ALTA AJUDA, por Anna Sharp | - BLOG

13/11/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: os erros mais comuns dos buscadores

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Cuidado! Existem alguns erros absurdos cometidos por pessoas que “pensam” estar no caminho da evolução; entre eles, alguns chamam a atenção:

Pensar que ser pobre é ser espiritualizado.

Pensar que é preciso ser rico para ser feliz e espiritualizado.

Comparar-se e competir com os outros por causa dos trabalhos feitos ou livros lidos.

Sentir-se especial por fazer parte de algum grupo, seita ou religião.

Ser vegetariano ou não fumar.

Tentar atingir a ascensão para fugir dos problemas cotidianos.

Vestir-se de outra cultura considerada mais espiritualizada, negando suas próprias origens.

Viver em lugares ou comunidades místicas.

Seguir algum guru.

Achar que em sua própria casa as pessoas são inferiores porque não evoluem.

Usar um vocabulário com palavras em hindu, sânscrito etc.

Desligar-se demais das coisas da Terra, o que prejudica o corpo físico.

Tentar escapar da Terra em vez de criar o Céu na Terra.

Ver apenas as aparências em vez de observar a verdadeira realidade que está por trás de todas as aparências.

Tentar tornar-se Deus em vez de perceber que você já é o Eu Eterno, assim como todas as outras pessoas.

Tornar-se um extremista em vez de moderado em todas as coisas.

Pensar que precisa ser asceta para tornar-se um ser espiritual.

Tornar-se sisudo demais, abrindo mão da alegria, da felicidade e da diversão. Esquecer que não há ascensão sem alegria.

Ser maravilhoso com os de fora e insuportável com os íntimos.

Não perceber que você é a causa de tudo.

Servir aos outros totalmente, antes de se tornar autorrealizado dentro de si mesmo.

Esquecer que somos UM e, como tal, teremos que chegar juntos à Casa, ou jamais chegaremos.

E o pior de todos: amar aos outros, mas não a si mesmo!!!

tarja.annasharp

! 
  Prezados leitores, a partir desta segunda-feira (20/11), as colunas vão ser publicadas às 10h.


Enviado por: Redação
06/11/2017 - 19:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: vivendo no medo

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Vivendo no medo, somos constantemente impulsionados a fazer algo para nossa proteção e para provar nossa qualificação como merecedores de amor, em quaisquer de suas manifestações.

Realizamos apenas para demonstrar que somos capazes, e usamos o orgulho para preencher o vazio insuportável da carência.

Desnorteada, a nossa antena de auto-preservação, fica direcionada à proteção do orgulho (a defesa do orgulho ferido por rejeição é a origem do ressentimento, ou raiva fria, origem de quase todas as doenças), ao invés do amor.

A única saída do medo muitas vezes insuportável, é através da raiva que, ou projetamos nos outros (julgamos, rejeitamos, castigamos), ou introjetamos (nos sabotamos, adoecemos, punimos e vitimizamos); ou ainda, quando nos sentimos agredidos (medo de que ameacem ou firam nosso orgulho), atacamos para nos defender, explícita ou implicitamente.

Escondido sob o disfarce da raiva está o medo. Sempre!

A raiva nos impulsiona a realizações com o objetivo de finalmente alcançar o poder como proteção contra a rejeição! Muitas vezes exercemos o poder de ser melhor que o outro, de possuir a verdade ou a razão (“Eu não disse…? ou “Eu te avisei…!”). Sentimos orgulho ao demonstrar a nossa superioridade, a nossa espiritualidade e até a nossa humildade (?)!

Atrás da imagem reluzente de nossas conquistas, está o verdadeiro eu, submerso na culpa de não corresponder ao modelo de perfeição exigido pelos pais, religião, sociedade, cultura. O sentimento de ser uma eterna fraude nos persegue incessantemente.

De onde surgiu essa culpa de “ser humano”, que nos obriga a construir barreiras de proteção contra nossos iguais? Da rejeição!

