14/04/2017 - 19:00

Teatro, por Claudia Chaves: ‘Imagina esse palco que se mexe’ – nova temporada

unnamed

Por que as pessoas vão ao teatro? Para ouvir histórias, ver atores “globais”, se identificar com as emoções. E quando a peça não tem história com começo, meio e fim, nem atores de tevê e, aparentemente, não nos faz chorar e nem rir? E quando acaba, você bate palminhas e diz, “poxa, eu vi um dos melhores espetáculos do ano!”  “Imagina esse palco que se mexe” faz isso, e muito mais, com a plateia.

Uma ideia experimental do diretor Moacir Chaves a partir das memórias do astrofísico João RamosTorres de Mello Neto, professor titular da UFRJ, que desenvolve o projeto Vamos falar da Física. São quatro atrizes, Elisa Pinheiro, Karen Coelho, Luísa Pitta e Monica Biel, que representam/conversam/reencenam/intermediam histórias de infância, recortes do cotidiano, princípios da ciência.

“A peça é em caráter experimental, como na realidade qualquer teatro é experimental e essa é uma relação que a gente tem que entender em teatro, principalmente. Para fazer experiência, tem que aprender. Porque é esse o percurso. E os cientistas estão correndo atrás do sentido da vida, então vamos fazer teatro sobre isso. Uma experiência de teatro”, diz Moacyr Chaves.

Para o roteirista Chico Vereza, a essência do teatro é o ator. Em “Imagina esse palco que se mexe”, as quatro atrizes são magistrais em recitar fórmulas de Física, em transformar em piadas situações difíceis. E o roteiro, ao desenvolver as metáforas entre buraco negro, experimento, personagens da Física com os sentimentos da vida, nos emociona por apresentar que os princípios, mesmo os mais incompreensíveis, são capazes de mostrar que a Aventura de Viver é um percurso com leis. E por mais difíceis que sejam, e complicadas, nos fazem rir e chorar. Afinal, a vida, como o palco, se mexe.

Foto: Aline Macedo

Serviço
Espaço Cultural Casa de Baco
Sextas, sábados e domingos às 19h30

tarja-claudiachaves


Enviado por: Marcia Bahia
14/04/2017 - 16:08

Odebrecht: não é mais do que humano mudar de ideia?

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Marcelo Odebrecht: mudança de opinião em relação à delação em quase dois anos de prisão/ Foto: IG

O país estarrecido diante da TV, com a delação de Marcelo e Emilio Odebrecht e dos diretores da empresa. Nas redes sociais, claro, o assunto não poderia ser outro, muitos criticando o Marcelo pela delação, já que logo depois de ser preso, em junho de 2015, ele disse: “Eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que com aquele que fez o fato”. Preso, quase dois anos depois, vendo o rumo das coisas, as três filhas crescendo longe dele e, certamente, refletindo sobre ‘otras cositas más’ não seria mais do que humano mudar de ideia e fazer a delação premiada?

O que estamos assistindo nos noticiários é um documentário ao vivo, mostrando as tripas da corrupção brasileira – para muitos, melhor do que “House of Cards” (série americana).


Enviado por: Lu Lacerda
14/04/2017 - 14:31

Ver o Odebrecht chamar alguém de chefe?

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Emílio Odebrechet: modo como o empresário tratava o ex-presidente Lula está causando comentários e estranheza / Foto: IG

Ver o Emílio Odebrecht chamar alguém de chefe (seja quem for) é inacreditável. Foi assim que ele se referiu ao Lula, durante a delação premiada, mostrado à exaustão em todas as TVs. Ninguém pode dimensionar esse sobrenome na Bahia, estado da família dos empreiteiros, mais do que no resto do Brasil. Ao contrário do rebanho, o empresário, ex-diretor do MAM, Heitor Reis, comenta: “Chefe? Estranhei mesmo, achei simplório. Diante do pós-benesses de tantos bilhões, o correto seria: meu amor!”


Enviado por: Lu Lacerda
14/04/2017 - 14:01

Citação do dia

“Garanti ter a lisura de político delatado”

 

Do publicitário Lula Vieira, sobre as respostas que deu aos assaltantes que invadiram sua casa e estavam desconfiados dele não estar indicando onde estavam seus bens mais valiosos


Enviado por: Marcia Bahia
14/04/2017 - 11:52

Viúva de Glauber, Paula Gaitán dá curso e é homenageada no CCBB

Paula Gaitán e Glauber Rocha em cena do documentário "Diário de Sintra", feito pela cineasta em 2007 / Foto: reprodução0

Paula Gaitán e Glauber Rocha em cena do documentário “Diário de Sintra”, feito pela cineasta em 2007 / Foto: reprodução

Paula Gaitán, última mulher de Glauber Rocha, vai dar um curso gratuito de quinta a segunda (20 a 24/04), no Cinema 1 do CCBB. Cineasta, fotógrafa, poeta e artista visual, Paula assinou a direção de arte do filme “A Idade da Terra”, de Glauber, e fez uma carreira independente, dirigindo documentários e fazendo trabalhos em vídeo arte e instalações. O curso da próxima semana, que tem 90 vagas disponíveis, vai tomar como base a tela “Quadrado Negro”, do russo Kasimir Malevitch, para debater conceitos de arte, ciência, cinema e música. Quem quiser ver Paula antes disso tem outra oportunidade neste sábado (15/04): homenageada pela 16ª Mostra do Filme Livre, também no CCBB, ela vai mostrar seu filme “Sutis Interferências”, de 2016, e conversar com a plateia em seguida.


Enviado por: Marcia Bahia