ALTA AJUDA, por Anna Sharp | - BLOG

11/09/2017 - 19:30

Alta Ajuda, por Anna Sharp: quem sou?

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Essa é uma pergunta que, quando formulada, faz com que enganosamente nos respondamos baseados em impressões muitas vezes projetadas, ou fruto de julgamentos superficiais de outros sobre nós. Influenciados, acatamos essas opiniões sem questionar, satisfeitos ou não, e atuando inconscientemente de forma a confirmá-las.

Vejo a personalidade sendo formada pelos acontecimentos experienciados, pelos conceitos emitidos sobre nós durante a infância (por amigos, professores, familiares e, principalmente, pais), sendo absorvidos como verdades absolutas. Conceitos esses, muitas vezes contraditórios, desabonadores ou apenas frutos de expectativas sobre nossa atuação; outros ainda, mal interpretados pela cabecinha infantil. Em determinado momento, olhamos para essa colcha de retalhos e vemos, envergonhados, um reflexo desfigurado: “Sou assim…”

A necessidade de ser aceito e amado nos obriga a um artifício para esconder do mundo as feições disformes. Criamos uma ou várias máscaras, imitações de modelos idealizados, que nos habilitem ao convívio social, obtendo uma relativa aceitação. A necessidade e o esforço em construir as defesas para esconder as características que introjetamos, e das quais nos culpamos, geram um nível de tensão e culpa insuportáveis.

O medo de sermos descobertos nessa mentira profunda produz a fuga do contato consigo mesmo, numa tentativa de esquecer e escapar da visão assustadora; voltamos nossa atenção apenas para as ofertas do mundo exterior, ao qual nos apresentamos com o “falso eu”, e nos esquecemos de nós mesmos. E vamos limitando-nos… Esse pseudoesquecimento, ou narcotização pelos sentidos, é o que chamamos de sono profundo.

“Estar desperto é estar consciente de quem somos atrás das máscaras e ir mais além – é a descoberta do sujeito que olhou a colcha de retalhos tecida pela ótica de terceiros, achando que a imagem, disforme e mal desenhada, era a sua.

Atrás da falsa ideia e das máscaras, no lado do avesso, permanece desconhecido o impecável modelo original.”

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
04/09/2017 - 19:30

Alta Ajuda, por Anna Sharp: Um mundo de efeitos

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Vivemos num mundo de efeitos onde tudo vibra e está em constante movimento; o mesmo se dá com o pensamento.

Tudo a que se dá atenção permanece no mundo das forças energéticas, e os pensamentos, com a força do agora, surgem como uma realidade tridimensional, sejam positivos, sejam negativos.

Aceitando uma situação como presente, a mente começa imediatamente a tomar forma. Ao darmos “vida” ao pensamento por meio da emoção, criamos a matéria.

Aí está o perigo dos medos/desejos: é o pensamento com emoção. Nós somos a causa, os criadores.

Partindo da realidade de que estamos em um universo metamórfico, sabemos que o “Pedi e Recebereis” não é uma questão de fé – refere-se à “nossa criação”. Todos os acontecimentos emanam de nós, e é essa a nossa grande dificuldade: assumir 100% a responsabilidade sobre o que estamos criando em nossa vida, quase sempre, inconscientemente.

Durante três anos, fiz uma pesquisa com “doentes terminais”, e em todos encontrei os “ganhos” muito maiores que as “perdas”, instalados em seu subconsciente, através de um “sistema de crenças” negativo e destrutivo.

Estamos permanentemente atuando de nós para nós, e o outro é o grande impulso de criação, o pretexto para a ação. Em qualquer tipo de relação, nunca estamos atuando com o outro, embora a ideia seja de que estamos “para e com” o outro. Ele é apenas a parede contra a qual atiramos a bola que nos é devolvida: tudo que se faz com o outro estamos, na verdade, fazendo conosco.

Por isso, Jesus Cristo ensinava: “Faz com o outro apenas o que desejares que façam contigo.”
Nascemos com determinadas condições básicas, talentos e fragilidades a serem desenvolvidos. O que, quando e como vamos atuar com eles é escolha nossa.