E não seria ela o “pecado original”?

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
23/10/2017 - 19:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: a ferrugem que destrói

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Foto: reprodução do Pinterest

A falta de cuidado com o orgulho do outro, numa relação em que as palavras são desferidas como descarga de uma emoção, como válvula de escape para alguma frustração, é uma das maiores causas de um relacionamento desfeito.

Costumo dizer que o orgulho é o “calcanhar de Aquiles” do ser humano, a parte mais frágil e a causa de quase todos os desentendimentos e guerras.

As mulheres, por sua própria estrutura de sensibilidade, são presas fáceis do ressentimento, pela falta de delicadeza de seus companheiros, consequência de sua estrutura mais insensível.

No decorrer da vida, tornam-se mestras em pequenas e grandes vinganças, visando intimamente a possibilidade de restaurar o equilíbrio da relação e até no sentido de preservá-la.

Uma das armas mais usadas é o sexo.

Por ressentimento, muitas das vezes inconscientemente, o seu desejo diminui e começam as célebres recusas, explícitas ou implícitas, usando de vários artifícios e desculpas: “Hoje não. Estou exausta!”

Ou, depois do jantar, já começa a preparação…”Tive um dia péssimo, estou morrendo de dor de cabeça”.

Ou fica ocupada com as crianças e mil e outros afazeres, não dando chance ao macho desejoso de um minuto sequer à sós… Até que, exausto de esperar, ele adormece frustrado…

No homem, o sexo também é muito usado como instrumento de vingança à falta de atenção de sua mulher, ou à suposição de uma traição. Busca imediatamente a sua reafirmação de macho humilhando-a, ao tomar uma posição de conquistador com outras.

Em muitos casos, a impotência masculina nada mais é que a consequência à um ressentimento mais forte.

Uma imensa quantidade de traições são cometidas em nome do ressentimento, e que visam apenas restaurar o orgulho machucado pelo outro. Começa aí a competição pela vingança, e ganha o que machuca mais…

O antigo amor transformou-se em ódio!

E as doenças? A quantidade de enfermidades incuráveis porque a verdadeira causa não é sequer cogitada.

Quando será que a medicina vai começar a acordar para a realidade de que o corpo não é mais que a manifestação do que se passa no interior?

Aos poucos, o ressentimento (no início um pequeno ponto de ferrugem), além de acidificar o sangue, vai comendo o verdadeiro sentimento até apodrecê-lo e não restar mais nada do que antes pensávamos ser o amor.

Existem casamentos de amor, sim, mas uma quantidade muito maior de casamentos de ódio, alimentados pelo ressentimento, que é apego à dor!

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
16/10/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: Perdendo tempo

Foto: reprodução do Pinterest

Foto: reprodução do Pinterest

É muito conhecida a caricatura do “homem das cavernas”, de tacape na mão, arrastando pelo chão atrás de si, presa pelos cabelos, a sua mulher finalmente capturada…

Cada vez que vou a um casamento, vejo exatamente o contrário: a mulher vitoriosa, de tacape em punho (disfarçado de buquê de flores), puxando pelo colarinho apertado a sua presa!

Quantas vezes disse e ouvi esta frase: ESTOU PERDENDO O MEU TEMPO! Principalmente de mulheres…

O que isso quer dizer, afinal?

Quando nós, mulheres, começamos uma relação é sempre cheia de esperança de que nos leve ao ALTAR, real ou simbólico. Temos a ideia de AMOR/CASAMENTO introjetada no fundo de nossa alma, embora muitas vezes, conscientemente, não o reconheçamos.

– Mas eu não queria me casar com ele…

MENTIRA! Todas nós queremos nos sentir amadas e PARA SEMPRE.

É possível que, em determinados momentos, a ideia de casamento não seja conveniente por algum motivo, mas, normalmente, é, e muito!

Se, por A ou B, a relação não dá certo, o sentimento de haver perdido tempo se instala em nós, seguido de frustração e da sensação de haver sido USADA.

