BLOG - TEATRO, por Claudia Chaves

15/09/2017 - 20:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Tudo o que há Flora’

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Os games estão em alta. Palavras. Realities. Sexuais. Palavras. Trocadilhos. Sempre trocas. Mudança de lado, de expectativas, de gênero… e, sobretudo, de parceiros – tem-se um aqui; daqui a pouco, aparece outro. E vira máxima: “entre le deus, mon coeur balance”. Tudo o que há Flora, no Teatro Ipanema, vai brincar justamente com isto: como resolver um jogo com uma dama e três valetes.

Com o texto afiado e instigante de Luiza Prado, a história de Flora, seu namoro com dois irmãos, um marido ex-machina, parece-nos algo meio ilustração da década de 50, meio novela de rádio, meio quadrinhos, uma brincadeira com um grau de hiper-realidade mas, ao mesmo tempo, pura fantasia, seja no que vemos, seja no desenvolvimento que, às vezes, não passa do imaginário da protagonista.

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“Direcionar a experiência que tive ao escrever roteiros que exigiam uma sólida estrutura foi, de fato, um facilitador e um norte quando deparei com as incontáveis possibilidades de explorar, no universo teatral, a incomunicabilidade humana e as dimensões de personagens extremamente solitários”, comenta a autora Luiza Prado.

Com direção de Daniel Herz, que intensifica o absurdo do quiproquó que é a linha-mestra do texto, vemos as ótimas interpretações de Leila Savary, Rainer Cadete, Lucas Drummond e Thiago Marinho, num crescendo em quel uma mulher se atrapalha entre cumprir o abafado roteiro de dona de casa cujos desejos oscilam entre uma enceradeira e o fogo da paixão dos amantes. E, aí, só nos resta dizer: “Ai, que absurdo!!!!

Serviço:
Teatro Ipanema
Sábados às 21h
Domingos e Segundas às 20h


Enviado por: Redação
01/09/2017 - 19:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘O garoto da última fila’

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Ah, a adolescência! Ah, os hormônios! Eca, o bullying! Eca, a falta de adequação! Ah, a felicidade! Eca, a solidão! Esses são temas que já nos atormentaram. Atire a primeira pedra quem disser que não! ”O Garoto da Última Fila”, em cartaz no Teatro XP Investimentos, trata justamente disso.

O texto de Juan Mayorga, com versão brasileira de José Wilker e direção de Victor Garcia Peralta, encena em dois planos o relacionamento entre um aluno (Claudio) e seu professor de literatura (Germano). É uma mistura da presença/ausente de Claudio na escola e a superpresença na casa do colega Rafa.

“O elenco é composto por bons atores de teatro. É uma peça muito inteligente. A gente se reconhece. Somos todos um pouco de todas as personagens. O autor é matemático e filósofo. Isso está na precisão da peça. É direta. Sem contar que é um texto muito pertinente para esse momento. Coisas que a gente vive, uma relação ética”, avalia o diretor da montagem, Victor Garcia Peralta.

O elenco está afinado entre o maestro do humor Celso Taddei, a ala jovem  – Gabriel Lara e Vicente Conde – e os veteranos Isio Ghelman, Lorena da Silva Luciana Braga. A montagem nos mostra que a angústia da adolescência nos persegue enquanto vivermos.

Serviço:
Teatro XP Investimentos
Sextas e Sábados às 21h
Domingo às 19h


Enviado por: Redação
25/08/2017 - 19:30

Teatro, por Claudia Chaves: ‘O Abacaxi’

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O amor: sempre o amor! Não, porém, qualquer um; não aquele que parece, mas que acaba na manhã seguinte. Aquele amor pelo qual suspiramos, rezamos, torcemos, pedimos, imploramos, sofremos, cortamos pulsos. São várias situações, pequenos recortes, grandes lembranças, que, seja como espectadores ou protagonistas, temos o maior prazer em viver. Esse é o tema de “O Abacaxi“, agora no Teatro Tablado.

Em um cenário que não determina uma época, Verônica Debom, a autora, e Felipe Rocha, casal na vida real, com direção de Débora Lamm, vão desenvolvendo diversas situações, todas muito engraçadas e divertidas, sobre os encontros e desencontros de um par amoroso – casamento, início da azaração, final do relacionamento, DRs.

“Não é uma peça sobre relações tradicionais. É sobre o caos no amor, sobre as diferentes tentativas de combinações no encontro amoroso”, conta Verônica, que foi incentivada pelo marido a escrever a peça. “O Felipe já escreve e sempre insistia para que eu começasse também. “O Abacaxi” é um texto de humor ácido. Sinto-me à vontade fazendo comédia”, diz a atriz e autora.