Já basta, a cada dia, o seu próprio mal… Por que acrescentar outros mais…?

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
28/08/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: como viver um grande amor

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Para viver e manter um grande amor, é preciso usar três qualidades, normalmente esquecidas quando se trata de relacionamentos: atenção, para usar a compreensão no lugar do julgamento; esforço, em controlar as reações automatizadas que nos fazem disputar a razão; finalmente, responsabilidade, sobre nossos erros,escolhas e consequências decorrentes.

Qualquer tipo de relacionamento envolve uma troca de interesses e, quando começamos uma relação, existe sempre uma segunda intenção por trás dos pequenos gestos aparentemente inocentes: o homem querendo chegar até a cama, e a mulher, ao altar. Nesse momento, usamos de todos os recursos para a sedução e contamos com a nossa química orgânica fabricando hormônios para nos auxiliar.

Para que essa relação possa se aprofundar, é preciso estar consciente do estado quase permanente de “carência” em que vivemos: em nosso interior, existe uma criança esfomeada de amor e aceitação, procurando desesperadamente ser saciada.

A tendência natural é buscar no companheiro(a) a completude, e é preciso muita atenção para não cair na tentação de colocar, na correspondência do outro, a avaliação de nós mesmos, ou seja, entregar a chave do poder sobre nossa felicidade: “Se ele me amar é porque sou ótima e, se ele não me amar, é porque sou horrível!”

Vivemos em um permanente estado de culpa, consciente ou inconsciente de não sermos verdadeiramente o que exigimos que o outro seja, ou de não correspondermos às expectativas dos outros nem as nossas. No íntimo nos sentimos uma fraude e reagimos de duas maneiras: ou projetamos a culpa no outro, ou nos castigamos através de mil esquemas de autossabotagem. Assim sendo, não nos sobra energia para aprendermos com nossos erros, e a responsabilidade sobre nossas escolhas fica esquecida.

Também é preciso estar atento a outro grande inimigo da felicidade: o orgulho, um dos maiores responsáveis por nossos sofrimentos. Quando ele é tocado por palavras descuidadas, a reação é imediata: revidamos imediatamente, provando ao atacante a sua inferioridade, ou nos sentimos menor, guardando cuidadosamente o ressentimento, nos envenenando com ele através do bloqueio da corrente energética do amor enquanto esperamos o momento da vingança.

A competição destrutiva é a responsável por muitos amores abortados. Nessas horas, é recomendável perguntar-se: “O que é mais importante: ter razão ou ser feliz?” Desde as mais remotas civilizações, muito se fala sobre o amor, mas, historicamente, sabe-se que muito poucos foram os atos condizentes com a palavra, seu significado, ou o sentimento a que se refere. A aceitação do diferente é a mais importante.

A felicidade é construída pela valorização dos pequenos e simples instantes do cotidiano: a abelha não espera pelas orquídeas nem pelas rosas para fabricar o seu mel; elas voam alegres ao encontro das pequenas flores do campo para adoçar a nossa vida…

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
21/08/2017 - 20:20

Alta Ajuda, por Anna Sharp: aceitação das diferenças

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É muito fácil nos darmos socialmente bem com amigos, momentos em que usamos as mais variadas máscaras para escondermos o que não aceitamos em nosso interior. No entanto, em um relacionamento íntimo, essas máscaras inevitavelmente cairão em vários momentos; é aí que poderemos aprender uma das grandes chaves que ajudam a encontrar a verdadeira felicidade: aceitação!

O respeito pela individualidade do outro é fundamental em qualquer tipo de relação, assim como é necessário que o companheiro(a) esteja caminhando ao lado porque “deseja” a companhia, e não porque está sendo obrigado por alguma dependência, ou por um compromisso. Considero esse item o embasamento para qualquer tipo de relacionamento. O problema é que há muitas pessoas que confundem “aceitação” com “conformismo”. Aceitação é acolhimento, receptividade, concordância, aprovação. É uma ação consciente, uma escolha. E a base para uma relação sólida partindo da aceitação é a cumplicidade, ou seja, aceitação das fragilidades mútuas e apoio sem cobranças. Conformismo é adequar, resignar, acomodar, amoldar, ou uma omissão que implica renunciar a qualquer responsabilidade por seu próprio comportamento. É um ato de escravo que surge da debilidade do ego. É o desejo de que alguém faça por você.