QUALQUER TIPO DE RELACIONAMENTO ENVOLVE A TROCA DE INTERESSES.

Sejam quais forem as queixas, há um ganho proporcional para estarmos juntos com uma pessoa, mesmo quando nos traz mais sofrimento que alegria; e se é esse o caso, é porque precisamos do sofrimento.

Existem vários motivos que nos levam a buscar o sofrimento numa relação amorosa. Queremos ser vitimizados para nos sentirmos melhor que o outro ou fugir da responsabilidade dos próprios erros por alguma CULPA, consciente ou não, que precisamos equilibrar.

Precisamos nos vingar, provando que o outro é o responsável pela nossa infelicidade.

Muitas vezes, apenas porque papai e mamãe não foram felizes, precisamos recriar essa história. Competir pelo sofrimento…

Estamos numa relação e o fato de ela não terminar em casamento não quer dizer que não tenhamos tido momentos de prazer, tristeza, dor, alegria, enfim, de VIDA.

– Ah! Mas investi tanto de mim nessa relação…

Claro, para nos sentirmos vivos, temos que investir nosso SER inteiro naquilo que estamos fazendo ou sentindo; do contrário, estamos atuando mecanicamente – quando é assim, nem a memória permanece em nós.

Temos, até os dias de hoje, a ideia de que somos usadas pelos homens e jogadas fora depois de abusadas. E isso até pode acontecer, em casos de extrema violência, mas, na regra geral, estamos também tirando algum proveito da situação, seja ela qual for.

Na realidade, se existe USO (e existe), ele é recíproco.

Quantas mulheres usam o casamento para sair do jugo dos pais, às vezes pesado, e conseguir alguma liberdade?

Outras usam o casamento como uma pensão, uma garantia financeira para que não precisem ser responsáveis por sua manutenção pelo resto da vida.

Vejo mulheres que vivem com um homem por alguns anos e apenas pelo fato de terem compartilhado a mesma cama e os mesmos projetos durante algum tempo, se consideram no direito de dividir os bens ou receber uma pensão vitalícia. Como se fossem inválidas! E, dessa forma, perdem a chance de se manifestar no mundo com todo o seu potencial, sentindo-se internamente inúteis para sempre…

Olhamos para o HOMEM como para um BANCO DE PROVISÕES.

Colocamos nele as nossas responsabilidades: projetamos nele o nosso PAPAI ideal. Exigimos que nos respeite, nos ame, seja fiel (ai dele se achar a vizinha bonita…), nos sustente, assuma a responsabilidade pela educação de nossos filhos, tenha sucesso e, ainda por cima, que nos deseje (só a nós) durante anos…

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
09/10/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: a cultura do pecado

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A nossa cultura tem uma base biológica anterior à filosofia: o animal/homem vivia em terras frias e hostis no Norte, que exigiam muito esforço em prol da sobrevivência. Seus deuses eram exigentes e rígidos, com leis baseadas em princípios de escassez, numa projeção do que o próprio homem era obrigado a viver, desenvolvendo a força para domar a natureza.

Ou vivia nas terras quentes e ensolaradas do Sul, as ilhas do Pacífico, que eram consideradas paraísos de liberdade e de prazer, onde reinavam os deuses da alegria e da abundância, mas que foram contaminadas com a chegada dos missionários do Norte. Instalou-se, então, pela força, a cultura do pecado, da culpa e do julgamento. Nessa cultura, com base na crença da escassez, só a criança tem liberdade para usufruir do prazer e, assim mesmo, apenas até a chegada da sexualidade… Daí em diante o prazer também é proibido.

Por incrível que pareça, o medo do prazer tem a ver com a “vaidade” cultural, uma verdadeira ode à tragédia, ao sacrifício e à melancolia. Nossos valores são os do deus castigador que ainda cultuamos e que se alimenta do sacrifício do sofrimento e da dor… Condicionamo-nos ao antiprazer; apenas nos é permitido o prazer da renúncia, apoiado pela vaidade de sermos fortes e capazes de sacrifícios tão grandes. É a unica maneira de mostrarmos como somos bons e, consequentemente, sermos aceitos.