As situações

As situações tratam das dúvidas, dos questionamentos que atravessam gerações e dos estilos de vida. Casais caretas, casais que acham que podem viver a três, casais que se embalam na briga, na bebida, no sexo. Da maçã tentadora que estragou a vida dos homens desde o Paraíso, podemos ver que, como damos risadas durante a peça, o amor pode ser um “abacaxi” facinho de descascar.

Serviço:
Teatro do Tablado
Sábados às 21h
Domingos às 20h


Enviado por: Redação
18/08/2017 - 19:30

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Fome, o musical’

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Você tem fome de quê? O que não mata, engorda. Tudo que é bom é imoral, ilegal e engorda. Na sociedade do selfie, da beleza , do bem-estar, a comida virou algo que está, literalmente, em todas as bocas. O que faz mal, o que faz bem…. E aí Paulo Tiefenthaler, em “Fome, o musical“, no Teatro Poeira, resolve abraçar, de forma bem-humorada e inteligentérrima, todas essas contradições.

Tropicalizado absoluto, como já dizia o manifesto de Oswald de Andrade, Paulo Tiefenthaler, inventor do programa “Larica Total”, engole tudo o que acontece no mundo contemporâneo e cospe um happening, onde se têm música, comida, bebida de qualidade, texto brilhante, vídeos pertinentes e a construção de uma fábula pós-moderna com uma lição totalmente do bem.

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“Vou falar sobre a nossa relação com a comida e a nossa ignorância sobre os alimentos existentes, e não sobre o tema “cozinha de guerrilha”, que era abordado no programa. FOME é o assunto! Todos sentem fome.O programa de TV foi uma experiência maravilhosa, mas agora vamos fazer outra coisa! A anarquia continua em nossas veias com muito rock’nroll, marchinha, fado, funk e mais rock’nroll!”, adianta Paulo.

É pura diversão, exatamente como as pessoas querem hoje, mas também é reflexão, questionamento, discussão pós-peça. Um carnaval em rock’nroll, com uma banda performer formada por Daniel Castanheira e Bernardo Pauleira e participação da plateia para servir, fazer caipirinhas. E, ao final, um banquete onde todos partilham a comida e a certeza de que a noite valeu.

SERVIÇO:
Teatro Poeira
Terças e quartas, às 20h30

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Enviado por: Redação
11/08/2017 - 19:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘A Produtora e A Gaivota’

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Anton Tchekhov, um dos maiores escritores da história do Teatro, contava histórias pesadas. Famílias que se desintegram junto com um status quo da Rússia czarista que se decompunha. Carreiras fracassadas, artistas com um certo talento juvenil que não vão adiante. Em A Gaivota, sua peça que resume toda a sua temática acaba em morta. Em A Produtora e A Gaivota, espetáculo no Teatro Candido Mendes, apesar de inspirada em A Gaivota, o que acontece é outra temática.

Na comédia escrita e interpretada por Jefferson Schroeder, a produtora Meire se encontra sozinha com a plateia, pois o elenco da Gaivota está preso e não consegue chegar ao teatro. Jefferson, dirigido com muito acerto por João Fonseca, vai desfiando as mazelas do cotidiano difícil de se produzir teatro no Brasil.

“Espero que as pessoas se divirtam, riam, enquanto pensam naturalmente sobre a importância, aparentemente subjetiva, da arte, do teatro. Que pensem nos sonhos seguidos e nos deixados para trás, no poder evolutivo do amor infinito pelos filhos, pais, trabalho, e no quanto somos felizes quando podemos voar nossas gaivotas”, destaca o ator e autor Jefferson Schroeder.

Enquanto tem esperanças de o elenco chegar, Meire mistura o profissional com o particular, resolve problemas com a filha, reclama da profissão que não gosta. Mas não se lamenta. Apenas de forma cândida e com o fino humor dos resignados mostra a que veio a metáfora, importante no momento em que vivemos: Brasileiro, profissão esperança.

Serviço:
Teatro Candido Mendes
Terças, Quartas e Quintas às 20h

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Serviço:

Teatro Cândido Mendes

Terças, Quartas e Quintas às 20h


Enviado por: Redação
04/08/2017 - 20:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘O Açougueiro’

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Feminicídio. Parece que ouvimos pela primeira vez, apesar de ter se tornado palavra diário em corrente nos jornais, no Face, em qualquer lugar em que se tenha notícia. O mau trato contra a mulher no Brasil é uma constante. Corrói a família, o trabalho. E assassina o amor. O monólogo O Açougueiro do ator pernambucano Alexandre Guimarães, na Laura Alvim, é um retrato fiel do que se transforma um afeto doentio

Alexandre Guimarães , dirigido por Samuel Santos, também autor, encarna o conjunto de personagens que dão vida a história de Antonio e sua mulher Nicinha. Além disso, Alexandre ainda inclui os fortes cantos da cultura popular do Nordeste que servem para mais do que ambientar a história com cor local. Mostram de moda essa cultura molda todo tipo de relação.

