16/04/2017 - 14:03

Malhação de Judas: Sérgio Cabral vira boneco no Rio

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O ex-governador Sérgio Cabral virou boneco de Judas, em poste na esquina as ruas Humaitá e Macedo Sobrinho, no Humaitá / Foto: do leitor

Este ano, a Malhação de Judas pelas ruas do Rio tinha até oferta em excesso dos políticos que podiam virar boneco, numa semana em que a lista do ministro Fachin e as delações dos Odebrecht deixaram a população atônita. Mas o carioca preferiu se concentrar na figura do ex-governador Sérgio Cabral, como mostra a foto acima, que reproduz outros postes espalhados pela cidade.


Enviado por: Marcia Bahia
16/04/2017 - 13:17

Carne forte: Seu Jorge anima terceira edição do ‘Churrasco lá em casa’

Foto de:

Começou à tarde e se estendeu noite adentro a terceira edição do “Churrasco lá em casa”, evento organizado pela Party Industry com Diógenes Queiroz e Fábio Batistella, esse sábado (15/04), no Alto da Boa Vista. O churrasco, que teve os espetos comandados por Marcelo Malta, foi preparado à maneira gaúcha, feito no chão. Seu Jorge se encarregou da parte musical e, terminada sua apresentação, também participou da comedoria. Os DJs Leo Paes Leme, Zedoroque, Lucce, Nicole Nandes e Mary Lou continuaram a festa. Veja fotos na Galeria.


Enviado por: Marcia Bahia
16/04/2017 - 12:00

Oito perguntas para: Rita Elmôr, atriz

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Quando estreou, em 1998, a peça “Que Mistérios Tem Clarice”, além do seu talento como atriz – foi indicada ao Prêmio Shell – Rita Elmôr chamou a atenção pela sua grande semelhança física com Clarice Lispector. Nos anos seguintes, o que aconteceu com as fotos de divulgação da peça, em que Rita está caracterizada como a escritora, foi inacreditável: revistas de literatura, cadernos de cultura de jornais nacionais e internacionais e sites variados publicaram as imagens como se fossem da própria Clarice.

O que, a princípio, trouxe muito desconforto para Rita acabou gerando um “clique” e uma nova peça: a atriz misturou textos seus e da ucraniana naturalizada brasileira e criou um espetáculo, que segundo ela, é sobre a sensação de “desencaixe” – a peça “Clarice Lispector e eu – O mundo não é chato”, em cartaz até o final deste mês no Teatro Vanucci, no Shopping da Gávea.

Como se não bastasse conseguir levar para o palco toda a intensidade de Clarice – que tinha, também, um humor irônico – a atriz paulista também é ótima comediante. Elmôr fez o público dar muitas risadas com a personagem bêbada Venetta, do seriado “Macho Man”, como Anete, a chefe do seriado “Separação!?” e ainda, no cinema, na comédia “Até que a sorte nos separe”, 1 e 2. De inteligência e raciocínio rápidos, Rita é daquelas artistas que sabem se divertir com o próprio trabalho – definitivamente, no mundo de Rita a chatice não tem espaço.

1
Rita, como começou seu amor por Clarice Lispector? Quando montou a peça “Que Mistérios Tem Clarice” você já tinha um bom conhecimento dos livros dela?

“O amor começou na faculdade, aos 20 e poucos anos, minha primeira peça foi sobre ela, depois de ganhar um livro de presente. Tive a ideia assim que li os livros dela. Clarice organiza as nossas sensações nebulosas. Quando li, pensei: ‘essa sou eu’. Gosto de fazer trabalhos autorais, sempre tive vontade de dizer coisas. A literatura da Clarice tem uma atenção plena na vida, é uma sensibilidade sem filtro. Os acontecimentos ordinários se tornam extraordinários ao seu olhar. A literatura está aqui pra nos servir. Quero falar para todos, não é pra eruditos. Um momento importante pra mim foi quando lotei o Teatro Vanucci com um coral de moradores de rua – subiram no palco e cantaram”.

2
O fato da mídia nacional e até internacional confundir suas fotos com a Clarice real é um prazer ou um desprazer?

“Inicialmente foi estranho, mas os sentimentos foram mudando. Achei que fosse passar, como uma pequena confusão; mas aí foi crescendo. Tem essas fotos até em livros. Logo depois, uma das coisas que pensei foi que fiz um trabalho que tenho orgulho dele – a construção artística de uma atriz. O sentimento foi mudando, foi ficando melhor. Junto veio também a consciência de que temos de viver o presente. A vida misturou e eu misturei as nossas palavras no palco. Eu trouxe pro palco essa metáfora da vida”.

3
Por que essa opção de mostrar um lado mais solar da escritora em “Clarice Lispector e eu – o mundo não é chato? “

“Por que eu acho, vejo, sinto que a Clarice tem humor, mesmo quando densa. um humor sarcástico, ela consegue equilibrar humor e densidade”.

4
Você disse que o olhar político de Clarice está muito afinado com os acontecimentos sociais do momento. Já aconteceu de o público reagir de uma forma mais política à peça?

“Acho que tem uma indignação na Clarice. Ela disse que a maldade de um homem não pode ser entregue à maldade de outro homem. Até hoje estamos falando sobre isso, 40 anos depois. O olhar dela para as desigualdades sociais está muito atual”.

5
Além de muitas peças e novelas, você também é boa no humor – a bêbada Venetta, em “Macho Man”, era hilária. Como foi sua aproximação com o gênero?

“Minha aproximação com o humor foi por acaso, depois de fazer um teste para um seriado na Globo. Quem me apresentou esse lado foi o José Alvarenga. Tenho um olhar bem humorado para as coisas em geral. Quando comecei a ter oportunidade descobri que gostava de fazer humor, passou a ser fundamental pra mim. É como se o humor, pra muitos, estivesse num lugar inferior – e é bem o contrário disso, é necessário, é a reflexão”.

6
Você começou a carreira logo com um monólogo e também já fez outros dois solos, “Teresa D’Ávila, A Santa Descalça”e “Pai”, de Cristina Mutarelli. Você gosta de emoções fortes? 

“Meus monólogos acabam sendo uma forma pessoal de me expressar como artista – me sinto em casa. Tudo é muito colaborativo, escolho em quem confio e admiro para trabalhar, ali está o espírito do coletivo – o tom é esse. Não me sinto sozinha de jeito nenhum”.

7
O que te levou a fazer pós em Filosofia?

“Gostei de ler filosofia, descobri que tinha uma pós na PUC – fui fazer por puro interesse de me aprofundar e fui mesmo me aprofundando, me libertando, por exemplo, de não precisar estar no rebanho”.

8
 Qual a passagem inesquecível que você teve com essa peça?

“Ter conseguido com produção independente, queria muito fazer trabalho – é difícil manter uma peça em cartaz. O público vai, indica, vou encerrar no fim de abril, depois de nove meses – isso me dá muita alegria. Já fiz outras com patrocínio, que duraram apenas dois meses. Nesta peça, o público jovem me surpreendeu. Falo muito do desencaixe, o que pode atrair muita gente. Deve ser agradável, acessível e nos faz pensar”.


Enviado por: Marcia Bahia
16/04/2017 - 11:01

A V Festa de Ogum dos Velhos Malandros, neste domingo (16/04), na Praça Mauá, do meio-dia às 23h, tem sarau literário às 14h30: o microfone ficará aberto para poetas, escritores e compositores. O evento tem feijoada de São Jorge, feira de artesanato e atrações como o Afoxé Filhos de Gandhi, Noca da Portela e Roberta Nistra, entre outros.


Enviado por: Marcia Bahia