Ao aceitar as diferenças no “outro”, começamos a nos aceitar verdadeiramente.

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
14/08/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: impossível dar o que não temos

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Estamos no tempo integral de nossas vidas, buscando o amor como se busca o sol, a fonte da vida.

Encontrar esse amor dentro de si próprio é o que torna possível o “compartilhar”.

IMPOSSÍVEL DAR O QUE NÃO TEMOS.

Para haver uma relação duradoura e satisfatória, é preciso ter, como um primeiro passo, a consciência da fragilidade e da vulnerabilidade de tudo que nos cerca.

É necessária a alimentação constante através de atos de desapego e doação (sem cobranças) das pequeninas coisas, não apenas das grandes.

Infelizmente, a lei natural é a de que tudo o que fizemos (ou recebemos) de bom é imediatamente esquecido através de apenas “um” ato mal compreendido ou impensado.

Precisamos saber que o outro é tão frágil e carente quanto nós mesmos, apesar da aparência diversa, e está buscando exatamente a mesma coisa: abastecer sua carência, preencher o seu vazio interior, diminuir seu “desamor”.

Amar não é contabilizar, e sim estar consciente desse vazio de amor; do contrário, não é real.

Para colher, é preciso plantar e cuidar!

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
07/08/2017 - 19:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: A pergunta que não quer calar…

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A pergunta que não quer calar..

Os vegetais têm por base o carbono: durante o dia inalam carbono e exalam oxigênio; durante a noite exalam o carbono.

Com o auxilio da clorofila, a responsável pela absorção da luz do sol, as plantas realizam a fotossíntese transformando os elementos inorgânicos em substâncias orgânicas.

Os animais têm por base o oxigênio, e os seres intelectuais conseguem pensar graças à presença do fósforo.

O curioso é que a palavra “fosforo” em grego (“phosphoros” formada de “phos” – luz – e do sufixo “phoros” – portador -), quer dizer “porta-luz” ; e em latim (phosphorus), quer dizer “lúcifer (do latim Lux fero, portador da Luz).

Ou seja, curiosamente em ambas as linguas significa “portador da luz”!

Para algumas comunidades religiosas, Lúcifer significa o “portador do mal”.

Pergunta:

Seria o “conhecimento” um mal, já que o fósforo (ou lúcifer) é a base do despertar da consciência intelectual, assim como o oxigênio é a base da vida animal e o carbono da vida vegetal? Ou uma distorção proposital para manter a humanidade na ignorância?

Foto: Pixabay

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
31/07/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: entre o medo e o amor; ‘status quo’

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A impossibilidade de manter o “status quo” do sistema que criamos já é uma realidade.

A violência insuportável entrou em nossas casas através da mídia: os jornais pingam sangue, e nossas telinhas particulares trazem os monstros sanguinários para dentro de nossas casas, como substitutos das fadas e dos anjos para os sonhos de nossas crianças. As ruas transformaram-se em campos de batalhas e as grades nos prenderam em nossos lares inseguros. (Foto: Thinkstock)

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
24/07/2017 - 19:30

Alta Ajuda, por Anna Sharp: a nova cultura

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Dentro da nova cultura da Era do Ser, é preciso definir visão e valor. Os deslocamentos pessoais serão pontuados pela busca do verdadeiro potencial, muitas vezes, adormecido.

É preciso também eliminar hábitos venenosos e frutos culturais, tais como: a preguiça, a mentira e a síndrome do não. A preguiça é o “amanhã eu faço”, muitas vezes mascarada com a qualidade da paciência. É um movimento de recuo  incentivador à culpa e, consequentemente, à mentira.

A mentira é a ilusão de que é possível ganhar em cima de uma  qualidade negativa disfarçada pela dissimulação; é a raiva encoberta (de si ou dos demais) ou a fuga à responsabilidade. A síndrome do não é o medo de que a rejeição, ou a negativa, signifique o fracasso dos objetivos, em vez da possibilidade de um aprimoramento das verdadeiras capacidades.