“Conheci um matadouro público, um matadouro informal. Foi fundamental para mim sentir cheiros, ouvir sons. Percebi uma coisa: mesmo o homem que mata o boi é extremamente respeitoso com o animal que vai abater. O espetáculo também fala disso. Antônio é abandonado por todos na cidade, menos pelo boi “, diz Alexandre.

Essa busca de um Teatro Físico e Antropológico, o espetáculo acaba por construir um manifesto de forma muito poética. O cenário e o figurino são imagens distorcidas de sangue seco, pisado. Algo que parece que já aconteceu, mas está ali à frente de nossos olhos. A matança mais cruel não é a física, é o assassinato da alma do qual o sangue não para de jorrar.

Serviço:
Teatro Laura Alvim – Espaço Rogerio Cardoso
Sextas e sábados às 20:00 horas
Domingos às 19:00

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Alexandre Guimarães: o ator pernambucano interpreta Antonio no monólogo O Açougueiro em cartaz na Laura Alvim / Fotos: Lucas Emanuel


Enviado por: Redação
28/07/2017 - 19:30

Teatro, por Claudia Chaves: ‘A Gaiola’

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Crianças possuem sonhos, amores, medos. Incertezas, procuras são parte do cotidiano de todos nós, por toda vida, mas que acontecem como mais força quando estamos na infância. Essa busca nos fazer ter amigos imaginários, transformar animais de estimação em pessoas com fala, atitudes: gente mesmo. A Gaiola, baseado na obra homônima de Adriana Falcão, no Teatro Ipanema é um espetáculo para levarmos nossas crianças e nossos corações.

Com direção de Duda Maia, Carol Futuro e Pablo Áscoli encarnam um romance apaixonante entre uma menina e um passarinho que cai na varanda da casa da menina. Cantando e se movendo entre um balanço e depois numa gaiola, os dois personagens desenvolvem um relacionamento construída por ambos pela ausência de afetos e pelas diferenças dos mundos em que vivem. Aproximam-se para ganhar novos patamares, fechados em si mesmo.

“O espetáculo tem uma estrutura que pretende agradar a qualquer faixa etária. Tanto os adultos, que podem se identificar com a história, assim como crianças a partir de oito anos, que irão acompanhar o texto e criar um diálogo com os adultos. E mesmo os pequeninos, que talvez não acompanhem a fala mas certamente se encantarão com os elementos estéticos, visuais e sonoros”, acredita Duda.

As seis canções são intercaladas pelos textos vão desenrolando um novelo que o amor só cresce e se encanta. Até que, como em qualquer relação, chega o momento da DR. A menina , primeiro surpreendida, até que começa a entender que a tarefa do amor não se restringe a algo fechado, fechado em dois. Que o amor é algo que vai mais além da gente. Essa fábula é ótima para todas as crianças de todas as idades.

Foto: Guga Melgar

Serviço:
Teatro Ipanema
Sábados e Domingos às 16 horas

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Enviado por: Redação
21/07/2017 - 19:30

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Estes Fantasmas’

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A palavra fantasma em alemão quer dizer fantasia. Assim, na psicanálise quando nos referimos à qualquer fantasia, mesmo as sexuais, estamos falando de fantasmas. Pluft, o adorável fantasminha, os engraçados personagens do filme Caça-Fantasmas acabam se tornando a idéia da diversão do que pode ser a metáfora entre o que existe e o que não existe. A peça Estes Fantasmas, em cartaz no Sesc Ginástico, é a comédia que executa e, muito bem, esse jogo.

Segundo espetáculo da “Trilogia Eduardo De Filippo”, escrita em 1946, ainda no clima da devastação que foi o pós-guerra na Itália, mostra o jogo entre os métodos antigos de sobrevivência e as exigências da nova economia . Encenada pela Trupe Fabulosa, dirigida e adaptada por Sergio Módena, o protagonista (Pasquale) é Thelmo Fernandes. O elenco equilibrado e com timing da comédia conta também com Stela Freitas, Ana Velloso, Gustavo Wabner, Alexandre Lino, Celso André e Rodrigo Salvadoreti.