Até os dias de hoje, ainda não conseguimos a reversão do sofrimento para o prazer, visto sempre como pecado. O correto para esse sistema cultural é matar-se de trabalhar por 11 meses e ter direito a apenas 1 mês de férias, normalmente mal aproveitado pela sabotagem que a culpa de “se dar prazer” acarreta. É aposentar-se depois de anos de trabalho frutífero e, em lugar do respeito à experiência, ser marginalizado com desprezo pela idade; é a pressão social em que vivemos – em meio a tanta doença e miséria provocadas pelo acúmulo dos “pecadores”, e não pela ignorância incentivada pelo poder, que gera a “culpa do prazer”, formando-se uma ideia coletiva de que alegria e abundância são pecados inadmissíveis neste mundo. Aquele que ousa ter dinheiro, felicidade ou sucesso torna-se imediatamente alvo de críticas, difamações e invalidações de toda ordem. É a necessidade de derrubar e sacrificar os que contrariam o sistema, para, mais uma vez, provar que é impossível ser feliz!

A fábula da cigarra e da formiga retrata perfeitamente “a culpa de ser feliz”. A cigarra alegre é castigada porque canta no verão, enquanto a sisuda formiga, que trabalha sem prazer, é a contemplada… Condenamos o outro na ilusão de conseguirmos a liberdade, sem perceber que nos oprimimos ao invés de libertarmo-nos. É preciso um tempo; tempo para ver e questionar todas as “crenças, superstições e projeções”, inoculadas em nossos neurônios por gerações e gerações de visão distorcida, fruto da ignorância em que vivíamos.

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
02/10/2017 - 19:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: aceitação ou conformismo?

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A base para uma relação duradoura é a cumplicidade, ou seja, aceitação das fragilidades mútuas, o apoio sem cobranças…! Por que não aceitar o outro como ele é?

O problema é que há muitas pessoas que confundem “aceitação” com “conformismo”.

Aceitação é acolhimento, receptividade, anuência, concordância, aprovação. É uma ação, um ato consciente que sai da força do próprio ego e que ocorre através da escolha que é o uso da liberdade.

Conformismo é adequar, resignar, acomodar, amoldar, ou uma ação passiva que implica a renúncia a qualquer responsabilidade por seu próprio comportamento ou liberdade de escolha. É um ato de escravo, que surge da debilidade da falta de forças do ego. É o desejo de que alguém faça por você.

Aquele que se conforma é uma vítima, o que aceita é um forte.

Quando existe a prisão/casamento é inevitável o padrão de cobranças mútuas geradoras de culpa, e, consequentemente, de raiva.

Todo culpado odeia o acusador e todo rejeitado odeia o rejeitador…!

O respeito pela individualidade do outro é fundamental em qualquer tipo de relação.

É fundamental que o companheiro/companheira esteja ao lado por que deseja a companhia, e não por que está sendo obrigado; e há momentos em que está desejando outra coisa ou pessoa, o que não significa uma ameaça ao amor.

Considero esse item o embasamento para qualquer tipo de relacionamento.

Traição não é uma satisfação física passageira, e sim a mentira do sentimento ou a falta de amizade e respeito. É o distanciamento da alma…

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
25/09/2017 - 19:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: Apesar de nós, é feita a vontade de Deus

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Para fazer uma escolha, antes de tudo, precisamos saber que matéria e energia são equivalentes: E=mc2.

Cada onda contém um mínimo de energia. Ao calcular a quantidade mínima de energia em uma onda, a Física diz que cada centímetro cúbico de espaço vazio contém mais energia do que a energia total de toda a matéria no universo conhecido.

Existem provas contundentes de que os “quanta” apenas se manifestam como partículas quando estamos olhando para eles. Esse ‘olhar’ poderia ser traduzido como ‘consciência’. Por exemplo: quando um elétron não está sendo visto, é sempre uma onda.

