02/07/2017 - 18:00

“A Guerra não tem rosto de mulher”: estreia no Poeira

domingos

giane

ernesto

camila-morgado

Na primeira foto, Domingos de Oliveira entre as atrizes Carolyna Aguiar, Priscilla Rozenbaum e Luisa Thiré; na segunda, o diretor Marcello Bosschar e Reynaldo Giannechini; na terceira, Ernesto Picollo, Carol Machado, Julia Lemmertz, Ingrid Guimarães, Ricardo Pereira e Dedina Bernardelli; na quarta, Camila Morgado, priscilla Rozenbaum e Ingrid Guimarães; nesta foto, Luisa Thiré com os filhos Carlos e Vítor / Fotos: Cristina Granato

Na primeira foto, Domingos de Oliveira entre as atrizes Carolyna Aguiar, Priscilla Rozenbaum e Luisa Thiré; na segunda, o diretor Marcello Bosschar e Reynaldo Giannechini; na terceira, Ernesto Picollo, Carol Machado, Julia Lemmertz, Ingrid Guimarães, Ricardo Pereira e Dedina Bernardelli; na quarta, Camila Morgado, Priscilla Rozenbaum e Ingrid Guimarães; nesta foto, Luisa Thiré com os filhos Carlos e Vítor / Fotos: Cristina Granato

A estreia de “A guerra não tem rosto de mulher”, com Carolyna Aguiar, Luisa Thiré e Priscila Rozembaum no elenco, lotou o teatro Poeira, em Botafogo, nesse sábado (01/07). Com direção de Marcello Bosschar, a peça narra histórias de mulheres sobreviventes de guerra, sob uma ótica feminina. O texto, de Svetlana Alexievich (prêmio Nobel de Literatura), baseia-se em depoimentos reais. Pela primeira vez, a peça é encenada num palco brasileiro. Tendo como base os elogios de Julia Lemmertz, Reynaldo Gianecchini, Ernesto Picollo, Camila Morgado, Domingos de Oliveira (se o assunto é teatro, opinião dele vale por 10), é o caso de separar os ingressos imediatamente.


Enviado por: Lu Lacerda
02/07/2017 - 17:01

A Mul.ti.plo Espaço Arte organiza para esta terça (04/07), às 19h, bate-papo de Paulo Sérgio Duarte, crítico de arte, com a artista Célia Euvaldo sobre sua exposição atual, “Duas Matérias”, que fica em cartaz até o dia 15.

 


Enviado por: Marcia Bahia
02/07/2017 - 16:30

Arraiá do Copa: caipiras lindos e caipirinhas ótimas

copa-2

luana

andrea-natal

Na primeira foto, Preta Gil, Carolina Dieckmann, Narcisa Tamborindeguy, Felipe Andreoli, Rafa Brites, Carol Sampaio e Iza; na segunda foto, Luana Piovani (uma das noivas); na terceira foto, Andrea Natal; nesta foto, Allan Souza Lima, Nando Rodrigues, Elba Ramalho, Pedro Scooby e Renato Goes / Fotos: Reginaldo Costa Teixeira

Na primeira foto, Preta Gil, Carolina Dieckmann, Narcisa Tamborindeguy, Felipe Andreoli, Rafa Brites, Carol Sampaio e Iza; na segunda foto, Luana Piovani (uma das noivas); na terceira foto, Andrea Natal, Julianne Trevisol e Nando Rodrigues; nesta foto, Allan Souza Lima, Nando Rodrigues, Elba Ramalho, Pedro Scooby e Renato Goes / Fotos: Reginaldo Costa Teixeira

O Arraiá do Copa entrou bem na sua primeira edição: caipiras lindos e caipirinhas ótimas. Como disse uma convidada: “Há muito, não vejo uma festa no Rio com tantos machinhos” – sim, tinha muito homem. Carol Sampaio encheu o salão de artistas para Elba Ramalho e Preta Gil animarem. Festa lotada e animada já que foi vendida uma grande cota de convites – gente fora da turma de sempre dá, digamos assim, sempre um plus. É ou não é? Pelo sucesso, vai mesmo entrar no calendário: intenção da diretora do hotel, Andrea Natal.


Enviado por: Lu Lacerda
02/07/2017 - 12:00

Doze perguntas para: Ney Matogrosso

neymatogrosso_credito_marcelofaustini-3-1

Voz das mais versáteis e bonitas que já surgiram no país – a tessitura de contratenor vem explorando do rock ao samba, passando por Villa-Lobos – Ney Matogrosso vai ser o homenageado da 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira (que se mantém em alta, pelas mãos e esforço do Zé Maurício Machline), dia 19 de julho no Theatro Municipal. O cantor, que também é iluminador, diretor e ator de cinema chega a incríveis 50 anos de carreira com um talento físico inacreditável: músculos em dia, barriga negativa, bunda perfeita, perna em elevado conceito e assim vai. A coerência também é outra marca de Ney, que, sem participar de nenhuma campanha, fez muito pela mudança de pensamento no país sobre a sexualidade , só por ser quem é.