“Não sei quando minhas comédias morrerão e não me interessa. O que importa é que tenham nascido vivas; porque o teatro morre quando se limita a contar acontecimentos. Somente as consequências desses acontecimentos podem ser narradas em um teatro vivo.”, dizia Eduardo De Filippo a propósito de uma dramaturgia focada no riso.

A ideia da existência de fantasmas num palácio em decadência onde vivem e convivem humanos que se assombram com a possibilidade de o fantasmagórico pode suprir a realidade e, com isso, escaparem à verdade é o eixo central da trama na qual a competente direção de Sérgio Módena só faz sobressair o jogo em que o que nos encontramos cotidianamente: o que nos persegue e nos condena é a forma com que fazemos do que vivemos uma fantasia. Esse são os verdadeiros fantasmas.

Serviço:
Sesc Ginástico, Centro
Quintas, Sextas e Sábados às 19h
Domingos às 18h

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Na primeira foto, Alexandre Lino e Thelmo Fernandes; na segunda, Gustavo Wabner e Ana Velloso; na terceira foto, Stela Freitas / Fotos: Desiree do Valle

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Enviado por: Redação
14/07/2017 - 19:30

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Janis’

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Janis: espetáculo em cartaz no Oi Futuro Flamengo é interpretado pela atriz Carol Fazu e tem direção de Sergio Módena / Foto:  Lúcio Luna

Eles voltaram. Com a sua liberdade, com as roupas coloridas, com os cabelos desordenados. Com seus talentos. E com a sua busca incessante pelo amor.  A geração da flor, da paz e do amor está em alta. O espetáculo Janis, monólogo musical sobre Janis Joplin, no Oi Futuro Flamengo canta e fala justamente desses temas.

Idealizado por Carol Fazu, no papel título e com dramaturgia inédita do premiadíssimo, porque não, genial Diogo Liberano, direção de Sergio Módena,  Janis é o derramar dos impasses da cantora no qual ela fala, dialoga com os personagens ausentes fisicamente e , sobretudo, canta. E como canta sozinha no palco acompanhada da banda de cinco músicos.

“Essa Janis é uma junção de muitos pontos de vista sobre a vida da cantora. Tem um pouco das minhas experiências, um tanto de invenção, muitas falas ditas originalmente por Janis e também aquilo que a própria atriz Carol Fazu trouxe ao projeto”, descreve o dramaturgo Diogo Liberano.

A interpretação de Carol Fazu é das melhores, pois, primeiramente, não pretende “incorporar” Janis Joplin. É uma leitura, uma revisitação apoiada em um figurino que lembra demais a cantora, mas que se permite nos lembrar como o impasse vem da procura do “amor da vida”, esse mito, esse Graal que nos persegue a todos.

Serviço:
Teatro Oi Futuro Flamengo
Quintas a Domingo às 20h

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Enviado por: Redação
07/07/2017 - 20:00

Teatro, por Claudia Chaves: “Encontro”

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O nosso primeiro encontro, muitas vezes, acaba por ser o nosso maior desencontro. A família, nossa origem , é o mapa que nos orienta  pela estrada da vida. Marca as curvas, as freadas, onde virar, o que evitar. É o que aprendemos, oque foi importante, o que esquecemos? O espetáculo Encontro, no Castelinho do Flamengo, traça esse roteiro.

Com texto e direção de Walter Macedo Filho, Milena (Adriana Karla Rodrigues) e Madalena (Adriana Rabelo) vão falando, falando e lembrando, lembrando e destilando mágoa mágoa, enquanto a Mulher (Lis Maia) vai abrindo as cartas, acendendo luzes, movendo-se com lentidão, como se orquestrasse a abertura da Caixa de Pandora, as memórias  afogadas.

“Traçando um recorte particular dentro do universo feminino, o texto de “Encontro” pretende levar ao palco as contradições das figuras paternas e maternas que todos carregamos em nossas almas”, explica o autor e diretor Walter Macedo Filho.

Não sabemos quem são essas mulheres, qual o seu relacionamento, se são irmãs, amigas, ou se estamos presenciando a manifestação dos dois lado de uma mesma moeda. Elas se movem em um cenário  e figurinos perfeitamente adequados, com a direção de arte de Rui Cortez, enquanto a música incidental de Daniel Gonzaga, cria o clima para lembrarmos que todos nós vivemos das lembranças e das marcas do nosso primeiro grande encontro.

Serviço:
Castelinho do Flamengo
Sábados e Domingos às 19h

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Fotos: Renato Sette Camara

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