Os físicos também acreditam que os ‘quanta’ são a matéria-prima da qual todo o universo é feito: “As partículas dos objetos são abstratas, e o modo como se apresentam e comportam depende de como as olhamos: ora como partículas, ora como ondas”. O que determina é como nossa consciência as percebe.

A estrutura básica do universo é um tipo de energia maleável à intenção humana, como se nossa “expectativa” pudesse causar fluxos de energia ou afetar outros fluxos de energia.

Segundo Einstein, “Não há intervalo entre mente e matéria. O que vemos e como se comporta o que vemos dependem de nosso envolvimento”!

Aí está por que a imaginação, a nossa expectativa que influência os quantas, é mais importante que o conhecimento. É pela imaginação que nos tornamos cocriadores com Deus.

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
11/09/2017 - 19:30

Alta Ajuda, por Anna Sharp: quem sou?

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Essa é uma pergunta que, quando formulada, faz com que enganosamente nos respondamos baseados em impressões muitas vezes projetadas, ou fruto de julgamentos superficiais de outros sobre nós. Influenciados, acatamos essas opiniões sem questionar, satisfeitos ou não, e atuando inconscientemente de forma a confirmá-las.

Vejo a personalidade sendo formada pelos acontecimentos experienciados, pelos conceitos emitidos sobre nós durante a infância (por amigos, professores, familiares e, principalmente, pais), sendo absorvidos como verdades absolutas. Conceitos esses, muitas vezes contraditórios, desabonadores ou apenas frutos de expectativas sobre nossa atuação; outros ainda, mal interpretados pela cabecinha infantil. Em determinado momento, olhamos para essa colcha de retalhos e vemos, envergonhados, um reflexo desfigurado: “Sou assim…”

A necessidade de ser aceito e amado nos obriga a um artifício para esconder do mundo as feições disformes. Criamos uma ou várias máscaras, imitações de modelos idealizados, que nos habilitem ao convívio social, obtendo uma relativa aceitação. A necessidade e o esforço em construir as defesas para esconder as características que introjetamos, e das quais nos culpamos, geram um nível de tensão e culpa insuportáveis.

O medo de sermos descobertos nessa mentira profunda produz a fuga do contato consigo mesmo, numa tentativa de esquecer e escapar da visão assustadora; voltamos nossa atenção apenas para as ofertas do mundo exterior, ao qual nos apresentamos com o “falso eu”, e nos esquecemos de nós mesmos. E vamos limitando-nos… Esse pseudoesquecimento, ou narcotização pelos sentidos, é o que chamamos de sono profundo.

“Estar desperto é estar consciente de quem somos atrás das máscaras e ir mais além – é a descoberta do sujeito que olhou a colcha de retalhos tecida pela ótica de terceiros, achando que a imagem, disforme e mal desenhada, era a sua.

Atrás da falsa ideia e das máscaras, no lado do avesso, permanece desconhecido o impecável modelo original.”

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
04/09/2017 - 19:30

Alta Ajuda, por Anna Sharp: Um mundo de efeitos

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Vivemos num mundo de efeitos onde tudo vibra e está em constante movimento; o mesmo se dá com o pensamento.

Tudo a que se dá atenção permanece no mundo das forças energéticas, e os pensamentos, com a força do agora, surgem como uma realidade tridimensional, sejam positivos, sejam negativos.

Aceitando uma situação como presente, a mente começa imediatamente a tomar forma. Ao darmos “vida” ao pensamento por meio da emoção, criamos a matéria.

Aí está o perigo dos medos/desejos: é o pensamento com emoção. Nós somos a causa, os criadores.

Partindo da realidade de que estamos em um universo metamórfico, sabemos que o “Pedi e Recebereis” não é uma questão de fé – refere-se à “nossa criação”. Todos os acontecimentos emanam de nós, e é essa a nossa grande dificuldade: assumir 100% a responsabilidade sobre o que estamos criando em nossa vida, quase sempre, inconscientemente.