O estímulo à descoberta, e ao aproveitamento dos talentos inerentes a todos os seres humanos, elimina a rejeição e a estagnação, trazendo novas soluções e oportunidades de realização criativa e prazerosa, gerando lucros de todas as ordens ao indivíduo e à humanidade.

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
17/07/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: despertando

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No despertar do ser, é imprescindível o desenvolvimento de três características indispensáveis à sua meta de realização, individual e integrada:

1- Atenção, para que, livre da hipnose do automatismo, cada um possa dar o melhor de si, colocando a energia do prazer em todas as suas ações.

2- Esforço, na superação das crenças limitadoras e no desenvolvimento do músculo emocional, freio das nossas ações impensadas, pondo a compreensão no lugar do julgamento.

3- Responsabilidade sobre todas as ações e seus resultados para, livre da culpa, usar os erros como mecanismo de aprendizado, evitando as repetições  e suas consequências desastrosas.

O nosso papel na Era do Ser é contribuir saudavelmente para a descoberta e para a valorização do indivíduo dentro do todo, criando uma nova cultura de avaliação num programa de desenvolvimento em que a exploração do potencial individual seja o objetivo principal. A filosofia comportamental leva o homem a voltar-se para si próprio, sabendo que, em seu interior, estarão todas as respostas e soluções para o todo.

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
10/07/2017 - 20:00

Alta Ajuda, por Anna Sharp: Rejeição!

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Nosso cérebro atua como um computador que começa a ser programado ainda na vida intrauterina. Nessa fase, o feto, diretamente ligado à mãe, recebe através do sistema nervoso todas as informações do que a mamãe está sentindo.

– Se a mamãe briga com papai e fica triste, ou nervosa e ansiosa, essas emoções chegam até o bebê em formação.
– Se a gravidez é um peso, ou vem no momento inadequado, também o feto assimila a rejeição ainda que temporária.
– Se é uma gravidez que provoque culpa através de uma situação social inconveniente, ou do desagrado do companheiro…

Enfim, mil situações diferentes podem programar o computadorzinho virgem de forma distorcida, todas elas gerando uma programação de rejeição.

Rejeição:(do lat. rejectione)

Ato ou efeito de rejeitar (Lançar fora; largar, lançar de si). Fenômeno em consequência do qual um organismo elimina um enxerto, dada a incompatibilidade entre os tecidos desse organismo e os do organismo de que provém o enxerto.

(Inegavelmente é a descrição de um parto…)

E, finalmente, chega o momento do parto, normalmente temido pelas dores inevitáveis na maioria dos casos. A própria contração final é chamada de expulsão…

E chega o momento da separação. Para o computadorzinho, ainda sem o intelecto formado e que apenas registra o que sente, deve ser muito doloroso esse momento. Pendurado de cabeça para baixo, leva palmadas para chorar e respirar; é esfregado, examinado e tocado, muitas vezes brutalmente, por mãos estranhas (nem um pouco preocupadas com seus sentimentos), interessadas apenas em examinar o seu corpinho.

Muitas deformações físicas e psíquicas posteriores são decorrentes desses primeiros instantes. E em seguida, o inevitável processo de socialização na primeira infância:

“Fale direito com sua avó…”
“Ai, Ai, Ai, se fizer isso de novo mamãe não gosta mais de você…”
“Não me atrapalhe, menino, não vê que estou ocupada?”

Quantos milhares de frases, aparentemente inofensivas, que, na realidade, não traduzem os verdadeiros sentimentos, são desastrosamente introduzidas em nosso computador mental, que as absorve rapidamente como um mata-borrão!

À medida que nos desenvolvemos e que nosso racional começa a atuar, costumamos rir dessas situações passadas. Ledo engano! A informação (gravada através do emocional)  aparecerá com mil disfarces na vida adulta: todas elas traduzindo o medo do abandono ou rejeição até em situações normais, onde supostamente o amor está presente!

E passamos o resto de nossas vidas fugindo e nos defendendo dessa doída sensação…

tarja.annasharp


Enviado por: Redação
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