08/04/2018 - 19:00

Bebel: “Estou aqui, de vermelho, representando o que acredito”

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Bebel Gilberto: “Estou aqui, de vermelho, representando o que acredito” Foto: Cristina Granato

No meio do show que fez este fim de semana para a inauguração do Clube Manouche, no Jockey, Bebel Gilberto explicou: “Estou aqui, de vermelho, representando o que acredito”, numa referência à cor do PT, já que foi no sábado (07/04), mesmo dia da prisão do ex-presidente Lula. A plateia (com 110 pessoas) ficou, assim, sem muita reação, até alguém responder: “Vamos mudar de assunto?”. Ela mudou mesmo, e a Bossa Nova seguiu sem tonalidades – só mesmo os tons da música.  O próximo a se apresentar, dias 13 e 14 de abril, é Otto.


Enviado por: Lu Lacerda
08/04/2018 - 18:00

Oito perguntas para Kiko Tattoo (sobre tatuagens)

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Foi-se o tempo em que tatuagem era vista com olhos tortos. Atualmente é difícil encontrar alguém que não tenha um rabisco na pele, seja o mais simples e pequeno possível. Destacar-se num meio tão competitivo é para poucos e foi o que conseguiu o carioca Kiko Tattoo, que começou na carreira em 1995 e transformou sua paixão em negócio de sucesso – ele cobrava R$ 50 por hora; hoje é R$ 690 -, com quatro lojas: três no Rio e uma em Miami.

Kiko foi o convidado deste fim de semana para o workshop “Art Fusion”, parte do projeto “Acontece ao Vivo”, na loja da Vivo na Barra, com bate-papo e sobre os desafios deste mercado no País. “Quando comecei, ainda tinha muito preconceito. Hoje atendo desembargadores, juízes, médicos, CEOs. Fundei a primeira Escola de Formação de Tatuadores no Brasil”, diz Kiko, cujos traços estão em corpinhos bem conhecidos como Isis Valverde, Bruno Gagliasso e Priscila Fantin, por exemplo.

1
Você começou a tatuar em 1995. A tatuagem não era muito bem vista?

No início, tudo era difícil; nós adequávamos os equipamentos pra fazer o efeito que a gente queria, tínhamos que fabricar muita coisa e nos adaptar. Outra questão é que as pessoas não estavam acostumadas a pagar um preço justo por uma obra de arte – a tatuagem era somente marcar a pele. Então, os profissionais da minha geração fizeram algo de alto nível, trabalhos realísticos, criação direta na pele, chamado de ‘free hand’. Estudamos todos os estilos de tattoo, como o oriental, o polinésio (tribal), o realismo colorido etc. Na época, não entendiam isso – achavam caro. Tivemos então que começar a colocar valor no trabalho, e as pessoas foram aceitando aos poucos. Você dizia que era tatuador, chegava num banco pra abrir uma conta, e o gerente não me olhava como hoje, em que ele me trata como um empresário.

2
Qual o tipo de cliente que te procurava antes e que te procura agora?

Comecei minha carreira em Copacabana; logo depois, fui pra Barra, e já atendia uns clientes com um nível, tanto cultural quanto de poder aquisitivo privilegiado. Eu conseguia fazer com que as pessoas pagassem um pouco mais do que o mercado. A minha hora começou com R$ 50 e hoje é R$ 690.

3
Quando realmente você começou a ficar conhecido no meio?

Começou no boca a boca. Tatuava das 10h da manhã até 1 da manhã; ficava o dia inteiro fazendo de quatro a cinco tatuagens. Como a Barra é muito perto do Projac, tive clientes globais tatuando, jogador de futebol, uma galera de mídia também, e foi fazendo isso acontecer.

4
Tem noção de quantas tatuagens já fez até hoje?

Não é possível ter essa noção; são 23 anos de carreira, trabalhando de segunda a sábado. Não dá para fazer essa conta, é difícil, são quilômetros de pele tatuada.

5
Como aconteceu de a sua arte virar um negócio?

Eu trabalhava em banco e fazia faculdade de Processamento de Dados; então eu sempre tive uma forma pragmática e acreditei que a tattoo era a minha profissão de verdade, ao contrário da grande maioria dos tatuadores, que acreditam que são artistas e que aquilo ali é um estilo de vida. Abri a primeira loja, a segunda, a terceira e agora estou com uma nos Estados Unidos e não sei aonde mais vou parar.

6
E a loja de Miami?

Desde 2006, eu tenho uma carreira internacional, participando de convenções na Europa – trabalhei em Ibiza, durante nove anos, no verão. Sempre quis um estúdio fora do Brasil, até porque as coisas acontecem muito mais rápido lá fora, como novos equipamentos, acesso a galerias de arte, museus, cursos de pintura. Tive um reencontro com um amigo de uma multinacional conhecida dos Estados Unidos, e ele sugeriu sociedade. Consegui o greencard há um ano porque aquele país acreditou no meu trabalho diferenciado. Também faço reconstrução de auréola para mulheres que tiveram câncer de mama.

7
Existe uma preferência de tattoo?

Nas minhas lojas, não existem álbuns prontos, todos os profissionais trabalham desenvolvendo algo exclusivo para cada cliente na hora, procurando entender aquela pessoa, o que ela gosta, o que mais tem a ver com ela.

8
Ter artistas como clientes ajudou a fazer seu nome?

O Bruno (Gagliasso) levou outras pessoas, e isso ajudou sim, mas acho que as pessoas têm que procurar o tatuador por causa do seu trabalho. Já vi tatuagens ruins em pessoas famosas e esses profissionais ficaram famosos por isso; então não acho que isso seja um parâmetro.


Enviado por: Redação
08/04/2018 - 14:00

“Mordidas”: adaptação de Miguel Falabella estreia no Rio

Foto de:

Peça de sucesso na Argentina, “Mordidas” ganhou adaptação de Miguel Falabella e direção de Victor Garcia Peralta para os palcos cariocas, com estreia nesse sábado (07/04), no Teatro Fashion Mall, em São Conrado.  No palco, Ana Beatriz Nogueira, Regina Braga, Luciana Braga e Zélia Duncan – a cantora mesmo – contam a história do encontro de quatro amigas ricas, elegantes, mas sem um pingo de ética e caráter. A atriz Ana Beatriz assistiu à peça original, em Buenos Aires, há um ano e meio, e voltou de lá com os direitos do texto comprados e bancou tudo com o próprio dinheiro.

A montagem faz uma crítica à sociedade contemporânea e suas contradições entre o que as pessoas parecem ser e o que são de fato. “Neste momento em que o mundo testemunha a volta de pensamentos e posições tão intolerantes, falar dessas mulheres ou pessoas que podemos encontrar perto de nós, aparentando um refinamento que na verdade esconde uma natureza preconceituosa e sedenta de poder”, diz Peralta. Na plateia, algumas pessoas conseguiram identificar prontamente algum conhecido bem parecido com as personagens. “Fui procurar a alma da personagem, o mundo interior, e não achei nada. Não havia mundo interior! É uma aventura inédita e muito instigante”, definiu Ana Beatriz. Confira quem passou por lá na Galeria de fotos.


Enviado por: Redação