Durante três anos, fiz uma pesquisa com “doentes terminais”, e em todos encontrei os “ganhos” muito maiores que as “perdas”, instalados em seu subconsciente, através de um “sistema de crenças” negativo e destrutivo.

Estamos permanentemente atuando de nós para nós, e o outro é o grande impulso de criação, o pretexto para a ação. Em qualquer tipo de relação, nunca estamos atuando com o outro, embora a ideia seja de que estamos “para e com” o outro. Ele é apenas a parede contra a qual atiramos a bola que nos é devolvida: tudo que se faz com o outro estamos, na verdade, fazendo conosco.

Por isso, Jesus Cristo ensinava: “Faz com o outro apenas o que desejares que façam contigo.”
Nascemos com determinadas condições básicas, talentos e fragilidades a serem desenvolvidos. O que, quando e como vamos atuar com eles é escolha nossa.

Já basta, a cada dia, o seu próprio mal… Por que acrescentar outros mais…?

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
28/08/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: como viver um grande amor

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Para viver e manter um grande amor, é preciso usar três qualidades, normalmente esquecidas quando se trata de relacionamentos: atenção, para usar a compreensão no lugar do julgamento; esforço, em controlar as reações automatizadas que nos fazem disputar a razão; finalmente, responsabilidade, sobre nossos erros,escolhas e consequências decorrentes.

Qualquer tipo de relacionamento envolve uma troca de interesses e, quando começamos uma relação, existe sempre uma segunda intenção por trás dos pequenos gestos aparentemente inocentes: o homem querendo chegar até a cama, e a mulher, ao altar. Nesse momento, usamos de todos os recursos para a sedução e contamos com a nossa química orgânica fabricando hormônios para nos auxiliar.

Para que essa relação possa se aprofundar, é preciso estar consciente do estado quase permanente de “carência” em que vivemos: em nosso interior, existe uma criança esfomeada de amor e aceitação, procurando desesperadamente ser saciada.

A tendência natural é buscar no companheiro(a) a completude, e é preciso muita atenção para não cair na tentação de colocar, na correspondência do outro, a avaliação de nós mesmos, ou seja, entregar a chave do poder sobre nossa felicidade: “Se ele me amar é porque sou ótima e, se ele não me amar, é porque sou horrível!”

Vivemos em um permanente estado de culpa, consciente ou inconsciente de não sermos verdadeiramente o que exigimos que o outro seja, ou de não correspondermos às expectativas dos outros nem as nossas. No íntimo nos sentimos uma fraude e reagimos de duas maneiras: ou projetamos a culpa no outro, ou nos castigamos através de mil esquemas de autossabotagem. Assim sendo, não nos sobra energia para aprendermos com nossos erros, e a responsabilidade sobre nossas escolhas fica esquecida.

Também é preciso estar atento a outro grande inimigo da felicidade: o orgulho, um dos maiores responsáveis por nossos sofrimentos. Quando ele é tocado por palavras descuidadas, a reação é imediata: revidamos imediatamente, provando ao atacante a sua inferioridade, ou nos sentimos menor, guardando cuidadosamente o ressentimento, nos envenenando com ele através do bloqueio da corrente energética do amor enquanto esperamos o momento da vingança.

A competição destrutiva é a responsável por muitos amores abortados. Nessas horas, é recomendável perguntar-se: “O que é mais importante: ter razão ou ser feliz?” Desde as mais remotas civilizações, muito se fala sobre o amor, mas, historicamente, sabe-se que muito poucos foram os atos condizentes com a palavra, seu significado, ou o sentimento a que se refere. A aceitação do diferente é a mais importante.

A felicidade é construída pela valorização dos pequenos e simples instantes do cotidiano: a abelha não espera pelas orquídeas nem pelas rosas para fabricar o seu mel; elas voam alegres ao encontro das pequenas flores do campo para adoçar a nossa vida…

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
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