E muito, mas muito talento a transbordar daquelas areias.

Até 22 de outubro, “Os Atores de Laura” vão reencenar seis espetáculos – O Pena Carioca, Absurdo, O Filho Eterno, Adultério, O Enxoval e As Artimanhas de Scapino, que, pela variedade e diversidade, mostram a capacidade do grupo. Adaptações, clássicos, monólogo, autoria coletiva provam que o grupo não é apenas uma tentativa experimental ou uma precoce profissionalização.

“São 25 anos de construção de valores, de perseverança, revolução na forma de fazer arte e persistência. O sentimento de completar 25 anos de companhia é revolucionário, de resistência e maleabilidade. Um trabalho árduo de pesquisa, aprendendo a lidar com todas as complicações de quem se atreve a viver de teatro no Brasil. Envelhecemos juntos e posso dizer que, ao contrário do casamento, o tempo pra gente só fez bem. Hoje nos respeitamos muito mais. O convívio entre os oito integrantes só amadureceu. E a renovação do desejo, pelo menos para mim, é entrar numa sala para ensaiar”, afirma Daniel Herz, criador e diretor do grupo.

A Cia, hoje, é formada por sete atores: Ana Paula Secco, Charles Fricks, Leandro Castilho, Luiz André Alvim, Marcio Fonseca, Paulo Hamilton, Verônica Reis e pelo diretor Daniel Herz , mais uma legião de  fãs que, incansavelmente, vão rever os talentos capazes de nos fazer rir e  chorar, amar e odiar.Mais do que isso,  “Os Atores de Laura” provam, a cada trabalho, a cada entrada em cena que, milhares de anos desde o drama grego, a essência do teatro é o ator.  O que nos faz sair de casa para, ao final de cada sessão, aplaudir de pé quem nos dá tanto prazer. Aplausos entusiásticos de pé aos  “Atores de Laura”.

Serviço:
Casa de Cultura Laura Alvim
29/09 a 01/10
Sexta – 19h30 O Enxoval / 21h30 As Artimanhas de Scapino
Sábado – 19:h30 O Enxoval / 21h30 As Artimanhas de Scapino
Domingo – 20h As Artimanhas de Scapino

tarja-claudiachaves


Enviado por: Redação
15/09/2017 - 20:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Tudo o que há Flora’

estreia_flora_26ago2017_ph_01287

Os games estão em alta. Palavras. Realities. Sexuais. Palavras. Trocadilhos. Sempre trocas. Mudança de lado, de expectativas, de gênero… e, sobretudo, de parceiros – tem-se um aqui; daqui a pouco, aparece outro. E vira máxima: “entre le deus, mon coeur balance”. Tudo o que há Flora, no Teatro Ipanema, vai brincar justamente com isto: como resolver um jogo com uma dama e três valetes.

Com o texto afiado e instigante de Luiza Prado, a história de Flora, seu namoro com dois irmãos, um marido ex-machina, parece-nos algo meio ilustração da década de 50, meio novela de rádio, meio quadrinhos, uma brincadeira com um grau de hiper-realidade mas, ao mesmo tempo, pura fantasia, seja no que vemos, seja no desenvolvimento que, às vezes, não passa do imaginário da protagonista.

flora_03293_2

“Direcionar a experiência que tive ao escrever roteiros que exigiam uma sólida estrutura foi, de fato, um facilitador e um norte quando deparei com as incontáveis possibilidades de explorar, no universo teatral, a incomunicabilidade humana e as dimensões de personagens extremamente solitários”, comenta a autora Luiza Prado.

Com direção de Daniel Herz, que intensifica o absurdo do quiproquó que é a linha-mestra do texto, vemos as ótimas interpretações de Leila Savary, Rainer Cadete, Lucas Drummond e Thiago Marinho, num crescendo em quel uma mulher se atrapalha entre cumprir o abafado roteiro de dona de casa cujos desejos oscilam entre uma enceradeira e o fogo da paixão dos amantes. E, aí, só nos resta dizer: “Ai, que absurdo!!!!

Serviço:
Teatro Ipanema
Sábados às 21h
Domingos e Segundas às 20h


Enviado por: Redação
01/09/2017 - 19:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘O garoto da última fila’

pec%cc%a7a-o-garoto-da-ultima-fila_k9a7355

Ah, a adolescência! Ah, os hormônios! Eca, o bullying! Eca, a falta de adequação! Ah, a felicidade! Eca, a solidão! Esses são temas que já nos atormentaram. Atire a primeira pedra quem disser que não! ”O Garoto da Última Fila”, em cartaz no Teatro XP Investimentos, trata justamente disso.

O texto de Juan Mayorga, com versão brasileira de José Wilker e direção de Victor Garcia Peralta, encena em dois planos o relacionamento entre um aluno (Claudio) e seu professor de literatura (Germano). É uma mistura da presença/ausente de Claudio na escola e a superpresença na casa do colega Rafa.

“O elenco é composto por bons atores de teatro. É uma peça muito inteligente. A gente se reconhece. Somos todos um pouco de todas as personagens. O autor é matemático e filósofo. Isso está na precisão da peça. É direta. Sem contar que é um texto muito pertinente para esse momento. Coisas que a gente vive, uma relação ética”, avalia o diretor da montagem, Victor Garcia Peralta.

O elenco está afinado entre o maestro do humor Celso Taddei, a ala jovem  – Gabriel Lara e Vicente Conde – e os veteranos Isio Ghelman, Lorena da Silva Luciana Braga. A montagem nos mostra que a angústia da adolescência nos persegue enquanto vivermos.

Serviço:
Teatro XP Investimentos
Sextas e Sábados às 21h
Domingo às 19h


Enviado por: Redação
25/08/2017 - 19:30

Teatro, por Claudia Chaves: ‘O Abacaxi’

aline-macedo-oabacaxi-55-2

aline-macedo-oabacaxi-56

aline-macedo-oabacaxi-36

O amor: sempre o amor! Não, porém, qualquer um; não aquele que parece, mas que acaba na manhã seguinte. Aquele amor pelo qual suspiramos, rezamos, torcemos, pedimos, imploramos, sofremos, cortamos pulsos. São várias situações, pequenos recortes, grandes lembranças, que, seja como espectadores ou protagonistas, temos o maior prazer em viver. Esse é o tema de “O Abacaxi“, agora no Teatro Tablado.

Em um cenário que não determina uma época, Verônica Debom, a autora, e Felipe Rocha, casal na vida real, com direção de Débora Lamm, vão desenvolvendo diversas situações, todas muito engraçadas e divertidas, sobre os encontros e desencontros de um par amoroso – casamento, início da azaração, final do relacionamento, DRs.

“Não é uma peça sobre relações tradicionais. É sobre o caos no amor, sobre as diferentes tentativas de combinações no encontro amoroso”, conta Verônica, que foi incentivada pelo marido a escrever a peça. “O Felipe já escreve e sempre insistia para que eu começasse também. “O Abacaxi” é um texto de humor ácido. Sinto-me à vontade fazendo comédia”, diz a atriz e autora.

As situações

As situações tratam das dúvidas, dos questionamentos que atravessam gerações e dos estilos de vida. Casais caretas, casais que acham que podem viver a três, casais que se embalam na briga, na bebida, no sexo. Da maçã tentadora que estragou a vida dos homens desde o Paraíso, podemos ver que, como damos risadas durante a peça, o amor pode ser um “abacaxi” facinho de descascar.

Serviço:
Teatro do Tablado
Sábados às 21h
Domingos às 20h


Enviado por: Redação
Página 1 de 24123451020Última »