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No alto, Antonio Mourão: filho e herdeiro de Tunga, se surpreende com dimensão de obra do artista, no Brasil e no exterior; nesta foto, um dos bares de Antonio, em Botafogo / Fotos: Lu Lacerda

Antonio Mourão é o único filho de Tunga, nome tão representativo nas artes plásticas, morto em junho de 2016. Ele está às voltas com a exposição que vai ser inaugurada em dezembro, no MASP, e, ainda, com a catalogação da obra do artista: “Tem sido surpreendente descobrir a dimensão do trabalho do meu pai, de alcance mundial. Como filho, era íntimo; como artista, não imaginava o tamanho do seu legado”, diz ele. Depois de tudo mapeado, não sabe ainda o que deve fazer. Perguntado se pretende vender, diz: “A tendência é que as vendas continuem e que essas obras se valorizem porque não tem como produzir outras”.

Mourão, que tem um filho de 1 ano e oito meses, também Antonio, com a figurinista Tuca Sodré, é ainda dono de dois bares, em Botafogo: o Crazy Cats (Rua Sorocaba) e o Saloon 79 (Rua Pinheiro Guimarães): “Parece crime fazer o que se gosta, né? Pra mim, é trabalho e diversão”, comenta. Praticamente não ganha dinheiro na noite; os bares apenas se pagam. Ao mesmo tempo, segue trabalhando com a amiga Clara Gerchman, no instituto com o nome de Tunga, para preservar peças deixadas por ele, muitas em outros países, já que era representado por galerias, por exemplo, na Itália e nos Estados Unidos.

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Enviado por: Lu Lacerda

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