Com o show “Atento aos Sinais ” desde 2013, Ney não para de se envolver com outros projetos, se renovando e injetando vigor na MPB. Ele e a Nação Zumbi se apresentam dia 22 de setembro no Palco Sunset cantando o repertório do “Secos e Molhados”, uma das atrações nacionais mais aguardadas do Rock in Rio. Outra vantagem de entrevistas com ele? É absolutamente sincero, verdadeiro, espontâneo, ou seja, fala o que pensa (ao contrário de muitos, se é que vocês me entendem).

Foto: Marcelo Faustini

1
Ney, como espera que seja a homenagem que o Prêmio da Música Brasileira vai prestar a você em julho? Teria algo a adiantar para os seus fãs sobre a festa? Vai fazer muitos duetos?

“Não vou ter dueto. Canto uma música na abertura; no final, mais três ou quatro pra encerrar. Não canto com ninguém”.

2
Estamos passando por um dos momentos mais complicados do Rio, política e artisticamente falando. Essa atmosfera meio deprê e limitante te afeta?

“Claro que essa situação me deixa insatisfeito com tudo o que está acontecendo. Realmente, não se pode confiar nos políticos. Tem é que mudar o sistema todo – é hora de transformação. Não pode mais ser feito o que se faz em nome da política”.

3
E a Lava-Jato?

“A Lava-Jato levantou a lama, essa que a gente sempre soube que existia; mas, às vezes, a operação parece ameaçada. A Lava-Jato é um anseio de limpeza do povo brasileiro”.

4
Você já chegou a se lamentar, alguma vez, de ter nascido no Brasil?

“Jamais me lamentei de ter nascido no Brasil. Amo o Brasil desde antes dessa gentalha política toda”.

5
Você deu entrevistas em que falou que o sexo já não era um assunto tão importante na sua vida. O que tomou o lugar do sexo?

“Claro que o sexo é importante ainda, mas não sou escravo mais. O que tomou o lugar do sexo? Nada toma o lugar de nada, alguma coisa vai se acalmando. Não sou mais um dependente químico de sexo, como eu fui”.

6
O fato de não ser mais ‘jovenzinho’ afeta sua vida de que maneira?

“Não tenho saudade. A vida vai passando, está tudo na hora certa, no lugar certo. Não sou saudosista”.

7
E medo da morte, você tem?

“Não tenho medo da morte; já a vi tão de perto, perdi tantos amigos assim, na minha frente, com um contato muito próximo. Faz parte da nossa vida. Na minha hora, não gostaria de estar gemendo e chorando num vale de lágrimas – quero estar consciente e tranquilo de estar indo. Acham que sou apegado, mas não sou: faço esse exercício de desapego desde a adolescência. Mas não me sinto perdido de todos os que amei e que morreram – sinto uma coisa viva. Tenho aceitação com tranquilidade”.

8
Nunca desejou ter uma companhia fixa, um relacionamento duradouro, como as pessoas romanticamente gostam de idealizar?

“Relacionamento de viver junto? Não quero morar com ninguém. Já vivi isso, e não é o que eu mais gosto”.

9
O poliamor, relacionamento a três, começa a ser falado no país. É um arranjo que você já experimentou?

“Já vivi isso também, e não é satisfatório pra mim: me provoca uma coisa que não é equilibrada. Acho que é porque sempre há uma tendência de se voltar mais para um do que para o outro, e gera desconforto. No meu entendimento, amar duas pessoas é possível, mas ser apaixonado por duas pessoas, não consigo entender”.

10
Nos seus trabalhos, há sempre uma troca com jovens talentos. Você tem algum método para se atualizar sobre os novos artistas?

“Método, não tenho; vou pela intuição. A intuição é o que me rege na vida. A troca de que eu necessito é com a plateia: se ela me oferece isso, se o público estabelece uma relação, aí se fecha um círculo e eu vou à loucura. É um estímulo tão forte que eu não meço mais nada”.

11
Aliás, o que você anda ouvindo ultimamente, de novo e de antigo?

“Tenho ouvido pouca música. Não tenho tempo, estou trabalhando muito. Só ouço no carro, quando estou dirigindo, para entender o que anda acontecendo. No meu sítio, em Saquarema, ouço músicas antigas”.

12
Você sabe tudo que diz respeito a um palco. Ainda veremos o Ney ator de teatro?

“Ator de teatro, não, mas tenho feito cinema. Fiz recentemente um, na Paraíba, com o ator e diretor Otávio Teixeira e acabei de fazer outro, em Portugal, com o roteirista e diretor Edgar Pêra”.


Enviado por: Marcia Bahia